Não tenho uma opinião formada sobre o uso de células-tronco de embriões humanos. Venho de uma família de formação católica e humanista, o que me faz levar em conta os limites da vida. Onde e quando começa e termina uma vida humana? Qual vida é realmente digna de ser vivida e o que define tal dignidade?
Ao mesmo tempo em que me sensibilizo, muito, ao ver pessoas desprovidas de uma simples mobilidade que a grande maioria de nós temos, e que elas têm a possibilidade de uma vida melhor a partir de uma cura que use células tronco como base, não deixo de pensar no fator econômico disso tudo. Afinal, qual será o alcance de um eventual tratamento para, por exemplo, tetraplégicos? Conseguiremos ter tetraplégicos atendidos pelo SUS?
É claro que simplifiquei a questão. Pesquisas com células-tronco não beneficiarão apenas tetraplégicos. Mas conseguimos, hoje, atender a todos que recorrem à saúde pública com doenças para as quais as curas já foram descobertas? O investimento em pesquisas com células-tronco não seria melhor direcionado para efetivas curas de doenças que matam uma parte muito mais significativa da população carente? Não sei.
Indo do lado econômico para o ético, a discussão é muito próxima à questão do aborto. Quando a vida começa? Se é no momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, um embrião que será usado para pesquisas já é uma vida, que nasce condenada à morte. É um aborto pré-programado. Mas quando é que uma vida termina? Podemos nos dar ao luxo de decretar que a vida de alguém, que já viveu anos e anos fora de um tubo de ensaio, esteja condenada ao fim porque não nos demos ao luxo, sequer, de desenvolver uma pesquisa em cima do único tratamento possível para esse alguém, seja quem for?
Na prática, discussões éticas não param nenhuma pesquisa, ainda que possam atrasá-la. É bem possível que, caso não o façamos hoje, em um futuro próximo estejamos comendo a carne de animais clonados com o mesmo desconhecimento (ou passividade) com o qual comemos alimentos transgênicos. Temos, sim, que ter, eternamente, a consciência de que qualquer pesquisa e seus resultados não possam, de forma alguma, ser segregantes.
Opinião dos Leitores
Valdir Timóteo
12 Nov 2008, 11:00
Pois é, vejam os avanços das pesquisas no Brasil e no mundo, pessoas que receberam células de fetos abortados e relataram terem tido melhoras significativas da parte motora e sensibilidade entre outras( observação isso vem acontecendo com células de fetos abortados, isto vem acontecendo na China ), agora vejam bem não houve rejeição imunológica como sempre afirmou a dra. Zulma Peixinho que sempre foi contra as pesquisas com CTE, é dra.para quem sempre se mostrou ser a dona da verdade isso tudo não ficou nada bem para a senhora, é melhor ter mais respeito as comunidades científicas e não subestima-los, é muito bom ter cautela pois todas as suas postagens vem caindo por terra, e isto fica muito mau para uma professora universitária.
credibilidade para ser conquistada é muito difícil, mas, para perde-la é muito fácil, reflitam.
Danilo
14 Jul 2008, 12:50
Pessoal há um erro no que foi dito a respeito da fecundação...
já se sabe que a fecundação(ou reação acrossômica) ocorre entre espermatozóide(N=23) e Ovócito secundário(N=23) formando uma célula diplóide denominada Óvulo(Ovo ou ainda Zigoto 2N=46)
Agora Pedro César
"Se formos considerar espermatozoide e ovulos como vida humana, devemos processar todos os homens que se masturbam e as mulheres que menstruam"
A menstruação é escamação do endométrio que provoca o sangramento.
Acho que vc quis dizer OVOCITAÇÃO quando o Ovócito II é lançado na tuba uterina para que possivelmente ocorra fecundação.E é um ato involuntário em que em média ocorre no 14º dia após o 1º dia de menstruação.
Quanto a questão das células-tronco embrionárias no meu ponto de vista vai se tornar uma banal pois, existem muito mais interesses econômicos por trás disso tudo no qual mesmo que se consiga algum resultado benéfico, haverá uma exploração enorme por parte de quem detem o controle da economia. Bom isto é apenas uma suspeita minha, mas uma coisa é certa, quando chamaram as fases do desenvolvimento embrionário a Mórula a Blástula de "AMONTOADO DE CÉLULAS" NOSSA!!!
estranho porque todos os seres humanos até então, tiveram de passar por esses estágios, para estar aqui mesmo debatendo essa questão, inclusive eu, e todos os defensores das pesquisas.
Portanto meu medo é que a interrupção do processo de desenvolvimento da vida humana se torne como já disse um "amontoado de células" dispostos a servir quem terá dinheiro o suficiente para manipular este mercado que vem surgindo.
Danilo
14 Jul 2008, 12:42
Pessoal há um erro no que foi dito a respeito da fecundação...
já se sabe que a fecundação(ou reação acrossômica) ocorre entre espermatozóide(N=23) e Ovócito secundário(N=23) formando uma célula diplóide denominada Óvulo(Ovo ou ainda Zigoto 2N=46)
Agora Pedro César
"Se formos considerar espermatozoide e ovulos como vida humana, devemos processar todos os homens que se masturbam e as mulheres que menstruam"
A menstruação é escamação do endométrio que provoca o sangramento.
Acho que vc quis dizer OVOCITAÇÃO quando o Ovócito II é lançado na tuba uterina para que possivelmente ocorra fecundação.E é um ato involuntário em que em média ocorre no 14º dia após o 1º dia de menstruação.
Quanto a questão das células-tronco embrionárias no meu ponto de vista vai se tornar uma banal pois, existem muito mais interesses econômicos por trás disso tudo no qual mesmo que se consiga algum resultado benéfico, haverá uma exploração enorme por parte de quem detem o controle da economia. Bom isto é apenas uma suspeita minha, mas uma coisa é certa, quando chamaram as fases do desenvolvimento embrionário a Mórula a Blástula de "AMONTOADO DE CÉLULAS" NOSSA!!!
estranho porque todos os seres humanos até então, tiveram de passar por esses estágios, para estar aqui mesmo debatendo essa questão, inclusive eu, e todos os defensores das pesquisas.
Portanto meu medo é que a interrupção do processo de desenvolvimento da vida humana se torne como já disse um "amontoado de células" dispostos a servir quem terá dinheiro o suficiente para manipular este mercado que vem surgindo.
valdir timóteo
05 Jun 2008, 15:11
prezada dra.Zulma Peixinho Mas é Claro que"Estudos com embrião são só uma aposta",se fosse uma promessa ai sim a senhora poderia dizer que os cientistas estariam mentindo e enganando,todos sempre falaram de possibilidades e Lutaram pelo direito de pesquisar e NÃO enganaram os pacientes e os deficientes físicos,e NÃO enganaram os leigos,E NÃO fizeram falsas promessas de terapia com CTEs humanas.
Na VERDADE se tem alguém Mentindo nessa História não são os que pediram o DIREITO de PESQUISAR.
Devemos Sim,investir em células-tronco adultas extraídas do sangue ou da medula do próprio paciente. Vários projetos estão em desenvolvimento no Brasil,mas os resultados são limitados. Elas não se transformam em qualquer tipo de tecido, como as embrionárias. Uma opção seria tentar reprogramar células da pele para que elas se comportassem como as embrionárias. Parece uma idéia mirabolante, mas os cientistas James Thomson e Shinya Yamanaka conseguiram fazer isso no fim do ano passado. Eles, no entanto, são os primeiros a dizer que as células reprogramadas ainda não são eficientes a ponto de eliminar a necessidade de pesquisas com as embrionárias.E Os dois cientistas só puderam chegar a esses resultados porque tiveram a liberdade de trabalhar com embriões.
dra. Zulma não levante falsos dos seus colegas de trabalho quem fala de ÉTICA não faz o que a senhora esta fazendo,defenda seus ponto de vistas,MAS respeite seus colegas.Abraços
Dra. Zulma Peixinho
29 Abr 2008, 20:18
Eventual terapia com células-tronco embrionárias humanas não poderia ser idealizada somente em função do excelente resultado obtido em camundongos, quando se constatou, à época, que “a célula-tronco embrionária é o único tipo celular capaz de se diferenciar em neurônio”. Diferentemente do observado na espécie humana, os estudos com camundongos empregam animais geneticamente idênticos (clones), o que permite a transferência de células-tronco embrionárias a animais adultos na ausência de rejeição.
Portanto, devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, incluindo as células iPS que tiveram seu potencial de uso em terapia recentemente comprovado, pois sendo células autólogas (derivadas do próprio paciente/deficiente físico) não precisam enfrentar a rejeição imunológica, e a sua utilização para tratamento de doenças graves independe da aprovação do Artigo 5º da Lei de Biossegurança.
Aproveito para endossar as palavras da geneticista Paula Costa: “o comentário sobre a utilização de células-tronco embrionárias ao invés de adultas com objetivos de obter financiamento é absurdo” (Folha Online 27/04/2008).
VALDIR TIMÓTEO
14 Abr 2008, 10:28
SE OS ESTUDOS COM AS CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS NÃO FOREM FEITOS OS CIENTISTAS E PESQUISADORES SEMPRE TERÃO DUVIDAS,E SEMPRE FALTARÁ INFORMAÇÕES PARA DESENVOLVEREM SEUS TRABALHOS,NÃO PERMITIR ESSES ESTUDOS É NO MÍNIMO FALTA DE INTELIGÊNCIA,EXEMPLO TENTE CURSAR UMA FACULDADE SEM TER FEITO O ENSINO FUNDAMENTAL,ENSINO BÁSICO,LHE FALTARÁ INFORMAÇÕES E VOCÊ JAMAIS CONSEGUIRA INGRESSAR EM UMA FACULDADE,NÃO SE CONSTRÓI UM PRÉDIO DE CIMA PARA BAIXO,MUITO ME ADMIRA PESSOAS QUE SE DIZEM SER OS DONOS DA VERDADE NÃO SE DAREM CONTA DISSO,AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS devem ser feitas para que se entenda tudo sobre elas,esses estudos é o CAPÍTULO Nº1 DOS ESTUDOS,A PARTIR DESSES ESTUDOS ENTENDENDO-SE O COMO ESSAS CÉLULAS SE DIFERENCIAM E CHEGAM EM SEU ESTADO FINAL DO SEU DESENVOLVIMENTO,os pesquisadores terão todas as informações necessárias para trabalharem com as células-tronco,ou desenvolverem outros caminhos para se chegar aos resultados desejados,PORTANTO AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS CAPÍTULO Nº1 DOS ESTUDOS É INDISPENSÁVEL,assim abrindo possibilidades de reprogramarem as células-tronco e desenvolverem várias técnicas para se chegar as diversas terapias,Todas as pesquisas já feitas até hoje são muito importantes,MAS, não elimina a necessidade de se fazer as PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS CAPÍTULO Nº1, e assim que os pesquisadores receberem as informações do CAPÍTULO Nº1 DOS ESTUDOS eles terão a base de sustentação de tudo,para prosseguirem a caminho do sucesso que todos nós desejamos.
Portanto a Dra. Zulma Peixinho que vem insistentemente tentando desqualificar as pesquisas com esse engano da parte dela "barreira imunológica intransponível" (barreira alogênica) "NÃO É VERDADE E NÃO TEM SUSTENTAÇÃO PARA DESQUALIFICAR OU IMPEDIR AS PESQUISAS".
Dra. Zulma Peixinho
10 Abr 2008, 17:30
As células-tronco “reprogramadas” iPS não precisam mais ser obtidas com a introdução de genes ou com a utilização de retrovírus como vetor. Segundo a Profa. Dra. Alice Teixeira Ferreira, a PrimeGen já está apresentando um método mais rápido e 1000 vezes mais eficiente: as proteínas necessárias para induzir a pluripotência nas células adultas são levadas por partículas de carbono que são rapidamente incorporadas pelas células adultas (usaram células da pele, de rim e da retina). Afirma também que não tem de se preocupar com a manipulação genética que na verdade não ocorre, pois o que se faz é ativar genes que estavam silenciados. Por outro lado, prossegue, a reprogramação foi estudada primeiramente em camundongos e podemos continuar usando estes animais para estudar o comportamento de células embrionárias, pois afinal existe uma homologia de 95% entre o genoma destes animais e o humano.
valdir timóteo
09 Abr 2008, 11:54
AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS devem ser feitas para que se entenda tudo sobre elas,esses estudos é o CAPÍTULO Nº1 DOS ESTUDOS,é uma tremenda falta de inteligência e de compreensão de certas pessoas estarem tentando impedir esses estudos.
A PARTIR DESSES ESTUDOS ENTENDENDO-SE O COMO ESSAS CÉLULAS SE DIFERENCIAM E CHEGAM EM SEU ESTADO FINAL DO SEU DESENVOLVIMENTO,os pesquisadores terão todas as informações necessárias para trabalharem com as células-tronco,ou desenvolverem outros caminhos para se chegar aos resultados desejados,PORTANTO AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS CAPÍTULO Nº1 DOS ESTUDOS É INDISPENSÁVEL,assim abrindo possibilidades de reprogramarem as células-tronco e desenvolverem várias técnicas para se chegar as diversas terapias .
Todas as pesquisas já feitas até hoje são muito importantes,MAS, não elimina a necessidade de se fazer as PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS CAPÍTULO Nº1, e assim que os pesquisadores receberem as informações do CAPÍTULO Nº1 DOS ESTUDOS as pesquisas terão a base de sustentação de tudo,para prosseguirem a caminho do sucesso que todos nós desejamos.
Portanto a Dra. Zulma Peixinho que vem insistentemente tentando desqualificar as pesquisas com esse engano da parte dela "barreira imunológica intransponível" (barreira alogênica) "NÃO É VERDADE E NÃO TEM SUSTENTAÇÃO PARA DESQUALIFICAR OU IMPEDIR AS PESQUISAS".
Dra. Zulma Peixinho
08 Abr 2008, 01:53
Como Professora de Imunologia da UNIFESP, já parabenizei a Folha Online pela belíssima reportagem publicada ontem (07.04.2008) sobre o potencial funcional das células-tronco "reprogramadas", ciência esta que verdadeiramente dignifica a humanidade.
Três grupos de cientistas (Takahashi et al., 2007; Yu et al., 2007; Park et al., 2008) já anunciaram que as equivalentes em humano, as Células Humanas iPS, também estão chegando.
