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Web 3.0, 4.0, 5.0..Boom!

Por Carlos Nepomuceno

Data de Publicação: 13 de Março de 2007

Não faz muito, me liga a repórter da Zero Hora de Porto Alegre:

-- E a Web 3.0, a tal Web semântica?

Me pega tomando descafeinado com pão de queijo. E ainda quase de boca cheia, ataco pelo celular de Niterói depois de uma palestra:

-- Papo furado, não dá para prever.

Continuo:

-- Como não dava para imaginar que a própria Internet, o Linux, o Skype, o MP3, o YouTube chegariam do nada a escala global.

Veja - digo a ela - que o passado da Web e suas inovações não se apresentaram linear. Foram quebras trazidas dos lugares e personagens mais inesperados.

Tiveram apenas algo em comum: a adesão da massa em rede às idéias alucinadas de uns malucos escondidos por aí.

Calma, enfatizo, não dá para monitorar malucos, pois uma grande idéia na tela não é nada.

(A bolha cobrou caro essa constatação.)

Assim, para prever o futuro é necessário acompanhar e monitorar os enxames para seguir o calor nas colméias.

E monitorar tão de perto, tão de perto, que é preciso virar abelha, como uma metamorfose. As empresas, digo a ela, serão colméias, produzirão calor e mudarão o mundo ou serão picadas até a morte.

Arremato com esta frase de efeito - (na verdade, já nem sei se disse, de fato, ou inventei agora). ;)

Ou seja, se a indústria de música não olhasse com desdém o bafo quente do Napster e o MP3, não estaria na crise atual.

Ou as empresas de teles não ignorassem o incendiário Skype.

Ou ainda neste momento as empresas do planeta que não acreditam no Orkut.

Ele e os irmãos (YouTube, MySpace, entre outros) são o novo modelo de comunicação corporativa, que moldará a Internet e Intranet dos próximos anos - basta medir a temperatura.

Assim, é preciso tirar algumas lições da Web 1.0 (1960-2005) para nos ajudar a entender a fase atual da Web 2.0 (2005-?) e pensar no futuro.

Eis as sete regras de quem não quer chorar sobre a Web derramada (seja a 2, 3, 4 ou 5):

  1. nada importa se não gera calor na massa em rede;
  2. tudo importa se gera calor na massa em rede;
  3. o calor não tem hora ou lugar, desde que aceito pela colméia;
  4. Quanto mais calor, mais valor;
  5. O valor está no calor da massa em rede; (Justifica o preço do YouTube: 1,6 bi de dólares).

  6. Assim, para gerar valor, seja a massa em rede e gere calor;

  7. Competir é manter calor.

Ah, e sobre a Web 3.0?

Tá fria.

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Opinião dos Leitores

Patrick
14 Mar 2007, 12:44
Ótimo artivo.

O fato é? A Web 2.0 não tem mais calor pra oferecer?

A minha opinião é que a Web 2.0 tá fria por enquanto, se for imaginar todo o potencial que ela tem.

Até o/

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