Regulamentar a informática?
Por Paulino Michelazzo
Data de Publicação: 19 de Março de 2008
Projeto do senador Expedito Júnior que obteve parecer favorável semana passada na CCT traz uma nova certificação para o profissional de informática: contraventor.
A área de tecnologia foi chacoalhada com um terremoto vindo de Brasília semana passada. Depois de cinco anos engavetado e esquecido em algum escaninho dos gabinetes da capital federal, o projeto de lei 1947/03 que versa sobre a regulamentação do exercício da profissão de analista de sistemas e todas as correlatas (vai desde o "sobrinho" que instala computador até o DBA) do deputado Eduardo Paes volta à vida pelas mãos do senador Expedito Júnior (PR-RO) e toma corpo com o voto a favor proferido pelo relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), partindo agora para sua etapa final, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e depois para a câmara a fim de ser sancionado.
A primeira vista nada de mais. Este é mais um daqueles projetos que cansamos de ver saindo da Praça dos Três Poderes. Mas observando-o atentamente é possível perceber seus efeitos danosos e principalmente prevê-lo como algoz de milhares de profissionais do país que passarão em questão de meses da condição de profissionais para a condição de contraventores.
O Projeto
Escondido sob bom português o projeto não só regulamenta a atividade mas também a regula colocando cabestro principalmente sobre aqueles que deixaram suas profissões originais para se enveredar pela informática. Além disso, sobretaxa os profissionais que atuam em duas áreas diferentes mas de uma forma ou de outra, relacionadas. De acordo com o texto original, somente os formados em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderão exercer a profissão de Analista de Sistema, mesmo que seja um cientista e não analista. Ou seja, contribuições de profissionais da área de biologia para o desenvolvimento de softwares não mais será possível. Da mesma forma que profissionais como matemáticos, astrônomos, médicos, advogados, físicos, professores, músicos e quaisquer outras profissões. De bate-pronto o primeiro que perde é o empresário que terá que contratar dois profissionais: um que é aquele que vai colocar no papel sua assinatura atestando o software e outro, o especialista da área que não pode assinar por não fazer parte da "seleção de ouro" escalada pelo projeto.
Mas não é somente o empresário já espremido pelos impostos que sofrerá um baque. O desenvolvimento de softwares também será tomado de assalto por um conselho e sua máquina caça-níqueis. Acabou a "farra" de empresas, micros e pequenas (principalmente), que criam softwares para as mais diversas áreas. Não mais teremos médicos desenvolvendo softwares e emprestando seus conhecimentos multidisciplinares para a sociedade e o mesmo irá acontecer com advogados, dentistas e com todas as outras áreas do conhecimento. Ao invés de serem criados mecanismos para ampliar e fomentar a indústria nacional de software, criam-se amarras dignas do período colonial de nossa terra.
Como isso tudo ainda é pouco, equívocos foram cometidos (ou colocados de propósito) dentro do texto original para confundir e gerar o medo entre os profissionais. A redação do artigo II, parágrafo III, que trata sobre aqueles que poderão exercer a profissão é um perfeito exemplo disso: os que, na data de entrada em vigor desta Lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período de, no mínimo cinco anos, a função de Analista de Sistemas e que requeiram o respectivo registro aos Conselhos Regionais de Informática.. Com esta afirmação derruba-se a tese apresentada no parágrafo anterior deste artigo. Mas existe um porém; a lei não especifica em nenhum momento e tampouco usa de uma regulamentação para informar como será comprovado o exercício da função. Diante disso fica mais uma vez caracterizado o interesse não na organização, mas sim em engordar os cofres do conselho. A partir do momento que não existem regras claras, o jogo pode ser manipulado de acordo com interesses, bons ou ruins. Assim não irá me impressionar se aquele "sobrinho" sem pêlo na cara entrar pelas portas do conselho e ser aprovado como analista de sistemas. Ou, de outro lado, um exímio programador que já desenvolveu softwares mundialmente famosos não ter sua "carteirinha" pela falta do diploma, fato comum em nosso país que inclui inclusive o próprio senador e o presidente da república.
Tem mais. Até mesmo professores daquelas escolinhas de informática em bairros ou instrutores de projetos como os telecentros de São Paulo ou do Casa Brasil estarão sobre o fio da navalha. O artigo IV, parágrafo IX, diz que dentre os profissionais que poderão exercer a profissão de técnico estão aqueles de ensino, pesquisa, experimentação e divulgação tecnológica.Mais uma vez, um tiro no pé da educação do Brasil que irá perder milhares de pessoas que levam o conhecimento básico da área de informática para interessados em escolas espalhadas pelos bairros das cidades de todo o país devido as "exigências da realidade".
E o desfile não acabou. Para fechar com chave de ouro o projeto joga para a justiça assoberbada de trabalho os processos do conselho contra pessoas que estiverem exercendo a atividade sem o devido registro, que serão categorizados como contraventores e criminosos. Com isso aquele garoto de quinze anos que está em casa com seu computador corre o risco de abraçar 10 anos na cadeia se forem somadas as penas pela pirataria do software (já que não usa software livre), pela compra de equipamento contrabandeado e agora, por estar programando sem ter registro. Um cenário digno das comédias de Dante.
A falácia da regulamentação
Não é de hoje que a regulamentação de profissões se tornou uma fonte de renda esplendorosa para meia dúzia de espertalhões. Como exemplo, o CRA - Conselho Regional de Administração, tenta que todo o executivo de empresa seja um administrador visando principalmente não o fortalecimento da profissão, mas sim o bom lucro que é possível diante destes profissionais. Como fazer isso no mundo de CIO's, CFO's, CEO's que são pessoas obrigatoriamente multidisciplinares, com dezenas de atribuições e conhecimentos muitas vezes antagônicos? Uma exigência absurda como esta derrubaria fora do país pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Carlos Slim de seus postos e no Brasil, a esmagadora maioria dos administradores das empresas públicas e outro enorme pedaço das privadas.
Neste comparativo entram quase todos os conselhos atuais, com exceção da OAB que mesmo não sendo um anjo de candura como alguns advogados acreditam (e eu engrosso mesmo não sendo advogado), possui um mecanismo que a difere de todos os outros: sua função não é somente a de zelar pela profissão, mas também atestar que aquele profissional que está saíndo da faculdade é realmente um profissional. Mediante seu "exame da ordem" ela consegue filtrar, de uma forma ou de outra, aqueles que não possuem as mínimas condições de exercer a advocacia, peneirando assim, logo na primeira leva, o joio do trigo. Nos demais conselhos, somente uma anuidade prá cá, uma carteirinha prá lá, um diploma da faculdade "pegue e pague" e deixa-se de ser contraventor.
O senador ainda argumenta que a regulamentação da profissão de analista de sistemas e suas correlatas tornou-se uma exigência da realidade. Essa atividade, relativamente nova no mercado de trabalho, assumiu uma importância que não pode mais ser desconsiderada. Com estas palavras, além de mostrar que nada conhece da área já que a profissão existe no Brasil desde a década de 50, conseguiu ainda legar à marginalidade outras profissões que não possuem conselho ou que não "merecem" uma lei para a criação destes. Exemplo claro é dos professores que mesmo sendo aqueles que por suas mãos nossos filhos são formados e recebem seus diplomas de médicos, engenheiros, advogados ou administradores e que fazem parte de uma profissão tão importante, tão secular e tão presente em nosso cotidiano, não contam com um conselho. Será que a profissão de professor não tem importância ou será que ela não é uma exigência da realidade? Ou será qu existem outros interesses por trás do projeto?
Mas alguém ganha
Claro que sim, como sempre, alguém ganha. Ganham primeiramente aqueles que saíram de faculdades "pague e passe" que nascem aos borbotões em nosso país. Com as desculpas que agora poderemos trabalhar de igual para igual ou ainda que vai existir um piso salarial para todos, estes pseudo-profissionais serão beneficiados com o projeto pois poderão "carteirar" aquele que não entra no jogo sujo do conselho, denunciando o contraventor.
A grande desculpa destes para a criação do conselho é comparar espertamente a área de tecnologia com a área de medicina ou advocacia, alegando que é necessário ter uma regulamentação para a exclusão dos picaretas do mercado. Esta tarefa não é e não será realizada pelo conselho pois se assim fosse, prédios não cairiam e não seriam encontradas pinças e bisturis dentro de pessoas. Também não pode ser realizada pelo conselho pois ele não possui nenhum mecanismo que ateste a qualidade do profissional. Ela deve ser feita como é até agora e de forma extremamente eficiente, pelo mercado. Além disso a comparação peca por diversos motivos, sendo alguns deles a forma de aprendizado, as oportunidades de obtenção do conhecimento e a capilaridade do mercado e da profissão. Não existem certificações para medicina nos mesmos moldes da computação. Da mesma forma, não é encontrado fartamente na Internet conhecimento médico sobre neurocirurgia como é encontrado sobre Java. Este cenário faz com que seja muito mais fácil, rápido e producente ser um programador do que um neurocirurgião. Duas realidades totalmente distintas cujas formas de "atestar" o conhecimento são muito diferentes mas muito bem resolvidas para ambos os lados.
Se tudo isso não for suficiente, ainda existe a analogia da qual todos os que desejam um conselho fogem. A informática pode ser comparada hoje ao idioma português falado em nosso país. Sua presença é tão forte e não natural em nosso dia-a-dia que não é preciso ser formado ou ter um curso qualquer para mexer com um computador ou programá-lo. Da mesma forma que o português pode ser aprendido não somente na escola, a informática é onipresente em nossas vidas. Isso não ocorre com nenhuma outra área das comparadas, deixando-as então em um nicho específico onde é sim, sem dúvida, necessária uma regulamentação.
Também ganham estas mesmas faculdades que poderão usar de marketing de massa para alardear em seus domínios que seus cursos dão direito ao registro no conselho, enganando assim duplamente aquele que sua a camisa todos os dias e tenta com este mesmo suor ser alguém na vida.
Mas a lista não acaba. Em um exercício que me permito fazer sobre a "teoria da conspiração", ganham certas empresas que lutam com unhas e dentes contra o software livre, contra a pesquisa da universidade pública e contra o compartilhamento do conhecimento. Com projeto de tal naipe será possível agregar valor nos cursos das faculdades acima citadas ou criar um pacote de conhecimentos para os técnicos que poderão então, além de serem certificados, ter o registro no conselho. Puro devaneio pouco provável mas nunca impossível.
E do outro lado" Quem perde?
Muitos. Perdem os empresários que, se não possuírem em seus quadros profissionais "carteirados", estarão em maus lençóis com o conselho e com a justiça. Perdem as micro, pequenas e médias empresas que contratam um, dois, cinco profissionais e não mais poderão fazê-lo. Perdem os auto-didatas que por força da lei e não tendo como comprovar com uma carteira assinada, por exemplo, a condição de analista, não mais poderão exercer seu trabalho e finalmente perde a sociedade que, mediante a burocracia e "burrocracia", decepa empregos, cria mais entraves para aqueles que realmente tentam fazer desta terra uma terra para todos e pagam o custo do produto informático que, com pouca concorrência, verá seu preço elevado (sendo que isso não reflete no aumento da qualidade).
