A área de tecnologia foi chacoalhada com um terremoto vindo de Brasília semana passada. Depois de cinco anos engavetado e esquecido em algum escaninho dos gabinetes da capital federal, o projeto de lei 1947/03 que versa sobre a regulamentação do exercício da profissão de analista de sistemas e todas as correlatas (vai desde o "sobrinho" que instala computador até o DBA) do deputado Eduardo Paes volta à vida pelas mãos do senador Expedito Júnior (PR-RO) e toma corpo com o voto a favor proferido pelo relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), partindo agora para sua etapa final, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e depois para a câmara a fim de ser sancionado.
A primeira vista nada de mais. Este é mais um daqueles projetos que cansamos de ver saindo da Praça dos Três Poderes. Mas observando-o atentamente é possível perceber seus efeitos danosos e principalmente prevê-lo como algoz de milhares de profissionais do país que passarão em questão de meses da condição de profissionais para a condição de contraventores.
Escondido sob bom português o projeto não só regulamenta a atividade mas também a regula colocando cabestro principalmente sobre aqueles que deixaram suas profissões originais para se enveredar pela informática. Além disso, sobretaxa os profissionais que atuam em duas áreas diferentes mas de uma forma ou de outra, relacionadas. De acordo com o texto original, somente os formados em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderão exercer a profissão de Analista de Sistema, mesmo que seja um cientista e não analista. Ou seja, contribuições de profissionais da área de biologia para o desenvolvimento de softwares não mais será possível. Da mesma forma que profissionais como matemáticos, astrônomos, médicos, advogados, físicos, professores, músicos e quaisquer outras profissões. De bate-pronto o primeiro que perde é o empresário que terá que contratar dois profissionais: um que é aquele que vai colocar no papel sua assinatura atestando o software e outro, o especialista da área que não pode assinar por não fazer parte da "seleção de ouro" escalada pelo projeto.
Mas não é somente o empresário já espremido pelos impostos que sofrerá um baque. O desenvolvimento de softwares também será tomado de assalto por um conselho e sua máquina caça-níqueis. Acabou a "farra" de empresas, micros e pequenas (principalmente), que criam softwares para as mais diversas áreas. Não mais teremos médicos desenvolvendo softwares e emprestando seus conhecimentos multidisciplinares para a sociedade e o mesmo irá acontecer com advogados, dentistas e com todas as outras áreas do conhecimento. Ao invés de serem criados mecanismos para ampliar e fomentar a indústria nacional de software, criam-se amarras dignas do período colonial de nossa terra.
Como isso tudo ainda é pouco, equívocos foram cometidos (ou colocados de propósito) dentro do texto original para confundir e gerar o medo entre os profissionais. A redação do artigo II, parágrafo III, que trata sobre aqueles que poderão exercer a profissão é um perfeito exemplo disso: os que, na data de entrada em vigor desta Lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período de, no mínimo cinco anos, a função de Analista de Sistemas e que requeiram o respectivo registro aos Conselhos Regionais de Informática.. Com esta afirmação derruba-se a tese apresentada no parágrafo anterior deste artigo. Mas existe um porém; a lei não especifica em nenhum momento e tampouco usa de uma regulamentação para informar como será comprovado o exercício da função. Diante disso fica mais uma vez caracterizado o interesse não na organização, mas sim em engordar os cofres do conselho. A partir do momento que não existem regras claras, o jogo pode ser manipulado de acordo com interesses, bons ou ruins. Assim não irá me impressionar se aquele "sobrinho" sem pêlo na cara entrar pelas portas do conselho e ser aprovado como analista de sistemas. Ou, de outro lado, um exímio programador que já desenvolveu softwares mundialmente famosos não ter sua "carteirinha" pela falta do diploma, fato comum em nosso país que inclui inclusive o próprio senador e o presidente da república.
Tem mais. Até mesmo professores daquelas escolinhas de informática em bairros ou instrutores de projetos como os telecentros de São Paulo ou do Casa Brasil estarão sobre o fio da navalha. O artigo IV, parágrafo IX, diz que dentre os profissionais que poderão exercer a profissão de técnico estão aqueles de ensino, pesquisa, experimentação e divulgação tecnológica.Mais uma vez, um tiro no pé da educação do Brasil que irá perder milhares de pessoas que levam o conhecimento básico da área de informática para interessados em escolas espalhadas pelos bairros das cidades de todo o país devido as "exigências da realidade".
E o desfile não acabou. Para fechar com chave de ouro o projeto joga para a justiça assoberbada de trabalho os processos do conselho contra pessoas que estiverem exercendo a atividade sem o devido registro, que serão categorizados como contraventores e criminosos. Com isso aquele garoto de quinze anos que está em casa com seu computador corre o risco de abraçar 10 anos na cadeia se forem somadas as penas pela pirataria do software (já que não usa software livre), pela compra de equipamento contrabandeado e agora, por estar programando sem ter registro. Um cenário digno das comédias de Dante.
Não é de hoje que a regulamentação de profissões se tornou uma fonte de renda esplendorosa para meia dúzia de espertalhões. Como exemplo, o CRA - Conselho Regional de Administração, tenta que todo o executivo de empresa seja um administrador visando principalmente não o fortalecimento da profissão, mas sim o bom lucro que é possível diante destes profissionais. Como fazer isso no mundo de CIO's, CFO's, CEO's que são pessoas obrigatoriamente multidisciplinares, com dezenas de atribuições e conhecimentos muitas vezes antagônicos? Uma exigência absurda como esta derrubaria fora do país pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Carlos Slim de seus postos e no Brasil, a esmagadora maioria dos administradores das empresas públicas e outro enorme pedaço das privadas.
Neste comparativo entram quase todos os conselhos atuais, com exceção da OAB que mesmo não sendo um anjo de candura como alguns advogados acreditam (e eu engrosso mesmo não sendo advogado), possui um mecanismo que a difere de todos os outros: sua função não é somente a de zelar pela profissão, mas também atestar que aquele profissional que está saíndo da faculdade é realmente um profissional. Mediante seu "exame da ordem" ela consegue filtrar, de uma forma ou de outra, aqueles que não possuem as mínimas condições de exercer a advocacia, peneirando assim, logo na primeira leva, o joio do trigo. Nos demais conselhos, somente uma anuidade prá cá, uma carteirinha prá lá, um diploma da faculdade "pegue e pague" e deixa-se de ser contraventor.
Claro que sim, como sempre, alguém ganha. Ganham primeiramente aqueles que saíram de faculdades "pague e passe" que nascem aos borbotões em nosso país. Com as desculpas que agora poderemos trabalhar de igual para igual ou ainda que vai existir um piso salarial para todos, estes pseudo-profissionais serão beneficiados com o projeto pois poderão "carteirar" aquele que não entra no jogo sujo do conselho, denunciando o contraventor.
A grande desculpa destes para a criação do conselho é comparar espertamente a área de tecnologia com a área de medicina ou advocacia, alegando que é necessário ter uma regulamentação para a exclusão dos picaretas do mercado. Esta tarefa não é e não será realizada pelo conselho pois se assim fosse, prédios não cairiam e não seriam encontradas pinças e bisturis dentro de pessoas. Também não pode ser realizada pelo conselho pois ele não possui nenhum mecanismo que ateste a qualidade do profissional. Ela deve ser feita como é até agora e de forma extremamente eficiente, pelo mercado. Além disso a comparação peca por diversos motivos, sendo alguns deles a forma de aprendizado, as oportunidades de obtenção do conhecimento e a capilaridade do mercado e da profissão. Não existem certificações para medicina nos mesmos moldes da computação. Da mesma forma, não é encontrado fartamente na Internet conhecimento médico sobre neurocirurgia como é encontrado sobre Java. Este cenário faz com que seja muito mais fácil, rápido e producente ser um programador do que um neurocirurgião. Duas realidades totalmente distintas cujas formas de "atestar" o conhecimento são muito diferentes mas muito bem resolvidas para ambos os lados.
Se tudo isso não for suficiente, ainda existe a analogia da qual todos os que desejam um conselho fogem. A informática pode ser comparada hoje ao idioma português falado em nosso país. Sua presença é tão forte e não natural em nosso dia-a-dia que não é preciso ser formado ou ter um curso qualquer para mexer com um computador ou programá-lo. Da mesma forma que o português pode ser aprendido não somente na escola, a informática é onipresente em nossas vidas. Isso não ocorre com nenhuma outra área das comparadas, deixando-as então em um nicho específico onde é sim, sem dúvida, necessária uma regulamentação.
Também ganham estas mesmas faculdades que poderão usar de marketing de massa para alardear em seus domínios que seus cursos dão direito ao registro no conselho, enganando assim duplamente aquele que sua a camisa todos os dias e tenta com este mesmo suor ser alguém na vida.
Mas a lista não acaba. Em um exercício que me permito fazer sobre a "teoria da conspiração", ganham certas empresas que lutam com unhas e dentes contra o software livre, contra a pesquisa da universidade pública e contra o compartilhamento do conhecimento. Com projeto de tal naipe será possível agregar valor nos cursos das faculdades acima citadas ou criar um pacote de conhecimentos para os técnicos que poderão então, além de serem certificados, ter o registro no conselho. Puro devaneio pouco provável mas nunca impossível.
Muitos. Perdem os empresários que, se não possuírem em seus quadros profissionais "carteirados", estarão em maus lençóis com o conselho e com a justiça. Perdem as micro, pequenas e médias empresas que contratam um, dois, cinco profissionais e não mais poderão fazê-lo. Perdem os auto-didatas que por força da lei e não tendo como comprovar com uma carteira assinada, por exemplo, a condição de analista, não mais poderão exercer seu trabalho e finalmente perde a sociedade que, mediante a burocracia e "burrocracia", decepa empregos, cria mais entraves para aqueles que realmente tentam fazer desta terra uma terra para todos e pagam o custo do produto informático que, com pouca concorrência, verá seu preço elevado (sendo que isso não reflete no aumento da qualidade).
O molde de conselho em nosso país é anacrônico e desprovido de mecanismos que interessam efetivamente a sociedade. E para uma profissão (e suas correlatas) tão dinâmica como a informática, torna-se uma verdadeira bola de ferro atrelada aos seus pés que nos leva na contramão do que acontece em todo o mundo. Países como Cingapura, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e tantos outros do chamado primeiro mundo, além de outras dezenas do segundo, terceiro e quarto mundos deixam o mercado regular suas necessidades de informática e não possuem conselhos, mas sim entidades de profissionais que representam aqueles que desejam, SEM OBRIGÁ-LOS a se filiar na mesma. Suas principais funções são de criar uma estrutura aberta e não obrigatória que ateste tanto os conhecimentos quanto a ética dos profissionais, permitindo assim que estes tenham um "plus" em seus curricula.
Muito me impressiona o senador não ter consultado a área interessada (empresas e profissionais) ou ao menos ouvido as palavras daqueles que já estudaram e discutiram exaustivamente o assunto como é o caso da SBC - Sociedade Brasileira de Computação. O mesmo acontece com o relator, antigo conhecido nas polêmicas tecnológicas como o projeto de controle da Internet que certamente ouviu as águas da pampulha e não do DCC da UFMG, alguns quilômetros adiante.
Para nós, profissionais e empresas da área de tecnologia resta mais uma vez entrar na batalha contra o cerceamento do uso de nosso conhecimento ou, quem sabe, virar criminoso mas sem as benesses daqueles que possuem imunidade gozam.
Opinião dos Leitores
Leandro
01 Mai 2008, 19:12
1) Parabéns pelo post;
2) Também sou contra esta lei;
3) Ver que algumas pessoas ainda relacionam a área de TI com outras áreas para justificar a regulamentação, mesmo com TANTO MATERIAL DISPONÍVEL NA INTERNET APENAS ESPERANDO PARA SER LIDO, dá dor de barriga.
[]'s
Juliano
30 Abr 2008, 02:47
Concordo com a regulamentação, da mesma forma que um analista de sistemas não pode assinar com um engº civil, florestal, ou agronomo, ou simplesmente ler um livro de psicologia e sair trabalhando como um psicologo. QUEREMOS RESPEITO A PROFISSÃO.
Rodrigo
27 Abr 2008, 02:06
Viva a incompetência dos que pagam 4 anos para achar que adquiriram a competência!!!!!!
Eu dúvido que saia uma pessoa de qualquer faculdade que seja e de qualquer curso que seja com competência suficiente para fazer qualquer trabalho sem ter um treinamento prático como um enfermeiro faz estágio Obrigatório ou um médico faz uma residência.
NÃO adianta faculdade não vai te ajudar a conseguir emprego, o Conselho Não vai conseguir emprego, o Conselho vai te tirar emprego.
