De acordo com as Leis 12.965/2014 e 13.709/2018, que regulam o uso da Internet e o tratamento de dados pessoais no Brasil, ao me inscrever na newsletter do portal DICAS-L, autorizo o envio de notificações por e-mail ou outros meios e declaro estar ciente e concordar com seus Termos de Uso e Política de Privacidade.
Em um cenário no qual ataques de ransomware, falhas de hardware e erros humanos podem comprometer anos de informações em poucos minutos, manter cópias de segurança deixou de ser apenas uma precaução técnica. Para empresas e órgãos públicos, o backup tornou-se parte essencial da segurança da informação e da continuidade dos negócios. É nesse contexto que surge o NGBackup, uma plataforma brasileira de backup, recuperação de dados, replicação e proteção contra incidentes cibernéticos.
O NGBackup foi apresentado oficialmente em 4 de julho de 2026. O projeto é desenvolvido pela NGStructures, empresa pertencente ao Grupo LSG Global, e nasceu da experiência acumulada por seus profissionais durante mais de vinte anos na implantação e no suporte de ambientes corporativos de proteção de dados. Heitor Faria, especialista brasileiro conhecido por sua atuação com o Bacula e autor de livros e cursos sobre backup, aparece como uma das principais figuras públicas ligadas à criação e à divulgação da plataforma. As informações institucionais disponíveis, entretanto, apresentam o desenvolvimento como trabalho de uma equipe da NGStructures, sem publicar uma relação completa dos programadores envolvidos. (1)
Embora sua arquitetura distribuída empregue componentes familiares aos administradores que já trabalharam com soluções como o Bacula, o NGBackup não é apresentado como uma simples adaptação ou atualização de um sistema antigo. Segundo sua documentação, a plataforma possui uma base de código inteiramente nova, escrita em Rust, sem reaproveitamento de código em C. A proposta foi conservar os conceitos já comprovados dos sistemas distribuídos de backup e, ao mesmo tempo, reconstruir sua implementação com tecnologias mais recentes.
A escolha da linguagem Rust é um dos elementos centrais do projeto. Grande parte dos programas de infraestrutura criados nas últimas décadas foi desenvolvida em C ou C++, linguagens extremamente eficientes, porém sujeitas a erros de gerenciamento de memória. Falhas como acesso a áreas inválidas, estouro de buffers e uso de memória depois de sua liberação aparecem com frequência em boletins de segurança de aplicações mais antigas. Rust foi projetada para impedir diversas dessas condições ainda durante a compilação. Isso não significa que um programa escrito em Rust esteja livre de qualquer falha, mas reduz uma importante classe de vulnerabilidades relacionadas à memória.