Finalizando
O molde de conselho em nosso país é anacrônico e desprovido de mecanismos que interessam efetivamente a sociedade. E para uma profissão (e suas correlatas) tão dinâmica como a informática, torna-se uma verdadeira bola de ferro atrelada aos seus pés que nos leva na contramão do que acontece em todo o mundo. Países como Cingapura, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e tantos outros do chamado primeiro mundo, além de outras dezenas do segundo, terceiro e quarto mundos deixam o mercado regular suas necessidades de informática e não possuem conselhos, mas sim entidades de profissionais que representam aqueles que desejam, SEM OBRIGÁ-LOS a se filiar na mesma. Suas principais funções são de criar uma estrutura aberta e não obrigatória que ateste tanto os conhecimentos quanto a ética dos profissionais, permitindo assim que estes tenham um "plus" em seus curricula.
Muito me impressiona o senador não ter consultado a área interessada (empresas e profissionais) ou ao menos ouvido as palavras daqueles que já estudaram e discutiram exaustivamente o assunto como é o caso da SBC - Sociedade Brasileira de Computação. O mesmo acontece com o relator, antigo conhecido nas polêmicas tecnológicas como o projeto de controle da Internet que certamente ouviu as águas da pampulha e não do DCC da UFMG, alguns quilômetros adiante.
Para nós, profissionais e empresas da área de tecnologia resta mais uma vez entrar na batalha contra o cerceamento do uso de nosso conhecimento ou, quem sabe, virar criminoso mas sem as benesses daqueles que possuem imunidade gozam.
Opinião dos Leitores
10 Set 2009, 13:52
08 Set 2009, 18:21
Não conseguiu emprego e pode ser por vários fatores. Um deles é a possibilidade de ter perdido tempo em um curso ruim (que no mínimo não foi capaz de prepará-lo para a realidade do mercado). Outro é de não ter procurado ou de não ter vagas em sua região (onde mora?). O que a regulamentação mudaria nisso? Nada. Qualquer um conseguiria um diploma nessas "UNI´s" por aí e portanto não teria alguma diferença no mercado.
Não é justo um problema de alguns indivíduos penalizar toda um conjunto de profissionais.
Sr. Gustavo, escreveu:
"Sou a favor da regulamentação, a menos que alguém consiga algum argumento contra que não se resuma a:
- não quero fazer curso
- não quero pagar a taxa do futuro conselho
- sou idealista e acho que regulamentar não nos conduzirá a um mundo ideal"
Argumentos:
- Burocracia inútil (não resolve o problema dos incompetentes e incapazes que não conseguem emprego
- me desculpem os que não arrumaram trabalho, mas observem que provavelmente foram enganados e receberam
um diploma para algo que o mercado não precisa e não quer! existem um déficit enorme e altíssima remuneração
para diversas áreas de TI)
- Cópia de vicios corporativos de outras áreas
- Em uma área em constante revolução, qualquer amarra burocrática a inutiliza
- Diante dos quadros de "Sindicalismo Vermelho" viciado, seria mais espaço para sujarem nossa área que é limpa até hoje
- Quer mais argumentos? Escreva e vamos ajudá-lo a apagar este equivoco de sua mente (e de muitos outros).
E, usando seus argumentos de forma mais justa:
- Não quero que ninguém seja obrigado a perder tempo em faculdades ruins com professores que nada sabem do mercado;
- Taxas de conselhos ou sindicatos tem como fim fundamental o sustento (quando não privilégios desproporcionais e luxos) de meia dúzia dos donos vitalícios desses organismos. Se não é capaz de ver este fenômeno, escrava que trataremos do problema com mais aprofundamento;
- Sou idealista sim, acredito que a tecnologia pode sustentar uma ordem nova no mundo - incluindo nela eficiencia geral e comunicação. Se profissionais ligados diretamente à INOVAÇÂO forem obrigados a ter papéis para poderem "pensar", meu amigo, toda esta possibilidade (e outras várias) tende a se anular.
06 Set 2009, 20:22
Quanto aos argumentos que você pede, recomendo a leitura e compreensão do outro ensaio do mesmo autor, "Nivelando por Onde":
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php
27 Ago 2009, 16:15
Que piada... ou mais precisamente, falácia.
Sou a favor da regulamentação, a menos que alguém consiga algum argumento contra que não se resuma a:
- não quero fazer curso
- não quero pagar a taxa do futuro conselho
- sou idealista e acho que regulamentar não nos conduzirá a um mundo ideal
25 Ago 2009, 10:19
24 Abr 2009, 01:55
Pois sou recém-formado em Sistema da Informação e estudei quatro longos anos, não consegui ainda fazer nem entrevista, pois não tenho experiência na carteira, uso como experiência desenvolvimento do TCC para um filho de Deus me de uma oportunidade na área de TI, caso não consigo, quem sabe não vou atuar em direito, medicina, meio ambiente etc!!!!!! Depois continuo uma pos-gradução em TI...
26 Mar 2009, 17:37
O engenheiro tem o Crea
o médico tem CRM
o arquiteto tem Cra
Fiz minha graduação igual a todos estes e eles podem a qualquer hora fazer um CCNA ou Certificaçao, que da muito $$ as empresas como Microsoft da vida e assim qualqer um vira "Profissional de TI",do dia para a noite.Alguem pode ser um advogado ou engenheiro e assinar um laudo técnico ou uma petição em um Forum sem passar os 5 anos na cadeira de uma universidade? Não..
Maus e bons profisionais existem em qualquer área, formados ou não, a questão e´ a regulamentação profissional e não a qualidade de quem pratica a profissao
PELA REGULAMENTAÇÃO DO PROFISSIONAL DE TI!!
07 Fev 2009, 07:31
A única motivação dos falsos políticos é garantir novos sindicatos do tipo que transferem recursos dos trabalhadores para os bolsos de "meia dúzia" e para manter políticos vagabundos!
Os incompetentes que mudem de área - que tal virarem sindicalistas, politiqueiros, pedintes?
Faculdades de m... por aí só forma incompetentes e ainda saem reclamando que pagaram muito no curso e por isso "valem" mais que o rapaz que resolve tudo aprendendo em casa.
Só são prejudicados pelo preço suposto baixo preço os INCOMPETENTES! Todo bom profissional da área é "disputado a tapa" e ganha salários muito acima da média.
Deixem de ser covardes e procurar proteção em sindicalismo barato e vão procurar aprender algo além do que te passaram nas faculdades vendedoras de diplomas!
Abraços
27 Ago 2008, 11:40
Mas cabe colocar proficionais especializados para regulamentar isto, afinal o proprio senador não informou que para se fazer um serviço para a informática precisaria de um proficional da área formado, ele é?
03 Jul 2008, 10:26
Não se esqueçam que o NOSSO PRESIDENTE NÂO TEM 4 série, como disseram bons profissionais têm vaga garantida, eu não tenho medo e outra, essa área nossa está apenas começando, tem muita coisa pela frente, Analise de Sistemas, Sistemas de Informação, Ciência da Computação, Engenharia da Computação e fazem as mesmas coisas, por ai já não acho que esteja certo, mas isso deve ser mais importante que a saúde e educação do povo brasileiro, pra perderem tempo com isso ne.. esse é o Brasil que vivemos, 50% +1 dos votos nulos, é convocada nova eleição, vamos tirar esses putos de la..
Abraços!!! E boa sorte ao nivel do merecimento de cada um!!
23 Mai 2008, 22:58
Ja tivemos regulamentação que impedia o DOS ser utilizado e fez alguem lucrar copiando e criando um Cisne. Alguem lembra?
Apoio o autor do artigo e sou totalmente CONTRA a regulamentação da profissão.
Conheço muitos analistas que são excelentes profissionais sem ter nunca cursado uma faculdade de computação.
Excelente o comentário de Tiago Rinck Caveden, em 19/03/08, vale a pena uma lida.
Obs: Sou formado desde 1986 e este ano voltei à faculdade ... só para me decepcionar com o nível médio dos alunos e as pouquíssimas exigências dos professores.
01 Mai 2008, 19:12
2) Também sou contra esta lei;
3) Ver que algumas pessoas ainda relacionam a área de TI com outras áreas para justificar a regulamentação, mesmo com TANTO MATERIAL DISPONÍVEL NA INTERNET APENAS ESPERANDO PARA SER LIDO, dá dor de barriga.
[]'s
30 Abr 2008, 02:47
27 Abr 2008, 02:06
Eu dúvido que saia uma pessoa de qualquer faculdade que seja e de qualquer curso que seja com competência suficiente para fazer qualquer trabalho sem ter um treinamento prático como um enfermeiro faz estágio Obrigatório ou um médico faz uma residência.
NÃO adianta faculdade não vai te ajudar a conseguir emprego, o Conselho Não vai conseguir emprego, o Conselho vai te tirar emprego.
Imagina uma pessoa com diploma em qualquer área da informática desempregada ou recém formada tem que pagar mais de R$ 200,00 ou R$ 300,00 reais logo no começo do ano para o Conselho porque se não pagar NÃO pode trabalhar porque NÃO tem uma autorização. Pensem nisto!!!! Se NÃO pagar NÃO PODE TRABALHAR!!!!
26 Abr 2008, 17:01
Fora que a regulamentação não deve ser a base de diplomas, mas de comprovação de conhecimento e habilidades, uma pessoa não deve ser barrada de trabalhar com algo caso tenha conhecimento para tal.
Finalizando, mesmo que o profissional seja ruim, é meu direito escolher o que eu irei contratar. Fazendo alusão a medicina, se eu não tenho dinheiro suficiente para pagar um INCOR, prefiro ir ao SUS, do que morrer na rua.
Aos que reclamam dos salários, nunca vi uma área tão rentável quanto a informática, se você não ganha bem é por pura incompetência.
23 Abr 2008, 23:25
11/04/2008 SSCLSF - SUBSEC. COORDENAÇÃO LEGISLATIVA DO SENADO
Situação: AGUARDANDO INCLUSÃO ORDEM DO DIA DE REQUERIMENTO
Aguardando inclusão em Ordem do Dia do Requerimento nº 423, de 2008.
10/04/2008 ATA-PLEN - SUBSECRETARIA DE ATA - PLENÁRIO
Leitura do Requerimento n° 423, de 2008, do Senador Jarbas Vasconcelos, em que solicita, nos termos do disposto no art. 101, inciso I do Regimento Interno do Senado Federal, que sobre o PLS n° 607, de 2007, além das comissões constantes do despacho inicial de distribuição, seja ouvida, também, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. À SCLSF, para inclusão do Requerimento lido em Ordem do Dia oportunamente.
21 Abr 2008, 20:13
Rafael, não se decora um livro de Java. Simplesmente não é possível decora-lo... Existem pessoas que possuem o dom de aprender sozinhas... a estas pessoas eu tiro o chapeu...