Imagina uma pessoa com diploma em qualquer área da informática desempregada ou recém formada tem que pagar mais de R$ 200,00 ou R$ 300,00 reais logo no começo do ano para o Conselho porque se não pagar NÃO pode trabalhar porque NÃO tem uma autorização. Pensem nisto!!!! Se NÃO pagar NÃO PODE TRABALHAR!!!!
Jonas Raoni Soares Silva
26 Abr 2008, 17:01
Não sou contra a regulamentação, mas veja que nem o pessoal do ACM.org conseguiu pensar em uma forma interessante de se fazer isso (visto que há inúmeras áreas e subáreas na informática), quanto mais um senador tapado em informática.
Fora que a regulamentação não deve ser a base de diplomas, mas de comprovação de conhecimento e habilidades, uma pessoa não deve ser barrada de trabalhar com algo caso tenha conhecimento para tal.
Finalizando, mesmo que o profissional seja ruim, é meu direito escolher o que eu irei contratar. Fazendo alusão a medicina, se eu não tenho dinheiro suficiente para pagar um INCOR, prefiro ir ao SUS, do que morrer na rua.
Aos que reclamam dos salários, nunca vi uma área tão rentável quanto a informática, se você não ganha bem é por pura incompetência.
Paulino Michelazzo
23 Abr 2008, 23:25
Enquanto isso, no senado federal:
11/04/2008 SSCLSF - SUBSEC. COORDENAÇÃO LEGISLATIVA DO SENADO
Situação: AGUARDANDO INCLUSÃO ORDEM DO DIA DE REQUERIMENTO
Aguardando inclusão em Ordem do Dia do Requerimento nº 423, de 2008.
10/04/2008 ATA-PLEN - SUBSECRETARIA DE ATA - PLENÁRIO
Leitura do Requerimento n° 423, de 2008, do Senador Jarbas Vasconcelos, em que solicita, nos termos do disposto no art. 101, inciso I do Regimento Interno do Senado Federal, que sobre o PLS n° 607, de 2007, além das comissões constantes do despacho inicial de distribuição, seja ouvida, também, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. À SCLSF, para inclusão do Requerimento lido em Ordem do Dia oportunamente.
Diágoras Alencar
21 Abr 2008, 20:13
Respondendo ao Rafael Oliveira q citou uma pessoa q "decora" um livro de java.
Rafael, não se decora um livro de Java. Simplesmente não é possível decora-lo... Existem pessoas que possuem o dom de aprender sozinhas... a estas pessoas eu tiro o chapeu...
Diágoras Alencar
21 Abr 2008, 20:04
Realmente necessitamos de uma regulamentação profissional, porém, não acredito que um Dep., em BSB, que não é da área e não consultou entidades ligadas à tecnologia tenha condições de redigir uma Lei da área de TI. Sú Adm. de Redes e segurança de dados, com carteira assina por tempo suficiente para ser incluído nessa Lei, mas acho que muitas pessoas boas ficarão de fora por não terem diploma de analista ou certificado de um curso de programação.
Como disse o comentário de Marcos ?Paulo, tem muito picareta trabalhando por uma ninharia e fazendo toda sorte de coisas erradas dentro das empresas, mas, esse pessoal morre cedo na área de
tecnologia. Devemos encher a caixa de e-mails desse Deputado para que ele saiba que não estamos parados e que iremos lutar caso ele tente aprovar uma Lei como essa, tão cheia de falhas e incoerencias.
marco_piracicaba
20 Abr 2008, 20:35
Jornal da Unicamp
Regulamentação da profissão na área de informática:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju392pag02.pdf
AkitaOnRails
20 Abr 2008, 18:24
Essa proposta de lei é uma armadilha!
Uma palhaçada sem tamanho (aliás, como tudo que vem desse políticozinhos).
Leiam minha reação completa aqui:
http://www.akitaonrails.com/2008/4/19/off-topic-vamos-todos-impedir-a-regulamenta-o-da-profiss-o-de-analista-de-sistema
marco_piracicaba
20 Abr 2008, 01:27
Mais um artigo interessante:
http://imasters.uol.com.br/artigo/8410/carreira/a_regulamentacao_que_restringe_a_informatica_no_brasil/
Daniel Simões
20 Abr 2008, 00:19
Deus do céu!
Lembrei daquela frase do Einstein:
"Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo."
Pior do que saber dessa nova tentativa de aprovar essa aberração, é saber que isso nunca vai acabar. Ver tanta gente aprovando essa excrecencia é desanimador. O pior de tudo é saber que serei obrigado a trabalhar gente que tem esse tipo de pensamento, que enxerga a profissão como mera fonte de renda que deve ser defendida com unhas e dentes.
Renan
17 Abr 2008, 13:41
Concordo com a regulamentação, é necessária.
marco_piracicaba
12 Abr 2008, 00:22
Rafael Oliveira
09 Abr 2008, 10:58
Concordo com a regulamentação, pois não acho certo uma pessoa comprar um livro de java e sair programandp ai pro mundo e ocupando vagas de profissionais que assistem varias aulas de teoria...
Será que esta pessoa que simplesmente adquiriu um livro é melhor que você?
Se for, qual o problema em ocupar uma vaga que poderia ser sua?
marco_piracicaba
10 Abr 2008, 20:11
O que eu disse anteriormente está apenas se consolidando:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/042008/09042008-17.shl
Rafael Oliveira
09 Abr 2008, 10:58
Concordo com a regulamentação, pois não acho certo uma pessoa comprar um livro de java e sair programandp ai pro mundo e ocupando vagas de profissionais que assistem varias aulas de teoria sobre construção de softwares, modelos e enfins da informática. Enquanto estamos passando horas e horas estudando, vem um e decora um livro de JAVA ai e ocupa um lugar de um profissional que estudou durante 4 anos ou mais. Se quiser programar que se forme em um curso superior. Tem que regulamentar mesmo.
Mateus Leal
09 Abr 2008, 09:11
So uma pergunta, com essa regulamentação oq vai ser por exemplo um engenheiro mecatronico, ou de automaçao que estao entre os melhores profissionais nessa area.
Sou Contra a regulamentação por muitas vezes deichar pessoas tao capacitdas quanto os profissionais da area de TI nao exercerem a profissao...
isso é dor de cutuvelo de pessoas formadas em ciencias da computação ou em algum curso da area q perdem uma vaga pra um eng fodao... pq a engenharia é diferente, oq agente faz nao basta apenas querer...
Bruno Vieira de Sousa
05 Abr 2008, 10:24
Alexandre Romanelli,
Você poderia ler melhor o texto antes de dizer pérolas como essa:
" "dentista prático" que dá um jeitinho, diz que entende de tudo e, na verdade, vive apenas disseminando a idéia (acho que convenceu o autor) de que a formação acadêmica nesta área não faz diferença alguma."
Repito o que disse o autor e que pelo jeito você não se deu ao trabalho de prestar atenção na leitura:
Qualquer pessoa (claro que com certa capacidade e dedicação) pode ser autodidata e buscar informações na própria internet e em livros para aprender a programar e ser tão eficiente quanto um diplomado, o que não ocorre na odontologia. De fato a formação acadêmica na odontologia faz toda a diferença! Mas isso não tem nada a ver com a área da informática. Então com que finalidade você faz uma comparação inválida? Você acusa ao autor mas utiliza de uma argumentação irreal...
Ah! Convido-o a ler um novo artigo do mesmo autor, publicado agora dia 03/04/2008 em seqüência a esse. Chama-se "Nivelando por onde?"
Mas LEIA!
Alexandre Romanelli
04 Abr 2008, 23:24
Sou a favor da regulamentação. Não há forma mais justa de distinguir o profissional realmente capacitado daquele, traçando um paralelo, "dentista prático" que dá um jeitinho, diz que entende de tudo e, na verdade, vive apenas disseminando a idéia (acho que convenceu o autor) de que a formação acadêmica nesta área não faz diferença alguma.
Quanto à matéria: tendenciosa, argumentação irreal. Merece ser desconsiderada.
marco_piracicaba
29 Mar 2008, 21:25
Maurício Diniz
26 Mar 2008, 17:23
"Por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo"
Você pode antes, responder a pergunta sobre o pessoal do Google?
Abraço.
Augusto
26 Mar 2008, 21:15
Concordo com a regulamentação.
Só assim poderemos manter um salário justo para a categoria e evitar empresas mercenárias que querem pagar salários ridículos a profissionais como nós. Até que enfim alguém te uma iluminação, alguém sabe o nome do senador que aprovar a lei.
Maurício Diniz
26 Mar 2008, 17:23
Tem um erro na próxima mensagem, onde está: "Onde está por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo"
Deve ser lido "Por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo"
Maurício Diniz
26 Mar 2008, 17:22
Pessoal,
Onde está por que vocês acham que a regulamentação irá "abalar o mercado de TI" no sentido negativo?
Volto a falar do caso dos administradores de empresa, acho que eles são os melhores para comparamos! Estão em várias áreas e possuem orgão regulamentador, mas nada impede de uma empresa ter um administrador que não seja formado em administração ou de alguém executar a função de administrador sem ser formado!
E pergutem para eles, pelo que conversei eles não ligam de pagar para terem o seu conselho!
Quest
26 Mar 2008, 17:03
Pessoal, surgiu uma dúvida... E aquelas pessoas que já trabalham na área a muito tempo e não tem formação na área como vão ficar??
Maciel Bombonato
26 Mar 2008, 13:57
Contra!.
Uma coisa que deve ser bem observada é que não é uma "regulamentação" que irá ditar que esse ou aquele que tem carteirinha poderá ser contratado.
Se vc que possuir carteirinha não for competente, o fato de ter a carteirinha não irá ajudar em nada para que vc seja contratado (a não ser em orgãos públicos), porque se vc não for competente o mercado irá procurar quem é, e caso não existam pessoas suficientes completamente capacitadas (nesse caso o completamente capacitado passaria a incluir a tal carteirinha) o mercado vai pra fora do país e lamento, porque será complicado até para bons profissionais arrumarem algo na área.
Isso não irá nos valorizar e sim nos onerar.
Quanto a comentários em relação a OAB (procurem falar com advogados que pagam mais ou menos R$ 600,00/ano para ver o que eles tem a dizer da ordem e o quanto ela os ajuda).
Bom gente minha opinião é essa, sou formado e teria plena condição de me encaixar nessa situação, mas sou contra porque acho que isso abalaria e muito o mercado de TI no pais. basicamente só nos custaria, os "benefícios" (caso existam) seriam muito pequenos.
Quanto a comparações de que muitos anos atrás outras áreas não eram regulamentadas, eu acho que fica muito difícil compara-las a área de informática, já que um indiano não consegue arrancar seu dente se vc não estiver lá ou ele aqui, entende?
[]´s a todos.
Wagner Cação
25 Mar 2008, 18:15
Interessante essa discussão, porém estão todos discutindo uma coisa sob o ponto de vista de profissões ja sedimentadas no conhecimento humano.
Estão esquecendo tanto os que defendem a regulamentação como os que a odeiam que a TI é uma ciencia abrangente não especifica e presa á uma área, serviço ou produto.
Não sei se fui claro, nunca houve na história do conhecimento uma área que não pudesse ser regulamentada ou extratificada num segmento, a TI é pioneira nisto e por isso a confusão está feita!!!
Tratar a regulamentação de TI igual a um advogado, médico, agrimensor, engenheiro,etc é inócuo e vazio pois carece de racionalidade. Os fatores que regem a atuação e abrangencia de TI são completamente diferentes de qualquer outra área ou profissão.
Alguns falaram muito própriamente da concorrencia estrangeira e estão com razão, pois o Brasil tem tradição cartorial e gostamos de regulamentação estatal para nos protegermos, é caracteristico de nossa terra e na dos patricios lusitanos. Lá fora eles nem se preocupam em discutir, eles querem saber se voce é capaz,alíá Bill Gates nem é formado, lembram-se!!!
Sou profissional de TI desde a decada de 80 e lembro com muito pavor da regulamentação da SEI, portanto cuidado, podemos estar alimentando o mesmo monstro mas com uma cara diferente.
Temos que achar uma solução própria que atenda as necessidades do mercado e dos profissionais sem amarrar ou criar nichos proprietarios que só trazem prejuizos ou benesses para alguns poucos.
Acredito que utilizar "Conselhos" simplesmente para regulamentar é uma solução cartorial ineficaz assim como encher o curriculo de certificações também pode ser .
Somos profissionais de um novo tempo, devemos achar então uma nova solução e não requentar a solução dos outros profissionais.
Não coloquem tudo no mesmo cesto, com todo repeito aos profissionais de manutenção que foram citados em comentários anteriores, mas profissional de TI é uma coisa, manutenção e configuração de equiapmentos customizados é outra. Seria o mesmo que que comparar um dentista com um protético......
