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Gnu Linux, Conceitos, Contribuição e Distros
Colaboração: Renato Rudnicki
Data de Publicação: 10 de Junho de 2007
Muitas vezes nos deparamos com a famosa discussão de que a distribuição x é
melhor do que a distribuição y. Ou então ouvimos a não menos famosa pergunta
"qual é a melhor distro pra um usuário iniciante usar" . As respostas são
simples, a distribuição x ou y não é melhor que a z, isso depende do gosto do
usuário e de para que ela vai ser usada. Sobre a pergunta de qual distro é
melhor para o usuário iniciante usar, a resposta que eu achei mais coerente
até hoje, foi no fisl 6 quando responderam que a melhor, é aquela que seu
amigo usa, e que pode dar suporte quando você precisar (isso no caso de
um iniciante).
Também escutamos muitas vezes, que o linux é muito superior do que o windows
(e na maioria dos casos realmente é). Porém, muitas pessoas que irão ler este
artigo, podem pensar que eu sou contra o linux, o que não é verdade. Acredito
que o linux tem um grande futuro, além de estar em constante expansão no
mercado. Mas se mesmo assim, você é um usuário linux do tipo "Xiita", que
acha que o linux é o único SO que devia existir, que ele é perfeito, e não
gosta de ouvir as opniões dos outros, aqui é o melhor momento de parar de ler
este artigo ;-). Não acho que migrar do windows para o linux para um usuário
iniciante seja algo fácil. Hoje, temos diversas distribuições voltadas para os
usuários iniciantes, onde eu considero o Kurumin a melhor de todas, pois além
de ser bem completa, é 99% em português, além de ter tudo muito bem explicado
a nível iniciante, o que torna o aprendizado do linux muito mais fácil.
Vamos por tomar de exemplo alguem que está migrando do windows para o
linux. Uma das coisas mais importantes para fazer o usuário gostar do linux,
e ter ficado feliz com a troca, é de ter tudo funcionando no linux, ter todos
softwares de que precisa, e ter as mesmas "facilidades" do windows. Por
isso sou um fã do Kurumin. Alem de ter tudo funcionando perfeitamente
(principalmente DVD, WMV, Internet, som, OpenOffice) o Morimoto faz as
coisas parecerem extremamente fáceis com a documentação abundante, fácil
e bem "mastigada" para um iniciante no linux (principalmente com os ícones
mágicos). É esse tipo de coisa que torna uma distribuição um sucesso, apesar
de poucas pessoas terem essa visão.
Eu posso dizer, que mesmo gostando muito do kurumin, eu nunca fui um
"usuário" dele. Nunca deixei ele mais do que um mês instalado no meu PC. E
por quê? Simples, eu não me considero um usuário iniciante. Quando eu penso
em uma distro para mim, procuro buscar uma que seja eficiente no meu desktop,
mas também ao mesmo tempo, que eu possa instalar em um servidor. É ae que eu
cheguei no ubuntu. Acho que é uma distribuição excelente (apesar de meio
pesada), principalmente na questão de instalação de pacotes e resolução
de dependências. Porém, estou tendo algumas dificuldades em fazer o meu
gravador de dvd funcionar para assistir dvd's, gravar dvds, assistir wmv,
instalar minha placa 3D (GeForce), o que eu não consideraria algo bom para
um iniciante. Porém, nada que não se resolva ;-).