21 Abr 2008, 20:04
Como disse o comentário de Marcos ?Paulo, tem muito picareta trabalhando por uma ninharia e fazendo toda sorte de coisas erradas dentro das empresas, mas, esse pessoal morre cedo na área de
tecnologia. Devemos encher a caixa de e-mails desse Deputado para que ele saiba que não estamos parados e que iremos lutar caso ele tente aprovar uma Lei como essa, tão cheia de falhas e incoerencias.
20 Abr 2008, 20:35
Regulamentação da profissão na área de informática:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju392pag02.pdf
20 Abr 2008, 18:24
Uma palhaçada sem tamanho (aliás, como tudo que vem desse políticozinhos).
Leiam minha reação completa aqui:
http://www.akitaonrails.com/2008/4/19/off-topic-vamos-todos-impedir-a-regulamenta-o-da-profiss-o-de-analista-de-sistema
20 Abr 2008, 01:27
http://imasters.uol.com.br/artigo/8410/carreira/a_regulamentacao_que_restringe_a_informatica_no_brasil/
20 Abr 2008, 00:19
Lembrei daquela frase do Einstein:
"Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo."
Pior do que saber dessa nova tentativa de aprovar essa aberração, é saber que isso nunca vai acabar. Ver tanta gente aprovando essa excrecencia é desanimador. O pior de tudo é saber que serei obrigado a trabalhar gente que tem esse tipo de pensamento, que enxerga a profissão como mera fonte de renda que deve ser defendida com unhas e dentes.
17 Abr 2008, 13:41
12 Abr 2008, 00:22
09 Abr 2008, 10:58
Concordo com a regulamentação, pois não acho certo uma pessoa comprar um livro de java e sair programandp ai pro mundo e ocupando vagas de profissionais que assistem varias aulas de teoria...
Será que esta pessoa que simplesmente adquiriu um livro é melhor que você?
Se for, qual o problema em ocupar uma vaga que poderia ser sua?
10 Abr 2008, 20:11
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/042008/09042008-17.shl
09 Abr 2008, 10:58
09 Abr 2008, 09:11
Sou Contra a regulamentação por muitas vezes deichar pessoas tao capacitdas quanto os profissionais da area de TI nao exercerem a profissao...
isso é dor de cutuvelo de pessoas formadas em ciencias da computação ou em algum curso da area q perdem uma vaga pra um eng fodao... pq a engenharia é diferente, oq agente faz nao basta apenas querer...
05 Abr 2008, 10:24
Você poderia ler melhor o texto antes de dizer pérolas como essa:
" "dentista prático" que dá um jeitinho, diz que entende de tudo e, na verdade, vive apenas disseminando a idéia (acho que convenceu o autor) de que a formação acadêmica nesta área não faz diferença alguma."
Repito o que disse o autor e que pelo jeito você não se deu ao trabalho de prestar atenção na leitura:
Qualquer pessoa (claro que com certa capacidade e dedicação) pode ser autodidata e buscar informações na própria internet e em livros para aprender a programar e ser tão eficiente quanto um diplomado, o que não ocorre na odontologia. De fato a formação acadêmica na odontologia faz toda a diferença! Mas isso não tem nada a ver com a área da informática. Então com que finalidade você faz uma comparação inválida? Você acusa ao autor mas utiliza de uma argumentação irreal...
Ah! Convido-o a ler um novo artigo do mesmo autor, publicado agora dia 03/04/2008 em seqüência a esse. Chama-se "Nivelando por onde?"
Mas LEIA!
04 Abr 2008, 23:24
Quanto à matéria: tendenciosa, argumentação irreal. Merece ser desconsiderada.
29 Mar 2008, 21:25
26 Mar 2008, 17:23
"Por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo"
Você pode antes, responder a pergunta sobre o pessoal do Google?
Abraço.
26 Mar 2008, 21:15
Só assim poderemos manter um salário justo para a categoria e evitar empresas mercenárias que querem pagar salários ridículos a profissionais como nós. Até que enfim alguém te uma iluminação, alguém sabe o nome do senador que aprovar a lei.
26 Mar 2008, 17:23
Deve ser lido "Por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo"
26 Mar 2008, 17:22
Onde está por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo?
Volto a falar do caso dos administradores de empresa, acho que eles são os melhores para comparamos! Estão em várias áreas e possuem orgão regulamentador, mas nada impede de uma empresa ter um administrador que não seja formado em administração ou de alguém executar a função de administrador sem ser formado!
E pergutem para eles, pelo que conversei eles não ligam de pagar para terem o seu conselho!
26 Mar 2008, 17:03
26 Mar 2008, 13:57
Uma coisa que deve ser bem observada é que não é uma "regulamentação" que irá ditar que esse ou aquele que tem carteirinha poderá ser contratado.
Se vc que possuir carteirinha não for competente, o fato de ter a carteirinha não irá ajudar em nada para que vc seja contratado (a não ser em orgãos públicos), porque se vc não for competente o mercado irá procurar quem é, e caso não existam pessoas suficientes completamente capacitadas (nesse caso o completamente capacitado passaria a incluir a tal carteirinha) o mercado vai pra fora do país e lamento, porque será complicado até para bons profissionais arrumarem algo na área.
Isso não irá nos valorizar e sim nos onerar.
Quanto a comentários em relação a OAB (procurem falar com advogados que pagam mais ou menos R$ 600,00/ano para ver o que eles tem a dizer da ordem e o quanto ela os ajuda).
Bom gente minha opinião é essa, sou formado e teria plena condição de me encaixar nessa situação, mas sou contra porque acho que isso abalaria e muito o mercado de TI no pais. basicamente só nos custaria, os "benefícios" (caso existam) seriam muito pequenos.
Quanto a comparações de que muitos anos atrás outras áreas não eram regulamentadas, eu acho que fica muito difícil compara-las a área de informática, já que um indiano não consegue arrancar seu dente se vc não estiver lá ou ele aqui, entende?
[]´s a todos.
25 Mar 2008, 18:15
Estão esquecendo tanto os que defendem a regulamentação como os que a odeiam que a TI é uma ciencia abrangente não especifica e presa á uma área, serviço ou produto.
Não sei se fui claro, nunca houve na história do conhecimento uma área que não pudesse ser regulamentada ou extratificada num segmento, a TI é pioneira nisto e por isso a confusão está feita!!!
Tratar a regulamentação de TI igual a um advogado, médico, agrimensor, engenheiro,etc é inócuo e vazio pois carece de racionalidade. Os fatores que regem a atuação e abrangencia de TI são completamente diferentes de qualquer outra área ou profissão.
Alguns falaram muito própriamente da concorrencia estrangeira e estão com razão, pois o Brasil tem tradição cartorial e gostamos de regulamentação estatal para nos protegermos, é caracteristico de nossa terra e na dos patricios lusitanos. Lá fora eles nem se preocupam em discutir, eles querem saber se voce é capaz,alíá Bill Gates nem é formado, lembram-se!!!
Sou profissional de TI desde a decada de 80 e lembro com muito pavor da regulamentação da SEI, portanto cuidado, podemos estar alimentando o mesmo monstro mas com uma cara diferente.
Temos que achar uma solução própria que atenda as necessidades do mercado e dos profissionais sem amarrar ou criar nichos proprietarios que só trazem prejuizos ou benesses para alguns poucos.
Acredito que utilizar "Conselhos" simplesmente para regulamentar é uma solução cartorial ineficaz assim como encher o curriculo de certificações também pode ser .
Somos profissionais de um novo tempo, devemos achar então uma nova solução e não requentar a solução dos outros profissionais.
Não coloquem tudo no mesmo cesto, com todo repeito aos profissionais de manutenção que foram citados em comentários anteriores, mas profissional de TI é uma coisa, manutenção e configuração de equiapmentos customizados é outra. Seria o mesmo que que comparar um dentista com um protético......
O profissional para ter lugar no mercado tem que ter certificação, larga experiencia ou como diria um amigo meu, de "notório saber", porque senão a concorrencia o engole.
Meus amigos, estão faltando profissionais qualificados no mercado, os "sobrinhos" não são problema, aliás se eles forem bem treinados serão futuros profissionais.
Um abraço a todos.
25 Mar 2008, 13:51
A visão do autor deste artigo esta totalmente fechada a um lado da questão, e acho que foi infeliz.
Antigamente existia dentistas, advogados e medicos conhecidos como práticos, ou seja, exercia a profissão sem ter conhecimento teórico da profissão, hoje estes profissionais existem???? Com certeza não!
24 Mar 2008, 14:54
Conselhos não garantem bons profissionais e sim formam um "cartel" para o exercício da profissão na maioria das vezes gerando um monte de excluídos e beneficiando profissionais medíocres, que passam a ter vaga garantida para colocar assinatura e carimbo ganhado o salário piso da categoria. (Os excluídos não são os bons profissionais, são os pequenos empresários e profissionais liberais que não podem arcar com os custos do burocrata que assina os projetos)
Como bons profissionais nunca ficam desempregados - conheço um perito em construção que só não assina as plantas (isso quem faz é um engenheiro recem formado) e um especialista em direito empresarial que só não vai ao cartório e ao fórum e ganha mais que todos os outros advogados do escritório onde trabalha - nem deveria me preocupar com isso, mas esse é um assunto que pode causar a paralisação da indústria de informática no Brasil.
(Flames para meu email terei prazer em responder)
24 Mar 2008, 13:58
24 Mar 2008, 12:15
Tenho uma dúvida que gostaria de compartilhar:
Quem é dono de uma empresa ou administra uma, obrigatoriamente tem que ser formado em Administração?
E quem faz a contabilidade de uma empresa? Obrigatoriamente tem que ser contador?
Para mandar seu imposto de renda você TEM que procurar um contador?
Claro que não!!!!
Mas todos eles possuem conselhos né?
E o pessoal que já trabalha com informática qual o receio? Claro que vocês terão a oportunidade de serem filiados! Aproveitem a oportunidade!!!
23 Mar 2008, 19:52
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/082007/16082006-18.shl
e os nossos melhores profissionais de TI tem a oportunidade de trabalhar nos Estados Unidos:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032008/12032008-26.shl
Uma coisa é certa.
A hora que vocês abrirem os olhos será tarde demais.
Tarde porque a porta estará aberta para a invasão dos "tigres asiáticos" e outros "bichos" mas que, nem de longe pensam em regulamentação e estão em pleno crescimento.
http://www.sindppd-rs.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=332&Itemid=39
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u15282.shtml
http://veja.abril.com.br/190400/p_060.html
23 Mar 2008, 13:25
O mercado deve regulamentar os profissionais. Se você é bom, você vai se destacar...e vai ser reconhecido.
Se você é um lixo, vai continuar tendo problema pra encontrar emprego e salários decentes.
Sobre os políticos: "Nas proximas eleições, votem nas putas...ja que os filhos delas só fazem besteira, quando fazem algo."
21 Mar 2008, 12:12
21 Mar 2008, 06:24
20 Mar 2008, 23:14
Está mais que na hora de valorizar a nossa profissão. E o autor desse texto deve ser um filinho de papai q tem preguiça de fazer um curso superior. E distorceu muito a proposta. A SBC se posicionou muito bem a respeito. Segue o link...
