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História do LinuxChix Brasil
Colaboração: Sulamita Garcia
Data de Publicação: 08 de Janeiro de 2006
Um dos convidados do 6º FISL foi David A. Wheeler, defensor do
movimento Open Source, que apresentou a palestra "Why Open Source?
Look at the Numbers!". Após voltar a sua casa, ele escreveu um relato
para o site que mantem, onde escreveu uma sessão especial notando a
grande participação feminina no evento e elogiando o trabalho do
LinuxChix Brasil. Notou que esta participação ainda é muito rara em
outros países, e que gostaria muito de saber como foi que o Brasil
conseguiu mudar este quadro. Escrevi então um relato histórico de toda
a história e o trabalho feito por muitas meninas do LinuxChix Brasil,
que batalharam para que a comunidade Linux fosse um lugar onde homens
e mulheres pudessem conviver e contribuir.
Esta história foi contada no 3o Encontro Nacional LinuxChix Brasil de
forma plena, e resumida na 6a edição do Forum Internacional de
Software Livre deste ano[1]. Entrei em contato com o LinuxChix Brasil
em 2001, seguindo o link existente no LinuxChix Internacional. Na
época, a lista consistia de 30 pessoas que mandavam posts em média a
cada 2 meses(o que pode ser visto em [2]). A mensagem original
continua na descrição da lista, que "existe para dar às usuárias
brasileiras de GNU/Linux e Software Livre a sensação 'hey, eu não sou
a única!'".
A lista foi criada por Andréa Fabiana Flores, na época funcionária da
Conectiva, que junto ao Cipsga[3] conseguiu um espaço para a lista e
colocou alguma descrição em
[4]. Inspiradas por uma palestra feita por Fabiana no segundo FISL, as
Gnurias criaram um grupo voltado ao trabalho social e de inclusão
digital. Depois de algum tempo, Fabiana resolveu se afastar de tudo, e
passou a responsabilidade do grupo para Michelle Ribeiro. Nesta época,
o grupo estava criando identidade. Houve até uma discussão sobre a
mudança para GnuChix, o que não representava o que eu particularmente
acreditava, e apos algum debate, Michelle colocou o questionamento de
"então precisamos fazer o grupo ter ações de verdade. Quantos eventos
promovemos? Que ações efetivas fizemos?".
O site então foi reformulado, sob coordenação da Michelle e alguns
colaboradores, e começamos a incentivar a produção e contribuição.
Começamos com a tradução do Howto Encourage Women, de autoria da Val
Henson[5]. Criamos um outro howto, pois o primeiro era dirigido ao
público masculino, e entendemos que era das mulheres a
responsabilidade de criar um ambiente para se desenvolverem na
profissão, o que motivou o segundo Como incentivar Mulheres no
Linux[6], desta vez com tradução para o ingles[7], produção
brasileira. Reuni diversos materiais técnicos, de Alta
Disponibilidade, Qmail, Slackware, continuamente atualizados, e
convocamos as Chix a
participarem. Diversas Chix aceitaram o desafio e começaram a enviar
materiais para publicação: Danielle Santini falou sobre Programação
Paralela, Camila "Misfit" falou sobre Samba, LDAP, Liziane sobre CVS,
Vanessa sobre Java[8]. Na mesma época surgiu o primeiro Encontro
Nacional LinuxChix Brasil, assistido por mais de 300 pessoas, com
objetivo de incentivar as mulheres a se sentirem a vontade em
comparecerem a eventos técnicos e palestrarem. Na época foi feito em
conjunto ao grupo de Slackware e Fernanda Weiden, uma das fundadoras
do PSL Mulheres. Porém devido a divergências de como as coisas
deveriam ser mantidas, com a criação da lista em novembro de 2003,
surgiu o PSL Mulheres, cujo próprio site informa que "O propósito não
é ser um grupo de usuárias. Estamos abrindo espaços para que as
iniciativas aconteçam e para isso buscamos apoio nas diferentes
esferas da sociedade - pública e privada." E então a Michelle também
se afastou, e eu herdei a responsabilidade sobre o grupo.
E no ano seguinte o segundo ENLB fez o primeiro vôo solo. Um trabalho
bastante árduo porém bem sucedido, assistido novamente por mais de 300
pessoas, mantendo o espírito Open Source de contribuir e incentivar o
desenvolvimento técnico, hoje em dia tão divulgado na forma de que
precisamos contribuir, sermos produtores, não apenas consumidores. E
desde o começo o ENLB defendeu esta idéia. O resultado destas
iniciativas espalhou-se por todo o Brasil, não apenas no ENLB ou FISL,
mas em eventos como Conisli, Sinapse Digital, Semana da Informatica de
Santo André, de Campinas, no Congresso Catarinense, onde a
participação feminina na comunidade foi tomando corpo. Por mais de uma
dúzia de vezes a palestra "Software Livre é coisa pra Macho? As
mulheres e o software livre" foi apresentada pelo Brasil, desde
Salvador até Porto Alegre, alem de outras de cunho técnico[9].