O profissional para ter lugar no mercado tem que ter certificação, larga experiencia ou como diria um amigo meu, de "notório saber", porque senão a concorrencia o engole.
Meus amigos, estão faltando profissionais qualificados no mercado, os "sobrinhos" não são problema, aliás se eles forem bem treinados serão futuros profissionais.
Um abraço a todos.
Adriano
25 Mar 2008, 13:51
Sou a favor da regulamentação!!
A visão do autor deste artigo esta totalmente fechada a um lado da questão, e acho que foi infeliz.
Antigamente existia dentistas, advogados e medicos conhecidos como práticos, ou seja, exercia a profissão sem ter conhecimento teórico da profissão, hoje estes profissionais existem???? Com certeza não!
Flávio Raphael Barcellos
24 Mar 2008, 14:54
Sou contra a regulamentação, acho que devemos nos auto-regulamentar (como proposto pela SBC).
Conselhos não garantem bons profissionais e sim formam um "cartel" para o exercício da profissão na maioria das vezes gerando um monte de excluídos e beneficiando profissionais medíocres, que passam a ter vaga garantida para colocar assinatura e carimbo ganhado o salário piso da categoria. (Os excluídos não são os bons profissionais, são os pequenos empresários e profissionais liberais que não podem arcar com os custos do burocrata que assina os projetos)
Como bons profissionais nunca ficam desempregados - conheço um perito em construção que só não assina as plantas (isso quem faz é um engenheiro recem formado) e um especialista em direito empresarial que só não vai ao cartório e ao fórum e ganha mais que todos os outros advogados do escritório onde trabalha - nem deveria me preocupar com isso, mas esse é um assunto que pode causar a paralisação da indústria de informática no Brasil.
(Flames para meu email terei prazer em responder)
Sérgio Pretto
24 Mar 2008, 13:58
Sou completamente contra essa lei. Como ficam os tecnólogos com essa lei?
Maurício Diniz
24 Mar 2008, 12:15
Pessoal,
Tenho uma dúvida que gostaria de compartilhar:
Quem é dono de uma empresa ou administra uma, obrigatoriamente tem que ser formado em Administração?
E quem faz a contabilidade de uma empresa? Obrigatoriamente tem que ser contador?
Para mandar seu imposto de renda você TEM que procurar um contador?
Claro que não!!!!
Mas todos eles possuem conselhos né?
E o pessoal que já trabalha com informática qual o receio? Claro que vocês terão a oportunidade de serem filiados! Aproveitem a oportunidade!!!
marco_piracicaba
23 Mar 2008, 19:52
Enquanto vocês se preocupam em aprovar esta idéia tupiniquim chamada regulamentação da informática, os "elefantes" indianos preparam sua invasão:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/082007/16082006-18.shl
e os nossos melhores profissionais de TI tem a oportunidade de trabalhar nos Estados Unidos:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032008/12032008-26.shl
Uma coisa é certa.
A hora que vocês abrirem os olhos será tarde demais.
Tarde porque a porta estará aberta para a invasão dos "tigres asiáticos" e outros "bichos" mas que, nem de longe pensam em regulamentação e estão em pleno crescimento.
http://www.sindppd-rs.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=332&Itemid=39
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u15282.shtml
http://veja.abril.com.br/190400/p_060.html
marco_piracicaba
23 Mar 2008, 17:14
É incrível como o Brasil tem a capacidade de andar na contra mão da tecnologia.
Vamos tomar como exemplo a empresa Telefônica, aqui no estado de São Paulo.
Quando esta assumiu a privatização da estatal Telesp, houve a necessidade de contratação de muitos profissionais de TI e o mercado não dispunha de pessoas qualificadas para assumirem o quadro funcional.
A solução foi importar estes profissionais da Europa.
O que os defensores não percebem, talvez por questões de limitações diversas, é que o mercado ainda continua necessitando de profissionais qualificados. A demanda e muito maior que a oferta.
Estes defensores estão muito mais preocupados com os "sobrinhos", que não percebem que podem abrir as portas para o mercado e/ou profissional estrangeiro, como é o caso da Índia.
"Enquanto vocês discutem a qualidade e o preço da réstia de alho, o vampiro está bem próximo do seu pescoço".
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/082007/16082006-18.shl
Não percebem também que, nosso mercado de desenvolvimento de hardware já foi dominado por produtos importados devido a falta de investimento no setor. Seja pelo próprio governo como também pela indústria eletroeletrônica.
É apenas uma questão de tempo para que as empresas comecem a importar soluções completas para suas necessidades e os países citados no artigo terão capacidade para isso.
Vamos fazer um teste. Observe aí na sua configuração. Quais as partes dela tem sua procedência genuinamente nacional?
O teclado? O mouse? O inútil estbilizador? A mesa? A cadeira? ......
Praticamente nada de valor relevante.
Sobrará para os profissionais de TI o mesmo que para a indústria eletroeletrônica: "LIXO DE MERCADO". Eu disse "LIXO" e não "NICHO".
Falta uma visão global das coisas. Abram os olhos e vejam que o "sobrinho" não deve ser encarado como o centro das peocupações e sim mais um alidado.
Alguém conhece "sobrinhos" engajados em grandes projetos?
Eles estão sim envolvidos em serviços considerados "medíocres" em comparação ao universo existente, a espera de bons profissionais.
O mercado é quem deve selecionar o "bom sobrinho" do "mau sobrinho".
Lembrem-se que, muitas ferramentas de desenvolvimento que vocês usam, foram desenvolvidas por alguns destes "sobrinhos".
Aos defensores da regulamentação, fica aqui meu "grito de alerta":
Leiam mais. Vejam os anúncios classificados dos maiores jornais e sites especializados de informática (ex. INFO) e observem a grande demanda diária por estes profissionais. Principalmente os especializados.
Agora, se vocês não se sentem competentes para assumir estes cargos e usam deste artifício para afastar os considerados "maus profissionais", devem parar para analisar se não estão em pé de igualdade e a única coisa que os diferencia é uma regulamentação.
Isto mesmo. "Incompetentes regulamentados".
Será que a regulamentação é que vai fazer com que o conhecimento do mal profissional seja aflorado?
Será que a regulamentação vai mesmo afastar os "maus profissionais" do mercado?
Se sua intenção é usar da regulamentação para barrar estes maus profissionais conhecidos por "sobrinhos", vai dar um grande tiro no pé.
Parem de fazer analogias com outras profissões (direito, medicina, engenharia, contabilidade...) e encarem a realidade vivenciada no mundo inteiro.
O caminho não é a regulamentação e sim a profissionalização, capacitação, especialização...
É isto que o mercado está solicitando.
Arrependimentos posteriores não serão passíveis de reclamações, pois, a fila da tecnologia anda e se resolvermos por conta própria deixá-la passar a fim de tentarmos nos defender das nossas limitações (sobrinhos) e incapacidade técnica que nos impedem de assumirmos cargos especializados, nossos concorrentes estrangeiros nos devorarão sem pensar duas vezes.
É uma tendêcia mundial. Se os "tigres asiáticos" estão devorando as "águia americanas" o que não farão conosco, meros coelhinhos.
E nenhum deles (China e Estados Unidos) estão nem um pouco preocupados com os "sobrinhos" lá existentes.
Trabalho com eletrônica, computadores e afins, desde meados da década de 70 e já vi muitas ingerências por parte do governo na área de informática e esta regulamentação é apenas mais uma forma de engessar o processo de desenvolvimento, como muita coisa no Brasil.
Procurem conhecer a história da SEI (Secretaria Especial de Informática) e dos monopólios gerados pela impossibilidade das importações até antes do governo Collor.
Será que depois de termos avançado tanto na área tecnológica (não tanto quanto deveriamos), engataremos a marcha-à-ré?
Lembrem-se também que, uma grande parcela de prestação de serviços por profissionais de TI é a manutenção de computadores e instalação de redes de computadores.
Se esta regulamentação for levada a sério, então vamos atribuir estas funções somente a quem é de direito. É de responsabilidade dos profissionais de elétrica (registrados no CREA).
Se é lei, então vamos fazer vale-la.
Estes profissionais de TI já comaçariamm perdendo.
Algumas considerações:
Quanto a pergunta do Gabriel Barreto em 19 Mar 2008, 09:38:
"Quem será responsável legalmente por um software mal planejado que, por ventura, cause um acidente aéreo?"
Sempre foi e sempre será do engenheiro do projeto e não do profissional de TI.
Assim é na Embraer e em qualquer outra fabricante de aeronaves no mondo inteiro.
Isto também vale para equipamentos médicos ou qualquer outra máquina.
Por que deveria ser diferente aqui no Brasil?
http://info.abril.com.br/edicoes/227/arquivos/4902_1.shl
Alessander Botti Benevides em 19 Mar 2008, 12:05:
"Um exemplo pessoal: tenho um colega, formado em Ciência da Computação em uma faculdade paga, que não sabe o que é uma linguagem assembly..."
Sou programador de microprocessadores e microcontroladores desde a década de 70 (assembly) como também fui instrutor de eletrônica do Curso de Ciência da Computação em uma faculdade em Piracicaba por 18 anos.
Posso afirmar que de todos os alunos que lá se formaram, foram bem poucos os que usam até hoje o que aprendeu na disciplina, tanto que esta foi retirada da grade e colocada como optativa.
O curso não está focado em uma linguagem específica ou ferramenta e sim na capacidade em que o indivíduo tem para assimilá-las.
Não é porque você ou eu consideramos importante a linguagem, esta deve ser assim considerada também pelo curso.
Este curso é muito mais abrangente do que você imagina.
Dorian Bolivar em 19 Mar 2008, 12:31:
"Sem contar o dano à sociedade como um todo que esses "profissionais da informática" trazem. Gente desqualificada resulta em produtos de baixa qualidade, em falta de inovação, em defeitos que serão sentidos por todos."
Você já parou para pensar em quantos produtos existem no mercado, resutado de profissionais que serão excluidos com esta regulamentação?
Principalmente os pesquisadores das universidades (físicos, químicos, matemáticos...).
Thiago Tota em 19 Mar 2008, 13:02:
"Mas acho que o mercado está muito poluído."
Conhece algum mercado que não esteja poluido?
"A faculdade não me acrestou nada ou muito pouco, mas mesmo assim, julgo a graduação como necessária..."
Talvez Bill Gates tenha que rever seus conceitos e recomeçar sua carreira após sua formação superior.
PCS 19 Mar 2008, 15:38:
"E ela, engenharia Civil, "especialista em BD". Existe BD no curriculo de Engeharia Civil?"
Ao menos no curso de engenharia civil da Escola de Engenharia de Piracicaba existe.
Veja em: www.eep.br
Pedro em 19 Mar 2008, 20:52:
"É triste ser capacitado e ter que concorrer com moleque que reinstala o windows e manda tudo de excel, aff."
Então você concorda que este moleque é melhor que você?
Maurício Diniz em 20 Mar 2008, 08:39:
"Um detalhe: pelo que conversei com o pessoal do google, todo mundo é formado na empresa (e a maioria com mestrado)!"
Uma coisa você não perguntou a eles. No pais do Google existe esta regulamentação?
Paulo
23 Mar 2008, 13:25
Regulamentar a profissão só serve para nivelar os bons e os maus profissionais, pois um papelzinho(Diploma) vai ser suficiente para fazer "um vagabundo", que comprou o diploma, ser igual aos que batalharam e estudaram muito para conseguir colar grau em universidades "decentes".
O mercado deve regulamentar os profissionais. Se você é bom, você vai se destacar...e vai ser reconhecido.
Se você é um lixo, vai continuar tendo problema pra encontrar emprego e salários decentes.
Sobre os políticos: "Nas proximas eleições, votem nas putas...ja que os filhos delas só fazem besteira, quando fazem algo."
Caique Castanho
21 Mar 2008, 12:12
Pessoal em primeiro lugar definitivamente esse projeto não é o ideal ou nem passa perto disso, como exigir uma formação superior se nem os cursos possuem uma regulamentação para as disciplinas ministradas, um exemplo, se você cursou Ciência da Computação na USP com certeza não teve as mesmas disciplinas e consequentemente não tem os mesmos conhecimentos de quem cursou em outra universidade qualquer, mesmo sendo outra pública ! Porém, sou a favor de algum meio de regulamentação para colocar ordem na bagunça, algo nos moldes da OAB talvez. Mas o problema é que essa é uma área grande e complexa demais pra exigir que uma pessoa saiba de tudo.
Tiago Rinck Caveden
21 Mar 2008, 06:24
Fábio, veja como você está caindo em contradição: a SBC está justamente contra essa regulamentação, dizendo que a profissão deve ser exercida livremente sem nenhuma exigência.
Fabio
20 Mar 2008, 23:14
Concordo com a regulamentação.