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107
20 Mar 2008, 20:16
Todos sabemos que se você não tiver diploma algum, mas tiver responsabilidade e conhecimento pode-se trabalhar em qualquer lugar e em qualquer profissão e ganhando bem, sem precisar que alguns babacas do DF, que nem sabem o que quer dizer "Compilar" fiquem dizendo o que deve ser feito ou não no Brasil,mas uma coisa eu sei, em quanto esses existirem continuaremos FUDIDOS mesmo!
20 Mar 2008, 17:50
As pessoas que são contra a regulamentação provavelmente são pessoas que nunca se preocuparam em ter uma formação de nivel superior, ou ainda, que vieram de outras profissões que exigem tais requisitos.
A regulamentação vai transformar os "meninos da informatica" em profissionais de informatica serios e respeitados.
Só posso mesmo é ficar triste com pessoas que tem esse pensamento.
Espero anciosamente pela aprovação e regulamentação.
20 Mar 2008, 17:31
20 Mar 2008, 17:13
20 Mar 2008, 16:20
Na teoria o conselho foi criado pra 'ajudar', 'orientar', 'dignificar' e 'fiscalizar' o profissional. Quando na verdade sabemos que conselhos giram em torno do poder da presidencia, diretoria, apadrinhamentos e cargos de confiança. É isto que voces querem pra informatica?
Caro Marcos, picaretas safados existem com ou sem diploma, com ou sem carteira de profissão. Ao denunciar um colega voce vai estar enforcando a si mesmo.
20 Mar 2008, 15:29
Meu ponto de vista é exatamente o contrário do seu! Acho que se forem regulamentar o uso do computador como você disse, devem regulamentar o uso do chuveiro e da geladeira também (registrando no cartório)!
Sabemos que existem problemas nas faculdades e nos conselhos. Mas penso que deve existir uma regra geral:
Tem curso superior ou passou em uma prova de aptidão, é um profissional regulamentado.
Não tem o curso OU NÃO FEZ A PROVA, não está regulamentado!
Por que a discriminação com a informática?
20 Mar 2008, 15:28
Não trabalho na área ainda, mas quando começar quero ser reconhecido pelo meu trabalho, não por uma carteirinha ou pelo nome da universadade em que estudei. E se um dia chegar a gerênciar um projeto de software embarcado para avião, não contratarei nenhum moleque de 13 anos, a não ser que ele seja muito bom(Esqueci que pela legislação trabalhista não pode).
20 Mar 2008, 15:22
Meu comentário sobre regulamentar TODAS profissões é justamente para satirizar a situação. Eu estava sendo irônico.
E como o Maurício Diniz mostrou, é impossível uma sociedade tentar dividir exatamente todas atribuições profissionais existentes.
A conclusão é que essa lei é uma estupidez.
20 Mar 2008, 15:06
!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não tem essa de caminho diferente?? Existe **UM** caminho **correto**!?!?
Puta que o pariu...
Esse país tá fudido mesmo... com uma população dessas, não tem jeito...
"Um" caminho... puts... fala que você é um troll, por favor......
20 Mar 2008, 15:01
Continuo ressaltando o livro de Hernando de Soto, O Mistério do Capital. Impressionante como se encaixa com esse tipo de pensamento. Impressionante como é difícil de imaginar o Brasil como um país avançado quando tanta gente quer fazer de tudo pra aumentar a exclusão legal, a informalidade.
20 Mar 2008, 14:17
Agora a critica com relação a 2 comentários que vi:
Daniel
19 Mar 2008, 11:38
Gabriel Barreto
-> "Quem será responsável legalmente por um software mal planejado que, por ventura, cause um acidente aéreo?".
Só em sua cabeça uma empresa aérea irá colocar um desenvolvedor mal qualificado para trabalhar. Não é preciso regulamentação para isso, o próprio mercado assume esse papel.[e como ela vai saber se o profissional é qualificado? com um certificado de excel e word?]
-> "Dúvido muito que se você soubesse o esforço que é passar em um vestibular e estudar em uma universidade pública estaria escrevendo isso."
Peraí, isso é comentário? Para de chorar. E o esforço dos que não tiveram essa oportunidade.[Duvido que um cara que tirou um certificado de segunda que tantas empresas distrubuem iria passar por uma universidade sem aprender um monte de coisas e ver como o certificado dele não vale nada]
-> "muitos profissionais despreparados aceitam salários banais".
Cabe ao bom profissional se valorizar.[mas foi exatamente oque ele disse, sobre valorizar o bom profissional com a regulamentação, que precisa claro, evoluir.]
-> "então desenvolvem "soluções" a preços de banana, soluções essas que não resolvem nada e contribuem para a desvalorização do bom profissional".
E daí? Da próxima vez a empresa irá olhar o currículo dos profissionais, e terá prazer em contratá-los pagando mais, pois terá certeza do bom trabalho que será realizado. [quer dizer que a empresa tem que primeiro passar por uma situação constrangedora que provavelmente vai gerar um prejuizo enorme para depois, sem a regulamentação, ficar sujeita a ocorrer a mesma coisa? e as empresas que estão começando no mercado, como ficam?]
-> "Na minha opnião todas as profissões deveriam ser regulamentadas".
Como a prostituição, mercenários, assassinos e ladrões. Entendo seu ponto de vista.[informação está dentro da lei e não fere a constituição, não seja banal.]
-> "Assim posso começar a denunciar esses picaretas safados".
Porque essa revolta? Tá com medo? Tá perdendo espaço para eles? Vá estudar.[Não seria necessário denunciar ninguém se fosse regulamentada corretamente. E sobre estudar, é exatamente esse o discurso, pessoas que arrumam certificados acham que entendem muito do assunto, não é verdade.]
Roberto Arruda
19 Mar 2008, 14:17
Vejamos... Bill Gates não é formado em computação (não é formado em nada, aliás), então o Brasil barraria a Microsoft no início (quando Gates ainda programava)? [Bill Gates entrou antes, isso é passado, mas teria sido ótimo se ele tivesse sido derrubado, dos sistemas operacionais mais conhecidos o ms-dos é o pior]
Pra mim tanto faz se ela for aprovada ou não, se ela for aprovada vai trazer benefícios e malefícios, se não vai continuar do jeito que está, que também tem seus benefícios e malefícios.Mas eu tenho sim interece de ver aonde isso tudo iria parar se fosse aprovada.
20 Mar 2008, 14:08
Pelo seu pensamento deveriam regularizar o uso de chuveiro, casa, carro também.
Quem será que planejou e criou? Será que eles tinham curso superior?
20 Mar 2008, 13:59
Assim talvez, teríamos menos moleques que instalam windows. E a sociedade ganharia muito com isso, pois windows é uma porcaria mesmo.
Outro ganho seria para quem cursou o excelente curso de Análise de Sistemas, que a lei trata, pois essas pessoas não mais teriam que concorrer com a molocada que usa computador.
20 Mar 2008, 13:50
Se a pessoa quiser construir uma casa ela não precisará de um arquiteto e um engenheiro para poder aprovar o projeto? Então por que a profissão de informática teria que ser bagunçada? eu fico muito feliz com a regulamentação.
20 Mar 2008, 13:03
20 Mar 2008, 11:16
Assim como um pedreiro (peão-de-obra) pode construir um prédio inteiro e não vai ser o responsável pelo projeto, um programador não é responsável pela análisa ou arquitetura de um sistema. Para que o nível do software produzido no Brasil possa ser comparado aos dos demais países, temos que buscar a profissionalização sim. É só comparar a quantidade de empresas brasileiras que conseguem ou que tentam tirar uma certificação internacional como CMMi. A porcentagem de empresas que realmente buscam elevar a qualidade do software nacional é infinitamente pequena diante do universo amostral.
Hoje em dia essa é uma grande dificuldade das empresas nacionais na competição internacional. Nós ainda perdemos em qualidade para os indianos.
20 Mar 2008, 11:01
"O ERRO é tornar contraventor quem escolheu um caminho diferente na hora de aprender."
-Existe um caminho que é o correto e não tem essa história de caminho diferente. Quer caminho diferente? Aceite as diferenças de enquadramento, não queira ser Analista de Sistemas, seja Técnico.
"Repito: quem defende cegamente um projeto desses é por que tem medo... medo descobrir que cometeu um erro de achar que a certificação era tudo que precisava."
-Medo? Você está redondamente enganado. Pois veria claramente que a regulamentação só soma, regulariza, organiza, planeja. Pior do que está não pode ficar.
Todos os projetos de TI caminham para uma organização (metodologias, padrões, certificações), com a profissão em si tem que acontecer o mesmo.
Essa discussão é tempo perdido, mais cedo ou mais tarde a regulamentação sai e o negócio se organiza.
20 Mar 2008, 10:44
A regulamentação é necessária!!!
20 Mar 2008, 10:41
Defendo além da criação de conselho de classe, um exame como o realizado pela OAB e que em minha opinião deveria ser obrigatório para todas as profissões, como medicina, engenharia e etc.
20 Mar 2008, 10:37
a certificação pode até fazer o indivíduo ganhar mais...
mas e daí?
Se eu não faço uma faculdade não significa que não estude?! Esse é o problema.
Agora eu faço uma faculdade, empurro com a barriga, consigo a certificação... é isso que eu preciso?
Um projeto desses é uma ofensa aos que estudam por si e que muitas vezes sabem mais do que os que possuem certificação.
Se as empresas querem quem tem certificado... problema delas...
O ERRO é tornar contraventor quem escolheu um caminho diferente na hora de aprender.
Repito: quem defende cegamente um projeto desses é por que tem medo... medo descobrir que cometeu um erro de achar que a certificação era tudo que precisava.
Abram os olhos... um projeto desses é um entrave ao desenvolvimento!
20 Mar 2008, 10:31
Concordo com você e insisto: faculdades ruins é um problema exclusivo da informática?
20 Mar 2008, 10:28
Quer ganhar mais? Vá estudar!
Quer um emprego melhor? Estude!
Não gostou? Tem quem queira e faça por merecer!
Pra quem estuda e é bom, nunca faltará oportunidade.
Estude o que o mercado quer e pede. Pede-se apenas certificação? Certifique-se. Mas esteja ciente que será técnico. Pede-se graduação? Faça uma faculdade. Quer ser Analista de Sistemas? Faça uma faculdade.
Portanto, aos desavidados, tratem de estudar pois certamente alguém que fez por merecer(estudou), mais cedo ou mais tarde, tomará seu lugar. E isso, será o mercado quem dirá.
Está mais do que provado que estudo e salário caminham juntos. Quanto maior um, maior o outro. É tendência.
A regulamentação só vem a somar, uma vez que organiza os interesses e luta pelos direitos do profissional.
REGULAMENTAÇÃO SIM!!!
20 Mar 2008, 10:19
A empresa que contrata um amador, que responsabilize-se pelo trabalho de tal. A empressa que contrata um mestre... o mesmo.