Este ano, visando incentivar mulheres fora dos locais já tradicionais
em eventos Linux, o ENLB foi visitar Belo Horizonte para iniciar uma
série de expedições visando incentivar mais mulheres a se envolverem
com Open Source. O trabalho local centralizado por Priscilla Pimenta e
Carolina Lauriano, com apoio remoto meu e da Luana Coimbra, resultaram
num evento amplamente divulgado pela iniciativa de promover a
integração de mulheres, e reconhecido pela própria LinuxChix
Internacional como "uma das mais bem sucedidas regionais em trazer
mulheres aos eventos de Linux pelo país"[10]. Várias estudantes depois
promoveram pequenos install fests pela cidade, e preparam uma
apresentação sobre Linux e mulheres na Enecomp que irá acontecer em
Bonito-MG, de 1 a 5 de agosto deste ano.
O resultado destes eventos vai alem da simples divulgação. O dinheiro
adquirido com o segundo ENLB foi transformado em um servidor próprio,
visando fornecer espaço para mulheres que queiram divulgar iniciativas
de desenvolvimento e treinamento. O terceiro Encontro forneceu fundos
para financiar a ida de diversas integrantes, como Priscilla e Renata
Romanazzi entre outras, ao FISL, que não pôde custear a ida das
integrantes do grupo, onde elas apresentaram palestras e debates,
sobre temas técnicos e sobre o próprio grupo e o trabalho desenvolvido
nestes 5 anos. Além de um stand colorido e amigável, onde apresentamos
nossas idéias, fizemos um mural sobre a história das mulheres nas
Ciências da Computação, revelando efeitos memoráveis para a
informática como a criação do compilador, do conceito de funções
recursivas, e da primeira rotina que hoje conhecemos como programação,
entre outras.
Lá contamos de como foi duro aguentar piadas machistas e o preconceito
existente de que mulheres mechendo com Linux deveriam no máximo saber
usar interface gráfica, não servindo para trabalhos técnicos.
Suportamos o preconceito de primeiro julgarem a aparência depois o
valor das contribuições para a comunidade. E vimos com muita
felicidade quando os próprios membros da comunidade começaram a
combater este preconceito[11].
Nós da LinuxChix Brasil reconhecemos a comunidade FOSS como uma
comunidade que precisa de trabalho efetivo para sobreviver.
Acreditamos que não teria efeito criar uma geração de apertadoras de
botões em um ambiente machista e hostil como era quando começamos. Que
as mulheres precisavam de incentivo para não largarem a profissão e
descobrirem as vantagens de compartilhar código e conhecimento. E que
era nossa tarefa fornecer este ambiente para futuras
profissionais[12].
Nos orgulhamos do trabalho feito por muitas mãos e muitos nomes, mas
não nos furtamos a apresentar dados e fatos que efetivamente
resultaram na participação feminina como atuantes e contribuidoras da
comunidade. Não queremos minimizar trabalhos alheios nem ocultar
nomes, que qualquer busca na Internet revelaria. O que sempre
desejamos foi fazer parte da comunidade, termos amigos e
contribuirmos, compartilhando o que mais nos motiva: conhecimento.
Just for fun ;)
Pois é gente... de "Porque existem tão poucas mulheres no Linux?"
passamos a receber perguntas de "Como isto aconteceu? Porque existem
tantas mulheres envolvidas no Brasil, quando isto ainda é raro em
outros países?(how did this occur? Why are so many women involved in
Brazil, when this is still relatively rare in many other countries?"
Referencias
Veja a relação completa dos artigos de Sulamita Garcia
Referências Adicionais
Referências adicionais sobre os assuntos abordados neste site podem ser encontradas em nossa Bibliografia.
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Opinião dos Leitores
José Carlos Dutra do Carmo
31 Mai 2008, 10:51
PREZADO(A) AMIGO(A).
Veja os “links” de portais de vídeos abaixo:
http://br.youtube.com/
http://www.videolog.com.br
http://video.google.com
http://br.video.yahoo.com
http://www.metacafe.com
Preciso de mais material similar aos “links” acima.
Como poderei pesquisá-los?
Qual a palavra chave usarei na dita busca?
POR FAVOR, ser-lhe-ia possível enviar-me a relação de outros VINTE (20) “links” de portais de vídeos?
Um forte abraço e MIL VEZES OBRIGADO.
JOSÉ CARLOS DUTRA DO CARMO.
Funcionário aposentado da Justiça do Trabalho.
Ipiaú, BA.
EM TEMPO. Ficarei imensamente grato a você se acessar o SITE: www.minhahistoria.net e divulgá-lo aos seus amigos.
Pedro
03 Ago 2007, 16:05
DICA SENSACIONAL PARA MICHELL:
Experimenta compactar o texto com O COMANDO TAR, ai ele fica bem pequenino ai tu pode ler.
michelle
25 Jun 2007, 20:39
eu achei isso muito chato vcs tinha que ter resumido isso mais vcs ñ achai isso ñ>
as pessoas quando olha isso dao ate preguissa de ler pq é muito grande esse texto esta bom mais podia ser mais pequeno