Está mais que na hora de valorizar a nossa profissão. E o autor desse texto deve ser um filinho de papai q tem preguiça de fazer um curso superior. E distorceu muito a proposta. A SBC se posicionou muito bem a respeito. Segue o link...
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107
Bruno Salvini
20 Mar 2008, 20:16
Ha, ha, ha essa é mais uma página escrita no Brasil, mas no máximo limpará a bunda de alguns políticos corruptos, pois sabemos que no Brasil existem péssimas profissionais (isso é um título), pessoas sem qualificaçãoque possuem um diplomas, que não serve de nada, ganham dinheiro e prejudicam muitas pessoas e o Brasil consequentemente.
Todos sabemos que se você não tiver diploma algum, mas tiver responsabilidade e conhecimento pode-se trabalhar em qualquer lugar e em qualquer profissão e ganhando bem, sem precisar que alguns babacas do DF, que nem sabem o que quer dizer "Compilar" fiquem dizendo o que deve ser feito ou não no Brasil,mas uma coisa eu sei, em quanto esses existirem continuaremos FUDIDOS mesmo!
Luciano Alencar
20 Mar 2008, 17:50
Provavelmente a pessoa que escreveu esse artigo faz o que a maioria das empresas fazem com os profissionais de informatica, recrutam por salarios miseravéis os aprendizes, pois acham que pagar o devido a um profissional abilitado. Quantas foram as vezes que perdi trabalhos para aprendizes, quantas vezes os mesmos clientes que me deixaram de fazer o serviço comigo me procuraram depois para refazer o estrago que foi feito.
As pessoas que são contra a regulamentação provavelmente são pessoas que nunca se preocuparam em ter uma formação de nivel superior, ou ainda, que vieram de outras profissões que exigem tais requisitos.
A regulamentação vai transformar os "meninos da informatica" em profissionais de informatica serios e respeitados.
Só posso mesmo é ficar triste com pessoas que tem esse pensamento.
Espero anciosamente pela aprovação e regulamentação.
Paulo Andrade
20 Mar 2008, 17:31
Pessoal, nem ligo pra essa "regulamentação", tenho 2 certificações em java e digo mais, sou bom mesmo nisso, isso pra mim e pro mercado basta, hehehe mas é claro ainda to atras de mais certificações, é isso que importa.
Rodrigo
20 Mar 2008, 17:13
Interessante, um conhecido meu se auto-denomina "dentista prático", pois exerce a profissão sem regulamentação. Ele afirma aos quatro cantos que é um absurdo o que a lei faz com ele, e que ele faz o trabalho melhor do que muito dentista formado por aí (detalhe: eu não tenho coragem de me consultar com ele). Do mesmo jeito ocorre hoje, muito se fala que a regulamentação da profissão de Analista de Sistemas (não a função de técnico instalador de windows)trará exclusão social. Na verdade trará mais dignidade ao profissional que se gradua nas profissões de computação. Pode ser muito fácil encontrar informações sobre java na Internet, do mesmo jeito que é fácil comprar livros de medicina, mas isso não significa que alguém que os ler pode sair operando outras pessoas por aí.
Gustavo Schroeder
20 Mar 2008, 16:20
Com base numa pesquisa de mestrado, posso dizer de cadeira que regulamentações e conselhos regionais só serverm pra lhe cobrar anuidade e lhe tirar o resto de dignidade que sobra do profissional.
Na teoria o conselho foi criado pra 'ajudar', 'orientar', 'dignificar' e 'fiscalizar' o profissional. Quando na verdade sabemos que conselhos giram em torno do poder da presidencia, diretoria, apadrinhamentos e cargos de confiança. É isto que voces querem pra informatica?
Caro Marcos, picaretas safados existem com ou sem diploma, com ou sem carteira de profissão. Ao denunciar um colega voce vai estar enforcando a si mesmo.
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 15:29
Mário h.c.t.,
Meu ponto de vista é exatamente o contrário do seu! Acho que se forem regulamentar o uso do computador como você disse, devem regulamentar o uso do chuveiro e da geladeira também (registrando no cartório)!
Sabemos que existem problemas nas faculdades e nos conselhos. Mas penso que deve existir uma regra geral:
Tem curso superior ou passou em uma prova de aptidão, é um profissional regulamentado.
Não tem o curso OU NÃO FEZ A PROVA, não está regulamentado!
Por que a discriminação com a informática?
Alexsander Lopes de Oliveira
20 Mar 2008, 15:28
Sou aluno do curso de ciência da computação de uma universidade pública e também acho que ser a favor da regulamentação é não confiar na própria capacidade.
Não trabalho na área ainda, mas quando começar quero ser reconhecido pelo meu trabalho, não por uma carteirinha ou pelo nome da universadade em que estudei. E se um dia chegar a gerênciar um projeto de software embarcado para avião, não contratarei nenhum moleque de 13 anos, a não ser que ele seja muito bom(Esqueci que pela legislação trabalhista não pode).
Mário h.c.t.
20 Mar 2008, 15:22
Olá Tiago e outros leitores da coluna.
Meu comentário sobre regulamentar TODAS profissões é justamente para satirizar a situação. Eu estava sendo irônico.
E como o Maurício Diniz mostrou, é impossível uma sociedade tentar dividir exatamente todas atribuições profissionais existentes.
A conclusão é que essa lei é uma estupidez.
Tiago Rinck Caveden
20 Mar 2008, 15:06
-Existe um caminho que é o correto e não tem essa história de caminho diferente. Quer caminho diferente? Aceite as diferenças de enquadramento, não queira ser Analista de Sistemas, seja Técnico.
!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não tem essa de caminho diferente?? Existe **UM** caminho **correto**!?!?
Puta que o pariu...
Esse país tá fudido mesmo... com uma população dessas, não tem jeito...
"Um" caminho... puts... fala que você é um troll, por favor......
Tiago Rinck Caveden
20 Mar 2008, 15:01
Meu Deus... regulamentar todas as profissões?? Quanta insanidade...
Continuo ressaltando o livro de Hernando de Soto, O Mistério do Capital. Impressionante como se encaixa com esse tipo de pensamento. Impressionante como é difícil de imaginar o Brasil como um país avançado quando tanta gente quer fazer de tudo pra aumentar a exclusão legal, a informalidade.
André Pfeiffer
20 Mar 2008, 14:17
Eu li alguns comentários, nem todos pois não tenho esse tempo.
Agora a critica com relação a 2 comentários que vi:
Daniel
19 Mar 2008, 11:38
Gabriel Barreto
-> "Quem será responsável legalmente por um software mal planejado que, por ventura, cause um acidente aéreo?".
Só em sua cabeça uma empresa aérea irá colocar um desenvolvedor mal qualificado para trabalhar. Não é preciso regulamentação para isso, o próprio mercado assume esse papel.[e como ela vai saber se o profissional é qualificado? com um certificado de excel e word?]
-> "Dúvido muito que se você soubesse o esforço que é passar em um vestibular e estudar em uma universidade pública estaria escrevendo isso."
Peraí, isso é comentário? Para de chorar. E o esforço dos que não tiveram essa oportunidade.[Duvido que um cara que tirou um certificado de segunda que tantas empresas distrubuem iria passar por uma universidade sem aprender um monte de coisas e ver como o certificado dele não vale nada]
-> "muitos profissionais despreparados aceitam salários banais".
Cabe ao bom profissional se valorizar.[mas foi exatamente oque ele disse, sobre valorizar o bom profissional com a regulamentação, que precisa claro, evoluir.]
-> "então desenvolvem "soluções" a preços de banana, soluções essas que não resolvem nada e contribuem para a desvalorização do bom profissional".
E daí? Da próxima vez a empresa irá olhar o currículo dos profissionais, e terá prazer em contratá-los pagando mais, pois terá certeza do bom trabalho que será realizado. [quer dizer que a empresa tem que primeiro passar por uma situação constrangedora que provavelmente vai gerar um prejuizo enorme para depois, sem a regulamentação, ficar sujeita a ocorrer a mesma coisa? e as empresas que estão começando no mercado, como ficam?]
-> "Na minha opnião todas as profissões deveriam ser regulamentadas".
Como a prostituição, mercenários, assassinos e ladrões. Entendo seu ponto de vista.[informação está dentro da lei e não fere a constituição, não seja banal.]
-> "Assim posso começar a denunciar esses picaretas safados".
Porque essa revolta? Tá com medo? Tá perdendo espaço para eles? Vá estudar.[Não seria necessário denunciar ninguém se fosse regulamentada corretamente. E sobre estudar, é exatamente esse o discurso, pessoas que arrumam certificados acham que entendem muito do assunto, não é verdade.]
Roberto Arruda
19 Mar 2008, 14:17
Vejamos... Bill Gates não é formado em computação (não é formado em nada, aliás), então o Brasil barraria a Microsoft no início (quando Gates ainda programava)? [Bill Gates entrou antes, isso é passado, mas teria sido ótimo se ele tivesse sido derrubado, dos sistemas operacionais mais conhecidos o ms-dos é o pior]
Pra mim tanto faz se ela for aprovada ou não, se ela for aprovada vai trazer benefícios e malefícios, se não vai continuar do jeito que está, que também tem seus benefícios e malefícios.Mas eu tenho sim interece de ver aonde isso tudo iria parar se fosse aprovada.
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 14:08
É Mário,
Pelo seu pensamento deveriam regularizar o uso de chuveiro, casa, carro também.
Quem será que planejou e criou? Será que eles tinham curso superior?
Mário h.c.t.
20 Mar 2008, 13:59
Eu acho essa idéia de regulamentar todas profissões muito interessante. Acho que o Estado devia regulamentar também o uso do computador e só deixar que usuário devidamente "formados" e com um registro do cartório de usuários de computador pudessem usar tal ferramenta.
Assim talvez, teríamos menos moleques que instalam windows. E a sociedade ganharia muito com isso, pois windows é uma porcaria mesmo.
Outro ganho seria para quem cursou o excelente curso de Análise de Sistemas, que a lei trata, pois essas pessoas não mais teriam que concorrer com a molocada que usa computador.
Frederico Coutinho
20 Mar 2008, 13:50
Também concordo com a regulamentação. Todas as profissões já passaram pelos mesmos dilemas, porém após a regulamentação, as profissões passam a ser respeitadas e o mercado não fica prostituido, como acontece atualmente. Cada um na sua área
Se a pessoa quiser construir uma casa ela não precisará de um arquiteto e um engenheiro para poder aprovar o projeto? Então por que a profissão de informática teria que ser bagunçada? eu fico muito feliz com a regulamentação.
Alexandre
20 Mar 2008, 13:03
Sou totalmente a favor da regulamentação. Você não vê uma pessoa realizando trabalhos como a de um cirurgião-dentista, sem ser um (pelo menos deveria ser assim). Para a construção de uma estrada, o projeto tem que ser assinado por um engenheiro (mesmo sabendo, que em muitos casos, o "mestre de obras" é quem faz tudo), mas a responsabilidade é do engenheiro. Acredito que todas as profissões deveriam ser regulamentadas. Onde trabalho, há pessoas que trabalham como analistas, porém, são formados em estatística. Ora, então por que não fizeram uma faculdade de informática ?? Quem quer ser analista, tem que ter uma formação acadêmica sim. Só assim, a profissão será respeitada. E quanto aos empresários, esses não são vítimas, são na realidade, aproveitadores que só pensam em lucro, mas coma regulamentação, terão que dançar conforme a música, quer dizer, conforme a Lei.
Luiz Gustavo
20 Mar 2008, 11:16
Acho que o que está acontecendo aqui é um engano quanto a definição da profissão Analista de Sistemas. Nenhuma empresa vai contratar um analista de sistemas para instalar windows, excell, trocar cooler ou desatolar papel da impressora.
Assim como um pedreiro (peão-de-obra) pode construir um prédio inteiro e não vai ser o responsável pelo projeto, um programador não é responsável pela análisa ou arquitetura de um sistema. Para que o nível do software produzido no Brasil possa ser comparado aos dos demais países, temos que buscar a profissionalização sim. É só comparar a quantidade de empresas brasileiras que conseguem ou que tentam tirar uma certificação internacional como CMMi. A porcentagem de empresas que realmente buscam elevar a qualidade do software nacional é infinitamente pequena diante do universo amostral.
Hoje em dia essa é uma grande dificuldade das empresas nacionais na competição internacional. Nós ainda perdemos em qualidade para os indianos.
Gabriel S.
20 Mar 2008, 11:01
Thadeu, quanto aos seus comentários:
"O ERRO é tornar contraventor quem escolheu um caminho diferente na hora de aprender."
-Existe um caminho que é o correto e não tem essa história de caminho diferente. Quer caminho diferente? Aceite as diferenças de enquadramento, não queira ser Analista de Sistemas, seja Técnico.