Já me decepcionei com literatura técnica de professores de faculdades. Muitas universidades são mais castradoras do conhecimento que promotoras da democracia deste.
Como se ter uma faculdade fizesse alguém melhor instruido, num país onde se paga dois salários em uma mensalidade ou se acotovela nas universidades públicas.
Os mais animados, sem dúvida são aqueles que por sua incompetência, vêm seu mercado ameaçado.
Infelizmente, a Direita mais uma vez atrasando o país.
20 Mar 2008, 09:31
Josué Guedes, os "Playboyzinhos" estão apenas nas faculdades de informática?
20 Mar 2008, 09:25
20 Mar 2008, 09:06
20 Mar 2008, 08:58
Um dentista não aprende só fazer uma restauração, assim como o médico não aprende só receitar um remédio. Um Analista de Sistemas, tem como finalidade realizar estudos de processos a fim de encontrar o melhor e mais racional caminho para que a informação possa ser processada e depois disso é que entra o Programador de Informática (não o seu sobrinho) , este deve clareza das possíveis linguagens de programação, bem como as melhores práticas, etc. Além disso, os seus “empresários” a cada dia, não contratam apenas os seus profissionais e sim Empresas com “E”, sendo que muitas dessas devem apresentar certos tipos de CERTIFICAÇÕES, dos Profissionais. Em relação a Regulamentação eu SOU A FAVOR, desde que seja criado um Conselho Regional de Informática e exista um nº de registro para os VERDADEIROS Analistas de Sistemas e Técnicos em Informática. No entanto para obter o Registro o profissional ou ,como o autor comentou, os pseudos-profissionais deveriam passar por um exame. Ai eu quero ver o tal TIRO NO PÉ.
20 Mar 2008, 08:54
20 Mar 2008, 08:54
Acho interessante a regulamentação.
Apenas não vi comentários sobre meu curso de graduação ( Sistemas de Informação ), mas creio que isso não fará diferença.
Tem gente que diz que não é a favor por que não é diploma que faz o profissional...Eu concordo em partes!
Concordo que o profissional não se faz por diplomas mas quem pensa assim tem que pessar tambem no embasamento que o profissional teve com sua graduação, e você irá descobrir se ele é mesmo um bom profissional quando ele começar a trabalhar ( o que acontece hoje normalmente, sendo graduado ou não ), mas a tendência é que quem tem a graduação e é aplicado é melhor do que quem não tem a faculdade e é aplicado!
Portanto, mesmo que o cara tenha no currículo uma graduação, e ele não demonstrar isso no trabalho ele não ficará na empresa e não continuará prestando serviço.
Portanto a diferença é que não teremos mais que nos submeter a "trabalho escravo" por que não haverão profissionais cobrando muito barato, ou seja, aqueles que "fazem bico" na área de informática.
Essa é a minha opinião.
Há braços
20 Mar 2008, 08:54
Graduação, registro profissional e certificação podem ser sinônimos, mas não são ATESTADOS de competência. Como muitos aqui, conheço muitos profissionais sem título algum melhores que profissionais com mais de 20 títulos.
20 Mar 2008, 08:44
Chama o Zé da esquina que baixou uma apostila da net e aprendeu uma LP qualquer...
Esses caras que são contra desvalorizam o próprio esfoço e competência...
20 Mar 2008, 08:43
20 Mar 2008, 08:39
Um detalhe: pelo que conversei com o pessoal do google, todo mundo é formado na empresa (e a maioria com mestrado)!
20 Mar 2008, 08:36
Regulamentação sim!!!
20 Mar 2008, 08:25
Não penso como o Paulino. Não me parece que a lei irá restringir o desenvolvimento e sim regulamentar (assim como as outras profissões).
Acho curiosas as comparações comparando a informática com outras profissões e principalmente os que perguntam se os melhores profissionais são os formados em ciência da computação, claro sempre temos exceções para todo lado, e o problema de faculdades que formam alunos que não são bons profissionais não é um problema específico da computação. Né?
Na verdade sou a favor da regulamentação e acho que comprovar tempo de experiência não é um pré-requito. Acho que deveria ter uma prova para capacitar e os profissionais que passasem poderiam obter o "título"!
Mas nada irá impedir do "menino de 15 anos" continuar programando!!! Ele só não terá o título. Hoje as grandes empresas não pedem ISOxxx? Então....?
PS: trabalho com informática desde 1994, graduei em 2003 e não tenho receio de fazer uma prova de aptidão!
20 Mar 2008, 02:00
Primeiro gostaria de analisar os comentários do colega corujinha da neve, ops, do colega Harfang des neiges que é
mais chique.
"1º) Quem é analista de sistema sabe que é fácil encontrar um emprego, mas também sabe que esse emprego não será dos melhores salários, visto que concorremos com pessoas que nem sequer tem um segundo grau completo. Isto é justo?"
E vai concorrer com pessoas que podem ter um excelente 3o grau e que vão ganhar salários muito mais altos.
"2º) Há uma responsabilidade muito grande para o analista de sistemas, porém a classe (?) não é forte e com isso se submete a salários humilhantes... Isso é comum em órgãos públicos e nas empresas privadas, onde você pode ouvir: olha, temos condição de pagar isso, se quiser o cargo é seu, se não, tem mais por aí."
Então o ponto da lei é realmente tentar limitar a quantidade de pessoas no mercado para com isso quem "puder" trabalhar ganhar um pouco mais? Achei que a idéia da lei fosse tentar melhorar a qualidade dos sistemas desenvolvidos. Por falar nisso, quais métricas para análise da qualidade do sistema podem ser adotadas? Existem
métricas de qualidade muldiamente aceitas? CMM é pra outra coisa, não confunda.
"3º) Que empresa contrataria um "qualquer um" para fazer um sistema. Possivelmente, não só o "programador" é contraventor, mas o próprio cliente também que possivelmente nem oficializa esse contrato."
Qualquer empresa que queira usar Software Livre, como um ruizinho chamado PostgreSQL, ou outro fraquinho chamado
Apache HTTPD, não foram desenvolvidos por "Analistas de Sistemas" de carteirinha.
"4) Concordo que sempre vai ter alguém que ganhe a mais com isso. No entanto, se não houver ninguém que represente a classe estaremos sempre à mercê do capitalista (empresas)."
Esse capitalismo é realmente cruel. Mas qual o seu ponto aqui. Você quer uma lei que diminua o capitalismo? Por um lado, no item 2 vc quer ganhar mais, o que é coisa tipicamente capitalista e por outro a lei tem que proteger a quem tiver "carteirinha"?
"5) Que mal há em obrigar um programador a se formar? Se ele tá vivendo com isso, que seja obrigado a ter um mínimo de formação. Agora, se ele vai se formar numa faculdade "meia-boca" é problema dele... e lucro pra mesma."
E se esse programador se formou em outra área, como Engenharia da Computação, por exemplo. Não serve? E se esse programador se formou em Engenharia Elétrica e programa sistemas para processamento digital de sinais, não serve?
"6) Analista de sistemas só não ganha mais por causa deles mesmos! Sem contar com esses "instaladores de programas".... E tem mais, se o cara quer ser free-lancer, que seja, mas fazendo parte do conselho, ora bolas."
Novamente o tal capitalismo. É ruim ou bom termos o capitalismo. É um dúvida, mas foge da lei em questão onde o objetivo é melhorar a qualidade dos sistemas desenvolvidos e contribuir para a inclusão digital e consequentemente contribuir para aumentar a democracia. Esta escrito isso na lei.
"7) Eu não sou a favor de, agora, ter de pagar uma anuidade a um bando de FDP do conselho. Mas quem é!?"
Decida-se.
"Se o autor deste artigo colocou somente pontos desfavoráveis é porque talvez nem formado ele seja e por isso se vê ameaçado com essa regulamentação."
Ou talvez o autor do artigo seja muito mais inteligente que você e consiga enxergar a imagem como um todo e não somente o umbigo dele. Talvez o Paulino estivesse pensando no mercado de informática, nas várias áreas de pesquisa, nas empresas de ponta que fazem software inovadores, como Vale Eldorado, Embraer, etc..
Talvez o Paulino saiba que as grandes empresas contratam vários profissionais de várias áreas, se importando somente com a qualidade do que eles possam oferecer. Mas com essa lei, no Brasil o google não mais elaborar softwares de ponta, pois ficaria limitado a contratar o seleto grupo de profissionais de "carteirinha"
"Vamos fazer um pouco de reflexão!
Eu gosto do que faço e tenho orgulho da minha profissão, mas vejo que ela é muito mal-remunerada em relação às demais. Sou funcionário de uma empresa pública (concursado, diga-se de passagem) e vejo que o salário muitas vezes é menor do que a de uma caminhoneiro."
Novamente o tal capitalismo. Concordo com sua reflexão. Nada melhor do que arrumar o Brasil fazendo algumas leis. Ainda mais se essa lei for para tentar aumentar um pouquinho o salário de alguns poucos. Assim vamos tentar abarcar todo o desenvolvimento de software existente no Brasil e obrigar toda empresa a contratar um profissional que atualmente ganha pouco só para cumprir a lei.
Pensamento ridículo.
19 Mar 2008, 23:09
Não posso assinar um projeto de uma casa, por menor que seja, não posso fazer teste da OAB para advogar, não posso assinar receita de remédio.
19 Mar 2008, 21:01
E lhes digo o mercado hoje tem espaço para os que se dizem "programadores HTML", para os recem formados que não sabem nada, que na minha sala tem muitos, para os que não são formados mas que são melhores do que os formados que não sabem nada, e para os verdadeiros profissionais os que o mercado paga bem e quer muito.
E lhes digo, isso tudo é fruto da acomodação de todos. Conheço pessoas que dizem "quanto mais imposto eu pagar melhor. Significa que eu estou ganhando mais", e algumas dessas pessoas são ótimos profissionais os que o mercado quer muito, e ainda eu admiro muito.
Eu pergunto quantos profissionais que ganham seus 4 mil + e não estão nem ai ???
Então eu vou dizer acho ridiculo isso que o governo esta fazendo. Mas por outro lado acho bom, assim esses profissionais que passaram boa parte da vida ganhando bem e se dedicando em melhorar para ganhar melhor sofreram uma certa "derrota", e vão começar a se mexer para fazer o que ja deveriam ter começado a muito tempo. Reclamar pelos seus direitos. E retirar esse direito que esses politicos tem. Eles podem colocar colera em nós e quem vai colcoar neles.
Vivemos sabem onde ? dentro de um conto chamado "Animal Farm" ja escrito por George Orwell, eu sei como acaba, os porcos andando em 2 patas e o cavalo que trabalhou duro a vida toda indo para o abate ao invés de gozar de sua aposentadoria.
Estamos em ano eleitoral, oque significa 10 % da população que não votar ?, ou uma manifestação no dia da eleição ou 20 % de votos nulos ou brancos ??
Que acham de parar de reclamar e fazer alguma coisa ?
19 Mar 2008, 20:52
Existem sim, diversos profissionais muito bons sem diploma, a regulamentação deve abrigar estes profissionais, tendo um profissional diplomado (nem todos são bons) que assine por isto.
