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Atualizar um sistema operacional sempre envolve algum risco. Diversos pacotes precisam ser substituídos, bibliotecas recebem novas versões, serviços são reiniciados e arquivos de configuração podem ser alterados. Se o processo for interrompido, o sistema corre o risco de permanecer em um estado inconsistente, com componentes de versões diferentes.
As atualizações atômicas surgem para reduzir esse problema. O termo “atômico” vem da ideia de uma operação indivisível: a atualização é considerada concluída por inteiro ou o sistema continua utilizando o estado anterior.
Em um modelo tradicional, as mudanças são aplicadas progressivamente ao sistema em uso. Nas atualizações atômicas, a nova versão é preparada separadamente. O sistema continua funcionando com a versão atual enquanto os novos componentes são baixados, verificados e organizados.
Depois que tudo está pronto, a nova versão é ativada como uma unidade, geralmente durante a próxima inicialização. O computador passa de um estado conhecido para outro estado conhecido, sem permanecer em uma condição intermediária.