"Repito: quem defende cegamente um projeto desses é por que tem medo... medo descobrir que cometeu um erro de achar que a certificação era tudo que precisava."
-Medo? Você está redondamente enganado. Pois veria claramente que a regulamentação só soma, regulariza, organiza, planeja. Pior do que está não pode ficar.
Todos os projetos de TI caminham para uma organização (metodologias, padrões, certificações), com a profissão em si tem que acontecer o mesmo.
Essa discussão é tempo perdido, mais cedo ou mais tarde a regulamentação sai e o negócio se organiza.
Thiago Tota
20 Mar 2008, 10:44
Na minha opnião essa regulamentação vem adicionar um Pré-Requisito para a função, assim como há em engehnaria, vc tem que ter o CREA para ser Engenheiro e ganhar como tal. Muitos engenheiros depois de formados continuam exercendo exatamente a mesma função que exerciam antes de formados, porém agora contratados como engenheiro e ganahndo mais. Isso é muito bom. Para quem estudou por fora e é competente, tendo uma graduação, melhor ainda, vai sair na frente de quem tem apenas a graduação. Ta ai o mérito de quem estuda por fora...
A regulamentação é necessária!!!
João Paulo
20 Mar 2008, 10:41
Acredito que a regulamentação da profissão na área de TI, ajudará a valorizar o profissional de tecnologia, além de acabar com a "prostituição" da área, onde pessoas desqualificadas ou oriundas de outras áreas do conhecimento, exercem atividades técnicas sem qualidade a preços abaixo do exercido por profissionais sérios.
Defendo além da criação de conselho de classe, um exame como o realizado pela OAB e que em minha opinião deveria ser obrigatório para todas as profissões, como medicina, engenharia e etc.
Thadeu
20 Mar 2008, 10:37
Gabriel... a questão não é estudar ou não estudar...
a certificação pode até fazer o indivíduo ganhar mais...
mas e daí?
Se eu não faço uma faculdade não significa que não estude?! Esse é o problema.
Agora eu faço uma faculdade, empurro com a barriga, consigo a certificação... é isso que eu preciso?
Um projeto desses é uma ofensa aos que estudam por si e que muitas vezes sabem mais do que os que possuem certificação.
Se as empresas querem quem tem certificado... problema delas...
O ERRO é tornar contraventor quem escolheu um caminho diferente na hora de aprender.
Repito: quem defende cegamente um projeto desses é por que tem medo... medo descobrir que cometeu um erro de achar que a certificação era tudo que precisava.
Abram os olhos... um projeto desses é um entrave ao desenvolvimento!
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 10:31
Thadeu,
Concordo com você e insisto: faculdades ruins é um problema exclusivo da informática?
Gabriel
20 Mar 2008, 10:28
A regra é simples:
Quer ganhar mais? Vá estudar!
Quer um emprego melhor? Estude!
Não gostou? Tem quem queira e faça por merecer!
Pra quem estuda e é bom, nunca faltará oportunidade.
Estude o que o mercado quer e pede. Pede-se apenas certificação? Certifique-se. Mas esteja ciente que será técnico. Pede-se graduação? Faça uma faculdade. Quer ser Analista de Sistemas? Faça uma faculdade.
Portanto, aos desavidados, tratem de estudar pois certamente alguém que fez por merecer(estudou), mais cedo ou mais tarde, tomará seu lugar. E isso, será o mercado quem dirá.
Está mais do que provado que estudo e salário caminham juntos. Quanto maior um, maior o outro. É tendência.
A regulamentação só vem a somar, uma vez que organiza os interesses e luta pelos direitos do profissional.
REGULAMENTAÇÃO SIM!!!
Thadeu
20 Mar 2008, 10:19
Sou programador e acho uma vergonha a limitação de conhecimento livre em nossa língua.
A empresa que contrata um amador, que responsabilize-se pelo trabalho de tal. A empressa que contrata um mestre... o mesmo.
Já me decepcionei com literatura técnica de professores de faculdades. Muitas universidades são mais castradoras do conhecimento que promotoras da democracia deste.
Como se ter uma faculdade fizesse alguém melhor instruido, num país onde se paga dois salários em uma mensalidade ou se acotovela nas universidades públicas.
Os mais animados, sem dúvida são aqueles que por sua incompetência, vêm seu mercado ameaçado.
Infelizmente, a Direita mais uma vez atrasando o país.
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 09:31
Rodrigo Fragoso, você tirou as palavras da minha boca!
Josué Guedes, os "Playboyzinhos" estão apenas nas faculdades de informática?
Josué Guedes Ribeiro
20 Mar 2008, 09:25
Os "Playboyzinhos" recem formados, que estavam na "facu" para ver as gatinhas, que aprenderam,instalar o Windows, e até mesmo quem sabe fazer um programinha devem estar adorando a notícia. O que faz um bom profissional é o tempo no campo de trabalho.
Thiago Tota
20 Mar 2008, 09:06
Sabe Alexandre, eu não acho essa idéia ruim. Com isso eles saberiam pelo menos o mínimo!!!
Rodrigo Fragoso
20 Mar 2008, 08:58
Caro Michelazzo. Provavelmente houve um equivoco de sua parte comparar o seu “sobrinho” com os verdadeiros profissionais de Informática, tais profissionais não são apenas programadores de software (como citado varias vezes) .
Um dentista não aprende só fazer uma restauração, assim como o médico não aprende só receitar um remédio. Um Analista de Sistemas, tem como finalidade realizar estudos de processos a fim de encontrar o melhor e mais racional caminho para que a informação possa ser processada e depois disso é que entra o Programador de Informática (não o seu sobrinho) , este deve clareza das possíveis linguagens de programação, bem como as melhores práticas, etc. Além disso, os seus “empresários” a cada dia, não contratam apenas os seus profissionais e sim Empresas com “E”, sendo que muitas dessas devem apresentar certos tipos de CERTIFICAÇÕES, dos Profissionais. Em relação a Regulamentação eu SOU A FAVOR, desde que seja criado um Conselho Regional de Informática e exista um nº de registro para os VERDADEIROS Analistas de Sistemas e Técnicos em Informática. No entanto para obter o Registro o profissional ou ,como o autor comentou, os pseudos-profissionais deveriam passar por um exame. Ai eu quero ver o tal TIRO NO PÉ.
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 08:54
Gostei Thiago! Fico até pensando se o mais certo seria acabar com os cursos de informática/computação. Para que isso? Perda de tempo! É melhor ele gastar fazendo cursinhos de Oracle, Visual Basic, C#, Windows, Linux, etc!!!! ehehe!
Willian Molinari
20 Mar 2008, 08:54
Æ!!
Acho interessante a regulamentação.
Apenas não vi comentários sobre meu curso de graduação ( Sistemas de Informação ), mas creio que isso não fará diferença.
Tem gente que diz que não é a favor por que não é diploma que faz o profissional...Eu concordo em partes!
Concordo que o profissional não se faz por diplomas mas quem pensa assim tem que pessar tambem no embasamento que o profissional teve com sua graduação, e você irá descobrir se ele é mesmo um bom profissional quando ele começar a trabalhar ( o que acontece hoje normalmente, sendo graduado ou não ), mas a tendência é que quem tem a graduação e é aplicado é melhor do que quem não tem a faculdade e é aplicado!
Portanto, mesmo que o cara tenha no currículo uma graduação, e ele não demonstrar isso no trabalho ele não ficará na empresa e não continuará prestando serviço.
Portanto a diferença é que não teremos mais que nos submeter a "trabalho escravo" por que não haverão profissionais cobrando muito barato, ou seja, aqueles que "fazem bico" na área de informática.
Essa é a minha opinião.
Há braços
Alexandre
20 Mar 2008, 08:54
Sim, vamos regulamentar também a profissão de Legislador, exigindo um bacharelado em Direto e a carteira da OAB. Ou a de chefe do Executivo, exigindo graduação em Ciência Política e registro no órgão profissional competente.
Graduação, registro profissional e certificação podem ser sinônimos, mas não são ATESTADOS de competência. Como muitos aqui, conheço muitos profissionais sem título algum melhores que profissionais com mais de 20 títulos.
Thiago Tota
20 Mar 2008, 08:44
Para que ser formado Maurício? Mestrado ainda: Que perda de tempo hein...
Chama o Zé da esquina que baixou uma apostila da net e aprendeu uma LP qualquer...
Esses caras que são contra desvalorizam o próprio esfoço e competência...
Mário Lúcio
20 Mar 2008, 08:43
O texto publicado referente a assunto "Regulamentar a informática" escrito por Paulino Michelazzo é muito simplista e em muitos momentos quase não consegui continuar a leitura.
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 08:39
Pessoal,
Um detalhe: pelo que conversei com o pessoal do google, todo mundo é formado na empresa (e a maioria com mestrado)!
Thiago Tota
20 Mar 2008, 08:36
Pessoal, vamos ser coerentes. Uma pessoa competente em elétrica pode muito bem trabalhar como um eletrecista, até fazer um projeto elétrico e tal, mas se a formação em engenharia, por mais que ele seja bom, não poderá ser contratado como um Eng. Elétrico. A pessoa que é Eng. terá seu piso salárial muitas vezes maior que o TETO do eletrecista. Isso por um diploma? SIM, mas nada mais justo. E isso deve acontecer com as profissões de TI.
Regulamentação sim!!!
Maurício Diniz
20 Mar 2008, 08:25
Pessoal,
Não penso como o Paulino. Não me parece que a lei irá restringir o desenvolvimento e sim regulamentar (assim como as outras profissões).
Acho curiosas as comparações comparando a informática com outras profissões e principalmente os que perguntam se os melhores profissionais são os formados em ciência da computação, claro sempre temos exceções para todo lado, e o problema de faculdades que formam alunos que não são bons profissionais não é um problema específico da computação. Né?
Na verdade sou a favor da regulamentação e acho que comprovar tempo de experiência não é um pré-requito. Acho que deveria ter uma prova para capacitar e os profissionais que passasem poderiam obter o "título"!
Mas nada irá impedir do "menino de 15 anos" continuar programando!!! Ele só não terá o título. Hoje as grandes empresas não pedem ISOxxx? Então....?
PS: trabalho com informática desde 1994, graduei em 2003 e não tenho receio de fazer uma prova de aptidão!
Mário h.c.t.
20 Mar 2008, 02:10
Oi Pedro.
Pense que é muito bom poder concorrer com moleque que instala windows e excel. Você pode mostrar como é infinitamente melhor do que ele.
Bem, esse moleque é bem melhor que eu nisso, pois realmente nunca instalei um excel e a última vez que instalei um windows foi em 1998.
Porém, acredito que o ponto do artigo é mostrar como essa lei tenta abarcar uma grande indústria debaixo de um pequeno guarda-chuva. E tenta mostrar que isso não vai ser bom para o país.
Aliás, vale muito a pena dar uma lida no texto do projeto de lei (http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getHTML.asp?t=11569)
e prestem atenção para a justificativa da lei, onde é escrito que é um problema o usuário poder escrever seus
próprios programas. Parece até comédia.
Mário h.c.t.
20 Mar 2008, 02:00
Como faria Jack, vamos por partes.
Primeiro gostaria de analisar os comentários do colega corujinha da neve, ops, do colega Harfang des neiges que é
mais chique.
"1º) Quem é analista de sistema sabe que é fácil encontrar um emprego, mas também sabe que esse emprego não será dos melhores salários, visto que concorremos com pessoas que nem sequer tem um segundo grau completo. Isto é justo?"
E vai concorrer com pessoas que podem ter um excelente 3o grau e que vão ganhar salários muito mais altos.
"2º) Há uma responsabilidade muito grande para o analista de sistemas, porém a classe (?) não é forte e com isso se submete a salários humilhantes... Isso é comum em órgãos públicos e nas empresas privadas, onde você pode ouvir: olha, temos condição de pagar isso, se quiser o cargo é seu, se não, tem mais por aí."
Então o ponto da lei é realmente tentar limitar a quantidade de pessoas no mercado para com isso quem "puder" trabalhar ganhar um pouco mais? Achei que a idéia da lei fosse tentar melhorar a qualidade dos sistemas desenvolvidos. Por falar nisso, quais métricas para análise da qualidade do sistema podem ser adotadas? Existem
métricas de qualidade muldiamente aceitas? CMM é pra outra coisa, não confunda.
"3º) Que empresa contrataria um "qualquer um" para fazer um sistema. Possivelmente, não só o "programador" é contraventor, mas o próprio cliente também que possivelmente nem oficializa esse contrato."
Qualquer empresa que queira usar Software Livre, como um ruizinho chamado PostgreSQL, ou outro fraquinho chamado
Apache HTTPD, não foram desenvolvidos por "Analistas de Sistemas" de carteirinha.