A idéia principal deve ser evitar a vulgarização da profissão.
Os salários estão baixos e somos obrigados a realizar tarefas simples pois se você não fizer, tem quem faça. Acabamos "quebrando galho" para um ou para outro, sem ganhar um centavo.
É triste ser capacitado e ter que concorrer com moleque que reinstala o windows e manda tudo de excel, aff.
Muitos profissionais de outras áreas gastam fortunas em informatica em suas empresas por terem um "profissional de confiança" cometendo diversos erros infantis.
É necessário que o PROFISSIONAL de informatica seja mais valorizado sem jogas às traças os que prestam serviços mais simples, sendo o profissional responsável pelas tarefas executadas pelos "curiosos" procurando elevar a qualidade e incentivar o estudo.
19 Mar 2008, 20:52
19 Mar 2008, 18:38
O setor de tecnologia irá perder *muito* com a regulamentação.
Garanto que a familia desse infeliz será beneficiada e muito por essa regulamentação e cada um dos "associados" a ele estará pagando por isto.
"Brasil, mostra a sua cara... quero ver quem paga pra gente ficar assim..."
Está ai um exemplo claro de quem paga para que o país continue assim...
19 Mar 2008, 18:33
Aplicando o seu ponto de vista nas universidades públicas, POR EXEMPLo: os pesquisadores que realizam simulações de uma molécula XYZ não poderiam desenvolver sistemas para entrar nos anais do tópico a ser pesquisado, pois precisaria abrir uma licitação ou uma parceiria com os departamentos de computação/informática, pois de acordo com tal regulamentação eles são incompetentes para tal.
Podemos citar outro exemplo: empresas que lidam com previsões meteorológicas e/ou geoprocessamento. Provavelmente deve haver alguns analistas de sistema, mas o alicerce do negócio não deveria ficar na mão deles, pelo know-how que um físico, por exemplo, poderia ter e seria muito capaz de modelar por si mesmo.
19 Mar 2008, 18:28
Art. 1º - É livre em todo o território nacional o exercício de qualquer atividade econômica, ofício ou profissão relacionada com a Informática, independentemente de diploma de curso superior, comprovação de educação formal ou registro em conselhos de profissão.
Art. 2º - O exercício das profissões de Informática em todas as suas atividades é garantido por esta lei, independentemente de pagamento de taxas ou anuidades a qualquer conselho de profissão ou entidade equivalente.
fonte: http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/pl1561.html
19 Mar 2008, 18:23
futuro sindicalista a vista :p
"As demais profissões vão ajudar os analistas de sistemas a modelarem o sistema e pronto! Como sempre fazem e sempre fizeram.
Ou agora eles vão ter de fazer diagrama UML, implementar em JAVA (ou Cobol, Natural/Adabas, etc). "
O que eu conheço de engenheiro e matemático que faz tudo isto e ainda assobia e chupa cana ao mesmo tempo :P
em tempo:
procure descobrir quem inventou a internet :P
19 Mar 2008, 18:11
As demais profissões vão ajudar os analistas de sistemas a modelarem o sistema e pronto! Como sempre fazem e sempre fizeram.
Ou agora eles vão ter de fazer diagrama UML, implementar em JAVA (ou Cobol, Natural/Adabas, etc).
Isso nunca foi nem será proibido. Agora cada um na sua, deixa o analista criar o sistema, e as demais profissões fazem o refinamento da mesma, usando e dizendo como querem melhor!
Os empreendedores têm medo que a classe se fortaleça e passem a exigir salários mais justos... Médico tem uma classe forte, pode fazer greve a hora em que quiser, já os analistas têm medo... por que? Porque não têm uma classe para protegê-los.
É óbvio que nunca vem somente benefícios. Mas, amigo, você mora no Brasil, queria o quê? Agora, se há algo que incomoda aos profissionais da área quanto ao conselho, que exijam mudanças e não somente se lamentem...
Não venhamos com terrorismo dizendo que depois do Conselho, vai ter BIÓLOGO (!) procurando se readequar! Ah, parem com isso...
19 Mar 2008, 17:57
Também, sou totalmente contra a regulamentação.
Sou formado em matemática pela Unicamp e já trabalho como analista de sistemas a mais de 10 anos.
Eu li o texto de vários amigos opinando a favor da regulamentação. Eu gostaria só de uma explicação: quem pode provar que os melhores profissionais de informática são somente as pessoas formadas em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados?
A idéia de um Conselho Regional para informática é pura e simplesmente para arrancar dinheiro dos profissionais.
19 Mar 2008, 17:55
19 Mar 2008, 17:49
Então pra quem disse q só pode desenvolver software os q formarem em tal faculdade, ao mesmo tempo está com medo de perder a sua posição por outro q não formou na mesma.
Ou seja, se vc é bom, vc tem um diferencial e ninguem jamais poderá tirar isso de vc. Conhecimento é único de cada um e ninguem vai lhe tirar.
Então meu caro, deixe de fazer propaganda pela faculdade q formou e tenha mais fé no seu taco. Vc só mostra q tem medo de perder a vaga por um cara q não estudou numa melhora faculdade.
Abraços a todos...
19 Mar 2008, 17:42
Ja atuo a muito tempo nessa area, desde os computadores CP/M e os dinossauros mainframes da IBM (nao tao dinossauros assim, visto que ainda sao usados em diversos lugares). Acho necessario que se crie um conselho de TI. Nao sei qual nome dar, nem tampouco se seria nos moldes da OAB, mas acho algo necessario. Tenho visto muitos picaretas no decorrer desses anos e nao gosto disso. Ja vi muitos fazerem um curso de ponta de rua e no dia seguinte ja se auto-entitular programador ou analista senior. Isso denigre a area de TI, sempre dando a impressao que nos, os profissionais de TI, estamos na profissao por nao querer fazer nada mais na vida do que tentar invadir um computador ou mexer aqui e ali para fazer uma mutretagem. Por isso acho que devemos SIM ter um conselho que separe o joio do trigo e de mais carater profissional a area. Concordo que alem do tal conselho, devemos ter tambem ter mecanismos que comprovem a competencia dos profissionais. Algo do tipo provas de tempo em tempo para mostrar onde o profissional se encaixa, bem como qual o perfil profissional dele (junior ou senior por exemplo). Tambem concordo que os nobres deputados deveriam consultar os profissionais atraves da SBC para identificar reais necessidades e solucoes. Bem essa e minha opiniao. Em tempo, sou Matematico com Especializacao em Engenharia de Software e Mestrado em Computacao Aplicada e pelo que entendi do projeto, so vou ter direito de adentrar nesse conselho se tiver pelo menos 5 anos de trabalho como analista de sistemas. Acho que cada caso deve ser analisado e excecoes consideradas.
Um abraco a todos.
Marcelo
19 Mar 2008, 17:36
Temos que considerar uma série de pontos:
1º) Quem é analista de sistema sabe que é fácil encontrar um emprego, mas também sabe que esse emprego não será dos melhores salários, visto que concorremos com pessoas que nem sequer tem um segundo grau completo. Isto é justo?
2º) Há uma responsabilidade muito grande para o analista de sistemas, porém a classe (?) não é forte e com isso se submete a salários humilhantes... Isso é comum em órgãos públicos e nas empresas privadas, onde você pode ouvir: olha, temos condição de pagar isso, se quiser o cargo é seu, se não, tem mais por aí.
3º) Que empresa contrataria um "qualquer um" para fazer um sistema. Possivelmente, não só o "programador" é contraventor, mas o próprio cliente também que possivelmente nem oficializa esse contrato.
4) Concordo que sempre vai ter alguém que ganhe a mais com isso. No entanto, se não houver ninguém que represente a classe estaremos sempre à mercê do capitalista (empresas).
5) Que mal há em obrigar um programador a se formar? Se ele tá vivendo com isso, que seja obrigado a ter um mínimo de formação. Agora, se ele vai se formar numa faculdade "meia-boca" é problema dele... e lucro pra mesma.
6) Analista de sistemas só não ganha mais por causa deles mesmos! Sem contar com esses "instaladores de programas".... E tem mais, se o cara quer ser free-lancer, que seja, mas fazendo parte do conselho, ora bolas.
7) Eu não sou a favor de, agora, ter de pagar uma anuidade a um bando de FDP do conselho. Mas quem é!?
Se o autor deste artigo colocou somente pontos desfavoráveis é porque talvez nem formado ele seja e por isso se vê ameaçado com essa regulamentação.
Vamos fazer um pouco de reflexão!
Eu gosto do que faço e tenho orgulho da minha profissão, mas vejo que ela é muito mal-remunerada em relação às demais. Sou funcionário de uma empresa pública (concursado, diga-se de passagem) e vejo que o salário muitas vezes é menor do que a de uma caminhoneiro.
19 Mar 2008, 17:28
Sou monitor de um projeto do PRÓPRIO GOVERNO FEDERAL, chamado Forsoft, que conta com a parceria de várias grandes empresas, entre elas a IBM, CPM-Braxis, SOCIESC, etc. Esse projeto visa CAPACITAR JOVENS (a maioria nem tá na fac!) para atender uma grande demanda de ofertas de empregos que surgirão no Brasil nessa área, cerca de + de 10.000 vagas surgirão.
Agora... imaginem: esse tanto de novos alunos! Putz, acho que vou abrir uma faculdade!
Projetos como esse só fazem atrasar o desenvolvimento de bons projetos e desempregar ótimos profissionais da área. Tenho vários colegas na faculdade (estou cursando o 3º semestre em Redes de Computadores - FJA / BA) e alguns dizem que só agora estão vendo algumas coisas novas. Muitos só estão lá pq precisaram da graduação pra ganhar mais.
Meu coordenador não é formado mas customiza versões de GNU/Linux para nosso projeto, é responsável por unidades em 2 estados e programa em 5 linguagens diferentes - e muito bem! Será que ele merece ser demitido só pq não terminou seu curso superior?
Sou Contra a regulamentação nesses termos e a favor de um orgão que possa defender nossos direitos contra projetos como esse.
Raul Libório - graduando em Tecnologia em Redes de Computadores FJA - BA
19 Mar 2008, 17:21
19 Mar 2008, 16:59
Querem apostar quantos reais que é mais fácil uma empresa que contratou um matemático, engenheiro de produção/elétrico, físico ou até mesmo sem nenhuma formação vai simplesmente criar um novo cargo para eles, e deixar os "profissionais formados" como farmaceuticos de esquina?
19 Mar 2008, 16:45
Eu venho de uma e ainda assim sou contra a regulamentação. Não faz sentido os muitos autodidatas sofrerem na mãos de poucos cometedores do crime de colarinho branco. Sindicato? Realmente não faz sentido nenhum existir uma burocracia em torno do conhecimento de informática. Ainda que existam pessoas que estudaram formalmente isso não atesta que o profissional é competente.
19 Mar 2008, 16:41
P.S:Se conselho resolvesse alguma advogado no Brasil seria uma maravilha..