As células humanas iPS são similares às células-tronco embrionárias, porém são derivadas de células (ex: da pele) do próprio indivíduo (paciente/deficiente físico) e portanto não terão que enfrentar a barreira alogênica ao serem utilizadas como tratamento/terapia.
Profa. Dra. Zulma Peixinho
valdir timóteo
06 Abr 2008, 15:45
Dra. Zulma Peixinho
NESTE SÁBADO, 5 DE ABRIL DE 2008 ESTIVE CONVERSANDO COM ALGUNS PESQUISADORES,A RESPEITO DA TÃO REFERIDA "barreira imunológica intransponível" (barreira alogênica) QUE DE FORMA MUITO INSISTENTE A SENHORA VEM POSTANDO NOS FÓRUNS DE DEBATE .
OS SEUS COLEGAS PEDIRAM PARA A SENHORA VOLTAR A ESTUDAR URGENTE,POIS PESSOAS HUMANAS JÁ RECEBERAM ATÉ CÉLULAS DE CAMUNDONGO COM TÉCNICAS JÁ DESENVOLVIDAS E NÃO HOUVE ESSA TAL REJEIÇÃO .
E POR OBRA DO DESTINO ENCONTREI UMA DAS PESSOAS QUE RECEBEU ESSAS CÉLULAS ( DE CAMUNDONGOS ) E ELA ME CONFIRMOU QUE FOI VOLUNTÁRIA DESSES ESTUDOS E NÃO HOUVE REJEIÇÃO.
VOU FAZER UM APELO A SENHORA,POR FAVOR PARE DE TENTAR ENGANAR AS PESSOAS PARA TENTAR DESQUALIFICAR AS PESQUISAS, ENGANAR AS PESSOAS É MUITO FEIO Dra. Zulma Peixinho VOLTE A ESTUDAR E TRANSMITA A VERDADE AS PESSOAS.
Dra. Zulma Peixinho PEDIRAM PRA DIZER A SENHORA QUE A SENHORA ESTA BOIANDO ( E PEIXINHO BOIANDO NÃO É BOM SINAL)isso cientificamente comprovado.
ABRAÇOS E BONS ESTUDOS SEM COLAR SE NÃO A SENHORA NÃO APRENDE CONSELHO DE AMIGO...TCHAUUUU
VALDIR TIMÓTEO
04 Abr 2008, 17:50
“A luta dos religiosos contra os pacientes que precisam das pesquisas é injusta desumana e desigual”, “A Igreja é um império que tem acesso às autoridades de todo o país tem dinheiro para fazer campanhas contra as pesquisas e faz valer sua vontade."
Os doentes acamados são invisíveis,eles sobrevivem presos em suas casas ou em um leito dos hospitais e milhares deles Ninguém nem sabe que eles existem,esses não conseguem se defender e expor as suas vontades a favor das pesquisas,pois eles não tem dinheiro e condições físicas para lutarem contra o
imperialismo dos bondosos DE BATINA E DE ALGUNS CARREGADORES DE BÍBLIA que dizem estarem defendendo a vida humana."ESTÃO DEFENDENDO O SOFRIMENTO ISSO SIM "quanto mais gente sofrendo para eles é melhor,assim eles manipulam essas pessoas com muita facilidade,e mantém o império,a ciência para eles é um risco pois a ciência vem curando as pessoas,enquanto as orações dos religiosos não curam a ninguém,vivem iludindo as pessoas,essa é a verdade.
Acreditamos que a esperança dos pacientes e o desenvolvimento da ciência não podem ser sufocados por uma minoria de religiosos que são os que detém o poder de manipulação das pessoas com doenças e dificuldades,papa, cardeais, bispos e a minoria dos padres que são obrigados a seguirem a ditadura interna da igreja se não são expulsos.
Em um balanço geral 85% da população brasileira aprovam as pesquisas com células tronco-embrionárias,porque sabem que se as pesquisas não avançarem eles próprios serão as vítimas pois ninguém esta livre de adquirir uma doença ou uma deficiência,e sabem que as religiões não dão nada a ninguém,e quando dão é porque tiraram de alguém.
A Lei de Biossegurança foi aprovada por 96% dos senadores e 85% dos deputados federais depois de um longo debate. Em seguida, foi sancionada pelo presidente Lula,ESSA É A VERDADEIRA VOZ DA POPULAÇÃO DO NOSSO PAÍS.
DIGAM SIM AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS E DIGAM NÃO AO RETROCESSO DE BATINA E DIGAM NÃO AOS CARREGADORES DE BÍBLIA SE A FÉ DELES CURASSEM AS PESSOAS COMO ELES DIZEM NÃO EXISTIRIA A FAMOSA E VERGONHOSA FILA DO ( SUS ).
EU ACREDITO EM DEUS,MAS NÃO ACREDITO EM CERTOS RELIGIOSOS QUE DEFENDEM O SOFRIMENTO DA HUMANIDADE,E TODOS SABEM MUITO BEM O PORQUE,A MATÉRIA PRIMA DELES SÃO OS SERES HUMANOS SOFRENDO SEM ELES ACABA O IMPÉRIO,AI TERÃO QUE TRABALHAR PARA SOBREVIVEREM,SERÁ QUE ELES QUEREM ISSO?
VALDIR TIMÓTEO
04 Abr 2008, 16:56
OLÁ AMIGOS JÁ QUE FUI CITADO NESTE RESPEITÁVEL FÓRUM,PELO ILUSTRE THEO,VENHO CTRL + V A RESPOSTA PARA A prezada Dra. Zulma Peixinho SE NÃO FICA MUITO DIFÍCIL ELA SAI CTRL + V O MESMO TEXTO EM TUDO QUE QUE EM SUA FRENTE.
prezada Dra. Zulma Peixinho quanto a barreira imunológica intransponível,a senhora pode até ter razão...MUITOS DIZIAM QUE O HOMEM NUNCA CONSEGUIRIA VOAR,VEJA A ESTAÇÃO ESPACIAL EXISTE VIDA LÁ A SENHORA ACREDITA NISTO?
O QUE PARECE IMPOSSÍVEL PARA UNS PODE SER PERFEITAMENTE POSSÍVEL PARA OUTROS,NÃO QUEIRA SER A DONA DA VERDADE PORQUE A SENHORA NÃO É,TENTE OUTRA PARA DESQUALIFICAR OS ESTUDOS CIENTÍFICOS POIS ESSE ARGUMENTO NÃO COLA.
Mas o objetivo das pesquisas com células-tronco embrionárias segundo a maioria dos pesquisadores é entender o como cada uma delas se desenvolvem e se diferenciam para descobrirem os caminhos para manipular as células tronco ou seja conhecer os princípios,abrir a primeira pagina do livro e seguir a leitura para entender os primeiros capítulos,segundo eles fica muito difícil começar uma pesquisa do meio para o fim.
Qual seria, então, a utilidade de eventuais pesquisas com células-tronco embrionárias humanas?
RE:(estudos de diferenciação celular)
Vamos ser lógicos e apoiar pesquisas com células-tronco ADULTAS! depois de entender o como elas se diferenciam e mapear o funcionamento delas,depois das pesquisas com células-tronco embrionárias CAPÍTULO 1.
prezada Dra. Zulma Peixinho o que que a senhora tem contra o principio dos estudos e contra a base que dará estrutura a um seguimento lógico das pesquisas,vamos todos para a universidade sem fazer o primeiro e o segundo grau,imagine se isso daria certo ?
É necessário as pesquisas com células-tronco embrionárias SIM .
TENTEM CONSTRUIR UM PRÉDIO DE CIMA PARA BAIXO,A Dra. Zulma Peixinho ME PARECE QUE CONSEGUE.
bruno
03 Abr 2008, 18:04
E no entanto, existem doações de medula. E salvam vidas.
Compatibilidade entre 1:250k e 1:1M se resolvem com bancos de células embrionárias.
Com a quantidade de células embrionárias congeladas, que têm por aí, esperando para serem jogadas NO LIXO, montar estes bancos seria até mais simples do que bancos de sangue e de medula.
Theo
03 Abr 2008, 02:44
Bem,
pra quem procurar por Zulma Peixinho no google vai encontrar infinitos lugares onde ela posta o mesmo texto que foi postado aqui.
Além disso, quem for a algum desses lugares poderá ler as respostas do valdir timóteo leite. Como eu não procurei muito não sei quem ele é, mas concordo com ele:
"que os cientistas pesquisem e que os religiosos sigam orando..." cada um na sua sem atrapalhar um ao outro.
Theo
03 Abr 2008, 02:33
Opa! E quando pensava que a discussão aqui tinha se encerrado, eis que surge a Dra. Zulma.
Minha única pergunta é: Porque existem tantos outros doutores que acreditam que seja importantíssimo fazer e investir em pesquisas com células-tronco embrionárias? Se, como você disse, não tem ou terá aplicação nenhuma, qual o interesse?
Mais além: Por que não pesquisar? Já sabemos (a ciência) tudo que tem pra saber sobre células-tronco embrionárias? E ainda, por que proibir?
Se algum motivo ficar longe de convicções pessoais de fé, mudo de opinião logo em seguida.
Dra. Zulma Peixinho
02 Abr 2008, 20:35
Acompanhando a Imunologia há 35 anos, percebo que a possibilidade de terapia (tratamento) com células-tronco embrionárias humanas tem sido erroneamente enfocada ao se atribuir o mesmo requisito de seleção de doador-receptor aplicado a transplantes de córnea e de órgãos sólidos (ex: rim, coração), haja vista a ampla, irrestrita e contínua mobilização nacional resultando em comoção, revolta e ofensas infundadas.
Sabe-se que para o tratamento com células-tronco embrionárias humanas seria necessário seguir a mesma lei de transplantação adotada para o transplante de medula óssea (células-tronco adultas), ou seja, compartilhamento do RG biológico (HLA) pelo doador das células (no caso, o embrião) e o receptor das mesmas (o paciente/deficiente físico). A obrigatoriedade em seguir esta norma propiciaria que as células pudessem exercer seu efeito biológico in vivo, sem serem rapidamente rejeitadas pelo sistema imunológico do paciente/deficiente físico. Contudo, a probabilidade de compatibilidade HLA plena entre indivíduos não-aparentados varia, de acordo com dados da literatura científica, de 1:250.000 a 1:1.000.000.
O inusitado é que tal regra imunológica, que tem sido estranhamente ignorada dos debates já realizados sobre a liberação ou não do uso de embriões humanos para pesquisa, está vastamente documentada e ilustrada na literatura científica atual (ex: http://www.sciencedaily.com/releases/2007/12/071220123837.htm) e afirma:
1 - existe uma barreira imunológica intransponível (barreira alogênica) que NÃO permite a transferência aleatória de células-tronco em humanos, sejam elas células-tronco adultas ou não.
2 - as células-tronco embrionárias humanas NÃO podem ser utilizadas para tratamento (terapia) porque a reação imunológica de rejeição (resposta alogênica) é potente, rápida e dominante.
3 - o RG biológico (HLA), precocemente identificado em expressão haplóide no óvulo e no espermatozóide mesmo antes da fecundação, NÃO se altera ao longo da vida e, portanto, não tem como se vislumbrar sucesso na terapia com células-tronco EMBRIONÁRIAS humanas.
Qual seria, então, a utilidade de eventuais pesquisas com células-tronco embrionárias humanas?
Devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, pois sendo células autólogas (próprias do paciente/deficiente físico), não precisam enfrentar a barreira alogênica.
Portanto, a celeuma é meramente científica!
Theo
01 Abr 2008, 18:18
Concordo.
Existe muita desinformação e ainda estou convencido que todo esse auê tem mais fundo religioso que ético.
bruno
01 Abr 2008, 17:34
Bom, Theo, se hoje em dia a igreja não faz campanha contra a lei de transplantes, suponho que quando a atual lei de biossegurança for fato consumado, a igreja também vá desistir de bater nessa tecla.
Sabe o que eu acho que acontece, Theo? Acho que muita gente pensa que o embrião que será usado para retirar células-tronco é um "bebêzinho", igual àquelas imagens de barriga de grávida, que dá pra ver tudo, cabeça, tronco, membros... As pessoas acham que é um assassinato, semelhante ao aborto.
Tem muita desinformação na história toda.
Theo
31 Mar 2008, 12:32
Sim, a lei de transplantes permite matar alguem. Como já disse antes quando o cérebro é dado como morto todo o resto do corpo ainda está vivo. É por isso que existe a lei de transplantes, analogamente, para que ali não exista mais um indivíduo e sim um corpo com diversos órgãos ainda perfeitos. A diferença aqui é que todos (inclusive a Igreja) já aceitam que a pessoa morreu e aquilo é um cadáver.
Se bem me lembro, o argumento naquela época era: "Um cadáver não tem um coração funcionando e nem respira (mesmo que por aparelhos), como pode uma pessoa assim estar morta?"
Se com um cérebro morto não existe um indivíduo, como pode um embrião que ainda não tem (e nem terá, NUNCA) nada do sistema nervoso ser considerado um indivíduo e não apenas células?
Realmente não estamos discutindo sobre SE teremos resultados ou não. É verdade. Mas isso não deve nem ser considerado?
Se você desenvolvesse Parkinson e a cura viesse dessa forma, você rejeitaria o tratamento como manda a Igreja? Quem rejeitaria? A Igreja continuaria com sua posição? Ou mudaria como na lei dos transplantes?
É estranho que se uma "autoridade" científica diz algo a favor da proibição das pesquisas o Betto não só dá como verdadeiro, mas descarta todo resto.
Existe um motivo para que os embriões destinados a pesquisa sejam das primeiras semanas de desenvolvimento. Como já foi dito, é porque ainda não existe, nesse estágio, nenhuma célula nervosa e por isso ainda não é um indivíduo. Sendo assim seria como pesquisar qualquer outro tipo de célula humana.
ESSA é a visão de vários cientistas, mas por enquanto, não a da Igreja.
E continuo a perguntar: Se amanhã a Igreja disser que as pesquisas estão liberadas, ainda teríamos opiniões diferentes?
Betto Lima
31 Mar 2008, 00:34
Bruno,
..."Até hoje não entendo como a igreja pode ser contra a atual lei de biossegurança e a favor da lei de transplantes."...
Só uma pergunta!
Qual a relação que vc vê entre a lei de Biossegurança e Lei Transplantes?
Por acaso a Lei de Transplantes permite matar alguém para pegar os orgãos?
