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Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida
Data de Publicação: 10 de outubro de 2026
Uma imagem de aplicação normalmente contém apenas o programa, suas bibliotecas e os arquivos necessários para executá-lo. Uma imagem compatível com bootc precisa conter algo maior: um sistema operacional inicializável.
Ela pode incluir:
bootc.
A imagem pode ser construída a partir de um Containerfile. Isso permite utilizar instruções já familiares, como `FROM`, `RUN`, `COPY` e `ENV`.
Há, entretanto, uma diferença importante. Quando executamos uma imagem comum com Podman, o contêiner utiliza o kernel do computador hospedeiro. Em uma implantação bootc, o kernel armazenado na imagem será utilizado para inicializar a própria máquina.
Depois do boot, não existe uma camada externa de contêiner envolvendo todo o sistema. O ambiente funciona como uma instalação Linux normal.
O conteúdo da imagem corresponde principalmente à parte controlada pelo fornecedor ou administrador do sistema. Os dados que precisam sobreviver às atualizações ficam em áreas persistentes, especialmente `/var`. Diretórios pessoais, bancos de dados e outros dados variáveis não devem ser incorporados à imagem do sistema.
Essa separação é essencial. A imagem representa o estado desejado do sistema operacional, enquanto os dados persistentes representam o estado particular de cada máquina.
Podemos, portanto, reconstruir e substituir a imagem sem recriar os usuários, seus documentos ou os dados mantidos em `/var`.
Próximo artigo: bootc, DNF e os dois modelos de atualização.
No próximo artigo compararemos essa abordagem com a administração tradicional baseada em pacotes.