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Sempre que o assunto é Btrfs, uma pergunta aparece com frequência em fóruns, grupos de discussão e redes sociais: o mecanismo Copy-on-Write aumenta o desgaste dos SSDs?
A dúvida faz sentido. Afinal, o funcionamento do Btrfs é diferente do de sistemas de arquivos tradicionais. Em vez de sobrescrever diretamente um bloco de dados existente, ele grava as alterações em novos blocos e somente depois atualiza as referências internas. À primeira vista, isso parece significar um número maior de gravações e, consequentemente, uma redução da vida útil da unidade de armazenamento.
A realidade, entretanto, é mais complexa. Para entender por que essa preocupação costuma ser exagerada, vale a pena conhecer primeiro como um SSD realmente funciona.
Ao contrário dos antigos discos rígidos, um SSD não possui partes móveis. As informações são armazenadas em células de memória flash, que suportam um número finito de ciclos de gravação. Isso não significa que, após determinado número de escritas, o dispositivo simplesmente deixe de funcionar. Os fabricantes utilizam diversas técnicas para distribuir uniformemente essas gravações, evitando que determinadas regiões do dispositivo sejam utilizadas de forma muito mais intensa do que outras. Essa técnica recebe o nome de wear leveling.