19 Mar 2008, 16:35
19 Mar 2008, 15:55
Para o cientista/analista o que interessa é saber como foi construido para assim desenvolver um novo.
Temos a mania de achar que o mecânico de esquina sabe mais que um engenheiro. Porque buscamos um serviço de técnico em um engenheiro. Será que o mecânico seria capaz de projetar um novo carro?
o "técnico" formata a máquina e tudo está resolvido. Não importa a precedência do problema. E para isto não é necessário qualquer formação. Devemos charmar o técnico de geladeiras de Analista?
19 Mar 2008, 15:41
Não estou dizendo que todos os formados não estão preparados, mas que muitos são inexperientes. O outro problema são os curiosos que não tem a menor noção do que estão fazendo. :)
Bem essa é a minha opinião.
19 Mar 2008, 15:38
Os engenheiros adoram barrar os outros. Isto eu vejo até em conversas.
Mas eles podem tudo... até operar pessoas se o CRM deixasse.
Em uma avaliação de curso do MEC uma professora da PUC de Minas tentou me humilhar, perguntando onde arrumei habilidade para ensinar Autômatos, sendo eu um Engenheiro de Software. Respondi com o prof. João José Neto (PCS-POLI-USP) o que fez ela se calar.
E ela, engenharia Civil, "especialista em BD". Existe BD no curriculo de Engeharia Civil?
19 Mar 2008, 15:32
[]s
19 Mar 2008, 15:26
conheço dezenas que não deixam de pagar o CREA.
Então senhores engenheiros (clube do bolinha) vamos deixar de pagar o CREA.
19 Mar 2008, 15:22
Lanço o desafio.
Conheço dezenas deles...
E quase fui impedido pelo CREA de dar aulas de programação no curso de engenharia da computação dando o lugar a um engenheiro civil, que em toda a sua vida teve apenas 30 horas de PASCAL.
Um abraço!
19 Mar 2008, 15:02
Por que quem é a favor da regulamentação é contra a minha proposta de que somente profissionais formados
pela USP/UNICAMP possam escrever programas de computadores?
Daí sim, seguindo a lógica de quem é a favor, a qualidade seria garantida.
Aliás, algúem aqui chegou a ler o texto do projeto de lei?
Aqui vai o link: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getHTML.asp?t=11569
No mais, parabéns pelo excelente artigo Paulino.
19 Mar 2008, 14:56
Não faz sentido, e é uma rasteira num setor em expansão... precisamos de mais gente trabalhando com isso, não menos!
Existe um livro, "O Mistério do Capital" de Hernando de Soto, economista renomado, onde ele dá uma explicação de porque o capitalismo ainda não funciona bem no Terceiro Mundo e no antigo bloco socialista, e o centro de tudo é a "informalidade": leis que excluem as pessoas do mundo formal no lugar de incluí-las. Leis que não seguem o "contrato social" e impedem a maioria da população de representar seus ativos e gerar capital "representável". Leis que precisariam morrer/mudar. Impressionante como essa regulamentação se encaixa perfeitamente como uma dessas leis problemáticas.
De qualquer forma, acho que isso não passará. Não por lucidez dos políticos, mas porque o interesse econômico maior é justamente o contrário. Bom, assim espero. :)
19 Mar 2008, 14:51
Eu mesmo, me surpreendi quando fui fazer graduação e ainda continuo me surpreendendo nos cursos de pós mesmo tendo 20 anos de profissão (consultor/professor).
PCS
Titular Programação na UniSantAnna: JSE/JEE/JME
19 Mar 2008, 14:51
19 Mar 2008, 14:41
Cretino !!!
Cretino !!!
Além de ridículo, este projeto de lei.
E vai institucionalizar o ímpeto burocrático e reservacionista no país.
E depois dizem que a burocracia é coisa do serviço público!
É a benção legal à mediocridade. Agora basta um diploma, e seus problemas acabaram!!!
Parece coisa das organizações Tabajara!!!
Será a mais pura e genuína fonte de corrupção.
19 Mar 2008, 14:38
Eu concordo sim com a criação de um órgão regulamentador das profissões na área de informática. Por outro lado acho que somente um curso superior não é suficiente para atestar a competência de um profissional da área. Assim como a OAB, acho prudente sim realizar um exame. Desta forma profissionais de outras áreas, mesmo não possuindo um diploma na área da computação terá uma chance para ser credenciado a atuar na área.
Este procecimento evita que "picaretas" tomem o lugar de profissionais competentes e valoriza sobretudo os profissionais que cursaram um ensino técnico profissionalizante ou superior, pois logicamente terão mais chances de passar no teste do órgão regulamentador.
19 Mar 2008, 14:34
Veja o quadro de ofertas de emprego da Microsoft, Google, IBM e outros de respeito.
Por favor, não façam confusão entre produto e serviço. Nenhum inventor teve descrédito por sua formação. O produto diz; o serviço demora a dizer e quando isto acontece poderá ser tarde demais. Programas de qualidade só servem para tampar buraco de uma má formação e fazer o produto ficar mais caro.
19 Mar 2008, 14:28
Um diploma e uma carteira não são sinônimos de bons profissionais..
Se eu preciso de um programador java eu vou primeiramente atrás de um profissional com certificação java e não atrás de um profissional com diploma de sistemas de informação.
Segundo estava pensando em abrir uma empresa, com isso não abrirei.
Terceiro, to cansado de ver "profissional" formado com dúvidas que em qualquer livro de lógica de programação se aprende na primeira meia hora.
Isso só irá prejudicar o mercado como um todo, prejudicar inúmeras empresas. E beneficiar os menos capacitados.
Pois nesses 20 anos no mercado, conheço muitos programadores e analistas sem formação universítária muito melhores que qualquer um com diploma.
Pense que no momento muitos profissionais registrados perderiam seus empregos, e não teriam condições de cursar uma faculdade para ficar de acordo com a "regulamentação"
19 Mar 2008, 14:24
19 Mar 2008, 14:17
Tim Berners-Lee, inventor da Web, é formado em física, não tem nenhum diploma de computação. Então, no Brasil, o CERN não poderia contrata-lo, e a Web nunca teria acontecido.
Richard Stallman também é formado em física. Então lá se vão o Emacs e boa parte dos utilitários hoje usados no Linux (aliás, Linus Torvalds desenvolveu um kernel apenas porque sabia que já existia o sistema GNU para complementa-lo, então adeus Linux também).
Engraçado que os que são a favor da regulamentação são apenas os estudantes e formados da área. Será que estão pensando em causa própria? Pois eu sou formado em computação e sou totalmente contra a regulamentação. É uma idéia ridícula. Quem for bom profissional que se sustente por seus próprios méritos, não por um conselho que só vai tomar nosso dinheiro.
19 Mar 2008, 14:10
Estamos lutando a muito tempo para sermos reconhecidos, agora que surge uma oportunidade aparece alguns oportunistas para criticar, por favor, fique em seu lugar.
Um exemplo do que nosso amigo disse seria a mesma coisa em afirmar que uma enfermeira que possui conhecimento em medicina possa operar um paciente do coração, o fato dela ter o conhecimento não lhe dá o direito de executar tal operação, a mesma coisa acontece com os profissionais de informática, seguindo o exemplo do indivíduo, os médicos, advogados, cientístas são e serão sempre bem vindos como parceiros de conhecimento para o desenvolvimento de qualquer sistema em suas respectivas áreas.
A todos um forte abraço, e vamos arregaçar as mangas e lutar pelo nossos direitos de uma profissão digna e reconhecida assim como a de vários outros profissionais, inclusive como a desse nosso amigos, que pela forma de como escreveu, deve ser jornalista ou advogado.
Abraços
JBRF
19 Mar 2008, 14:07
Uma regulamentação/conselho pode ser favorável em muitas atividades, por exemplo: Ao fazer um concurso público para Analista pela CESPE, foi espantosa a quantidade de erros e desacordos em questões específicas sobre a área, principalmente a de desenvolvimento. Uma lista de obras no edital, iria aliviar bastante, assim como a área de Direito faz. Aliás, a OAB é o único orgão de respeito, aí eu concordo.
Então acredito que um conselho acabaria com a banalização que se faz na área de informática.
Provavelmente o colega deve ter mais de 40 anos de vida. Assim, como o parecer desfavorável, publicado pelo SBC em julho de 2004 (redículo), muitas coisas mudaram e não dá mais para se basear no tempo do cartão perfurado. Interface gráfica é hoje assunto da psicologia e não mais de um fresco da área das artes; Direito de informática é algo muito importante e pouco respeitado. Hoje em dia, não basta saber programar, coisa que muitos mal sabiam, porque a linguagem mal permitia. É incabível o argumento: "o que o cliente pede é impossível de se fazer". Minhas idéias foram boicotadas diversas vezes por uma equipe de má formação acadêmica que achavam a aplicação de IA era coisa de outro mundo, fazendo-me perder a oportunidade para empresas estrangeiras. A equipe que me faz ter orgulho de ter sido membro era formada apenas por cientistas e engenheiros da computação por instituições como a USP e Unicamp. Infelizmente não tive a oportunidade de fazer a graduação em uma destas universidades, mas não foi desprezível fazer em uma entidade privada como a São Francisco. Mas tive a oportunidade de fazer uma especialização no IC e mestrado na Poli, e mostrou que a diferença existe.
Concordo que existem vários cursos ruins. Eu como professor faço esta análise todos os dias... E sou professor do setor privado, ganho da minha aula e não de projetos superfaturados em agências de fomento, como alguns.
Mas quem seria capaz de acabar com as festas de proprietários de escolas que visam lucro acima da formação? A OAB permite curso de direito em 2 anos? EAD em Direito? Sabemos que EAD pode se mostrar melhor, mas isto é para poucos. A maior parte das entidades estão usando para banalizar ainda mais... O CREA aplica exame de capacitação ao engenheiro que mal conhece a base da matemática? O CREA me virou as costas quando fui reclamar a responsabilidade de um estagiário em tocar obra, quando este era do 2º semestre com DP em “Cálculo I” de uma faculdade de 5ª linha,...
Enfim, se era esperança de que o mercado faça sua seleção netural, este já esta fazendo. Basta ver o nível das pessoas que publicam artigos em revistas especializadas. Artigos que não servem apenas comentar a vida do outro, são artigos que agregam muito aos profissionais. E daí pode-se notar o nível dos artigos. Vamos olhar pra trás e comparar uma "Micro Sistemas", "Developer" (que já eram bons), com "Java Magazine", "Mundo Java". Tiramos, lógico, aquelas comunidades de macaquinhos treinados pela MicroSoft.
Graças a Deus, o mercado nacional se tornou competitivo. E isto se deve a uma boa formação acadêmica aliada ao talento do brasileiro. Ninguém nasce sabendo.
Paulo Cezar de Souza
Começou a programar em BASIC em 1988 aos 12 anos de idade. Bacharel em Análise de Sistemas em 1998, Especialista em Engenharia de Software em 1999 e mestrando em Engenharia da Computação. Professor de Estruturas de Dados, Autômatos e Compiladores
19 Mar 2008, 13:24
19 Mar 2008, 13:21
19 Mar 2008, 13:20
19 Mar 2008, 13:18
É nóis...