Theo,
"...como os cientistas, considerar aquele material congelado como células humanas e não como "uma vida inocente e indefesa"."
Os cientistas não consideram "aquele material congelado" só como células humanas. Aquela é "A CÉLULA" humana...
Cansei de colocar post com o parecer de diversos cientistas que não consideram o embrião com um amontoado de material celular.
Os cientistas que hoje são contra, por motivos científicos, continuarão a ser contra, por que os motivos científicos não mudaram.
Só mudarão apartir do momento que provarem (com provas cientifícas, ou seja irrefutáveis e não com sofismas) que esse amontoado de material celular não é uma vida. Apartir desse momento a Igreja poderá rever o seu conceito...
O fato do tratamento dar ou não certo, não é o caso... A discussão não é se o tratamento vai dar ou não vai dar certo! A discussão é se o embrião é uma vida ou não!
Então se por acaso o tratamento com células troncos embrionárias retiradas através da destruição do embrião der certo, a Igreja vai continuar contra... Assim como ela é contra a fertilização in vitro, apesar de ser um procedimento que dá certo...
É importante frisar, ou como diz um amigo meu, "bater no gato morto até miar": A Igreja não e contra a pesquisa! A Igreja não é contra o tratamento desta ou daquela doença! A Igreja é contra a destruição dos embriões por entender que o embrião é uma vida humana!
Só coisas bem diferentes...
Repito, se o tratamento com células troncos embrionárias retiradas através da DESTRUIÇÃO do EMBRIÃO der certo ainda assim a Igreja será contra, pois ela é contra a DESTRUIÇÃO do EMBRIÃO!
Agora existem as pesquisas que não destroem o embrião... Essas a Igreja não é contra e é preciso haver esse destaque, pois a midia trata tanto as células troncos adultas com as embrionárias da mesma forma. NUNCA você vê uma notícia explicando que esse ou aquele tratamento que está dando resultado é através de células troncos adultas! Os títulos são sempre algo do tipo: "Tratamento com Células Troncos curam diabete tipo 1", mas não explicam que qual o tipo de CT usado...
Resumindo: A Igreja não mudará de opinião... Pois é contra a destruição do embrião, pelo fato da ciência dizer que "A vida começa na fecundação!"...
Queridos amigos, vou sair de férias portanto ficarão meus longos post por um mês, pois ficarei "off line"...
Mas continuem postando, depois conversaremos mais...
bruno
28 Mar 2008, 17:18
Há uma maneira relativamente simples de tentar sondar isso: basta recuperar a história de como foi a atuação da igreja durante a discussão da lei de transplantes. Essa lei envolveu uma boa dose de conceitos científicos x senso comum, tal.
Até hoje não entendo como a igreja pode ser contra a atual lei de biossegurança e a favor da lei de transplantes.
O inimigo real da igreja, se é que eu entendo alguma coisa de igreja, é a tecnologia de fecundação, que cria esse monte de embriões e congela a maioria, e depois de três anos, descarta. Como a igreja atuou durante a criação dessa legislação?
Theo
28 Mar 2008, 16:46
Realmente não fui muito claro.
O que eu queria dizer é que, proibindo ou não, se no futuro as pesquisas forem produtivas e novos tratamentos surgirem daí a mesma Igreja e os religiosos que agora condenam vão "coincidentemente" mudar de posição e, como os cientistas, considerar aquele material congelado como células humanas e não como "uma vida inocente e indefesa".
Por sinal este é o mesmo motivo pra eu achar a Igreja atrasada.
Betto Lima
26 Mar 2008, 00:40
Theo,
Que o ricos terão acesso a essa tecnologia primeiro é inevitável, ainda que fosse desenvolvida completamente no Brasil. Para o SUS custear qualquer procedimento médico ele precisa ser classificado como tratamento e isso só é feito depois de muito tempo. Da mesma forma os planos de saúde! Existem muitos procedimentos médicos que mesmo feitos no Brasil não são pagos pelos planos de saúde e menos ainda pelo SUS. Pois mesmo com resultados consolidados ainda são considerados como pesquisas ou "alternativo". Só quem tem cacife para arcar como "particular" é que tem acesso! E todo mundo sabe o tamanho da facada que é isso...
Sei que isso não justifica não fazer as pesquisas. Mas é só para ter em mente que se as pesquisas dessem certo amanhã, ainda demoraria muito tempo para chegar em nós... A mídia mostra de uma forma como que se aprovassem hoje a Lei de Biossegurança, amanhã as criancinhas que apareceram em cadeiras de rodas vão começar a andar! Entende?
Eu, veja bem que eu digo: "EU", não vejo a Igreja como "atrasada"! EU a vejo como responsável, ou em outras palavras, cautelosa. A opinião da Igreja tem um peso muito grande e em razão disso é preciso muita cautela. Se eu um "Zé Ruela" escrevo qualquer, desculpe o termo, "merda" no meu blog, ninguém está nem aí, só um ou dois amigos olham meu blog, por caridade ainda. Nenhum jornalista fica lendo-o para poder publicar o que escrevi em primeira mão. Mas quando a Igreja se pronuncia é completamente diferente. Às vezes até mesmo quando não se pronuncia já fazem um estardalhaço, veja por exemplo essa estória de novos pecados anunciados pelo Vaticano... O Vaticano não anunciou nada. Foi só uma entrevista com um padre sobre indulgências que foi publicada no jornal oficial do Vaticano... Me lembrei do Alan Greenspan, ex-presidente do Banco Central Americano, ele não abria a boca nem para comentar sobre o vestido da mulher que passou a sua frente, pois senão alguém poderia fazer uma interpretação errada e dar problema na economia americana. Chegaram ao cúmulo de fazer um software que analisava e interpretava as falas dele, independente do assunto. É mole!? Com a Igreja acontece coisa semelhante...
É complicado...
Theo
25 Mar 2008, 19:02
Realmente tudo o que temos são teorias. Afinal, como mostra a história, novas idéias, conceitos e fatos sempre estão aí para serem pesquisados.
Acho que sobre o assunto de uso ou não de embriões temos posições definidas, seja pelo que for.
Mas insisto na pergunta: "E se alguém fora do Brasil conseguir programar uma célula-tronco embrionária e desenvolver os melhores tratamentos para 'aquelas criancinhas'?"
Acredito que é uma possibilidade e não tem como negar que não, correto?
Nesse caso, vendo os resultados, o que você acha que aconteceria?
Alguém viria pedir que esse tratamento fosse proibido? Ou, coincidentemente, haveria um consenso universal de que só existe um ser humano quando o sistema nervoso começa a se desenvolver e aquilo é realmente apenas material celular?
Claro que é possível que "não dê em nada". Mas vale a pena não ter certeza antes?
E foi por isso que disse que a Igreja sempre está "atrasada". Ela espera acontecer, vê os resultados e, aí sim, considera mudar de opinião.
Falando nisso: "Se amanhã o nosso querido Papa dissesse que é a favor das pesquisas ainda teríamos pontos de vista contrários?"
Betto Lima
25 Mar 2008, 10:24
Theo,
Parabéns pela lucidez!
Sobre a Inquisição seria um outro interminável debate, citando "autoridades" e esse não é propósito! :)
A Igreja anda sempre atrás da ciência...
O que eu quis dizer, e disse, é que a Igreja aceita o consenso da ciência. Enquanto um assunto é nebuloso, não há consenso, a Igreja não pode segui-lo! Seria uma tremenda irresponsabilidade! O "modus operandi" da ciência é lançar uma teoria com base em algum experimento e com o tempo isso vai sendo solidificado ou desbancado. Por exemplo a TEORIA de Darwin, ainda não existe provas sobre isso. Por enquanto é teoria!!! E existem cientista sérios que descordam dela e tem seus argumentos! Não estou dizendo que a Igreja é contra a Teoria de Darwin, hein!? Hoje é a mais sensata das teorias e em nada vai contra a fé em Deus enquanto Criador! Mas entenda bem, para a própria ciência é apenas uma Teoria... Ou seja, não é verdade inquestionável! Existem questionamentos científicos sem resposta nessa Teoria... Então como pode a Igreja aceitá-la como verdade se a própria ciência não a aceita??? Consegue entender o ponto de vista, mesmo que não concorde com ele?
As questões camisinha, aborto, etc não entram no quesito "ciência", se for entrar segue o raciocínio acima...
Mas por outro lado, veja bem, a Igreja prega a castidade, como pode ela ser a favor da camisinha ou do aborto? Ela seria incoerente... Se está certo ou errado, também entraríamos em outra enorme discussão!? O que quero ressaltar é a coerência da Igreja! Ninguém é obrigado a ser católico!
Eu entendo que um embrião é vida humana e não um "amontoado de tecido celular" (os motivos já foram expostos ao exagero!)por isso sou contra a destruição do embrião. Se essa pesquisa vai destruir o embrião, por coerência, sou contra a mesma, principalmente havendo outros métodos de se extrair as células embrionárias sem destruir o embrião. É querer dar tiro de cartucheira para retirar carapato do gado... Funciona, mas o custo é muito elevado!
Essa é só a MINHA opinião!
A citação das "autoridades" é só para mostrar o mapa do caminho percorrido pelo raciocínio até chegar ao ponto onde o "X" marca o lugar (ou seria o embrião?!)!
Theo
25 Mar 2008, 00:51
Vou tentar ser o mais imparcial possível, apesar de concordar com o Bruno e, como já disse, ser completamente a favor do uso de células-tronco embrionárias.
Betto, inicialmente, calma. No fervor dos seus argumentos, realmente incrivelmente embasados, você não percebeu que, acho eu, o que o Bruno quis dizer com "Eu não aceito argumento de autoridade." foi que se o necessário para chegarmos a um consenso fosse a "opinião de autoridades" bastaria contar quantos defendem o que e pronto. Em outras palavras, acho que já que não somos "autoridades" deveríamos colocar aqui nossas PRÓPRIAS opiniões sobre o assunto e os porquês. Afinal acredito que todos, "autoridades" ou não, têm total capacidade para decidir se algo é certo ou errado, se é ético ou não, e ainda dizer porque pensa assim.
Sobre a Inquisição: Defender que a Igreja teve qualquer papel que não seja deplorável (e pior que o "bicho-papão") na Inquisição, dizendo que não houveram maiores comentários ou livros sobre isso é exatamente como diminuir o "papel" dos nazistas no holocausto (v. Mein Kampf e outros).
Bruno, realmente a Igreja é inicialmente contra a fertilização in-vitro, ou seja, não deveriam nem existir embriões congelados. Ao meu ver é algo como: "Deus não quer que vocês tenham um filho."
A Igreja COM CERTEZA não corre lado a lado com a ciência. É sempre atrás. Não vou discorrer, apenas citar alguns pontos:
- Quando foi dito que a Terra era redonda, gira ao redor do Sol --> "Desdiga em público e você vai ficar em prisão domiciliar exilado ou mantenha, seja torturado e morto." (ISSO era a Inquisição)
- Big-bang --> "Nada disso! 6 dias e tava TUDO aí."
- Todos os seres evoluíram e evoluem conforme a necessidade do ambiente. --> "Nada disso! Quando um ser precisa de adaptações acontece um milagre e uma nova espécie surge."
- Morte cerebral --> "Isso é um assassinato. É um ser vivo!" (Aqui lembro que a pessoa ainda está viva depois da morte cerebral. Foi "convencionado" que seria dada como morta porque é um caso sabidamente irreversível.)
Fora as questões à exemplo do aborto, camisinha, etc.
Agora voltando ao tema. Por sinal, além da questão ética e legal, outro ponto levantado pelo Brod foi se alguém, fora do Brasil, descobrir como programar uma célula-tronco embrionária??? Com certeza no início qualquer tratamento derivado daí será extremamente caro. Levando à pergunta: "E quem não tiver dinheiro? SUS?! Paciência?!"
Outro ponto levantado pelo Bruno foi porque não pesquisar algo AINDA sem resultados concretos?
Realmente não vejo motivo. Alguém vê?
Na minha opinião, todo esse processo tem sim fundo religioso. E, assim como a família/responsável deve ser consultado nos casos em que alguém não tem condições de expressar sua vontade, acredito que a simples aprovação dos geradores do embrião é suficiente.
Betto Lima
24 Mar 2008, 00:41
Bruno,
Vamos deixar quieto...
Que argumentos seus?
Você não colocou nenhuma razão lógica...
Só sofismas e variações sobre o mesmo tema...
Depois de tudo o que foi exposto, vc me diz que eu não tenho argumentos?!
Não tem o que argumentar com você...
Se você não aceita o argumento de qualquer autoridade, não há mais razão qualquer debate...
Se eu não posso me apoiar no que diz os cientistas, não posso me apoiar no diz a Igreja, eu vou me apoiar aonde para argumentar? Nos meus pensamentos? Quem sou eu? Eu não tenho autoridade para tanto nem sou tolo o suficiente em achar que eu sei alguma coisa, isso é coisa para visionários. Graças a Deus mantenho meus pés no chão!
Bruno, em que posso apoiar para argumentar contigo? Nos seus pensamentos?
Não posso usar argumentos de autoridades científicas, não posso usar argumentos de autoridades religiosas, não posso usar argumentos de autoridades civis, então meu amigo, não há mais debate!
Realmente, depois dessa sua premissa: "Não acredito no argumento de autoridades!"
Reconheço que não tenho mais nenhum argumento!
Você tem toda razão, ou melhor, a ÚNICA razão...
Que Deus te abençoe!!!
Nosso debate termina aqui, pois não tenho mais nenhum argumento que valha a pena, pois todos os meus argumentos são baseados em autoridades científicas!
Me desculpe fazê-lo perder tanto tempo com argumentos de autoridades científicas, era só vc ter dito no início que aceitava nenhum argumento científico e teríamos encerrado bem antes...
bruno
23 Mar 2008, 20:52
Betto, se você tem algum problema com as minhas razões para apoiar a lei de biossegurança, você deveria ter argumentado contra.
Em vez disso, você tornou a coisa pessoal.
Você criticou o que eu sou, o que eu não sou, citou autoridades e teorias conspiratórias. Isso tudo é irrelevante.
Só posso assumir que é porque você não tem como argumentar contra.
Pra mim chega.
Betto Lima
23 Mar 2008, 19:34
Bruno,
Não importa quantos (ou quais) defensores uma idéia tem. ISSO NÃO A TORNA CORRETA.
Vc tem toda razão!!!
