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Cinema Nacional e o Radiohead
Por Cesar Brod
Data de Publicação: 22 de Julho de 2010
Há dois anos escrevi um artigo sobre o lançamento online do álbum In Rainbows do Radiohead. Achei o máximo a ideia de se colocar a produção de artistas ao alcance de todos, ao menos de todos com o acesso à internet e, quem quisesse e pudesse pagar, que pagasse. Quem não quisesse ou não pudesse, não ficaria privado de desfrutar da obra. O Radiohead encheu-se de grana.
A fórmula pareceu-me tão bacana que incomodei o que pude o pessoal da Casa de Cinema de Porto Alegre para que experimentassem a mesma coisa, colocando alguns de seus mais famosos e premiados curta-metragens disponíveis na web para que todos os que quisessem baixar, baixassem. Inclusive com a imagem do DVD bonitinha para a reprodução fiel do original. Bastante gente baixou, assistiu. Mas, ao contrário do álbum do Radiohead, ninguém pagou nada.
Era só um teste. Se desse muito certo, outros filmes seriam colocados para download também. Mas, custa um dinheirinho esta coisa de largura de banda para a Internet, a garantia da qualidade do filme, etc. Não é fácil gastar um montão de dinheiro e, simplesmente, disponibilizar gratuitamente o resultado. O interessante é que, falando em software, a coisa parece mais bem resolvida. Mas e quanto à produção artística, autoral? Será que existe alguma fórmula ou o Radiohead é só uma grata exceção?
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Opinião dos Leitores
23 Jul 2010, 10:23
Abraço.
23 Jul 2010, 00:45
Mas realmente é uma idéia muito bacana mesmo, e creio que a cultura do povo brasileiro, ou ao menos parte dele, está mudando pra melhor.
Aquele hug.
22 Jul 2010, 16:34
me parece que a inciativa do Radiohead vem a reboque da onda de softwares livres, das polêmicas leis que visam proteger direitos autorais e acabam por desrespeitar o direito pessoal de propriedade privada dos bens, enfim, questões super complexas que quando aberta e publicitariamente são questionadas pela ação da banda (de disponibilizar o acesso ao público) ganham força, expressão e literalmente, caem na boca do povo!!! Ponto pra eles que tiveram a sacada e ainda saíram lucrando, pois o que não faltou foi gente "doando"/ pagando o produto (música), sua forma de veiculação ( via internet) e seu conceito embutido (livre, não comercial).
No caso da Casa de Cinema de Porto Alegre e sua iniciativa de disponibilizar os filmes na rede, faltou, talvez, uma grande divulgação nacional, não as do tipo e-mails e divulgação institucional, mas aquela que realmente cria e seduz o público... nosso bom e velho camelô sabe bem fazer isso no corpo a corpo, ainda que na base da pirataria... Exemplo politicamente correto desse tipo é o realizado no cinema da Nigéria, conhecido por Nolywood, que tem essa mesma estratégia de marketing "corpo a corpo" e hoje é o terceiro maior mercado cinematográfico do mundo!!! A fórmula que eles usam é simples: produção de filmes de baixo custo, que falam a partir da cultura local, sem a presença de grandes estúdios, comercializados diretamente nas ruas do país.
Então fica a pergunta: como seduzir seu público? Se a resposta fosse fácil, não haveria o mundo da arte e do entretenimento...
Trouxe essas informações adicionais aqui pq acho que enriqueceria o debate... uma coisa é certa, não existem fórmulas mágicas, ainda mais no mercado de bens culturais, mas certamente a internet contribui pra divulgação e circulação de produtos e idéias!
22 Jul 2010, 15:49
Depois, vem a questão do quanto que o consumidor percebe que vale o produto que está ganhando. Em termos de cinema nacional, a experiência do César só confirma o que todo artista já sabe: ninguém valoriza e desconhece que existe muita coisa além de Holiwood.
Abraço
22 Jul 2010, 15:02
22 Jul 2010, 14:36
Não devemos nos culpar, é algo implícito na nossa sociedade, devemos lutar para mudar esse pensamento.
Temos que reaprender a valorizar o trabalho alheio.
22 Jul 2010, 13:38
22 Jul 2010, 13:28


