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Quando observamos o cenário tecnológico atual, é fácil acreditar que toda inovação nasce dentro de uma empresa. Afinal, estamos cercados por startups, rodadas de investimento, aceleradoras, fundos de capital de risco e estratégias de monetização cuidadosamente planejadas. A impressão que fica é que toda grande tecnologia começa com um plano de negócios.
O Linux conta uma história completamente diferente. Em 1991, um estudante de ciência da computação chamado Linus Torvalds comprou um computador baseado no processador Intel 386. Como muitos entusiastas da época, ele gostava de explorar os limites da máquina e entender como tudo funcionava por dentro. O sistema operacional que utilizava não atendia plenamente às suas necessidades. Em vez de simplesmente aceitar as limitações existentes, decidiu começar a desenvolver seu próprio sistema.
O objetivo era muito mais simples: Linus queria aprender.
Queria entender melhor o funcionamento do hardware que possuía. Queria experimentar ideias. Queria construir algo que considerava interessante. Em outras palavras, estava programando porque aquilo lhe dava prazer.