"Não me interessa quem disse o quê. Eu não aceito argumento de autoridade."
Sem maiores comentários essa sua frase...
"Essa é uma diferença importante entre a minha maneira de pensar e a sua. Você é incapaz de ouvir criticamente o que as "autoridades" dizem. E incapaz de entender que elas podem estar erradas."
Sei perfeitamente que elas podem estar erradas e demonstrei isso várias vezes...
A questão não é que vc não aceita argumento de autoridade nenhuma, a questão é que você não aceita argumento nenhum, de ninguém, por mais lógico que seja.
Ou seja não é aberto a mudanças, a crescimento, é o que vc pensa e pronto e acabou... O resto do mundo que ousar discordar de vc está errado...
Desculpa, mas vc talvez se ache moderno, inteligente, independente, mas vc só é um "obscurantista", que não aceita outra verdade além da sua...
É exatamente isso o seu: "Não aceito argumento de autoridade nenhuma..."
Ou eu domino completamente um assunto ou escuto "autoridades" naquele determinado assunto. Agora se eu não domino um assunto e não quero ouvir argumento de nenhuma autoridade, eu quero continuar na minha ignorância, no meu obscurantismo. Me fecho à luz que vem de outras paragens.
Pessoas modernas, inteligentes, independentes escutam os argumentos de todas as autoridades e à luz desses argumentos tiram as sua próprias conclusões e as defendem até que alguém prove o contrário. Mas para que se prove o contrário será necessário novamente escutar os argumentos dessas pessoas que trazem uma nova luz ao assunto...
É muito cômodo simplesmente dizer não aceito argumento de autoridade nenhuma, dá um "ar de anarquista", de revolucionário, mas é somente "obscurantismo" disfarçado. Puro e simples obscurantismo!
É um pensamento "Brunocêntrico"!
Mas volto a insistir, se você é feliz assim, beleza! Continue...
Mas a vida é muito mais do aquilo que pensamos dela. Há muito mais para se saber do que já sabemos... E ninguém vive sozinho, é preciso confiar em alguém...
Com relação a lei e as pesquisas, eu particularmente acredito que serão aprovadas, não porque alguém está pensando nas criancinhas deficientes ou outra coisa parecida, mas simplesmente porquê tem muita gente que vai ganhar dinheiro com isso!? A única coisa que interessa para as pessoas que estão financiando toda essa palhaçada é a bolada que irão receber... Não importando que vai morrer ou ser curado...
bruno
23 Mar 2008, 15:18
Você gosta mesmo de um argumento de autoridade, hein Betto? Fulano disse, beltrano afirmou... É reconfortante saber que se pode confiar em alguma autoridade, seja ela filosófica, política, religiosa?
Pense só: na época em que se achava que a Terra estava parada no meio do universo, isso era senso comum. Era sustentado por todos, religiosos, cientistas, políticos. Foi necessário pesquisa e observação (e inteligência) para reunir as evidências contrárias.
Não importa quantos (ou quais) defensores uma idéia tem. ISSO NÃO A TORNA CORRETA.
***
Suas respostas:
"Quando dizemos "fecundação" é o momento que o espermatozóide e o óvulo se fundem."
Correto.
"Não é mais um espermatozóide e nem mais um óvulo, é um embrião..."
Está mais pra um "zigoto".
"Então não é válido o seu argumento relativo aos espermatozóides e óvulos separados, pois estamos começando a conversar a partir da união dos dois..."
Só porque você quer?
"No embrião eles se fundiram e deram origem a uma nova célula. Mas não uma célula qualquer, mas a "celula-mater", a mãe de todas as outras células..."
Sim, a mãe de todas as outras células DAQUELE INDIVÍDUO.
"Não é válido o argumento comparativo do embrião com qualquer outra célula, mas há uma enorme distância entre o embrião e a célula da pele do dedo, ou qualquer outra célula do corpo humano!"
Porque não é válido? As células, tanto do homem quanto de qualquer outro organismo, possuem a condição genética e bioquímica necessária para desempenhar suas funções. O fato de o "embrião" possuir uma condição genética e biquímica particular não o torna especialmente merecedor de proteção. Todas as outras células possuem "condições genéticas e bioquímicas particulares" adaptadas às suas funções.
"Se assim não o fosse não teria sentido toda a discussão..."
E de fato, pra mim, não tem. A lei deveria ser aprovada logo de uma vez.
"Os cientistas pegariam qualquer célula e pronto, mas isso não pode acontecer, porque são completamente diferentes..."
Não, elas não são completamente diferentes, elas compartilham semelhanças. Também se pesquisa muito o que é que faz com que estas células embrionárias tenham a capacidade de gerar todos os outros tipos celulares do corpo humano. É um problema aberto, atualmente.
A pesquisa que se originou com a dolly tinha este viés, de pesquisar se um núcleo adulto poderia originar um novo indivíduo. Foi retirado um núcleo adulto de uma célula (mamária, se não me engano...) e introduzido em uma célula resultante de fecundação, intencionalmente denucleada. O resultado foi o desenvolvimento de um novo indivíduo. Porém, a dolly tinha complicações fisiológicas, então o processo não foi 100% bem-sucedido.
Isso indica, entre várias outras coisas, que a "capacidade embrionária" está presente em outras células, em variados graus. Como você concilia isso com o status "especial" do embrião?
"Que a vida inicia-se na concepção, ou seja, da união do óvulo e do espermatozóide, se tornando uma nova célula, não foi a Igreja quem disse, mas a ciência em 1827 e aceito até hoje!"
Você está confundindo "vida" com "indivíduo". Se a "vida" começa na fecundação, o esperma e o óvulo não podem estar vivos. Você não percebe isso?
Não me interessa quem disse o quê. Eu não aceito argumento de autoridade. Essa é uma diferença importante entre a minha maneira de pensar e a sua. Você é incapaz de ouvir criticamente o que as "autoridades" dizem. E incapaz de entender que elas podem estar erradas. Não me venha com esse papo que "400 prêmios nobel e 300 cardeais disseram que o centro da Terra é feito de goiabada e que existe papai noel e fadinha do dente". Não importa quantas autoridades disseram alguma coisa. Isso não torna a coisa correta. Se "a ciência", em algum ponto da história, sustenta uma dada idéia, esse é um processo aberto. A qualquer momento a idéia pode ser descartada, à luz de novas evidências. Por isso que, por definição, a ciência só tem teorias e hipóteses necessariamente provisórias. Qualquer idéia pode ser descartada: evolução, quântica, ondulatória, teoria celular, o que você imaginar.
E é por isso, também, que é tão difícil, pra uma pessoa de formação religiosa, de viver confortavelmente dentro de um sistema científico de pensamento. Ele não oferece o conforto de uma explicação mágica, que é "completa, verdadeira, imutável", etc. É a "Verdade", como vocês dizem...
"se no embrião não há coração, cérebro, e outros orgãos, quando eles são colocados lá? Pois ou estão lá, ou são colocados lá em algum momento, não é verdade?"
Aqui eu começo a entender o que está acontecendo. Você não tem a mínima noção do que está dizendo. Os órgãos SE DESENVOLVEM a partir das células embrionárias totipotentes, assim como o organismo inteiro se desenvolve por multiplicação celular e diferenciação. Eles NEM estão lá, e NEM são colocados lá.
O aglomerado de células do qual serão extraídas as células-tronco embrionárias, Betto, tem entre 0 e 72 horas de desenvolvimento. Não tem cabeça, tubo neural, nem tronco e nem braços ou pernas. É uma bolotinha de células, somente.
Você pode ver uma excelente imagem aqui:
http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Embryo%2C_8_cells.jpg
Nessa fase, de oito células, cada uma delas pode se desenvolver em um novo ser humano completo.
E aqui:
http://en.wikipedia.org/wiki/Morula
tem um diagrama e uma descrição da "mórula", nome dado a este estágio de desenvolvimento por causa da aparência de amora.
Como você vê, não há coração, cérebro, e nem coisa alguma. É uma bolota de células.
Prorizar isso aí, em detrimento de seres humanos reais (e vivos), só é compreensível à luz da desinformação que você demonstrou carregar, ao longo dessa conversa.
Sou favorável ao controle social da pesquisa científica. Mas para dar opinião em alguma coisa, é preciso ter informação antes. Caso contrário é pura irresponsabilidade.
Betto Lima
23 Mar 2008, 12:42
Bruno,
Quando dizemos "fecundação" é o momento que o espermatozóide e o óvulo se fundem. Não é mais um espermatozóide e nem mais um óvulo, é um embrião...
Então não é válido o seu argumento relativo aos espermatozóides e óvulos separados, pois estamos começando a conversar a partir da união dos dois...
No embrião eles se fundiram e deram origem a uma nova célula. Mas não uma célula qualquer, mas a "celula-mater", a mãe de todas as outras células...
Não é válido o argumento comparativo do embrião com qualquer outra célula, mas há uma enorme distância entre o embrião e a célula da pele do dedo, ou qualquer outra célula do corpo humano! Se assim não o fosse não teria sentido toda a discussão... Os cientistas pegariam qualquer célula e pronto, mas isso não pode acontecer, porque são completamente diferentes...
Que a vida inicia-se na concepção, ou seja, da união do óvulo e do espermatozóide, se tornando uma nova célula, não foi a Igreja quem disse, mas a ciência em 1827 e aceito até hoje! Em razão da ciência dizer isso, a Igreja também diz. Só que há uma maldade enorme em afirmar que é a Igreja que pensa assim, desviando a atenção da população, pois quem afirma isso é a ciência e ninguém prova o contrário.
Então o inicio da vida é um consenso entre os cientistas sérios. Agora existem aqueles que querem distorcer a verdade e dizem que não se sabe o início da vida... Como não? Já em 1827 já se dizia que a "Vida começa na concepção" e isto é ensinado e todo e qualquer curso de Biologia no mundo todo!
Sobre o fim da vida também há um consenso entre os médicos e cientistas. É a morte cerebral! Então, porque a ciência diz que a vida acaba com a morte do cérebro, a Igreja aceita o que a ciência diz. É só isso! A Igreja aceita o que a ciência diz quando há um consenso, quando não há meias (ou inteiras) intenções por trás.
No Vaticano não há só "padrecos"... E mesmo entre os sacerdotes existem muitos cientistas, pois uma coisa não exclui a outra! Além do mais, antes de tomar qualquer posição o Vaticano consulta muitos especialistas na área em questão. Como já comentado anteriormente, existe a Pontifícia Academia Vaticana, que tem em seus quadros, nada menos que 29 prêmios Nobel, é a instituição com maior número de Nobels do mundo!
Se existe uma instituição coerente no mundo, essa é a Igreja Católica!
Terminando, que já me alonguei demais, se no embrião não há coração, cérebro, e outros orgãos, quando eles são colocados lá? Pois ou estão lá, ou são colocados lá em algum momento, não é verdade?
Toda essa estória de não ter atividade, etc e tal, é só sofisma para "mascarar" a consciência... Nós não temos culpa nisso, pois como já comentado, não somos do ramo, mas os "cientistas" que sabem perfeitamente o que estão fazendo, e sabem que estão mentindo, tem toda culpa do mundo!
Desculpe voltar ao tema, mas é exatamente a mesma coisa que os cientistas nazista faziam com os judeus... Eles diziam que eram uma sub raça, etc e tal, tentando diminuir ao máximo, justificando o injustificável!!!
bruno
22 Mar 2008, 23:48
Legal, Betto. Você fez um esforço de boa-vontade. Vou fazer o meu também:
A fecundação não pode ser considerada como "o começo da vida humana". Porque ela envolve duas outras células (esperma e óvulo) que são tanto vivas quanto humanas. Se o que você deseja é defender a vida humana no nível celular, por coerência você precisa também ser contra qualquer procedimento que mate qualquer célula humana em qualquer quantidade. Isso é claramente um absurdo sem cabimento.
Portanto, o razoável seria defender a integridade *do indivíduo humano*. Isso sim é perfeitamente factível e moralmente aceitável.
O problema está em definir quando o indivíduo humano começa e quando termina.
A posição da igreja católica tem sido que o indivíduo começa na fecundação (me corrija se eu estiver errado nisso).
Mas a partir da fecundação e até um bom tempo depois, o desenvolvimento não conta com nenhum traço de vida cerebral.
Portanto o 'indivíduo humano', para a igreja católica, pode ser destituído de qualquer traço de vida cerebral, e ainda assim ser um 'ser humano'.
Se a igreja católica fosse coerente nessa posição, ela deveria ser também contra a lei de transplantes.
Porque a lei de transplantes diz que a morte cerebral é o que define a morte, em si. Depois dela, os órgãos da pessoa, se for um doador, podem ser removidos.
Como a igreja defende a vida humana em qualquer grau, mesmo vegetativo, deveria achar isso um assassinato.
Portanto eu considero a posição da igreja incoerente e insustentável.
O embrião que será usado em pesquisas, Betto, é um aglomerado de células indiferenciadas. Nada mais do que isso. Não tem nenhum órgão e nem tecido desenvolvido e nem próximo disso.
Quanto a ele ter 'o potencial de gerar um ser humano se forem dadas as condições adequadas', qualquer óvulo ou esperma também tem, 'desde que sejam dadas as condições adequadas'.
Além disso, a lei prevê que os pais tem que autorizar o uso em pesquisa. Se eles tiverem qualquer restrição ética, moral ou religiosa, é só não autorizar.
Betto Lima
21 Mar 2008, 18:09
Vc não entendeu a minha posição?
É muito simples!
Sou totalmente a favor das pesquisas éticas, responsáveis, que valorizam a vida não importando em que estágio ela se encontra: embrião, feto, bebê, criança, adolescente, jovem, adulto, velho, tudo é uma e a mesma vida, só são fases diferentes. Você NUNCA poderá chegar a velhice sem um dia ter sido um embrião.
Sou totalmente contra esta palhaçada armada na mídia para fazer a cabeça da moçada incutindo um mentira como se fosse verdade, sendo totalmente tendenciosa. Mostrando somente um lado da moeda e um lado maquiado ainda.
bruno
21 Mar 2008, 15:17
Os seus copy-pastes kilométricos são ilegíveis e anti-sociais.
Eles tornaram impossível acompanhar a controvérsia, desta forma. Por isso que só estamos nós dois aqui.
É necessário se adaptar ao meio de comunicação que se usa, Betto.
Eu não posso falar "em nome da ciência", não sou porta-voz dela. Só posso falar por mim mesmo.