"4) Concordo que sempre vai ter alguém que ganhe a mais com isso. No entanto, se não houver ninguém que represente a classe estaremos sempre à mercê do capitalista (empresas)."
Esse capitalismo é realmente cruel. Mas qual o seu ponto aqui. Você quer uma lei que diminua o capitalismo? Por um lado, no item 2 vc quer ganhar mais, o que é coisa tipicamente capitalista e por outro a lei tem que proteger a quem tiver "carteirinha"?
"5) Que mal há em obrigar um programador a se formar? Se ele tá vivendo com isso, que seja obrigado a ter um mínimo de formação. Agora, se ele vai se formar numa faculdade "meia-boca" é problema dele... e lucro pra mesma."
E se esse programador se formou em outra área, como Engenharia da Computação, por exemplo. Não serve? E se esse programador se formou em Engenharia Elétrica e programa sistemas para processamento digital de sinais, não serve?
"6) Analista de sistemas só não ganha mais por causa deles mesmos! Sem contar com esses "instaladores de programas".... E tem mais, se o cara quer ser free-lancer, que seja, mas fazendo parte do conselho, ora bolas."
Novamente o tal capitalismo. É ruim ou bom termos o capitalismo. É um dúvida, mas foge da lei em questão onde o objetivo é melhorar a qualidade dos sistemas desenvolvidos e contribuir para a inclusão digital e consequentemente contribuir para aumentar a democracia. Esta escrito isso na lei.
"7) Eu não sou a favor de, agora, ter de pagar uma anuidade a um bando de FDP do conselho. Mas quem é!?"
Decida-se.
"Se o autor deste artigo colocou somente pontos desfavoráveis é porque talvez nem formado ele seja e por isso se vê ameaçado com essa regulamentação."
Ou talvez o autor do artigo seja muito mais inteligente que você e consiga enxergar a imagem como um todo e não somente o umbigo dele. Talvez o Paulino estivesse pensando no mercado de informática, nas várias áreas de pesquisa, nas empresas de ponta que fazem software inovadores, como Vale Eldorado, Embraer, etc..
Talvez o Paulino saiba que as grandes empresas contratam vários profissionais de várias áreas, se importando somente com a qualidade do que eles possam oferecer. Mas com essa lei, no Brasil o google não mais elaborar softwares de ponta, pois ficaria limitado a contratar o seleto grupo de profissionais de "carteirinha"
"Vamos fazer um pouco de reflexão!
Eu gosto do que faço e tenho orgulho da minha profissão, mas vejo que ela é muito mal-remunerada em relação às demais. Sou funcionário de uma empresa pública (concursado, diga-se de passagem) e vejo que o salário muitas vezes é menor do que a de uma caminhoneiro."
Novamente o tal capitalismo. Concordo com sua reflexão. Nada melhor do que arrumar o Brasil fazendo algumas leis. Ainda mais se essa lei for para tentar aumentar um pouquinho o salário de alguns poucos. Assim vamos tentar abarcar todo o desenvolvimento de software existente no Brasil e obrigar toda empresa a contratar um profissional que atualmente ganha pouco só para cumprir a lei.
Pensamento ridículo.
Luiz Gustavo
19 Mar 2008, 23:09
Sou formado em Ciência da Computação. Já trabalhei como prgramador, suporte, administrador de redes, analista e hoje sou gerente de projetos.
Não posso assinar um projeto de uma casa, por menor que seja, não posso fazer teste da OAB para advogar, não posso assinar receita de remédio.
Bruno
19 Mar 2008, 21:01
Gente li o artigo e alguns comentários.
E lhes digo o mercado hoje tem espaço para os que se dizem "programadores HTML", para os recem formados que não sabem nada, que na minha sala tem muitos, para os que não são formados mas que são melhores do que os formados que não sabem nada, e para os verdadeiros profissionais os que o mercado paga bem e quer muito.
E lhes digo, isso tudo é fruto da acomodação de todos. Conheço pessoas que dizem "quanto mais imposto eu pagar melhor. Significa que eu estou ganhando mais", e algumas dessas pessoas são ótimos profissionais os que o mercado quer muito, e ainda eu admiro muito.
Eu pergunto quantos profissionais que ganham seus 4 mil + e não estão nem ai ???
Então eu vou dizer acho ridiculo isso que o governo esta fazendo. Mas por outro lado acho bom, assim esses profissionais que passaram boa parte da vida ganhando bem e se dedicando em melhorar para ganhar melhor sofreram uma certa "derrota", e vão começar a se mexer para fazer o que ja deveriam ter começado a muito tempo. Reclamar pelos seus direitos. E retirar esse direito que esses politicos tem. Eles podem colocar colera em nós e quem vai colcoar neles.
Vivemos sabem onde ? dentro de um conto chamado "Animal Farm" ja escrito por George Orwell, eu sei como acaba, os porcos andando em 2 patas e o cavalo que trabalhou duro a vida toda indo para o abate ao invés de gozar de sua aposentadoria.
Estamos em ano eleitoral, oque significa 10 % da população que não votar ?, ou uma manifestação no dia da eleição ou 20 % de votos nulos ou brancos ??
Que acham de parar de reclamar e fazer alguma coisa ?
Pedro
19 Mar 2008, 20:52
Sou a favor da regulamentação, mas não nestes termos.
Existem sim, diversos profissionais muito bons sem diploma, a regulamentação deve abrigar estes profissionais, tendo um profissional diplomado (nem todos são bons) que assine por isto.
A idéia principal deve ser evitar a vulgarização da profissão.
Os salários estão baixos e somos obrigados a realizar tarefas simples pois se você não fizer, tem quem faça. Acabamos "quebrando galho" para um ou para outro, sem ganhar um centavo.
É triste ser capacitado e ter que concorrer com moleque que reinstala o windows e manda tudo de excel, aff.
Muitos profissionais de outras áreas gastam fortunas em informatica em suas empresas por terem um "profissional de confiança" cometendo diversos erros infantis.
É necessário que o PROFISSIONAL de informatica seja mais valorizado sem jogas às traças os que prestam serviços mais simples, sendo o profissional responsável pelas tarefas executadas pelos "curiosos" procurando elevar a qualidade e incentivar o estudo.
Michel Almeida
19 Mar 2008, 20:52
Olha eu li um tutorial na internet de como realizar pequenas cirurgias, será que eu posso te operar?
Gabriel
19 Mar 2008, 18:38
Quem concorda com essa regulamentação de dois um: ou tem medo de perder espaço para um profissional *competente* não formado ou é idiota, por aceitar terceiros que enfiem discretamente a mão em seu bolso.
O setor de tecnologia irá perder *muito* com a regulamentação.
Garanto que a familia desse infeliz será beneficiada e muito por essa regulamentação e cada um dos "associados" a ele estará pagando por isto.
"Brasil, mostra a sua cara... quero ver quem paga pra gente ficar assim..."
Está ai um exemplo claro de quem paga para que o país continue assim...
Alexandre Y. Harano
19 Mar 2008, 18:33
"Não venhamos com terrorismo dizendo que depois do Conselho, vai ter BIÓLOGO (!) procurando se readequar! Ah, parem com isso..."
Aplicando o seu ponto de vista nas universidades públicas, POR EXEMPLo: os pesquisadores que realizam simulações de uma molécula XYZ não poderiam desenvolver sistemas para entrar nos anais do tópico a ser pesquisado, pois precisaria abrir uma licitação ou uma parceiria com os departamentos de computação/informática, pois de acordo com tal regulamentação eles são incompetentes para tal.
Podemos citar outro exemplo: empresas que lidam com previsões meteorológicas e/ou geoprocessamento. Provavelmente deve haver alguns analistas de sistema, mas o alicerce do negócio não deveria ficar na mão deles, pelo know-how que um físico, por exemplo, poderia ter e seria muito capaz de modelar por si mesmo.
Hercules
19 Mar 2008, 18:28
Alguém aqui já viu a proposta da SBC?
Art. 1º - É livre em todo o território nacional o exercício de qualquer atividade econômica, ofício ou profissão relacionada com a Informática, independentemente de diploma de curso superior, comprovação de educação formal ou registro em conselhos de profissão.
Art. 2º - O exercício das profissões de Informática em todas as suas atividades é garantido por esta lei, independentemente de pagamento de taxas ou anuidades a qualquer conselho de profissão ou entidade equivalente.
fonte: http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/pl1561.html
Hercules
19 Mar 2008, 18:23
"Os empreendedores têm medo que a classe se fortaleça e passem a exigir salários mais justos..."
futuro sindicalista a vista :p
"As demais profissões vão ajudar os analistas de sistemas a modelarem o sistema e pronto! Como sempre fazem e sempre fizeram.
Ou agora eles vão ter de fazer diagrama UML, implementar em JAVA (ou Cobol, Natural/Adabas, etc). "
O que eu conheço de engenheiro e matemático que faz tudo isto e ainda assobia e chupa cana ao mesmo tempo :P
em tempo:
procure descobrir quem inventou a internet :P
HarfangDesNeiges
19 Mar 2008, 18:11
QUANTA IGNORÂNCIA!
As demais profissões vão ajudar os analistas de sistemas a modelarem o sistema e pronto! Como sempre fazem e sempre fizeram.
Ou agora eles vão ter de fazer diagrama UML, implementar em JAVA (ou Cobol, Natural/Adabas, etc).
Isso nunca foi nem será proibido. Agora cada um na sua, deixa o analista criar o sistema, e as demais profissões fazem o refinamento da mesma, usando e dizendo como querem melhor!
Os empreendedores têm medo que a classe se fortaleça e passem a exigir salários mais justos... Médico tem uma classe forte, pode fazer greve a hora em que quiser, já os analistas têm medo... por que? Porque não têm uma classe para protegê-los.
É óbvio que nunca vem somente benefícios. Mas, amigo, você mora no Brasil, queria o quê? Agora, se há algo que incomoda aos profissionais da área quanto ao conselho, que exijam mudanças e não somente se lamentem...
Não venhamos com terrorismo dizendo que depois do Conselho, vai ter BIÓLOGO (!) procurando se readequar! Ah, parem com isso...
Juliano Bastos
19 Mar 2008, 17:57
Excelente artigo.
Também, sou totalmente contra a regulamentação.
Sou formado em matemática pela Unicamp e já trabalho como analista de sistemas a mais de 10 anos.
Eu li o texto de vários amigos opinando a favor da regulamentação. Eu gostaria só de uma explicação: quem pode provar que os melhores profissionais de informática são somente as pessoas formadas em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados?
A idéia de um Conselho Regional para informática é pura e simplesmente para arrancar dinheiro dos profissionais.
Sidnei
19 Mar 2008, 17:55
Sou a favor da regulamentação, não basta que eu saiba tudo de contabilidade...se eu tenho uma empresa preciso de um contador REGISTRADO. Não basta eu saber tudo sobre como fazer um transplante...eu preciso der um médico habilitado para tanto REGISTRADO. Sou formado na Universidade Federal do Paraná, Bacharelado em Informática - UFPR, mas mesmo que fosse formado numa faculdade "pagou passou" como você mencionou em seu texto, mesmo assim estaria mais habilitado a ser RESPONSÁVEL TÉCNICO, ANALISTA DE SISTEMAS, etc, em um projeto do que um profissional regulamentado de outra área que mete "sabe tudo" de programação e sistemas...
LBB
19 Mar 2008, 17:49
Bom eu acho que quem faz o cara ser bom ou não na informática (qualquer que seja a sua especialização) é o comprometimento e a garra, sem deixar de mencionar o dom. Não importa se o cara se formou na melhora faculdade do brasil ou do mundo. Existe mtos feras q se formou em faculdade q menos se destaca e consegue dar conta do recado no mercado da mesma forma q um que se formou na melhor faculdade do brasil que é reconhecida no mundo.
Então pra quem disse q só pode desenvolver software os q formarem em tal faculdade, ao mesmo tempo está com medo de perder a sua posição por outro q não formou na mesma.
Ou seja, se vc é bom, vc tem um diferencial e ninguem jamais poderá tirar isso de vc. Conhecimento é único de cada um e ninguem vai lhe tirar.
Então meu caro, deixe de fazer propaganda pela faculdade q formou e tenha mais fé no seu taco. Vc só mostra q tem medo de perder a vaga por um cara q não estudou numa melhora faculdade.
Abraços a todos...
