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A web 3.0 será a rede dos robôs?

Por Carlos Nepomuceno

Data de Publicação: 07 de Abril de 2009

A Hillary Clinton disse no México que o muro que separa os dois países não é a solução, mas, na mesma matéria, informa-se que os EUA continuarão a construir a parte que falta da obra. O que se fala e o que se faz.

O que se fala e o que se faz.

O Lula, por exemplo, diz que o governo dele é voltado para o povo, mas os lucros dos bancos nunca foram tão grandes.

A diferença do que falamos para o que realmente fazemos, muito mais do que um problema político passou a ser um dilema tecnológico-informacional, pois no mundo carente de relevância a mentira (ou melhor, o desconhecimento da verdade pelo prório usuário) atrapalha cada vez mais.

O Google, principal representante desse futuro, por exemplo, anunciou que já se basear somente naquilo que o usuário busca, mas também no website que visita.

É a tentativa de substituir o modelo atual do "aquilo que eu digo ou acho que faço", por aquilo que "realmente faço e necessito".

Essa inteligência necessária na rede para ampliar a relevância exige a chegada de um novo personagem: o robô inteligente.

O meu robô....

O meu robô....

Qual a diferença dos softwares que temos hoje em dia na Web para o que vamos chamar de robôs inteligentes?

A Web, de certa forma é burra, não aprende com seus usuários.

Já os robôs aprenderão com os nossos hábitos, utilizando códigos de inteligência artificial, a partir das nossas ações, cliques, visitas, hábitos.

Sim, poderemos programar manualmente os nossos robôs.

E podemos dizer também quando vamos querer que ele aja automaticamente.

Mas a idéia é que "alguém artifical" estará nos ajudando a lidar e filtrar a massa cada vez maior de informação.

Seu personal robô assistente.

É uma escalada na qual tivemos para nos apoiar a recuperar e filtrar grandes massas da informação, entre outros, as fichas catalográficas, os computadores, o Altavista, o Google e agora os robôs inteligentes.

Alguns softwares anti-spam, por exemplo, já vâo nessa direçâo, aprendendo com seus hábitos para saber quem é e quem não é spammer.

A Inteligência Artificial será apenas um novo tipo de código desenvolvido por pessoas, que têm determinado tipo de opções pré-definidas com os quais o usuário vai interagindo e utilizando áreas de códigos e da base de dados em lugar de outras.

Diria que um campo novo e espetacular para quem quer o iniciar uma nova carreira, tanto na área de tecnologia, que precisará de programadores para os novos códigos, quanto para o pessoal de informação, para quem caberá a concepção, a interface e o ajuste fino na relação de uso. Um campo e tanto que se abre....

Um campo e tanto que se abre....

Do ponta de vista conceitual, é o surgimento de uma nova articulação entre os humanos na área informacional: tivemos camadas, no qual predominaram o um para um (na rede de conhecimento oral), um para muitos (na rede de conhecimento escrita), muitos para muitos (na atual rede de conhecimento digital), e agora o eu-robô e, mais adiante, o robô-robô, um aprendendo e filtrando em cima do outro (na rede de conhecimento da inteligência artificial).

Quando?

Não muito longe.

Me interessa receber e-mails de fulano, mas não quando ele fala do Flamengo..;)

O site que vejo da Coca-Cola não será o mesmo que você vê.

Meu robô sabe que eu não gosto de Coca cafeínada.

E vai aprendendo quando eu clicar no site da Coca e me perguntará quando perceber alguma contradição.

Claro, se eu assim desejar.

(Sempre há a possibilidade na vida de se desligar o celular, sabia disso?) ;)

Viagem?

Nem tanto.

Quer quantos litros de informação?

Quer quantos litros de informação?

O New York Times publicou um artigo sobre softwares educacionais nos quais a Inteligência artificial passa a ser um instrumento importante no ensino nas escolas americanas.

Com esses novos softwares o estudante não só aprende como também ensinam aos robôs, num processo relacional.

O robô aprende com os erros dos estudantes e aprimora as lições. Os resultados são animadores.

Não, os professores não acabam, mas passam a apicultores e depois como gestores de robôs, além do dia-a-dia com a turma.

Se existe a possibilidade de discutirmos uma Web 3.0 (se é assim que vamos chamar a nova rede de conhecimento), apostaria que estaremos discutindo uma Internet que aprende, cercada de inteligência artificial e de uma relação umbilical dos usuários e com seus robôs pessoais.

Saíremos do atual interação da vez muitos para muitos para a articulação nova: eu-robô.

(Notem que a passagem de uma rede de conhecimento para outra se caracteriza pela massificação de um novo tipo de articulação informacional entre os humanos. Pela primeira vez, teremos robôs nos ajudando nesse processo, como forma de sobreviver ao caos informacional.)

E mais: a idéia também que os dos robôs pessoais poderão conversar com outros robôs pessoais, formando redes sociais de robôs-robôs, tudo na tentativa de ajudá-lo a ter mais relevância.

O futuro já está presente entre nós, basta ver as pequenas mudas que estão crescendo aqui e ali?

Dá medo?

Dá, mas não tem muito como pular do trem, tem?

O trem me parece cheio...

Me diga...

Um pouco mais sobre essa procura do que as pessoas realmente fazerm on-line no livro Click. Em português. E um capítulo grátis em PDF.

Fonte: Nepôsts - rascunhos compartilhados

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Opinião dos Leitores

Jr
16 Abr 2010, 15:15
Pois é...
Foi em 1948 que G. Orwel escreveu o livro "1984" !!!
vitor
23 Abr 2009, 23:04
Pois eh, por isso vamos ter mais desempregados..no mundo
Anderson
09 Abr 2009, 04:10
Podemos ver a passos lentos a evolução tecnologica, como um certo homem disse uma vez a alguns seculos atras "tudo que o homem imaginar o pensar c realizara num futuro proximo", e este futuro proximo ta chegando.
fanon
08 Abr 2009, 12:08
o livro de Orwell chama 1984 e nao 1948 ;)
Xico
08 Abr 2009, 12:05
E cada vez mais eu antevejo a SkyNet...
Alexandre Cèsar
07 Abr 2009, 13:26
Achei a matéria bem interessante e elucidativa, embora não aprofundada.
Neste caso, então, a Web3 aproxima-se , e muito, do axioma "a realidade supera a ficção" em 1948 (G.Orwell), Eu, robô (Isaac Asimov) e, mais recentemente, Matrix , quando não mais os consideramos
como um "futuro hipotético"

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