Vou esperar mais um post seu, pra ver se você esclarece de uma vez a sua posição de forma sintética, clara e AUTÔNOMA, sem precisar citar autoridades.
Se for mais um rame-rame ou um copy-paste, eu deixo você aqui sozinho.
Betto Lima
20 Mar 2008, 23:50
Bruno,
eu cito quem tem autoridade para o assunto. Quem vive esse assunto no dia-a-dia há muitos e muitos anos e sabe do que está falando.
Cito quem não é massa de manobra e não pode ser ludibriado pelos grandes meios de comunicação que estão completamente vendidos nessa questão e manipulam a opinião pública com matéria com meias verdades e muitas mentiras. Por acaso você viu alguma entrevistas nas grandes redes com algum cientista que é contra essa palhaçada... Não! Só tem espaço para a Dr. Mayana Zatz, como se fosse a única especialista do assunto, como se fosse a maioral nessa área.
Filho, isto é uma pouca vergonha... A Revista Veja, por exemplo, não tem como ser mais tendenciosa! Até deu uma coluna na Veja On-line para a Dra. Mariana Zatz. Vê se o Dr. Julio de Rib. Preto que curado Diabetes Tipo 1 com células tronco adultas tem um espaço desses!
Eu não sou nada...
Sou um "Zé Ninguém"...
Sou menos que "o mosquito da bosta do cavalo do bandido"...
Mas entre um "copy-paste" e outro tem os pensamentos meus... Que você não deve ter lido...
Mas você está chegando lá...
Se você não concorda com os cientistas nazistas... Não diz:"Heil Hitler"!
Já se tornou um obscurantista, pois como vc mesmo disse: "Proibição é obscurantismo!"
Deixemos os nazistas em paz, né!?
bruno
20 Mar 2008, 23:12
de novo, Betto?
Pare de citar autoridades e elabore pelo menos um único pensamento autônomo seu, a respeito do assunto.
o seu copy-paste está ficando monótono.
Betto Lima
20 Mar 2008, 16:58
Mais um "copy-paste" informativo:
Histórico da pesquisa com células embrionárias humanas
Por Alice Teixeira Ferreira *
James Thomson relata que, frente aos resultados que obteve com células embrionárias (CE) de macaco, procurou reproduzi-los com CE humanas, que obteve de embriões humanos de clínicas de reprodução assistida. Como havia necessidade de matar embriões humanos para obter estas células e isto causaria má impressão no meio acadêmico e no público em geral, ele consultou um bioeticista. Queria saber o que fazer para conseguir publicar seu trabalho. O “bioeticista” utilitarista sugeriu que Thomson desse uma utilidade a tal experimento. Thomson propôs um objetivo “humanitário”: curar dibetes, doença de Parkinson e Alzheimer. Tratava-se de salvar vidas com o transplante das CE humanas. Fato que não ocorreu até hoje, pois as CE humanas transplantadas são rejeitadas por incompatibilidade imunológica ou dão tumores, os teratomas.
Quando começaram a sair os bons resultados com o autotransplante de células tronco adultas(CTAs) obtidas da medula óssea(MO) do próprio paciente, como foi o caso dos 14 pacientes enfartados, tirados da fila de transplante, tratados com CTAs extraídas de suas MO pelo Dr. Radovan Borojevic e Dr. Hans Doham, dos quais estão vivos 13 até hoje, começou-se a dizer que as CE eram melhores porque eram pluripotentes. As CEs poderiam se transformar em qualquer tecido, mas de acordo com McGuckin tal fato não foi demonstrado até hoje por problema metodológico: não existe uma tecnologia que permita distinguir todos os tipos de células do organismo humano.
No entanto, a possibilidade de curar doenças degenerativas com CE humanas foi aceita com entusiasmo, pois “parece que se gosta de estórias da carochinha”, de acordo com Dr. Weiss. Desta maneira se propagou entre médicos, alguns pesquisadores e entre não cientistas: os jornalistas e os políticos, a ideologia da cura com CE humanas.
As conseqüências da fé em tão falso paradigma foram:
1) Thomson e sua Universidade de Wiscosin(UW) conseguiram a patente da cultura das CEs humanas. Quando foi aproada a verba de 3 bilhões de dólares na Califórnia para se pesquisar as CEs humanas a UW exigiu que lhe fosse dado 25% deste valor.
2) Algumas firmas de biotecnologia resolveram apostar nas CEs humanas. Por exemplo a Geron Corpoaration que vendeu milhares de ações à comunidade judia de Nova York. Atualmente a StemGen e a Advanced Cell Technology estão tentando sobreviver, clonando animais e mesmo seres humanos.
3) Como se trata de eliminar embriões humanos as fundações abortistas como Rockfeller, Ford, McArthur vem financiando estes projetos de pesquisa que envolve a morte de embriões. Investe nas revistas Nature, Science e New England Journal of Medicine (NEJM), que continuamente publicam noticias e artigos falsos da Advanced Cell Technology e outras. Por exemplo, o caso escandaloso do coreano Hwang onde a NEJM não se retratou até hoje dos elogios que fez a estes trabalhos falsos.
4) A mídia anuncia os sucessos das pesquisas com CTAs referindo como CTs simplesmente, querendo que seja assumido que são CEs. Interessante que tem um deputado candidato a reeleição que afirma categoricamente a favor das pesquisas com CTs. Afinal também somos, mas não com as CEs humanas!
A mídia brasileira atualmente está muda relativo aos resultados com CTAs. Não divulgou que Jaenish conseguiu curar anemia falciforme em camundongos, com células iPSC, das quais retirou o oncogene c-Myc. Não deu noticia da visita de Dr. Paul Sanberg, autoridade mundial em CTAs. Tem 25 patentes de tratamento de doença de Parkinson e Alzheimer com autotransplante de CTAs de MO e com CTAs de sangue de cordão umbilical.
A falácia das CEs humanas terminou com os resultados do Dr. Shynia Yamanaka que conseguiu transformar células adultas da pele humana em células com características embrionárias, as iPSC. Os pesquisadores que estavam envolvidos com CEs humanas já mudaram para CTAs e iPSC. É o caso do próprio Thomson, de Wilmut e Jaenisch.
5) Com as pesquisas com CEs humanas, que para serem obtidas é necessário matar embriões humanos, foi retirado o status moral do embrião humano. Com isto a Igreja se viu na obrigação de defender esta pessoa humana no seu estado desenvolvimento em que se encontra mais vulnerável, mais indefesa. Esta posição firme levou os defensores de tais pesquisas com CEs humanas a questionarem fatos como o inicio da vida humana, com propostas absurdas e inverdades. Em resumo, desumanizaram o embrião humano. Passaram a atacar a Igreja com argumentos já usados pelos abortistas. Atacam a religião de um modo geral, pois agora não é só a Igreja que defende a dignidade do embrião humano, mas a religião e afirmam que existe um confronto entre ciência versus religião. O que não é verdade, mas é uma tentativa de desqualificar a defesa do embrião humano por qualquer credo.Usam de chavões, todos importados dos EUA, onde todo embate se iniciou:
1) Queremos salvar vidas.
2) Só com CEs humanas poderemos ter cura de doenças incuráveis.
3) Vamos ter de pagar royalties(quem não entende do assunto até acredita).
4) O SUS vai ter de pagar tratamento no exterior.
5) A Igreja é retrógrada, quer atrasar o desenvolvimento científico.
Tenho dito,
ROMA 20 de fevereiro de 2008 DOMUS AURELIA
*Formada em Medicina, pela Escola Paulista de Medicina, em 1967.
Doutora em Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina em 1971.
Pós-Doutorado na Research Division of Cleveland Clinic Foundation, Cleveland, Ohio, Estados Unidos em 1972.
Livre Docente em Biofísica, pela Universidade Federal de São Paulo-EPM em 1996.
Betto Lima
20 Mar 2008, 16:48
Bruno,
Mas você mesmo escreveu que: "Proibição é obscurantismo!"
Teria você se tornado um obscurantista também? Ou vc aprova as pesquisas nazistas ou vc é mais um obscurantista! Pois toda a proibição é obscurantismo!
Será que podemos deixar os cientistas à vontade com suas "meras curiosidades interessantes"?
Ou será que existe um limite para as pesquisas científicas?
Uma tênue linha que separa a loucura da sanidade...
E caso exista esse limite, quem seria o responsável por defini-lo?
Os cientistas ou a sociedade?
A sociedade não tem os conhecimentos necessários para isso, os cientistas estariam legislando em causa própria e por isso mesmo tendencioso.
Quem sabe talvez se criássemos um conselho, um comitê de ética, formado por diversos cientistas de diversas áreas, com o aval da sociedade, e esse conselho, esse comitê se reunisse para estabelecer os limites éticos da própria ciência. Seria muito interessante, não?
O problema é que esse comitê existe... E porque será que ele não é consultado a respeito disso?
Já ouviu alguém citar a aprovação do CONEP: Comissão Nacional de Ética em Pesquisa?
A História nos mostra de forma clara onde isso pode chegar!
bruno
19 Mar 2008, 15:40
Betto,
Os nazistas faziam experimentos em seres humanos reais. É muito diferente de fazer experimentos com células humanas.
Se você se corta descascando batatas, você mata um monte de células humanas.
Betto Lima
19 Mar 2008, 11:17
Bruno,
Vc tem toda razão: "meras curiosidades interessantes" geram muitos avanços científicos...
Na medicina, por exemplo!!!
Os "cientistas" nazistas também colaboraram muito com a medicina. Eles, por "meras curiosidades interessantes", cortavam um membro de um judeu e implantava no outro. Colocavam o cara dentro de um tanque de água gelada e viam quanto tempo ele aguentava até morrer, qual era a sua resistência ao frio ou a falta de ar. Injetavam determinadas substâncias e viam, por "mera curisiodade interessante", o que acontecia. Tudo com o "máximo rigor científico", anotado, planilhado com cálculos estatísticos e tudo mais.
Devemos muito "agradecer" aos "cientistas" do regime nazista, pois muitas coisas que sabemos hoje, principalmente na medicina, foram eles que descobriram. Por exemplo, que se injetarmos tinta azul no olho de uma criança ela vai ficar cega e olho dela não vai ficar azul.
Obscurantistas, as Universidade Munique e de Frankfurt revogaram o título de doutor do seu mais ilustre membro, o Dr. Josef Mengele, só por causa da sua "mera curiosidade interessante". Puro obscurantismo, proibir Dr. Mengele, de continuar suas pesquisas. Pois, proibir pesquisas é obscurantismo, todos nós sabemos disso!
Mas é claro, "Os fins justificam-se os meios!" e um embrião "não é humano", assim como os judeus eram inferiores, uma sub-raça.
O embrião vai ser descartado mesmo, "lata de lixo é o seu final", assim como os judeus que seriam descartados mesmos, Auschwitz, Birkenau, ou qual outro campo de concentração era o seu final.
Mas isso tudo é pura emotividade, não é racional, não tem lógica, nem nexo algum, então não leve em consideração!!!
Betto Lima
19 Mar 2008, 10:39
Mais um "copy-paste" para auxiliar nos debates mais comprado e tendencioso por parte da mídia...
A vida humana se inicia na fertilização do óvulo com o espermatozóide
Tradução livre: Silvio L. Medeiros – http://culturadavida.blogspot.com
"O desenvolvimento do embrião começa no estágio 1 quando o espermatozóide fertiliza óvulo e juntos se tornam um zigoto" (Marjorie England, professor da Faculdade de Medicina de Ciências Clínicas, Universidade de Leicester, Reino Unido). [1]
"O desenvolvimento humano começa depois da união dos gametas masculino e feminino durante um processo conhecido como fertilização (concepção).
Fertilização é uma sequência de eventos que começa com o contato de um espermatozóide com um óvulo em sequência e termina com a fusão de seus núcleos e a união de seus cromossomos formando uma nova célula. Este óvulo fertilizado, conhecido como zigoto, é uma larga célula diplóide que é o começo, o primórdio de um ser humano" (Keith L. Moore, premiado professor emérito e cátedro da divisão de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá). [2]
"Embrião: um organismo no estágio inicial de desenvolvimento; em um homem, a partir da concepção até o fim do segundo mês no útero" (Ida G. Dox, autora sênior de inúmeros livros de refência para médicos e cientistas, premiada, trabalhou na Escola de Medicina da Universidade de GeorgeTown). [3]
"Para o homem o termo embrião é usualmente restrigido ao período de desenvolvimento desde a fertilização até o fim da oitava semana da gravidez" (William J. Larsen, PhD, Professor do Departmento de Biologia Celular, Neurologia e Anatomia, membro do Programa de Graduação em Desenvolvimento Biológico do Colégio de Medicina da Universidade de Cincinnati) [4].
"O desenvolvimento de um ser humano começa com a fertilização, processo pelo qual duas células altamente especializadas, o espermatozóide do homem e o óvulo da mulher, se unem para dar existência a um novo organismo, o zigoto" (Dr. Jan Langman, MD. Ph.D., professor de anatomia da Universidade da Virgínia) [5].
"Embrião: o desenvolvimento individual entre a união das células germinativas e a conclusão dos órgãos que caracteriza seu corpo quando se torna um organismo separado…No momento em que a célula do espermatozóide do macho humano encontra o óvulo da fêmea e a união resulta num óvulo fertilizado (zigoto), uma nova vida começa…O termo embrião engloba inúmeros estágios do desenvolvimento inicial da concepção até o nona ou décima semana de vida" (Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia) [6].
"O desenvolvimento de um ser humano começa com a fertilização, processo pelo qual o espermatozóide do homem e o óvulo da mulher se unem para dar existência a um novo organismo, o zigoto" (Thomas W. Sadler, Ph.D., Departamento de Biologia Celular e Anatomia da Universidade da Carolina do Norte) [7].
"A questão veio sobre o que é um embrião, quando o embrião existe, quando ele ocorre. Eu penso, como você sabe, que no desenvolvimento, vida é um continuum…Mas penso que uma das definições usuais que nos surgiu, especialmente da Alemanha, tem sido o estágio pelo qual esses dois núcleos (do espermatozóide e do óvulo) se unem e as membranas entre eles se chocam" (Jonathan Van Blerkon, Ph.D., pioneiro dos procedimentos de fertilzação em vitro, professor de desenvolvimento molecular, celular da Universidade de Colorado, reconhecido mundialmente como o preeminente expert na fisiologia do óvulo e do espermatozóide) [8].
