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A nova rádio corredor #2

Por Cesar Brod

Data de Publicação: 26 de Agosto de 2008

Em dois artigos para o Dicas-L abordei o acesso (e a proibição do acesso) à redes sociais como o Orkut, a sistemas de mensagens instantâneas como o MSN e outros. Tanto o primeiro quanto o segundo motivaram bons comentários. Na semana de 12 a 14 de agosto tive a oportunidade de participar do evento Interop São Paulo, no qual palestrei logo após o Peter Coffee. O título da palestra do Peter era "Web 2.0 @ Work", que vem bem de encontro a muitas das coisas que escrevi aqui.

Segundo o Peter, dentro de uma empresa e fora dela as conversas irão acontecer, de qualquer maneira. O importante é que as empresas deixem de ser apenas o local onde estas conversas acontecem para tornarem-se as iniciadoras e incentivadoras de boas conversas, alinhadas a seus interesses. Se antes da Web 2.0 as empresas serviam como "mestres de cerimônias" em seus portais, agora elas passam a ser um espaço público de manifestação interna e externa, onde o papel da empresa passa a ser o equivalente a um promotor de eventos. "Ouvir não é o suficiente, é necessário ouvir em público e tomar ações em público", disse Peter. Já são muitos os exemplos de empresas que tiveram que tomar ações rápidas em função da repercussão em blogs e comunidades virtuais de algum problema em seus produtos.

Perguntei ao Peter o que ele achava da atitude de algumas empresas sobre o bloqueio de MSN, Orkut, YouTube, etc. Ele respondeu: "Isto é uma fantasia, uma ilusão e, de qualquer forma, os funcionários da empresa acessarão de casa tudo o que não podem acessar na empresa. Mas, em casa, a pessoa deixa de ser um funcionário? Em um ambiente de conexão permanente somos sempre representantes das empresas e instituições às quais pertencemos", e continua: "Não é necessário estabelecer novas regras de utilização de tecnologia se boas regras de conduta e comportamento já estão estabelecidas. As mesmas que se aplicam ao convívio diário 'local' servem para o convívio 'online'".

Os funcionários que desrespeitam boas regras e práticas de comportamento o farão de qualquer forma. Podem bloquear acesso ao MSN que ele usará o email da empresa para enviar currículos a potenciais novos empregadores. É esse o funcionário que a empresa quer?

Veja a relação completa dos artigos de Cesar Brod

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Opinião dos Leitores

Fabio
08 Set 2008, 14:26
Eu concordo com`Peter, um funcioonario feliz produz mais, o que adianta bloquea aqui, se logo ali o mesmo estara utilizando e se beneficiando, e muito provavelkmente discutindo aqui eu nao posso isso, ali eu não posso aquilo, isso não ´pe bom tanto para o funcionario quanto a empresa.

Veja, se uma boa politica é definida, muitos problemas e conversas podem ser resolvidas, eu sou um Estudante em desenvolvimento, e aplico bloqueios e filtros Web, porem eu sei o ponto de vista de um funcionário e o que o mesmo precisa para produzir melhor,
Eu adoto a politica de restringir e bloquear apenas o que realmente não se pode ser visto em trabalho, pornográfias, desde que implementei esta politica, muitas foram as pessoas "funcionários" que chegaram em min e disseram que hoje estavam muito mais felizes em seu trabalho, pois a liberdade existia, pelo menos eu como miliotante do software livre, como poderia deixar centenas de pessoas presas hja apenas iniciar -> programa usado -> desligar.

Um boa politica é fundamental, porem um bom senso, mais que primordial,

Um abraço
João Campelo
01 Set 2008, 10:53
Cesar, sou leitor da Dicas-L e sempre acompanho suas matérias, mas essa em particular chamou-me à atenção.
Bom, sou Coordenador de Informática em um Órgão Público, no qual adotamos uma política de segurança, uma política de utilização dos recurso de informática. Em se tratando de bloqueio, nós administradores de sistemas e redes entendemos o porquê.
Que as conversas irão acontecer dentro e fora da empresa isso é óbivio, mas como você afirma que Peter diz "Isto é uma fantasia, uma ilusão e, de qualquer forma, os funcionários da empresa acessarão de casa tudo o que não podem acessar na empresa. Fortaleço suas palavras quando você diz: Mas, em casa, a pessoa deixa de ser um funcionário. Na verdade, a pessoa tem que se lembrar que na empresa ela é um funcionário com regimento interno, políticas e regras.
Fernando Zaparoli
26 Ago 2008, 17:16
Olá Cesar,

Estava também na Paletra do Peter Coffee e concordo com a opinião dele sobre a restrição de uso de alguns softwares de comunicação.
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