Luis Marcelo Achite
19 Mar 2008, 17:42
Ola,
Ja atuo a muito tempo nessa area, desde os computadores CP/M e os dinossauros mainframes da IBM (nao tao dinossauros assim, visto que ainda sao usados em diversos lugares). Acho necessario que se crie um conselho de TI. Nao sei qual nome dar, nem tampouco se seria nos moldes da OAB, mas acho algo necessario. Tenho visto muitos picaretas no decorrer desses anos e nao gosto disso. Ja vi muitos fazerem um curso de ponta de rua e no dia seguinte ja se auto-entitular programador ou analista senior. Isso denigre a area de TI, sempre dando a impressao que nos, os profissionais de TI, estamos na profissao por nao querer fazer nada mais na vida do que tentar invadir um computador ou mexer aqui e ali para fazer uma mutretagem. Por isso acho que devemos SIM ter um conselho que separe o joio do trigo e de mais carater profissional a area. Concordo que alem do tal conselho, devemos ter tambem ter mecanismos que comprovem a competencia dos profissionais. Algo do tipo provas de tempo em tempo para mostrar onde o profissional se encaixa, bem como qual o perfil profissional dele (junior ou senior por exemplo). Tambem concordo que os nobres deputados deveriam consultar os profissionais atraves da SBC para identificar reais necessidades e solucoes. Bem essa e minha opiniao. Em tempo, sou Matematico com Especializacao em Engenharia de Software e Mestrado em Computacao Aplicada e pelo que entendi do projeto, so vou ter direito de adentrar nesse conselho se tiver pelo menos 5 anos de trabalho como analista de sistemas. Acho que cada caso deve ser analisado e excecoes consideradas.
Um abraco a todos.
Marcelo
HarfangDesNeiges
19 Mar 2008, 17:36
Há uma parcela de ignorância em todos os lados.
Temos que considerar uma série de pontos:
1º) Quem é analista de sistema sabe que é fácil encontrar um emprego, mas também sabe que esse emprego não será dos melhores salários, visto que concorremos com pessoas que nem sequer tem um segundo grau completo. Isto é justo?
2º) Há uma responsabilidade muito grande para o analista de sistemas, porém a classe (?) não é forte e com isso se submete a salários humilhantes... Isso é comum em órgãos públicos e nas empresas privadas, onde você pode ouvir: olha, temos condição de pagar isso, se quiser o cargo é seu, se não, tem mais por aí.
3º) Que empresa contrataria um "qualquer um" para fazer um sistema. Possivelmente, não só o "programador" é contraventor, mas o próprio cliente também que possivelmente nem oficializa esse contrato.
4) Concordo que sempre vai ter alguém que ganhe a mais com isso. No entanto, se não houver ninguém que represente a classe estaremos sempre à mercê do capitalista (empresas).
5) Que mal há em obrigar um programador a se formar? Se ele tá vivendo com isso, que seja obrigado a ter um mínimo de formação. Agora, se ele vai se formar numa faculdade "meia-boca" é problema dele... e lucro pra mesma.
6) Analista de sistemas só não ganha mais por causa deles mesmos! Sem contar com esses "instaladores de programas".... E tem mais, se o cara quer ser free-lancer, que seja, mas fazendo parte do conselho, ora bolas.
7) Eu não sou a favor de, agora, ter de pagar uma anuidade a um bando de FDP do conselho. Mas quem é!?
Se o autor deste artigo colocou somente pontos desfavoráveis é porque talvez nem formado ele seja e por isso se vê ameaçado com essa regulamentação.
Vamos fazer um pouco de reflexão!
Eu gosto do que faço e tenho orgulho da minha profissão, mas vejo que ela é muito mal-remunerada em relação às demais. Sou funcionário de uma empresa pública (concursado, diga-se de passagem) e vejo que o salário muitas vezes é menor do que a de uma caminhoneiro.
Raul Libório (rauhmaru)
19 Mar 2008, 17:28
Se esse projeto for aprovado, vai provar que nosso Governo anda mais confuso do que nunca, e que não conhece seus próprios projetos que estão acontecendo.
Sou monitor de um projeto do PRÓPRIO GOVERNO FEDERAL, chamado Forsoft, que conta com a parceria de várias grandes empresas, entre elas a IBM, CPM-Braxis, SOCIESC, etc. Esse projeto visa CAPACITAR JOVENS (a maioria nem tá na fac!) para atender uma grande demanda de ofertas de empregos que surgirão no Brasil nessa área, cerca de + de 10.000 vagas surgirão.
Agora... imaginem: esse tanto de novos alunos! Putz, acho que vou abrir uma faculdade!
Projetos como esse só fazem atrasar o desenvolvimento de bons projetos e desempregar ótimos profissionais da área. Tenho vários colegas na faculdade (estou cursando o 3º semestre em Redes de Computadores - FJA / BA) e alguns dizem que só agora estão vendo algumas coisas novas. Muitos só estão lá pq precisaram da graduação pra ganhar mais.
Meu coordenador não é formado mas customiza versões de GNU/Linux para nosso projeto, é responsável por unidades em 2 estados e programa em 5 linguagens diferentes - e muito bem! Será que ele merece ser demitido só pq não terminou seu curso superior?
Sou Contra a regulamentação nesses termos e a favor de um orgão que possa defender nossos direitos contra projetos como esse.
Raul Libório - graduando em Tecnologia em Redes de Computadores FJA - BA
Rafael
19 Mar 2008, 17:21
Totalmente a favor da regulamentação da profissão, já estava na hora.
Hercules
19 Mar 2008, 16:59
Se alguém pensa que assim vai se contratar quem é formado na area..
Querem apostar quantos reais que é mais fácil uma empresa que contratou um matemático, engenheiro de produção/elétrico, físico ou até mesmo sem nenhuma formação vai simplesmente criar um novo cargo para eles, e deixar os "profissionais formados" como farmaceuticos de esquina?
Alexandre Y. Harano
19 Mar 2008, 16:45
"Dúvido muito que se você soubesse o esforço que é passar em um vestibular e estudar em uma universidade pública estaria escrevendo isso."
Eu venho de uma e ainda assim sou contra a regulamentação. Não faz sentido os muitos autodidatas sofrerem na mãos de poucos cometedores do crime de colarinho branco. Sindicato? Realmente não faz sentido nenhum existir uma burocracia em torno do conhecimento de informática. Ainda que existam pessoas que estudaram formalmente isso não atesta que o profissional é competente.
Hercules
19 Mar 2008, 16:41
e viva o Brasil!
P.S:Se conselho resolvesse alguma advogado no Brasil seria uma maravilha..
Gondim
19 Mar 2008, 16:35
PCS, concordo contigo sobre isso. O cargo de Analista realmente deve-se à quem se formou realmente para isso e o de técnico à aquele que mete a mão na massa muitas das vezes no usuário final. O que não concordo é a exclusão de todo o pessoal técnico por não ter formação e muito pior ainda por cima marginalizar a classe. :) Dificilmente alguém vai chamar um engenheiro ou um analista para resolver problemas em um windows em casa, pois para isso já tem uma classe de técnicos disponíveis. :) Assim como se eu fosse projetar um sistema contrataria um Analista e um programador. Nesse caso o programador seria o técnico. Todos temos uma importância no mercado. Minha área é de servidores, dificilmente vou na casa de alguém instalar um windows e quando vou é porque a pessoa é muito minha amiga. :)
PCS
19 Mar 2008, 15:55
Devemos diferenciar o técnico do cientista, do analista, etc.
Para o cientista/analista o que interessa é saber como foi construido para assim desenvolver um novo.
Temos a mania de achar que o mecânico de esquina sabe mais que um engenheiro. Porque buscamos um serviço de técnico em um engenheiro. Será que o mecânico seria capaz de projetar um novo carro?
o "técnico" formata a máquina e tudo está resolvido. Não importa a precedência do problema. E para isto não é necessário qualquer formação. Devemos charmar o técnico de geladeiras de Analista?
Gondim
19 Mar 2008, 15:41
Lamentável mesmo. Interessante é o seguinte: comecei à informática em 1985, tinha apenas 12 anos. Em 1996 comecei a usar Linux e administrar sistemas baseados nele. Em 2000 fui contratado pela Conectiva para trabalhar como Consultor em Projetos usando Linux e outros Softwares Livres. Treinei muitas mas muitas pessoas formadas em computação e que hoje estão bem no mercado. Já palestre em diversas Universidades dentre elas USP e UERJ. No entanto não tenho qualquer diploma de computação e já peguei alguns casos onde Firewalls feitos por pessoas formadas e nada eram a mesma coisa e pior, pessoas formadas me garantindo que para 2 equipamentos se falarem é necessário que haja o mesmo sistema operacional nos dois. Estranho, mas eu acredito que seja o PROTOCOLO, o responsável pela comunicação entre eles. Fazer o que?
Não estou dizendo que todos os formados não estão preparados, mas que muitos são inexperientes. O outro problema são os curiosos que não tem a menor noção do que estão fazendo. :)
Bem essa é a minha opinião.
PCS
19 Mar 2008, 15:38
Se não é para existir para Informática que não tenha nenhuma.
Os engenheiros adoram barrar os outros. Isto eu vejo até em conversas.
Mas eles podem tudo... até operar pessoas se o CRM deixasse.
Em uma avaliação de curso do MEC uma professora da PUC de Minas tentou me humilhar, perguntando onde arrumei habilidade para ensinar Autômatos, sendo eu um Engenheiro de Software. Respondi com o prof. João José Neto (PCS-POLI-USP) o que fez ela se calar.
E ela, engenharia Civil, "especialista em BD". Existe BD no curriculo de Engeharia Civil?
Mário h.c.t.
19 Mar 2008, 15:32
Nõ estou entendendo sua posição PCS, você é contra ou favor existir um "clube do bolinha" para informática?
[]s
PCS
19 Mar 2008, 15:26
complemento...
conheço dezenas que não deixam de pagar o CREA.
Então senhores engenheiros (clube do bolinha) vamos deixar de pagar o CREA.
PCS
19 Mar 2008, 15:22
Alguém conhece algum engenheiro que é contra a regulamentação e não é fiel ao CREA pagando a sua anuidade mesmo não exercendo a profissão.
Lanço o desafio.
Conheço dezenas deles...
E quase fui impedido pelo CREA de dar aulas de programação no curso de engenharia da computação dando o lugar a um engenheiro civil, que em toda a sua vida teve apenas 30 horas de PASCAL.
Um abraço!
Mário h.c.t.
19 Mar 2008, 15:02
Pessoal, reforçando minha proposta,
Por que quem é a favor da regulamentação é contra a minha proposta de que somente profissionais formados
pela USP/UNICAMP possam escrever programas de computadores?
Daí sim, seguindo a lógica de quem é a favor, a qualidade seria garantida.
Aliás, algúem aqui chegou a ler o texto do projeto de lei?
Aqui vai o link: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getHTML.asp?t=11569
No mais, parabéns pelo excelente artigo Paulino.
Tiago Rinck Caveden
19 Mar 2008, 14:56
Sou formado pela unicamp em Ciência da Computação e sou completamente contra a regulamentação como sugere esse projeto.
Não faz sentido, e é uma rasteira num setor em expansão... precisamos de mais gente trabalhando com isso, não menos!
Existe um livro, "O Mistério do Capital" de Hernando de Soto, economista renomado, onde ele dá uma explicação de porque o capitalismo ainda não funciona bem no Terceiro Mundo e no antigo bloco socialista, e o centro de tudo é a "informalidade": leis que excluem as pessoas do mundo formal no lugar de incluí-las. Leis que não seguem o "contrato social" e impedem a maioria da população de representar seus ativos e gerar capital "representável". Leis que precisariam morrer/mudar. Impressionante como essa regulamentação se encaixa perfeitamente como uma dessas leis problemáticas.
De qualquer forma, acho que isso não passará. Não por lucidez dos políticos, mas porque o interesse econômico maior é justamente o contrário. Bom, assim espero. :)
PCS
19 Mar 2008, 14:51
Não tive um aluno que não entrasse na minha aula com arrogância, por já trabalhar na área, que não saiu humilde e agradecido pela minha contribuição.
Eu mesmo, me surpreendi quando fui fazer graduação e ainda continuo me surpreendendo nos cursos de pós mesmo tendo 20 anos de profissão (consultor/professor).
PCS
Titular Programação na UniSantAnna: JSE/JEE/JME
Cláudio
19 Mar 2008, 14:51
Minha sincera opinião: VAI ESTUDAR PORRA!!! Passei 5 anos sentado na porra de uma cadeira, estudando muito, virando noites, para vir um animal desse, que sabe, no máximo, ligar um computador, falar coisas como essas. São pessoas como você é que enchem o congresso e estragam o pais. Mais uma vez, VAI ESTUDAR PORRA!!!
Décio A. Alves
19 Mar 2008, 14:41
Cretino !!!
Cretino !!!
Cretino !!!
Além de ridículo, este projeto de lei.
E vai institucionalizar o ímpeto burocrático e reservacionista no país.
E depois dizem que a burocracia é coisa do serviço público!
É a benção legal à mediocridade. Agora basta um diploma, e seus problemas acabaram!!!
Parece coisa das organizações Tabajara!!!
Será a mais pura e genuína fonte de corrupção.