"Zigoto. Essa célula, formada pela união de um óvulo e um espermatozóide, representa o início de um ser humano. A expressão comum "óvulo fertilizado" refere-se ao zigoto" (Keith L. Moore, premiado professor emérito e cátedro da divisão de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá; Dr. T.V.N. Persaud é professor de Anatomia e Chefe do Departamento de Anatomia, professor de Pediatria e Saúde Infantil, Universidade de Manitoba, Winnipeg, Manitoba, Canadá. Em 1991, recebeu o prêmio mais importante no campo da Anatomia, do Canadá, o J.C.B. Grant Award, da Associação Canadense de Anatomistas) [9].
"Embora a vida seja um processo contínuo, a fertilização é um terreno crítico porque, sob várias circunstâncias ordinárias, um novo, genéticamente distinto organismo humano é por isso mesmo formado…A combinação dos 23 cromossomos presente em cada pró-núcleo resulta nos 46 cromossomos do zigoto. Dessa forma o número do diplóide é restaurado e o gênoma embrionário é formado. O embrião agora existe como uma unidade genética" (Dr. Ronan O’Rahilly, professor emérito de Anatomia e Neurologia Humana na Universidade da Califórnia) [10].
"Quase todos animais maiores iniciam suas vidas de uma única célula: o óvulo fertilizado (zigoto)…O momento da fertilização representa o ponto inicial na história de uma vida, ou ontogênia, de um indíviduo" (Bruce M. Carlson, M.D, Ph.D., pesquisador professor emérito da Escola Médica de Desenvolvimento Biológico e Celular). [11]
"Deixe-me contar um segredo. O termo pré-embrião tem sido defendido enérgicamente por promotores da Fertilização In Vitro por razões que são políticas, não científicas. O novo termo é usado para prover a ilusão de que há algo profundamente diferente entre o que não-médicos biólogos ainda chamam de embrião de seis dias de idade e entre o que todo mundo chama de embrião de dezesseis dias de idade. O termo pré-embrião é usado em arenas políticas – aonde decisões são feitas para permitir o embrião mais novo (agora chamado de pré-embrião) de ser pesquisado – bem como em confinados escritórios médicos, aonde pode ser usado para aliviar preocupações morais que podem ser expostos por pacientes de fertilização in vitro. "Não se preocupe", um médico pode dizer, "é apenas um pré-embrião que estamos congelando ou manipulando. Eles não se tornaram embriões humanos reais até que coloquemo-os de volta ao seu corpo" (Lee M. Silver, professor da célebre Universidade de Princeton no Departamento de Biologia Molecular e da Woodrow Wilson School of Public and International Affairs). [12]
[1] [England, Marjorie A. Life Before Birth. 2nd ed. England: Mosby-Wolfe, 1996, p.31]
[2] [Moore, Keith L. Essentials of Human Embryology. Toronto: B.C. Decker Inc, 1988, p.2]
[3] [Dox, Ida G. et al. The Harper Collins Illustrated Medical Dictionary. New York: Harper Perennial, 1993, p. 146]
[4] [Walters, William and Singer, Peter (eds.). Test-Tube Babies. Melbourne: Oxford University Press, 1982, p. 160]
[5] [Langman, Jan. Medical Embryology. 3rd edition. Baltimore: Williams and Wilkins, 1975, p. 3]
[6] [Considine, Douglas (ed.). Van Nostrand's Scientific Encyclopedia. 5th edition. New York: Van Nostrand Reinhold Company, 1976, p. 943]
[7] [Sadler, T.W. Langman's Medical Embryology. 7th edition. Baltimore: Williams & Wilkins 1995, p. 3]
[8] [Jonathan Van Blerkom of University of Colorado, expert witness on human embryology before the NIH Human Embryo Research Panel -- Panel Transcript, February 2, 1994, p. 63]
[9] [Moore, Keith L. and Persaud, T.V.N. Before We Are Born: Essentials of Embryology and Birth Defects. 4th edition. Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1993, p. 1]
[10] [O'Rahilly, Ronan and Müller, Fabiola. Human Embryology & Teratology. 2nd edition. New York: Wiley-Liss, 1996, pp. 8, 29. This textbook lists "pre-embryo" among "discarded and replaced terms" in modern embryology, describing it as "ill-defined and inaccurate" (p. 12}]
[11] [Carlson, Bruce M. Patten's Foundations of Embryology. 6th edition. New York: McGraw-Hill, 1996, p. 3]
[12] [Silver, Lee M. Remaking Eden: Cloning and Beyond in a Brave New World. New York: Avon Books, 1997, p. 39]
http://culturadavida.blogspot.com/2008/03/quando-comea-vida-humana.html
bruno
18 Mar 2008, 18:00
Supondo que o seu copy-paste aí do último post seja verdadeiro, o fato de haver uma linha de pesquisa promissora em uma área não é motivo suficiente (e nem razoável) para proibirmos uma outra linha de pesquisa.
Proibição é obscurantismo.
Isso é ciência básica. Se justifica pelo aumento do conhecimento.
Se tivéssemos que ter justificativas aplicadas para todas as linhas de pesquisa existentes, muitíssima coisa não teria sido desenvolvida.
O rádio, por exemplo, é a união de eletricidade e ondas. Ambas foram descobertas e pesquisadas no começo como meras curiosidades interessantes. As aplicações vieram depois.
Betto Lima
18 Mar 2008, 14:29
Apenas colaborando com o debate!
Informações que não vemos na grande midia:
Clonagem e clonagem terapêutica:
questões técnicas não divulgadas pela mídia
A clonagem humana consiste em se retirar o núcleo de um óvulo humano e substitui-lo pelo núcleo de uma célula de um outro tecido de uma pessoa a ser clonada. Foi assim que se obteve os clones "Dolly" (ovelha) , "CC" (gata) e "Marcolino" (bezerro).
Para se ter sucesso foram necessários centenas de óvulos de cada animal obtendo-se alguns embriões viáveis que foram implantados em fêmeas, sendo que só uma ovelha, uma gata e uma vaca conseguiriam levar a gravidez a termo. Com cachorros e macacos tem-se resultado em monstros. Com camundongos, inicialmente supostamente normais, apresentaram sérias deficiências e estão todos mortos.
A "Dolly" já apresenta sinais de envelhecimento precoce, pois parece que, de acordo com a geneticista Dra. Eliane de Azevedo, da célula adulta da qual se retira o núcleo a ser implantado no óvulo anucleado leva toda a sua carga de DNA velho, mutado, alterado.
A tentativa de clonagem humana é um fracasso até agora. No artigo publicado na conceituada revista científica Scientific American de janeiro de 2002 (o artigo original foi publicado no J. Regen. Med, 25 de novembro de 2001) e em suas seções de cartas posteriores, vemos que se conseguiu um conjunto de 6 células, com diferentes números de Cromossomos: constitui o que se chama de "a fake experiment". O autor de tal feito, Jose B. Cibelli da Advanced Cell Technology, diz que necessita de pelo menos 200 óvulos humanos e pretende arranjar fundos para compra-los de "voluntárias" ao preço de 400 dólares cada.
Para tal é necessário estimular a ovulação com hormônios, retira-los, quando maduros, por aspiração por uma sonda introduzida via vaginal e acompanhada por imagens de um aparelho de ultra-som, de tal modo que a mulher correrá certo risco. Admitindo que se queira dar utilidade aos embriões humanos excedentes obtidos na fertilização artificial, que não é legalmente aceita no Brasil, as células retiradas da blástula (determinado estágio do embrião humano) tem de ser cultivadas sobre uma camada de células fetais. No artigo do Science vol 295, 8/3/02, pg 1818-20, as células tronco embrionárias humanas cresceram sobre uma camada de células fetais de camundongo e estão pretendendo utilizar células fetais humanas, obtidas da prega gonadal.
Assim ao apoiar esta linha de pesquisa está-se apoiando o aborto também pois essas células fetais só podem ser obtidas de fetos abortados.
Na fase de blástula o embrião é uma esfera oca, possuído num dos pólos um concentrado de células indiferenciadas, toti-potentes, chamadas células-tronco embrionárias que originarão os diferentes tecido que constituirão o corpo humano. São estas células que estão querendo transplantar para corrigir as lesões tissulares em pacientes com paraplegia, diabetes, Alzheimer, etc. O resto das células desta esfera constituirão a placenta. É nesta fase que o embrião se implanta no útero materno.
Histocompatibilidade é a propriedade do tecido aceitar o transplante do tecido de um doador. Está relacionado com a rejeição. Por isto estão interessados na clonagem humana: se utilizar células-tronco embrionárias, que além de serem da espécie humana, for de um embrião produzido a partir de núcleo celular do paciente, terá o mesmo DNA deste e portanto não haverá a rejeição destas células transplantadas. No caso da tentativa de clonagem das vacas houve transplante das células tronco de embriões heterólogos e não houve rejeição, isto é, houve "pega". Estas células-tronco seriam sempre histocompativel com o receptor? Os pesquisadores dizem que não existe tal problema com as vacas, será que com o ser humano é a mesma coisa?
Outro problema, além da rejeição, seria o risco de surgir cânceres, e o pior deles, o teratoma, decorrente do fenômeno de diferenciação celular anômala. É possível acontecer que as células-tronco enxertadas em um tecido ou órgão doente, em vez de desenvolver os desejados tecidos normais, venham a desenvolver células cancerígenas. E esse risco é muito maior quando se utilizam células tronco de origem embrionária, que nesses casos possibilitam o desenvolvimento de cânceres bem mais mortais. Os canceres de origem embrionária não respondem aos tratamentos convencionais.
Não se conhece ainda os fatores que determinam a diferenciação e/ou transdiferenciação celular.
Na busca de alternativas éticas para realizar a terapias celulares para doenças crônico-degenerativas tais como diabetes, lesões cardíacas, neurológicas, etc, que no futuro substituirão os transplantes, pesquisadores da UNIFESP - entre os quais a autora desse documento -, como também os Drs Antonio Campos de Carvalho, Masako Masuda, Radovan Borojevic, Hans Fernando Dohmann, Rosália Mendez-Otero da UFRJ, Ricardo R. dos Santos da FioCruz de Salvador, este último coordenador do Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual, estão estudando a possibilidade do uso das células tronco retiradas de adultos, levando em conta não só o problema da histocompatibilidade como o da transdiferenciação.
Devido ao risco de cancerização, a equipe da UFRJ desenvolve atualmente estudos para o tratamento de coração lesado, visto que o tecido cardíaco parece não apresentar esse risco (quem já ouviu falar de câncer de coração ?), estudo esse que já apresenta resultados positivos, com dados já divulgados na revista Época de 6 de maio de 2002 e apresentados no Seminário sobre Terapia Celular em Cardiologia realizado em 20/9/02, em São Paulo.
Também desenvolvemos pesquisas de engenharia tissular (área nova que já vem sendo discutida na revista Nature - volume 414, 1/11/01), com a utilização de animais de laboratório, envolvendo recuperação de tecidos nervosos. Para tanto utilizam-se células tronco originárias da medula óssea (Nature - volume 417, 20/6/02) de animais adultos isogênicos ( animais de uma dada linhagem, produzido por vários cruzamentos interfamiliares de tal maneira que são praticamente clones). A técnica consiste na perfusão de femures dos animais com solução fisiológica. Este material é coletado e cultivado em garrafas de cultura com meio adequado. As células que surgem suspensa são elementos figurados do sangue e são descartadas quando se renova o meio de cultura. É no estroma que fica aderido à garrafa de cultura que ficam as células-tronco adultas. Quando se tiver entorno de 106 células estamiais/mililitro, esta suspensão é injetada, através de uma cânula ou catéter na região lesada. Em se tratando de animais pequenos, como camundongos isogênicos, a suspensão de células-tronco cultivadas é injetada na artéria caudal. Devo frisar que, em se tratando de animais isogênicos o transplante de células cultivadas obtidas de um animal e injetadas em um outro não tem problema de histocompatibilidade, pois um é clone do outro, Estuda-se o papel da matriz celular na neoneurogenese que ocorre no hipocampo lesado com pilocarpina, onde as células- tronco locais podem substituir as lesadas e refazer as conexões adequadamente se soubermos que ezimas dessa matriz devem ser ativados ou inibidos. Essas pesquisas tem demonstrado resultados promissores para a solução de crises epiléticas, da paraplegia, entre outros problemas neurológicos.
Assim, afirmamos que para reparar tecidos lesados é possível utilizar outras fontes de células-tronco que não as embrionárias.
Profa. Dra. Alice Teixeira Ferreira
Prof. Dr. Dalton Luiz de Paula Ramos
Betto Lima
18 Mar 2008, 14:25
Concordo plenamente com você Bruno...
Você acredita naquilo que quiser e se isto te faz feliz, siga em frente... Defenda a sua verdade! Só não feche os olhos para a Verdade!
Deus o abençoe!
bruno
18 Mar 2008, 13:18
Gozado, Betto, essa auditoria da Profa. Lenise não aparece no seu Curriculo Lattes, que você pode pesquisar aqui: http://lattes.cnpq.br/2020415567369251
Existem duas menções a "células-tronco" no CV dela, que ela listou como "programas de rádio ou TV/mesa redonda", na categoria "Demais tipos de produção técnica". Creio que ela não colocaria um trabalho tão importante com esse destaque tão pequeno. Você deve conhecer as minúcias do CV Lattes, e sabe do que eu estou falando.
A não ser que seja um trabalho que ela publicou em um "evento/Simpósio" (não dá pra saber qual, e não há link), chamado "Células-tronco na lei de biossegurança", o que pelo nome, não parece ser a sua dita auditoria.
Outra coisa que me ocorre, é que esse último foi publicado num evento chamado "Fronteiras da Ciência - Filosofia, Ciência e Fé", que a julgar pelo nome deve recolher participações afeitas ao negócio da fé. Normal, você está buscando argumentos em prol da sua idéia, e é lá que eles estão.
Somando a isso o fato de que esse levantamento que você cita faz com que a sua idéia ganhe pelo singelo placar de 73 x 0, eu imagino que seja mesmo isso que está acontecendo.
Repare, Betto: se existem pessoas que acreditam numa certa coisa, isso não faz com que a coisa exista. É difícil lidar emocionalmente com isso, mas necessário. Toda pessoa percebe isso, em algum ponto da vida (tipo, aos doze anos...).
