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TV Digital Brasileira: Set-top Box virtual com Ginga-NC
Colaboração: Frederico Palma
Data de Publicação: 19 de Dezembro de 2007
A Comunidade Ginga disponibilizou em 3 de dezembro de 2007, uma máquina
virtual baseada no software VMWare que permite aos usuários, testadores e
desenvolvedores obter um ambiente completo e pré-configurado de um set-top
box de desenvolvimento Ginga-NCL.
A máquina virtual é publicada em forma de imagens de discos virtuais e
arquivos de configuração previamente montados pela equipe do Laboratório
TeleMídia da PUC-Rio. O sistema operacional instalado na máquina virtual é
Linux, Fedora Core 7, reduzido aos pacotes essenciais para desenvolvimento
do middleware e execução do gingaNclPlayer. O gingaNclPlayer embarcado é
a versão 0.9.25, escrita em linguagem C++, e é aquele que provê o melhor
suporte a uma variedade de tipos de mídias e a apresentações avançadas,
aproveitando melhor todo o poder da linguagem NCL. Entre esses recursos
avançados, estão a transparência, alpha-blending, transições e animações.
A máquina virtual pode ser vista como um set-top box de desenvolvimento
Ginga-NCL. Para "ligar" o set-top box, o usuário precisa obter algum dos
produtos de virtualização da VMWare. Recomendamos o VMWare player, que é
gratuito e está disponível para sistemas Windows e Linux.
Após o boot, uma interface gráfica estática exibe informações importantes
sobre como proceder nas tarefas de testes de aplicações NCL. Basicamente,
o usuário deve abrir uma sessão SSH/SFTP com o set-top box para realizar
tarefas rotineiras como upload de documentos NCL e disparo da apresentação
de cada documento pelo gingaNclPlayer. Para interagir com as aplicações,
o usuário deve deixar a janela SSH e dar foco à máquina virtual, preparada
para mapear sobre o teclado algumas teclas do controle remoto de um set-top
box real.
A maior motivação para o esforço dessa empreitada está na facilidade de
implantação de uma máquina virtual, ao compararmos com o árduo processo de
configuração de dispositivos, kernel e serviços do SO, além da instalação
de dependências, e, por fim, a compilação e instalação dos pacotes que
compõem o gingaNclPlayer versão C++. Com a virtualização, o usuário fica
completamente isento de qualquer dessas tarefas. Seu único esforço é a
instalação do software de virtualização.
Tudo isso tem um preço: desempenho. Com a sobrecarga imposta pela
virtualização e o alto requisito de decodificação e renderização de mídias do
gingaNclPlayer, o set-top box virtual vai "engasgar" a partir de uma certa
qualidade de vídeo e áudio. No mundo real, essas tarefas seriam feitas por
hardware especializado dentro dos set-top boxes... Mas no virtual tudo recai
sobre a CPU. Assim, alguns requisitos de hardware do sistema hospedeiro (host)
devem ser observados: Processador Pentium 4 3.0 GHz ou melhor, memória RAM
mínima de 1Gb, boa placa de aceleração gráfica etc. Os requisitos podem ser
reduzidos se o usuário se restringir a mídias de menor complexidade nos testes
(vídeos de baixa resolução, poucas mídias renderizadas em paralelo, etc.)
A máquina virtual está disponível para download na Comunidade Ginga
(subgrupo Ginga-NCL).
Saiba mais em:
Veja a relação completa dos artigos de Frederico Palma
Referências Adicionais
Referências adicionais sobre os assuntos abordados neste site podem ser encontradas em nossa Bibliografia.
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Opinião dos Leitores
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02 Ago 2008, 00:02
André Mermelstein e Fernando Lauterjung - TELA VIVA News
24.08.2007
Um engenheiro que vem acompanhando o desenvolvimento dos set-top boxes nacionais diz que "a mágica" em relação ao set-top box que a Telavo produzirá com a Encore indiana e com a Teikon, com a promessa de chegar ao mercado por cerca de R$ 200, está no uso do stream de vídeo para receptores móveis e portáteis (sinal 1-SEG). Este é o set-top que está sendo comemorado pelo governo (especialmente pelo ministro Hélio Costa) como referência de preços para a indústria.
Em outras palavras, o receptor de R$ 200 não receberia o sinal em alta definição (HDTV), mas um sinal com menor resolução e maior compressão, destinado aos telefones celulares e outros dispositivos de recepção portátil. A Telavo apresenta na feira um segundo receptor, baseado em tecnologia da ST, que deve chegar ao mercado a preços iguais aos apontados pelos outros fabricantes, ou seja, na casa dos R$ 800.
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