Não podia deixar de falar do Slackware, que eu useir por mais de 2 anos. Tinha
testado algumas outras no começo, mas foi nele que eu me senti mais avontade,
tive mais ajuda do pessoal na época e alguma facilidade de instalar os pacotes
.tgz. Atualmente estou usando o ubuntu, e fiquei viciado com a facilidade
de instalação de pacotes, e sua resolução de dependências. Mas por que eu
mudei ? Simples, achei que a versão 11 era pior do que a versão 10, e de que
quando eu mais precisei do slackware, eu fiquei na mão. Tive um problema com
meu backup pessoal (criei novamente o filesystem na partição errada (sim,
eu sei que foi uma baita "cagada")). Porém, tentei instalar o testdisk para
resolver a situação (que no meu caso não adiantou :( ). Foi nesse ponto que
começei a pensar em trocar de distro. Não tinha jeito de instalar o testdisk
no slackware, era várias dependencias que eu tive de resolver (perdendo
várias horas procurando bibliotecas). Resolvidas as dependências, o programa
dava erro na instalação :(. Cheguei a entrar em contato com o desenvolvedor
do testdisk para solucionar o problema. E ele me disse que esse erro existia
no slackware, porém, já havia sido corrigido na última versão. Úlitma versão
???, mas eu usava a última versão. Será que eu precisaria atualizar todo meu
sistema para o current, para conseguir instalar 1 programa ? Isso tava me
parecendo mais coisa de Windows. Foi nessa hora que eu desisti do slackware
e migrei para o ubuntu ( que instalou o programa na hora, como se fosse o
windows ). Parece ter sido um problema sem muita importância eu ter perdido
Gigas de Filmes e músicas, mas e se esse problema tivesse sido num servidor, e
não tivesse sido Músicas e Vídeos, mas quem sabe Giga de Dados de um Servidor ?
Atualmente, temos mais de 300 distribuiçoes linux, para todos os gostos. Entre
as principais, podemos citar Ubuntu, Debian, Red Hat, Slackware, Suse,
kurumin (no Brasil), Gentoo, Mandriva, Fedora entre tantas outras (isso
para nao falar de outros unix com FreeBSD, OpenBSD, NetBSD, OpenSolaris,
etc). Isso me leva a uma pergunta: Será que é tao difícil assim encontrar
uma distribuição para usarmos (das que ja existem) ou essas distribuições
nao são boas o bastante para utilizarmos que temos que criar nossa própria
distro ? Isso me leva a outros 2 questionamentos: O fato de criar mais uma
distribuição, não é muitas vezes a questão de "estrelismo" para dizer que
criou sua propria distro linux ou tentar ficar famoso ? O outro fato que eu
questiono, é, não seria mais fácil ajudar uma distro que já existe, e tentar
implementar algumas modificações que gostaria de utilizar ? Atualmente,
parece estar na "moda", distros que tem como conceito, ser a distro "mais
fácil para usuários iniciantes". Por que em vez de comecar um projeto do zero,
não ajudamos alguns que ja estao bem maduros, como o Kurumin, Ubuntu, etc.
Ao meu ver, não teria por que ter mais do que 10 ou 15 distribuições linux
(isso sendo exagerado). Se todos voltassem seus conhecimentos para um fator
em comun, acredito que os bugs seriam menos frequentes, pois seriam mais
revisados, teria atualizacoes mais recentes entre outras vantagens. Ok, mas
voce deve estar pensando "mas eu uso linux para ter a liberdade de fazer as
modificacoes que eu quero"; tudo bem, mas será que por nós querermos uma
modificação na distro que usamos, devemos criar outra ? Será que é mesmo
necessário existir mais de 300 distribuicoes linux. Não estou querendo dizer
para pararem de criar distros, ou tentar pregar alguma regra ou verdade. Apenas
queria mostrar que nem sempre as coisas sao perfeitas como dizem, e que se
nós nos ajudassemos mais em menos distros, poderiamos ter mais qualidade.
Veja a relação completa dos artigos de Renato Rudnicki
Referências Adicionais
Referências adicionais sobre os assuntos abordados neste site podem ser encontradas em nossa Bibliografia.
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Opinião dos Leitores
GH TS
12 Jul 2007, 12:43
RERE
Antonio Souza
29 Jun 2007, 10:09
A vida no mundo linux se resume no requisito mais simples...
Que estes criadores de softwares produzam mais programas similares ao windows que muita gente esta acostumada a usar...
E que aja uma lei que obrigue estes caras que só querem vender hardware.. (Poxa! se eu paguei tenho o direito de drivers para linux, poi eu uso somente linux) por obrigação produzam também o drive...
E que o linux seja um mundo de estudos para os afixionados pelo código fonte fazendo um SO cada vez melhor para o usuário final...
E que o usuário final veja o linux somente como um SO como outro qualquer (qualquer no sentido de uso, mais muito mais seguro e estável) e que ele seja o mais transparente possível...