19 Mar 2008, 13:07
Pq não uma prova como a da OAB?
Sei que existem muitos advogados com a carteira da ordem ruins, mas tb sei de muitos que desistiram por não passar no exame. Se alguns que passaram são ruins, imagine os que não passaram então?
19 Mar 2008, 13:02
Só queria consultar se dá para incluir no cartel a UFRGS e, se pagarem bem, a PUC-RJ. Vamos, só de birra, deixar de fora as outras boas Universidades, especialmente a UFMG, da terra do relator.
19 Mar 2008, 13:02
Tudo bem o profissional se valorizar, porém muitos de nós, inclusive eu, precisamos trabalhar. Esses profissionais de não qualificados "incham" o mercado como disse Doriam, e isso faz com que o mercado pague menos por esses profissionais, seja ele bem qualificado ou nem tanto assim. Não tiro o mérito desses dinossáuros dos PC's como disse o Ricardo, são profissionais muito experiêntes e competentes, e tb não acho que vc tendo um curso superior garanta sua competência, não é isso. Mas acho que o mercado está muito poluído. Não concordo com todas as condições desta regulamentação apresentada neste artigo, mas acredito fielmente que a regulamentação é necessária.
Eu me formei em uma dessas faculdades pagas e confesso que o nivel é muito baixo, porém não tinha condições de me preparar e nem mudar de cidade e fazer uma pública, porém trabalhei na área desde antes de entrar na faculdade. Tudo que sei foi atraves de experiência e estudo próprio. A faculdade não me acrestou nada ou muito pouco, mas mesmo assim, julgo a graduação como necessária...
19 Mar 2008, 12:57
É uma constatação quase constante que os formados pelas "uni-qualquer-coisa", como definiu nosso amigo abaixo, são muito menos capacitados que os franco-atiradores ou os garotos dos primeiros semestres das Universidades (de verdade).
O único sentido real da regulamentação é a formação de cartel.
As guildas medieváis podiam fazer sentido naqueles tempops, mas não numa época em que o programa de maior impacto antes do WWW foi feito por um zoológo canadense (o gerenciador de "newsgroups" CNews), para dar um exemplo.
Mesmo apelando para todos meus conhecimentos sobre teorias conspiratórioas, não consigo ver a quem possa beneficiar uma lei como essa. Os prejuízos são obvios, perde a sociedade como um todo, a economia, o desenvolvimento tecnológico e mesmo o científico, já que não faltará quem queira fazer valer a lei dentro das instituições de pesquisa.
Tomara que, mais uma vez, esta excrecência seja arquivada, para sempre!
19 Mar 2008, 12:40
Que é, para quem não conseguiu enxergar, mostrar quem realmente vai lucrar com tal medida. Os donos de escolas, auto proclamadas faculdades, que vendem alguns diplomas. E os maus profissionais que não conseguem se destacar no mercado, mesmo nesse mercado com tão poucos profissionais qualificados.
Mas para o time que é a favor da Regulamentação, acredito que o projeto deveria ser ampliado e só deveria os BONS profissionais de carteirinha trabalharem.
Fiz graduação na UNICAMP e estou concluindo meu MESTRADO na USP. Assim como essas Universidades são internacionalmente reconhecidas, acredito que o dito projeto deva permitir que somente profissionais dessas duas grandes Universidades brasileiras possam trabalhar na área de informática. Pois essa é a ÚNICA maneira de garantir que bons softwares serão feitos.
Espero que TODOS que se posicionam a favor de tal regulamentação concordem com minha emenda ao projeto, pois se o que queremos é a QUALIDADE dos softwares, como negar que os profissionais das duas maiores e melhores universidades do brasil farão os melhores softwares.
Enfim, nosso senador faz parte de um seleto time de ótimos senadores com projetos maravilhosos. Um de seus projetos, que ainda está sendo avaliado pelo ministério público e polícia federal chamava-se Valério Duto.
19 Mar 2008, 12:31
O fato é que nossa profissão anda extremamente prejudicada com os inúmeros "profissionais" de baixa qualificação, que incham o mercado, e muitas vezes com uma lábia apurada conseguem roubar uma vaga de emprego de um profissional sério e qualificado (embora não por muito tempo, é claro, já que não tem qualificação).
Sem contar o dano à sociedade como um todo que esses "profissionais da informática" trazem. Gente desqualificada resulta em produtos de baixa qualidade, em falta de inovação, em defeitos que serão sentidos por todos.
Mas, é claro, uma regulamentação sem PROVA, como a OAB, de nada serve. E, é claro, o rapaz que faz manutenções não precisa ser formado em Análise de Sistemas ou correlatos. Mas, mesmo assim, deve ter "alguma" formação na área e passar por uma prova do nível em que quer trabalhar.
Concluindo, me parece que os únicos que criticam a regulamentação da informática são aqueles que justamente entraram "de carona" na área, sem ter formação tecnológica. Claro que existem profissionais formados em outras áreas que são excelentes na informática, e por outro lado péssimos analistas de sistemas, cientistas da computação, etc.
Por isso, acho que a solução é só uma: PROVA COMO A OAB PARA PROFISSIONAIS DE INFORMÁTICA. Isso por si só seria uma ótima regulamentação.
19 Mar 2008, 12:24
A regulamentação como está estabelecida só premia o incompetente.
19 Mar 2008, 12:05
Acredito que tanto o CREA quanto esse novo conselho a ser criado deveriam aplicar uma prova para verificar a qualificação dos formandos, principalmente os oriundos de faculdades pagou-passou. Um exemplo pessoal: tenho um colega, formado em Ciência da Computação em uma faculdade paga, que não sabe o que é uma linguagem assembly...
Os cursos de computação se disseminaram muito, justificando a necessidade de uma prova para verificar os conhecimentos dos formandos. Que tal usar o POSCOMP para isso?
19 Mar 2008, 11:49
A Regulamentação é sim importante, porém não deve ser proibitiva ou amputativa nos quesitos de formação, que não provam a CAPACITACAO deste profissional.
Não ter carteira assinada, faculdade, diplomas, ou certificados, não diminui o profissional que você é, e entregar os "Picaretas Safados" é possível sim a qualquer momento de nossa vida profissional, quando nos chamam, não é pelo que cobramos, mas pelo valhamos, um serviço bem feito e competente mantém profissionais como eu e você no emprego até hoje, e vai separando o joio do trigo dos que só estão no mercado para denegrir a imagem dos verdadeiros trabalhadores.
Devemos movimentar-nos e anotar o nome desses "Profissionais" do ramo público que não tem regulamentação para serem Deputados, Senadores ou Presidentes, são pessoas comuns eleitas pelo povo, e como dito, não é necessário se ter DIPLOMA, mas desconhecem ser necessário ter capacidade de vislumbrar as reais necessidades da sociedade que urge de soluções tão óbvias que se tornam impossíveis de serem perceptíveis, parece falha em horas como estas em que o mercado se mostra mais amadurecido e necessitado de leis mais rígidas para crimes eletronicos que para profissionais do meio eletronico.
19 Mar 2008, 11:38
Primeiro gostaria de fazer alguns comentários sobre o que alguns colegas disseram.
Gabriel Barreto
-> "Quem será responsável legalmente por um software mal planejado que, por ventura, cause um acidente aéreo?".
Só em sua cabeça uma empresa aérea irá colocar um desenvolvedor mal qualificado para trabalhar. Não é preciso regulamentação para isso, o próprio mercado assume esse papel.
-> "Dúvido muito que se você soubesse o esforço que é passar em um vestibular e estudar em uma universidade pública estaria escrevendo isso."
Peraí, isso é comentário? Para de chorar. E o esforço dos que não tiveram essa oportunidade.
Thiago Tota
-> "muitos profissionais despreparados aceitam salários banais".
Cabe ao bom profissional se valorizar.
-> "então desenvolvem "soluções" a preços de banana, soluções essas que não resolvem nada e contribuem para a desvalorização do bom profissional".
E daí? Da próxima vez a empresa irá olhar o currículo dos profissionais, e terá prazer em contratá-los pagando mais, pois terá certeza do bom trabalho que será realizado.
-> "Na minha opnião todas as profissões deveriam ser regulamentadas".
Como a prostituição, mercenários, assassinos e ladrões. Entendo seu ponto de vista.
Marcos Paulo
-> "Assim posso começar a denunciar esses picaretas safados".
Porque essa revolta? Tá com medo? Tá perdendo espaço para eles? Vá estudar.
Só para esclarecer. Sou estudante de graduação em uma universidade federal. E reafirmo: sou contra a regulamentação.
19 Mar 2008, 11:18
Acho que esse é apenas mais um passo para travar o crescimento do Brasil e também estou de acordo com o Artigo.
Certificações tais como PMI, ITIL, Java Certification, LPI, RHCE entre outras famosas conseguem sim garantir a qualidade de um profissional.
Sem contar o histórico da sua carteira de trabalho, dúvido que as pessoas aqui em baixo que reclamaram do artigo começaram ganhando um salário alto ou coisa do tipo.
Estudo é uma coisa, mercado de trabalho é outra.
Rídiculo essas críticas destrutivas ao artigo.
19 Mar 2008, 10:49
PS: Há, um outro exemplo, de uma área emergente que tangencia Ciências da Computação, Matemática, Estatística e Biologia, citada brevemente no artigo original, conhecida como Bioinformática. Há muitos profissionais de expressão internacional no Brasil, particularmente após os diversos “projetos genomas” vividos no nosso meio. Muitos deles são biólogos, e isso acontece no mundo todo. E eles trabalham nas poucas empresas de Biotech privadas brasileiras, na EMBRAPA, nas Universidades (refiro-me às Universidades mesmo!)... Imagino-os, a partir da nova regulamentação, procurando sua “readequação”.
19 Mar 2008, 10:20
19 Mar 2008, 09:49
Fui técnico em processamento de dados e vi a oferta de programadores explodir e os valores cobrados por sistemas despencar. Mas também vi muitas empresas se arrependendo e agora só trabalharem com pessoas/empresas que garantam alguma qualidade. E não fazem isso com diplomas, mas com um histórico de bons serviços prestados.
Hoje tenho diploma de engenharia de computação e pós em ciência da computação também e trabalhei com pessoas de diversas áreas que também contribuem com a computação no país sem deixar nada a desejar.
Quem faz um bom trabalho se destaca. Mais do que propaganda, boas indicações valem muito na hora de arranjar um emprego. E ninguém indica maus profissionais a não ser que queria se queimar.
19 Mar 2008, 09:38
19 Mar 2008, 09:37
Na minha opnião todas as profissões deveriam ser regulamentadas. Cada um deve atuar na sua área de formação. Caso queira mudar de área, vá se especializar.
19 Mar 2008, 09:14
Tem muita gente que nunca fez um curso que seja e sai por aí cobrando barato, prejudicando nossa profissão.
Que seja regulamentado de uma vez.
Assim posso começar a denunciar esses picaretas safados.
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