Frank J Knaesel
19 Mar 2008, 14:38
Como já comentado por outras pessoas, discordo da opinião do autor no artigo.
Eu concordo sim com a criação de um órgão regulamentador das profissões na área de informática. Por outro lado acho que somente um curso superior não é suficiente para atestar a competência de um profissional da área. Assim como a OAB, acho prudente sim realizar um exame. Desta forma profissionais de outras áreas, mesmo não possuindo um diploma na área da computação terá uma chance para ser credenciado a atuar na área.
Este procecimento evita que "picaretas" tomem o lugar de profissionais competentes e valoriza sobretudo os profissionais que cursaram um ensino técnico profissionalizante ou superior, pois logicamente terão mais chances de passar no teste do órgão regulamentador.
Paulo Cezar de Souza
19 Mar 2008, 14:34
Bill Gates não era formado, porém não contrata ninguém que não tenha formação a menos que comprove 5 anos e atividades profissionais. Assim será o conselho.
Veja o quadro de ofertas de emprego da Microsoft, Google, IBM e outros de respeito.
Por favor, não façam confusão entre produto e serviço. Nenhum inventor teve descrédito por sua formação. O produto diz; o serviço demora a dizer e quando isto acontece poderá ser tarde demais. Programas de qualidade só servem para tampar buraco de uma má formação e fazer o produto ficar mais caro.
Roberto
19 Mar 2008, 14:28
Sou totalmente contra a Regulamentação.
Um diploma e uma carteira não são sinônimos de bons profissionais..
Se eu preciso de um programador java eu vou primeiramente atrás de um profissional com certificação java e não atrás de um profissional com diploma de sistemas de informação.
Segundo estava pensando em abrir uma empresa, com isso não abrirei.
Terceiro, to cansado de ver "profissional" formado com dúvidas que em qualquer livro de lógica de programação se aprende na primeira meia hora.
Isso só irá prejudicar o mercado como um todo, prejudicar inúmeras empresas. E beneficiar os menos capacitados.
Pois nesses 20 anos no mercado, conheço muitos programadores e analistas sem formação universítária muito melhores que qualquer um com diploma.
Pense que no momento muitos profissionais registrados perderiam seus empregos, e não teriam condições de cursar uma faculdade para ficar de acordo com a "regulamentação"
Djan Rosário
19 Mar 2008, 14:24
Lembro de um ótimo artigo que o Stephen Kanitz escreveu na Veja em que citava que certas profissões, como a medicina, precisam de um conselho, outras não. Como engenheiro, vejo o conselho mais como um caça níquel, pois o próprio mercado acaba regulando os serviços profissionais, pois este mesmo mercado sabe quando deve contratar alguém com o título de engenheiro e quando não. No caso de TI, ninguém com sã consciência confiará em um gurizote para desenvolver um sistema de uma aeronave ou administrar o banco de dados da Receita Federal, mas o que impede de ele criar meu fórum online? A regra é: "satisfaça as necessidades do seu cliente". Creio que a criação de um conselho e uma regulamentação pode acarretar em duas coisas: ou o mercado de TI poderá sofrer um colapso, dada a demanda não atendida por profissionais na área, ou o mercado dará os famosos "jeitinhos" para escapar da regulamentação. Sempre quando há uma lei descabida da realidade, ela acaba em desuso ou interpretada de outra forma. Vide os famosos kits de primeiros socorros do Código Nacional de Trânsito. Vejo que o Brasil pode perder uma ótima oportunidade de ser uma potência regional em TI com medidas como essa.
Roberto Arruda
19 Mar 2008, 14:17
Vejamos... Bill Gates não é formado em computação (não é formado em nada, aliás), então o Brasil barraria a Microsoft no início (quando Gates ainda programava)?
Tim Berners-Lee, inventor da Web, é formado em física, não tem nenhum diploma de computação. Então, no Brasil, o CERN não poderia contrata-lo, e a Web nunca teria acontecido.
Richard Stallman também é formado em física. Então lá se vão o Emacs e boa parte dos utilitários hoje usados no Linux (aliás, Linus Torvalds desenvolveu um kernel apenas porque sabia que já existia o sistema GNU para complementa-lo, então adeus Linux também).
Engraçado que os que são a favor da regulamentação são apenas os estudantes e formados da área. Será que estão pensando em causa própria? Pois eu sou formado em computação e sou totalmente contra a regulamentação. É uma idéia ridícula. Quem for bom profissional que se sustente por seus próprios méritos, não por um conselho que só vai tomar nosso dinheiro.
João Batista Ramos Filho
19 Mar 2008, 14:10
Acho que nosso amigo foi muito infeliz em escrever essas palavras, primeiramente o que se sabe é que só será aprovado se não tiver um conselho, foi o que saiu na semana passada, segundo todo o rodeio que o mesmo disse acredito que não possui experiência e nem conhecimento em informática para dizer tanta bobogem.
Estamos lutando a muito tempo para sermos reconhecidos, agora que surge uma oportunidade aparece alguns oportunistas para criticar, por favor, fique em seu lugar.
Um exemplo do que nosso amigo disse seria a mesma coisa em afirmar que uma enfermeira que possui conhecimento em medicina possa operar um paciente do coração, o fato dela ter o conhecimento não lhe dá o direito de executar tal operação, a mesma coisa acontece com os profissionais de informática, seguindo o exemplo do indivíduo, os médicos, advogados, cientístas são e serão sempre bem vindos como parceiros de conhecimento para o desenvolvimento de qualquer sistema em suas respectivas áreas.
A todos um forte abraço, e vamos arregaçar as mangas e lutar pelo nossos direitos de uma profissão digna e reconhecida assim como a de vários outros profissionais, inclusive como a desse nosso amigos, que pela forma de como escreveu, deve ser jornalista ou advogado.
Abraços
JBRF
Paulo Cezar de Souza
19 Mar 2008, 14:07
Lamentável a publicação deste artigo. Ainda mais se tratando de uma comunidade de alto nível vinculada ao IC-Unicamp considerada a maior referência de computação do país.
Uma regulamentação/conselho pode ser favorável em muitas atividades, por exemplo: Ao fazer um concurso público para Analista pela CESPE, foi espantosa a quantidade de erros e desacordos em questões específicas sobre a área, principalmente a de desenvolvimento. Uma lista de obras no edital, iria aliviar bastante, assim como a área de Direito faz. Aliás, a OAB é o único orgão de respeito, aí eu concordo.
Então acredito que um conselho acabaria com a banalização que se faz na área de informática.
Provavelmente o colega deve ter mais de 40 anos de vida. Assim, como o parecer desfavorável, publicado pelo SBC em julho de 2004 (redículo), muitas coisas mudaram e não dá mais para se basear no tempo do cartão perfurado. Interface gráfica é hoje assunto da psicologia e não mais de um fresco da área das artes; Direito de informática é algo muito importante e pouco respeitado. Hoje em dia, não basta saber programar, coisa que muitos mal sabiam, porque a linguagem mal permitia. É incabível o argumento: "o que o cliente pede é impossível de se fazer". Minhas idéias foram boicotadas diversas vezes por uma equipe de má formação acadêmica que achavam a aplicação de IA era coisa de outro mundo, fazendo-me perder a oportunidade para empresas estrangeiras. A equipe que me faz ter orgulho de ter sido membro era formada apenas por cientistas e engenheiros da computação por instituições como a USP e Unicamp. Infelizmente não tive a oportunidade de fazer a graduação em uma destas universidades, mas não foi desprezível fazer em uma entidade privada como a São Francisco. Mas tive a oportunidade de fazer uma especialização no IC e mestrado na Poli, e mostrou que a diferença existe.
Concordo que existem vários cursos ruins. Eu como professor faço esta análise todos os dias... E sou professor do setor privado, ganho da minha aula e não de projetos superfaturados em agências de fomento, como alguns.
Mas quem seria capaz de acabar com as festas de proprietários de escolas que visam lucro acima da formação? A OAB permite curso de direito em 2 anos? EAD em Direito? Sabemos que EAD pode se mostrar melhor, mas isto é para poucos. A maior parte das entidades estão usando para banalizar ainda mais... O CREA aplica exame de capacitação ao engenheiro que mal conhece a base da matemática? O CREA me virou as costas quando fui reclamar a responsabilidade de um estagiário em tocar obra, quando este era do 2º semestre com DP em “Cálculo I” de uma faculdade de 5ª linha,...
Enfim, se era esperança de que o mercado faça sua seleção netural, este já esta fazendo. Basta ver o nível das pessoas que publicam artigos em revistas especializadas. Artigos que não servem apenas comentar a vida do outro, são artigos que agregam muito aos profissionais. E daí pode-se notar o nível dos artigos. Vamos olhar pra trás e comparar uma "Micro Sistemas", "Developer" (que já eram bons), com "Java Magazine", "Mundo Java". Tiramos, lógico, aquelas comunidades de macaquinhos treinados pela MicroSoft.
Graças a Deus, o mercado nacional se tornou competitivo. E isto se deve a uma boa formação acadêmica aliada ao talento do brasileiro. Ninguém nasce sabendo.
Paulo Cezar de Souza
Começou a programar em BASIC em 1988 aos 12 anos de idade. Bacharel em Análise de Sistemas em 1998, Especialista em Engenharia de Software em 1999 e mestrando em Engenharia da Computação. Professor de Estruturas de Dados, Autômatos e Compiladores
Taunai Segundo
19 Mar 2008, 13:24
Para onde vai o conhecimento de "todos", para "todos"? A internet está aberta, e qualquer um pode usar uma ferramenta de busca como o google para pesquisar e aprender por conta própria, seja para crimpar um cabo de rede ponto-a-ponto seja para automatizar atividades corriqueiras, não importa onde voce esteja. Outra coisa importante é que uma pessoa não precisa de diploma para se dedicar ao mercado de trabalho, a certificação é a maneira mais rápida de ingressar no mercado! Sem falar em possíveis indicações para trabalho. Não sou a favor da regulamentação.
Ieso de Miranda
19 Mar 2008, 13:21
Espero que não regulamentem a profissão de datilógrafo, senão teremos que voltar ao tempo de caneta lápis.
Sergio Tschá
19 Mar 2008, 13:20
O negócio é o seguinte: concordo com a regulamentação sim. Universidade por pior que seja ajuda sim a formar o profissional. O mercado faz o controle de qualidade. A regulamentação vai separar os micreiros dos profissionais. E o seu artigo está cheio de esterótipos e bobagens emocionais.
Luciano
19 Mar 2008, 13:18
Claro, toda profissão deve ser regulamentada. Então se preparem Garis, Catadores de Papel, Prostitutas, Traficantes, vocês serão os próximos. Faculdades comecem a prepararem as graduações e cursos !!
É nóis...
Thiago Tota
19 Mar 2008, 13:07
Essa da USP e Unicamp apenas foi boa...
Pq não uma prova como a da OAB?
Sei que existem muitos advogados com a carteira da ordem ruins, mas tb sei de muitos que desistiram por não passar no exame. Se alguns que passaram são ruins, imagine os que não passaram então?
Pedro Gonçalves
19 Mar 2008, 13:02
Gostei da sugestão do Mário de só permitir formados pela USP (e Unicamp, claro, para, democraticamente, cobrir o caso dele).
Só queria consultar se dá para incluir no cartel a UFRGS e, se pagarem bem, a PUC-RJ. Vamos, só de birra, deixar de fora as outras boas Universidades, especialmente a UFMG, da terra do relator.
Thiago Tota
19 Mar 2008, 13:02
Daniel, acredito sim que todas as profissões deveriam ser regulamentadas. Prostituiçãos? Pq não? Há países em que isso é realidade, agora assassinos e ladrões, isso é profissão? Enfim, esse não é o foco do artigo.
Tudo bem o profissional se valorizar, porém muitos de nós, inclusive eu, precisamos trabalhar. Esses profissionais de não qualificados "incham" o mercado como disse Doriam, e isso faz com que o mercado pague menos por esses profissionais, seja ele bem qualificado ou nem tanto assim. Não tiro o mérito desses dinossáuros dos PC's como disse o Ricardo, são profissionais muito experiêntes e competentes, e tb não acho que vc tendo um curso superior garanta sua competência, não é isso. Mas acho que o mercado está muito poluído. Não concordo com todas as condições desta regulamentação apresentada neste artigo, mas acredito fielmente que a regulamentação é necessária.
Eu me formei em uma dessas faculdades pagas e confesso que o nivel é muito baixo, porém não tinha condições de me preparar e nem mudar de cidade e fazer uma pública, porém trabalhei na área desde antes de entrar na faculdade. Tudo que sei foi atraves de experiência e estudo próprio. A faculdade não me acrestou nada ou muito pouco, mas mesmo assim, julgo a graduação como necessária...
Pedro Gonçalves
19 Mar 2008