Web 2.0: entrega a Deus!
Data de Publicação: 30 de Julho de 2007
Ao abrir espaço para o leitor, o público e o cliente opinarem, muitas instituições e empresas não aguentam o tranco e fecham as portas. Não tem futuro essa abordagem. Há outra melhor.
Há uma crise no ar, além da aérea. Muitas instituições abriram espaço, de diferentes maneiras, para a colaboração dos usuários pela internet. Tiveram a intuição de que a web caminhava para esse lado interativo. Não estavam errados.
Mas a participação cresceu, o gargalo veio e o que fazer agora?
É o que se pergunta a Submarino, que está ainda no meio barro, meio tijolo da Web 1,5. Veja a extensa discussão sobre o assunto aqui no Dicas-L.
Aceitam comentários sobre produtos, mas não liberam livremente a contribuição dos consumidores, ora aceitam, ora não. (Geralmente rejeitam as críticas negativas, criando um clima de desconfiança entre os usuários.) É algo que fica cada vez mais inadministrável, tal o volume das colaborações, que crescem a cada dia. O mesmo ocorre em jornais, sites, por todos os lados.
O remédio para a crise está dado: Web 2.0. A nova filosofia? Simples e direto: entrega a Deus! Ao Deus comunidade. E ao Deus Robô. Ambos vieram para separar o joio (lixo) do trigo (qualidade da informação) de diferentes maneiras.
De forma voluntária: usuários denunciando abusos, comentando, criticando, dando notas, classificando, tagueando.
De forma automática: robôs ordenando por relevância, impedindo palavras hostis, relacionando e buscando. "Não interessa mais o que faz cada abelha, mas como anda toda a colméia", disse-me um cliente pós-web 2.0.
E eu complementaria: temos que criar canais reais (e não artificiais) para nos envolver, aprender e mudar junto com as colméias, se quisermos estar no ritmo do mundo atual. Qualquer ação diferente dessa tende, a curto e médio prazo, ao fracasso.
Enfrentar, enfim, de frente e sem medo o choque cultural que bate à porta. Aprender a enterrar a cada clique o controle da era pré-web. Não é questão de querer, mas de ter que e pronto. Sim, mais do que tecnologia, a Web 2 veio primeiro mudar cabeças e depois, toda a sociedade.
Resta saber: quem está realmente preparado?
Veja a realação completa dos artigos da coluna 10 Anos
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Opinião dos Leitores
01 Ago 2007, 08:31
Um tema sobre duas entidades que podem realmente se beneficiar de todo o potencial da Web2.0.
A escola em qualquer lugar do mundo e o parlamento, esse último somente nas verdadeiras democracias.
Saudações.
31 Jul 2007, 17:11
juro: essa foi o fim da novela, ou melhor, da trilogia do cabo e submarino, mas uma coisa estava linkada com a outra....no meu ponto de vista ;)
Foram algumas reflexões sobre o mundo web 2.0, que partiram do cabo e foram adiante.
Meus próximos assuntos: escola 2.0 e parlamento 2.0.
Quem quiser já ir dando pitaco, pode começar.
Vou ver os links que me sugerem.
abraços,
Nepomuceno.
31 Jul 2007, 14:16
31 Jul 2007, 09:14
Agora ela está me parecendo uma cruzada pessoal. Já temos três artigos batendo na mesma tecla. Não importa para mim o que a Submarino fez ou faz (eu nunca gostei dela mesmo).
Tirando livros que costumo ir comprar no site da editora depois de uma ida (física) nas livrarias, não costumo comprar outra coisa pela WEB, quando faço já vi o produto de frente.
Web 2.0 para mim é muito maior que comércio eletrônico. Não espero que um comerciante ou fabricante vá publicar coisas contra ele no próprio site, assim seu site nunca será totalmente transparente.
O que se está esperando do comerciante e fabricante pode ser conseguido incentivando, e até apoiando tecnicamente, entidades de defesa do consumidor a manter seus sites na tão falada Web2.0.
Caro amigo de rede (você mesmo autor da coluna), continue com seus bons artigos e pare com essa lenga lenga de ter sido enganado por maus comerciantes.
Saudações,
Flávio
P.S.: Desde que me conheço como gente nunca comprei uma impressora que viesse com o cabo.



