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bootc e DNF: dois modelos de atualização do Linux

Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

Data de Publicação: 11 de outubro de 2026

Em uma instalação Linux tradicional, usamos um gerenciador como DNF ou APT para modificar o sistema existente. Cada pacote é baixado, verificado e instalado diretamente na máquina.

Esse processo é flexível, mas cria algumas dificuldades. Uma atualização pode ser interrompida, diferentes servidores podem receber conjuntos diferentes de pacotes e alterações manuais podem produzir configurações difíceis de reproduzir.

Com bootc, a unidade de atualização deixa de ser o pacote e passa a ser a imagem completa do sistema operacional.

Os pacotes continuam existindo. Eles são utilizados durante a construção da imagem. A diferença é que o comando de instalação é executado no ambiente de construção, e não separadamente em cada servidor de produção.

O fluxo passa a ser:

  1. modificar o Containerfile;
  2. construir uma nova imagem;
  3. testar essa imagem;
  4. publicá-la em um registro;
  5. distribuir a nova versão para as máquinas.

Esse modelo reduz a chamada deriva de configuração. Se dez servidores utilizarem a mesma imagem identificada pelo mesmo digest, todos terão a mesma base de sistema.

Outra vantagem é a atualização transacional. O bootc prepara uma nova implantação sem destruir imediatamente a versão em funcionamento. A mudança entra em vigor após a reinicialização.

Isso não transforma automaticamente qualquer infraestrutura em um ambiente totalmente imutável. Arquivos persistentes ainda podem ser modificados e precisam ser administrados corretamente. O benefício principal está em manter a base do sistema reproduzível e versionada.

O bootc aproxima o ciclo de vida do sistema operacional do fluxo já usado no desenvolvimento de aplicações: construir, testar, publicar e implantar.

No próximo artigo criaremos uma imagem personalizada usando um Containerfile.

Próximo artigo: Construindo a primeira imagem bootc.



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