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Quando falamos em segurança no Linux, normalmente pensamos em usuários, grupos, permissões de arquivos, SELinux, AppArmor, namespaces e contêineres. O Landlock acrescenta uma possibilidade interessante a esse conjunto: permitir que um processo restrinja a si próprio e aos processos que ele criar.
Disponível no kernel Linux desde a versão 5.13, o Landlock integra a infraestrutura Linux Security Modules, conhecida como LSM. Ele permite que uma aplicação estabeleça uma espécie de sandbox, definindo quais arquivos, diretórios e outros recursos poderá acessar durante sua execução. Versões mais recentes do recurso também ampliaram as possibilidades de controle sobre determinadas operações de rede e comunicação entre processos.
Um aspecto particularmente importante é que essas restrições podem ser aplicadas por processos sem privilégios administrativos. Um programa pode iniciar com as permissões normais do usuário e, depois de acessar os recursos necessários, limitar voluntariamente o que será capaz de fazer. As restrições também são herdadas pelos processos filhos e não podem ser simplesmente removidas pelo próprio programa.
Imagine um conversor de documentos que precise ler arquivos de uma pasta e gravar os resultados em outra. Com o Landlock, ele pode ser impedido de explorar o restante do diretório pessoal do usuário. Se uma falha de segurança for descoberta nessa aplicação, o alcance de um possível ataque será consideravelmente reduzido.