Se eu quisesse provar que a Terra é chata como uma panqueca, em vez de redonda, poderia citar o instituto da Terra plana:
http://www.alaska.net/~clund/e_djublonskopf/Flatearthsociety.htm
Eles têm até uma "Teoria" para convencer as pessoas disso.
Ou que nós viemos de alienígenas:
http://pt.rael.org/rael_content/index.php
(O movimento raeliano acredita em 'designers' que fizeram a vida, e nós aqui na Terra. Acho que é mais ou menos isso...).
Então, Betto, não adianta você postar aqui citações de pessoas/cientistas que acham isso ou aquilo. Essa é uma estratégia tradicional do obscurantismo religioso: citar um cientista que defende a tal idéia, sob os termos "Até a ciência concorda..." Note que "um cientista" dizendo algo é diferente de "a ciência" dizendo algo. Nos EUA está cheio de biólogos e demais cientistas que acreditam em Deus, na Arca de Noé e que os fósseis de dinossauros estão embaixo da Terra porque os animais caíram da Arca. Isso não quer dizer que a biologia, como um sistema de pensamento, adote essas idéias.
Creio que já saímos bastante do tema do tópico, e a qualquer momento o Rubens pode fechar a coluna. Tentando trazer um pouco de objetividade, o que me interessa discutir é o seguinte: ao fazer lobby para a proibição de pesquisa com células-tronco embrionárias, a igreja age de maneira dogmática e obscurantista. Acho até que essa posição é coerente com a história da igreja.
Se você tiver algo de relevante, e novo, para dizer sobre isso, por favor, diga.
Mas se for algo do tipo "ah, mas tem células adultas, por que pesquisar embrionárias?" então, por favor, poupe-nos.
A ciência tem tantos planetas aí no sistema solar, né? Porque pesquisar logo a Terra?
Betto Lima
18 Mar 2008, 00:42
Colaborando com o debate, para que possamos crescer juntos:
A Profª Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia da UnB fez uma auditoria nas pesquisas publicadas sobre células troncos.
Temos os seguintes resultados:
Células Troncos Adultas:
Cânceres:
1. Câncer de Sistema Nervoso Central
2. Retinoblastoma
3. Câncer de Ovário
4. Câncer de Pele: Carcinoma de Células Merkel
5. Câncer Testicular
6. Linfoma de orgãos abdominais
7. Linfoma não-Hodgkin
8. Linfoma de Hodgkin
9. Leucemia Linfoblástica Aguda
10. Leucemia Mielogênica Aguda
11. Leucemia Mielogênica Crônica
12. Leucemia Mielomonocítica Juvenil
13. Leucemia Mielomonocítica Crônica
14. Câncer dos nodos linfáticos: Linfadenopatia Angioimunoblástica
15. Mieloma múltiplo
16. Mielodisplasia
17. Câncer de mama
18. Neuroblastoma
19. Carcinoma de células renais
20. Sarcoma dos Tecidos Moles
21. Diversos Tumores Sólidos
22. Sarcoma de Ewing
23. Macroglobulinemia de Waldenstrom
24. Linfohistiocitose Hemofagocítica
25. Síndrome de POEMS
26. Mielofibrose
Doenças auto-imunes:
27. Diabetes Tipo 1 (Juvenil)
28. Lúpus Sistêmico
29. Síndrome de Sjögren
30. Miastenia
31. Citopenia Auto-imune
32. Escleromixedema
33. Esclerodermia
34. Doença de Chrohn
35. Doença de Behçet
36. Artrite Reumatóide
37. Artrite Juvenil
38. Esclerose Múltipla
39. Policondrite
40. Vasculite Sistêmica
41. Alopécia Universal
42. Doença de Buerger Cardiovasculares:
43. Danos Cardíacos Agudos
44. Doença crônica da artéria coronariana
Oculares:
45. Degeneração macular
Imunodeficiências:
46. Síndrome da imunodeficiência severa combinada
47. Síndrome Linfoproliferativa Ligada ao X
48. Síndrome da Hiper Imunoglobulina M Ligada ao X
Doenças Neurais Degenerativas e Lesões:
49. Doença de Parkinson
50. Lesão Medular
51. Acidente Vascular Cerebral
Anemias e Outras Condições do Sangue:
52. Anemia Falciforme
53. Anemia sideroblástica
54. Anemia Aplástica
55. Aplasia de Célula Vermelha
56. Trombocitopenia Amegacariocítica
57. Talassemia
58. Amiloidose Primária
59. Anemia do Diamante-Blackfan
60. Anemia de Fanconi
61. Infecção Crônica Epstein-Barr
Ferimentos e Lesões:
62. Gangrena de Membro
63. Cicatrização de Superfície
64. Recolocação de Mandíbula
65. Reparo Ósseo do Crânio
Outras Desordens Metabólicas:
66. Síndrome de Hurler
67. Osteogênese Imperfeita
68. Leucodistrofia Krabbe
69. Osteopetrose
70. Adrenoleucodistrofia Cerebral Ligada ao X
Doenças do Fígado:
71. Insuficiência hepática crônica
72. Cirrose
Doença da Bexiga
73. Doença da Bexiga em Estágio Final
Células-Tronco Embrionárias após mais 10 ANOS DE PESQUISAS em outros países :
1. Nada;
2.nadica de nada;
Betto Lima
18 Mar 2008, 00:30
Bruno, vc tem toda razão em dizer que nesse momento a emoção começa a tomar o lugar da razão! Vc está tão emocionado que não quer entender o que escrevo... Repito, e não há nenhuma contradição nisso. A Igreja não é contra a pesquisa com células embrionárias, ela é contra a DESTRUIÇÃO dos embriões, o que é completamente diferente. As pesquisas realizadas pelo Dr. Shinya Yamanaka no Japão e as realizadas pela PrimeCell nos EUA, a Igreja não tem nada contra elas... Elas não destroem embriões!!!
Dá para entender a diferença?
Sobre o que citei sobre as elas plenipotentes vc tem toda razão... Mas como estava se confundindo entre o que era espermatozóide, óvulo e embrião escrevi de forma a não causar mais confusão. Mas vc graças a Deus deve estar estudando e isso é muito bom! Só um detalhe importante, A Igreja não quer proibir a pesquisa. Só quer defender os embriões o que são duas coisas distintas e não podem ser confundidas! A Igreja defende a vida de todos e NUNCA poderemos defender a vida em detrimento de alguém e alguma coisa. Isto seria quantificar a importância da vida. Ou seja a vida de fulano é mais importante que a do sicrano. A vida do rico é mais importante que a vida de um pobre!? Ou a vida de um jovem é mais importante que a vida de um velho!? Em todos os casos são vidas e necessitam ser defendidas! Como um todo, da concepção ao término. Não tem como ser diferente! Mas parabéns, vejo que está procurando se aprofundar no assunto, isso é muito bom! Creio que nosso diálogo não irá avançar mais que isso! Mas só queria terminar insistindo numa coisa... A Igreja não é contra as pesquisas com células embrionárias! É contra a destruição dos embriões! São coisas distintas... Existem cientistas pesquisando com células troncos embrionárias que são apoiados pela Igreja... E que também rejeitam a destruição dos embriões. Se fosse ÚNICA forma, fosse a MELHOR forma, se fosse a que está dando os MELHORES resultados, mas não. Não é a ÚNICA, não é a MELHOR, nem está dando os melhores resultados nos países onde se tem pesquisado.
bruno
17 Mar 2008, 16:56
"E se esta pessoa fosse eu? Ou meu filho?"
Não são pessoas, Sebastiana. São células.
Sebastiana
17 Mar 2008, 14:21
Se não houver fecundação não há vida. Isso é fato.Ficamos penalizados com o destino de pessoas com doenças incuráveis, com acidentes que as levam a ficar inválidas.Mas por que sacrificar aquele que não tem nada haver com isso?
E se esta pessoa fosse eu? Ou meu filho? Será que eu pensaria assim? Devemos continuar estudando, debatendo , mas sempre como irmãos e como quem quer ver a humanidade progredir...Para isso é importante estudar, se atualizar, ler e se informar..Acredito que a maioria das pessoas (como eu)ainda não formaram sua opinião. A princípio é como iniciei, não acho justo o mais fraco pagar por algo que não tem responsabilidade e acredito que a vida começa na fecundação...o debate é indispensável.
bruno
17 Mar 2008, 12:00
Você vê, Betto, esse é o momento em que a emoção começa a tomar o lugar da razão....
Você está falando coisas claramente contraditórias.
"Primeiro a Igreja não é contra a linha de pesquisa com células embrionárias! "
Ela podia demonstrar isso não fazendo lobby para proibir a pesquisa com células embrionárias, não é?
"Por exemplo eles dizem que a célula embrionária é pluripotente, mas na verdade ninguém nunca provou isso cientificamente. Não há nenhum estudo publicado sobre o assunto! Isso é só uma suposição!"
Como você acha que é possível uma célula gerar um organismo inteiro sem ser capaz de gerar os tipos celulares necessários?
A questão não é se a célula embrionária é pluripotente ou não. É se é possível dirigir o processo, para obter tecidos e órgãos específicos. E isso só pode ser melhorado com pesquisas que a igreja quer proibir.
A igreja é a favor da vida, então ela defende a vida de células que estão congeladas em nitrogênio líquido, em detrimento de pessoas reais, que vivem e sofrem, todos os dias?
Eu sei que existem outras linhas de pesquisa, que existem células-tronco adultas, etc etc. Ótimo, que venham todas essas linhas, e ainda mais a linha de células-tronco embrionárias. Proibir pesquisa, nesse caso, é obscurantismo.
Betto Lima
17 Mar 2008, 10:31
Bruno, primeiramente gostaria de agradecer por manifestar a sua opinião, mostra que de alguma forma isso te incomoda, ou seja, te tira do comodismo, e isso é muito bom!
Primeiro a Igreja não é contra a linha de pesquisa com células embrionárias! Só que existem outras fontes dessas células que não necessitam destruir um embrião por causa disso! Novamente peço que leia o artigo da Dra. Alice, no qual ela cita o nome do pesquisador, o local onde a pesquisa foi publicada, a data, etc tal. Agora procure lembrar dos artigos a favor da destruição dos embriões e qual deles cita uma pesquisa e indica o local onde essa pesquisa foi publicada. Nenhum!!! Dizer que existem pesquisas sem citar a fonte é meio desonesto, vc não acha?
Quanto a Inquisição, como vc mesmo disse é um clichê gasto. Se vc estudar a história com honestidade, você vai ver qual foi o papel real da Igreja na inquisição! E existe muitos livros sérios publicados a respeito disso. O Papa João Pauli II abriu à pesquisa toda a documentação sobre a Inquisição do Vaticano e fez um Congresso com todos os especialistas do mundo a respeito do tema. Vc viu algum comentário disso na imprensa ou algum livro a respeito? Vc sabe porquê? Por que a Inquisição não é esse "bicho papão" que alguns professores de "estória" querem colocar. Ninguém tem interesse pela verdade, não dá "Ibope" é mais fácil continuarmos a "meter o pau" na Igreja. Quanto vc leva seu filho num pediatra e ele não consegue saber o que está acontecendo ele diz que aquilo é uma virose! A virose é o problema padrão dos pediatras! A Igreja é a culpada padrão de todos os males do mundo! Por "default"!
Outro detalhe: o embrião já é a combinação do espermatozóide com o óvulo. Já não é mais nem um nem outro, é uma nova vida e se ninguém interromper vai se transformar em um ser humano como eu ou você... E que mais tarde vai "meter o pau" na Igreja do mesmo jeito, sendo que essa Igreja tentou salvar a vida dele!!! :)
O significado da palavra "obscurantista" é aquele que não tem luz, ou está no escuro. Veja bem, que se a Igreja não se movimentasse contra a destruição desses embriões, nós não estaríamos discutindo aqui esse assunto e muitas coisas continuariam no escuro. A Igreja é que veio trazer LUZ a um assunto que merece ser discutido, entendido no seu todo. Agora, quem quer colocar uma verdade goela abaixo, não é a Igreja, mas esses "cientistas" que não querem discutir de forma racional o assunto e trazem criancinhas em cadeiras de roda só para comover a opinião pública, pois não tem argumentos científicos coerentes, jogam a culpa na Igreja Católica como se o assunto fosse somente religioso enquanto na verdade não é, e que aquelas criancinhas nunca mais terão uma vida normal por causa da Igreja. Pare um pouquinho e pense bem: é patético isso! É desonesto! Por exemplo eles dizem que a célula embrionária é pluripotente, mas na verdade ninguém nunca provou isso cientificamente. Não há nenhum estudo publicado sobre o assunto! Isso é só uma suposição! O que ocorre é que como o embrião desenvolve tudo,(se deixarem ele quietinho no lugar dele!) eles "acreditam" que podem transformar essas células em qualquer outra, mas ninguém até agora conseguiu! Ele vêem a imprensa e falam como se isso fosse uma verdade inquestionável! E descem a lenha em qualquer um que se atreva a questionar essa falácia! Isso sim é "obscurantismo"! Não querem trazer LUZ ao fato! Querem que todos aceitem a "verdade" deles como a "única verdade". Repetindo novamente para terminar: A Igreja não é contra essas pesquisas! É contra a destruição dos embriões! Existem outras maneiras de se conseguir essas células, sem destruir os embriões! Isto é fato! Então porquê não fazê-lo??? A Igreja é a favor da VIDA! Independente do "estágio" em que ela se encontra. Exagerando um pouco, mas não muito, daqui a pouco vão querer fazer pesquisas com pessoas em coma a mais de três anos, com a autorização da família, é claro, pois, estatisticamente são "inviáveis". Quantas pessosa em coma a mais de três anos voltaram ao normal? Vão morrer mesmo! Estão gastando recursos que poderiam trazer benefícios a outras pessoas! Porque se incomodar com elas? Seria melhor que elas se fossem mesmo! A lógica é a mesma!!!
bruno
17 Mar 2008, 08:42
"pesquisando com células tronco embrionárias e NUNCA conseguiu um resultado positivo, nem em animais. "
Então, Betto, você acha que isso é motivo suficiente para proibirmos as pesquisas?
Se outras linhas de investigação são mais promissoras, qual o grande problema na lei de biossegurança?
Detesto citar o exemplo da inquisição, que a essa altura é um clichê mais do que gasto, mas infelizmente é o caso aqui: "a Igreja Católica não é obscurantista, nem nunca foi", é um pouco demais, hein?