Rodrigo
14 Jun 2007, 23:36
O GNU/Linux é para todos mas não é para qualquer um, não surgiu com esse intuito, não deve e nem deverá ter esse intuito, não surgiu para competir com o windows, nem para ser o mais fácil de usar. O GNU/Linux surgiu para facilitar a vida de quem realmente conhece computação, e para isso existe essa variedade de distros, o que é bom na minha opinião.
Djavan Fagundes
12 Jun 2007, 18:35
Olá! acho bastante interessante a discussão. Aproveito para deixar duas dicas. Uso o Debian-br-cdd <http://cdd.debian-br.org/project/> que é uma versão do Debian produzida no Brasil e muito utilizada em faculdade e orgãos do governo. Acredito ser bem interessante procurar sobre, já que estamos discutindo regionalidade (inclusive eles estavam precisando de beta-testers, para quem quiser ajugar).
Outra dica é para o amigo Jorge de Biase e a questão das webcam's. Jorge procure no site http://mxhaard.free.fr/ se há drivers para a sua webcam, há diversos modelos suportados. Abraços.
Oksigeno
11 Jun 2007, 19:26
É, realmente para mim o Linux ainda não é o sistema ideal para o desktop pessoal da maioria. Mas não é só culpa de ser dificil em algumas coisas: é culpa principalmente de ainda não ter uma adoção macissa. À medida que (isso se diz no Brasil?) ele vai sendo mais adotado as empresas vão cada vez mais aderindo e desenvolvendo software (drivers e outros) pra ele, e a quantidade de "amigos quebra-galho" vai aumentando, e ele vai acabar dominando tudo que é mercado. Me cheira que a M$ está preparando um fork, vem aí grande tempestade, para o bem e para o mal...
erasmo melo
11 Jun 2007, 18:57
Caro Renato,
Gostei do artigo. Passei pelo verde/amarelado do Conectiva, passei pelo Mandrake cheguei no Kurumin. Como ministro palestra para iniciante indico ele. Uso o Kurumin, justamente por isso. Ele tem menu bagunçado, mas pessoas que estão iniciando e que eu indiquei não se arrependeram. Quanto a ajudar o kurumin eu concordo com você. O brasileiro não costuma dar valor para o que é de brasileiro, é uma pena. Ai, tudo mundo corre atrás de um BURUGUDU estrangeiro. Eu estou tentando há alguns meses instalar o GENTOO, no meu pc mais novo, mas sempre tem uma mas. Quanto a quantidade de DISTROS, eu concordo em com o Fábio Almeida. Eu uso o menu do SUSE, pego algo dali e daqui, meu kuruma fica diferenciado.
Fábio Almeida
10 Jun 2007, 18:41
Parabéns pelo artigo. Porém acredito que seu ponto de vista esteja equivocado. Os colaboradores de uma distro fazem seu trabalho porquê gostam da caracteristicas únicas daquela distro e a diminuição da quantidade de distros não vai fazer com que as distros que fiquem ganhe do trabalho deles.
Além disso sobre a ótica de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_geral_de_sistemas">sistemas</a> podemos imaginar a existência de um ecologia de distros linux onde existe uma seleção natural que permite que os mais fortes sobrevivam e os mais fracos deixem de existir. Por outro lado determinadas distros podem ocupar determinados nichos e continuarem a existir por terem se especializado para resolverem problemas especificos ao ambiente que ocuparam.
ver resposta ao artigo em:
http://fabioalmeida.net/blog/
contato AT fabioalmeida.net
Jethro Mendonça
10 Jun 2007, 17:32
Parabéns pelo artigo. Eu, pessoalmente, acho que tá virando festa esse lance de surgir uma distro a cada semana. Eu me lembro quando só existia o Debian, Slackware, Red Hat, Mandrake e Conectiva. Passeei por todos eles e me identifiquei muito com o Conectiva na época. Usei da versão 7 até a 10 (que achei extremamente pesada). Daí troquei pelo Kurumin e fiquei maravilhado com a facilidade como vc disse. Mas me mudei logo para o Ubuntu por questões de estabilidade. Acho o Ubuntu muito mais estável do que o Kurumin. Usei versões do 5 ao 7, dele. E acabei de mudar para o UbuntuStudio, por que sempre esperei pelos softwares de audio no mundo linux. E só pela falta deles, eu não abandonava o Windows de uma vez.
Abraços,
Jethro Mendonça