Como a teoria da abiogênese foi pro saco faz tempo, nós hoje sabemos que a vida só pode ser criada por outra vida pré-existente. Uma célula humana só pode ser criada por uma célula humana anterior. O que existe no tempo é um contínuo. O problema legal parece ser, não sou especialista, a existência de uma "personalidade legal", um ser-humano dotado de personalidade e consciência.
Para a igreja o problema da concepção parece ser o do início da alma. Onde entra a alma, no desenvolvimento embrionário? Também não sou especialista, mas aí vai uma reflexão: se houvesse alma nos óvulos e espermatozóides, mulheres seriam assassinas e homens seriam genocidas. A importância de definir um momento claro onde começa o indivíduo, para a religião, me parece que é essa, a do surgimento da alma.
Para a biologia, o início do indivíduo não é exatamente um problema. A biologia reconhece uma gama variada de transições entre vida unicelular, vida colonial e vida multicelular. Todas elas bem-sucedidas, vivendo, se reproduzindo, povoando a terra. E muitas delas sem consciência, sem personalidade jurídica e principalmente, sem alma.
Betto Lima
15 Mar 2008, 00:38
Quem estiver a fim de crescer no assunto pode acessar o link abaixo onde a Dra Alice Teixeira Ferreira, Sócia da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência e Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Biofísica.
Dra. Alice Texeira Ferreira - médica formada em 1967 na Escola Paulista de Medicina, Doutora em Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina em 1971. Pós-Doutorado na “Research Division of Cleveland Clinic Foundation, Cleveland, Ohio, Estados Unidos em 1972”.Livre Docente em Biofísica, pela Universidade Federal de São Paulo -EPM em 1996. Livre Docente de Biofísica e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da UNIFESP. alice@biofis.epm.br
http://culturadavida.blogspot.com/2008/03/verdade-sobre-as-clulas-embrionrias.html
Betto Lima
15 Mar 2008, 00:23
Gostaria de colaborar com a discussão...
"A vida começa na concepção!" esse refrão não foi criado pela Igreja. Foi criado em 1827, por Kar Ernst Von Baer, pai da Embriologia Moderna. Repito, em 1827, e até hoje nenhum tratado de embriologia foi escrito contestando essa verdade. No Brasil nunca foi discutido a questão do congelamento de embriões. Há países em que isso é proibido como Alemanha, Itália, etc.
Essa semana está no Brasil o Dr. Oliver Smithies-EUA, Prêmio Nobel, há mais de 20 anos pesquisando com células tronco embrionárias e NUNCA conseguiu um resultado positivo, nem em animais. Quando colocadas em animais essas células geram um tumor. Não conseguem controlar isso. Agora com células tronco adultas os resultados já estão sendo usado em humanos, inclusive no Brasil, que é um dos pioneiros. Não há rejeição, pois as células são do próprio paciente.
Outro detalhe é que é possível obter células tronco pluripotentes de outros modos sem destruir os embriões. Ou seja, existem um OCEANO de outras possibilidades mais viáveis e mais éticas e estamos brigando por causa de uma GOTA. Para terminar, a Igreja Católica não é obscurantista, nem nunca foi. Existem diversos tratados de História falando da importância da Igreja para a civilização ocidental. Só para citar uma, as primeiras e as maiores Universidades foram criadas pela Igreja Católica, para que a ciência evoluísse. Isto tanto é verdade que a Pontíficia Academia de Ciências Vaticana tem 29 prêmios NOBEL em diversas áreas do conhecimento humano. Mas, é claro, ela precisa ser coerente, e por causa disso defende a vida e desde o princípio foi e é contra a fertilização in vitro e o congelamento dos embriões. Não é que ela agora decidiu ser contra essas pesquisas, ela é contra toda estrutura de morte e "coisificação" do ser humano.
Desculpem o livro, mas são muitos assuntos...
Pita
14 Mar 2008, 00:15
Pergunta: no caso desses embriões extraviados, quem será o espermatzóide vencedor? rs..heheheh
Lembrem-se: Ninguem dirige aquele que Deus extravia (Raduan Nassar, Um Copo de Cólera) No caso, um embrião de cólera...
bruno
13 Mar 2008, 14:37
"espermatozoides e óvulos geram vida humana, mas nao sao seres humanos."
Eu falei que são "vida humana", e não "seres humanos". Toda célula humana é, por definição, vida humana. Esperma e óvulos humanos são células humanas.
"aqui a discussão é puramente ética e científica."
E de má qualidade, diga-se de passagem. Não digo 'aqui no dicas-l', mas 'aqui no brasil'. O 'direito à vida' de células em nitrogênio líquido é uma piada de péssimo gosto. Se eu fosse portador de qualquer doença que pudesse ser beneficiada por pesquisa que essa ação direta de inconstitucionalidade questiona, eu estaria MUITO irado.
É verdade que pesquisadores podem ser frios e pragmáticos ao considerar questões éticas, tal.... Mas os católicos e religiosos que preferem defender o 'direito à vida' (só consigo escrever isso entre aspas...) de embriões congelados, em vez de se solidarizarem-se com pessoas reais, que sofrem todos os dias, realmente ultrapassa em muito a frieza científica. Vocês são de pedra.
Theo
13 Mar 2008, 14:28
Esqueci uma coisa: Boa Bruno!
Lembro ainda que clonagem humana, prostituição e aborto realmente continuam expressamente proibidos. E a "programação de indivíduos" continua nos filmes de ficção (A Ilha, Gattaca, etc) ou num futuro longínquo muito provavelmente por falta de uma linguagem adequada...
Voltemos ao futuro próximo ;-)
Pedro César
13 Mar 2008, 14:24
Bruno, espermatozoides e óvulos geram vida humana, mas nao sao seres humanos.
Voce poderia postar algo mais produtivo ao inves de so criticar.
|Theo
13 Mar 2008, 14:20
Primeiro, eu tenho certeza que os embriões/células/etc estão vivos (vide biologia 2º grau... acho). O que tentei colocar é que acredito, assim como muitos ,espero, que se dali nunca sairá uma vida humana e ainda poderão ser simplesmente descartados não vejo motivo NENHUM pra não pesquisar o que quer que seja.
Segundo, realmente seria ótimo se TODOS parassem de misturar suas crenças e se a Igreja Católica levasse menos tempo pra vislumbrar o futuro. Vou lembrar que até pouco tempo era uma AFRONTA retirar os órgãos de uma pessoa com morte cerebral, afinal de contas é um ser humano ainda VIVO (sem nenhuma perspectiva que não a morte/céu/inferno).
Lembro, ainda, que se nossa religião oficial não fosse católica era bem provável que não estivéssemos discutindo isso por acreditar que a vida humana só começa quando tem feto/criança ou quando nasce.
Por último, as células tronco têm SIM muito potencial (Israel e Inglaterra entre outros que o digam). As células tronco adultas não podem ser utilizadas em todas as áreas e as técnicas para torná-las pluripotenciais demandam + dinheiro, tempo e com certeza que não "viram" células embrionárias.
Pra quem pensa que sou ateu ou coisa parecida: acho que sou basicamente católico. Eu explico. Acredito em Deus e na maioria dos ensinamentos, mas com certeza USO CAMISINHA, a teoria da evolução é muito melhor do que a estória da bíblia, quero ter dinheiro pra fazer o que der na minha telha (vide novos pecados capitais), ouço Black Metal ou o que quiser ouvir, NÃO vou à Igreja sempre, acho que a mulher deve ter direito ao aborto e gostaria de ver meu avô curado (AVC) por células tronco embrionárias ou não.
Aos fervorosos, por favor, CALMA. Essas são minhas opiniões. Falo tudo isso pra lembrar que existem (graças a DEUS!) outros pensamentos que não os da(s) Igreja(s) e que aqui a discussão é puramente ética e científica.
bruno
13 Mar 2008, 13:19
"Já imaginaram eles implantando programações em individuos para se tornarem fenomenos (atletas, academicos, etc)?"
Não, nunca imaginei nada disso a partir do que está sendo discutido. Se voce imaginou, voce tem muita imaginação.
"Já imaginaram que isso abrirá precedentes para as mulheres menos capacitadas se venderem à promiscuidade, de gerar, abortar, comercializar e banalizar o ato de perpetuacao da espécie (dadiva)."
Também não. Aborto não tem nada a ver com a discussão atual e continua proibido. Pra que tanta imaginação, se tudo que é necessário são embriões congelados, que o brasil tem aos montes?
"Se formos considerar espermatozoide e ovulos como vida humana, devemos processar todos os homens que se masturbam e as mulheres que menstruam."
Se voce não considera óvulos e espermatozóides humanos como vida humana, você devia voltar pra escola.
Renato
13 Mar 2008, 11:48
Porque todos estão preocupados com o "onde começa a vida"?
A questão é: Já estão e vão fazer pesquisas com celulas-troncos-embrionarias!
Gente com capacidade e poder, opiniões e formadoras, obrigações e Conhecimentos, vamos nos preocupar com a regulamentação, com os limites, com a objetividade dessa linha de pesquisa.
Já imaginaram eles implantando programações em individuos para se tornarem fenomenos (atletas, academicos, etc)?
Já imaginaram que isso abrirá precedentes para as mulheres menos capacitadas se venderem à promiscuidade, de gerar, abortar, comercializar e banalizar o ato de perpetuacao da espécie (dadiva).
Enfim, existem muito mais coisas correlacionadas que precisamos prestar a atenção!!!
Renato
Pedro César
13 Mar 2008, 11:11
Se formos considerar espermatozoide e ovulos como vida humana, devemos processar todos os homens que se masturbam e as mulheres que menstruam.
bruno
13 Mar 2008, 09:29
A pergunta original está errada, e de fato, não existe resposta certa para uma pergunta errada.
"A vida começa na concepção" - Então óvulos e espermatózóides não estão vivos?
"A vida humana começa na concepção" - Então óvulos e espermatózóides não são humanos?
"Células tronco adultas são mais capazes" - Isso está ERRRADO.
"O direito a vida do embrião" - Sim, de viver congelado em nitrogênio líquido a -17x graus....
"muito próxima à questão do aborto" - Pelo menos, no caso do aborto existe uma questão ética real. O feto que é removido está vivo e se desenvolvendo em um ser humano. Neste, não há. Não há mesmo. Só há obscurantismo fundamentalista católico.
E quem for definir o início do indivíduo humano pelo número cromossômico precisa lembrar que hemácias possuem 0 cromossomos. A menos que 0 cromossomos seja um número razoável para células humanas, as nossas hemácias estão excluídas deste seleto grupo.
Cesar Brod
13 Mar 2008, 00:41
PS - Concordo com o que a Dra. Natália escreveu! ;)
Cesar Brod
12 Mar 2008, 22:44
Amigos leitores, agradeço a todas as manifestações de vocês. A idéia do artigo era mesmo incitar a discussão. Mas peço a todos que usem e abusem desse espaço de comentários oferecido pelo Dicas-L. Tenho recebido muitos e-Mails pessoais, ou na página da BrodTec, sobre o assunto. Como sempre, procurarei responder a todos, mas não prometo conseguir fazer isso. Usem esse espaço aqui para seguir a discussão, dando a oportunidade aos demais leitores de conhecer as idéias, ideais, princípios e práticas de todos. Abraços!
Guilherme
12 Mar 2008, 22:21
O leitor Nilson lembrou de uma coisa importante: a laicidade do Estado brasileiro. Gostaria, só para variar, de ouvir a opinião de pessoas de outras correntes ideológicas que não a católica sobre o assunto.
Impressionante como a mídia as vezes faz parecer que só existe a visão retrógrada da igreja sobre assuntos que interessam a todos os cidadãos, não só os representantes dessa religião específica.
Natália Brod
12 Mar 2008, 21:45
Concordo plenamente com Thadeu Penna quando diz "Não me lembro de nenhum tratamento, na história recente da Medicina, que tenha aplicação barata, imediata e de larga escala". E não é só na área da medicina. Tudo que é novidade, custa caro. É o preço da pesquisa, da inovação. Inclusive, esses dias vi uma Superinteressante antiga que falava de pendrives de 1 giga custando em torno de R$2500,00. Não deveríamos abandonar uma causa por achar que ela será infrutífera ou que não beneficiará a todos. Quem diria há alguns anos, que tanta gente no mundo teria acesso a PC's? E quanto à polêmica de quando a vida começa ou termina, esses dias mesmo ouvi um argumento muito válido: o que determina o fim da vida, é a morte cerebral. É o que faz com que um paciente esteja apto a doar seus órgãos e contribuir para que outras pessoas continuem vivas e bem. Quem sabe o início da vida também não possa ser definido dessa forma; com o início da atividade cerebral. De qualquer forma, uma série de embriões é descartada sistematicamente depois de estocada durante certo tempo. Bem mais digno do que ficar em um congelador esperando para ser descartado, é contribuir para que outras pessoas possam viver bem.
Pedro César
12 Mar 2008, 17:26
Cleziano
Não está se propondo desistir das células adultas para se trabalhar apenas com as embrionárias, é que as embrionárias são as únicas capazes de se transformarem em células nervosas (como por exemplo os neurônios), possibilitando a cura de certas doenças degenerativas do cérebro ou o sistema nervoso, como por exemplo o Mal de Parkinson.
Theo
As celulas, ao meu ver, as células não estão mortas, estão em estado latente, por estarem congeladas, mas a questão não é a vida de uma célula e sim a vida humana, o que se quis dizer é que não há vida HUMANA.
Faço questão de ressaltar que não sou cientista, ou algo parecido, sou analista de sistemas e estudante de direito, alguns argumentos que uso aqui, adiquiri através de leitura sobre o assunto.
Pedro Brandao
12 Mar 2008, 16:51
Srs(as), tive a oportunidade de acompanhar um senhor que sofria de uma doença degenerativa, na cidade de Jaraguá-Go. a família lutou muito para que o mesmo recebesse pelo menos algum auxílio doença do INSS. nunca recebeu nada. nenhuma ajuda governamental. ele definhou até morrer.
é inaceitável que um governo que mantém a saúde num estado caótico como esse venha colocar esse tipo de questão em pauta.
qual o percentual de portadores de doenças degenerativas com relação ao alcoolatras, e cardiopatas? e também uma das maiores causa mortis neste país é por acidente de trânsito. o que este governo tem feito?
Nilson
12 Mar 2008, 15:08
Concordo com o Theo, e acrescento: não se mistura