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SaMBa 3.x -> Tudo o que você precisa saber (e não tinha para quem perguntar -)

Colaboração: Tiago Cruz

Data de Publicação: 02 de Fevereiro de 2005

Tiago Cruz - tiagocruz AT linuxrapido.org

Introdução

Este documento visa abranger as dúvidas mais comuns de usuários ja experientes vindos do SaMBa 2.x, ou até mesmo novatos no SaMBa 3.0.

Veja bem: Novatos no servidor SaMBa, mas pressupõem-se que você tenha algum conhecimento em servidores linux, que saiba iniciar e parar servidos, editar arquivos de configuração e etc.

Estou usando o Conectiva 10 e o Kurumin no artigo, adapte os comandos caso seja necessário.

Instalação

Não complique, procure binários no CD de instalação de sua distribuição.

  # apt-get install task-profile-sambaserver

Esse 'task', no conectiva, é um meta-pacote que inclui:

  [root@gateway root]# rpm -qa | grep samba
  samba-winbind-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-server-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-doc-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-swat-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-vfs-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-vscan-clamav-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-testprogs-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-common-3.0.10-72731U10_7cl
  samba-clients-3.0.10-72731U10_7cl

Claro que você pode instalar um a um, via apt, yast ou urpmi em sua distribuição.

No Kurumin, o comando para pegar a versão 3.0 do SaMBa ficaria:

  # apt-get install samba -t unstable

Configuração

Você até pode usar ferramentas genéricas como o webmin ou o swat, ou ainda, ferramentas próprias de sua distribuição como o Mandrake Control Center ou o YaST do SuSE, mas, de toda forma, ajustes finos devem ser feito diretamente no .conf do danado.

Concentre-se então no arquivo que geralmente fica em /etc/samba/smb.conf

No Conectiva, o padrão dele é ótimo, vem com ótimos "hacks" que se tornaram indispensáveis hoje em dia ao invés daquele enorme arquivo default do samba que quase ninguém lê :)

Ainda no Conectiva 10, você tem a opção de dar um 'reload' no serviço, ao invés de dar um 'restart' que nada mais é um 'stop + start', ou seja, você pode fuçar no arquivo sem o medo de escutar reclamação dos usuários! :)

Nas seções seguintes, vou abortar as configurações mais usadas e problemas mais freqüentes. No final, exemplos funcionais do mesmo.

Migrando do SaMBa 2.x

O SaMBa 3.x está bem melhor do que seu antecessor, sem sombra de dúvidas. Leia [essa nota: http://www.linuxrapido.org/modules.php?name=News&file=article&sid=201]

O projeto Samba anunciou o lançamento da versão 3.0 oficial de seu sistema, cuja principal novidade em relação à série 2.x é o suporte a ActiveDirectory. Isto significa que ele pode se integrar a redes gerenciadas pela família Windows 2000, identificando-se como um servidor membro e autenticando usuários usando LDAP/Kerberos. Outras novidades, incluindo o suporte a unicode, nova autenticação, o surgimento do comando net (similar ao que existe no Windows) e muito mais você encontra no anúncio de lançamento.

Contudo, você pode ter problemas com os caracteres, anti-vírus, lixeira e outras coisas no novo SaMBa, no qual irei tentar passar algumas dicas rápidas, porém precisas (como uma espadada do Ninja TuxKiller :)

Os artigos anteriores sobre o SaMBa 2.x continuam disponíveis para consulta, e provavelmente você precisará consultar algum deles

Arrumando os caracteres

Ainda bem que agora temos suporte ao Unicode e não precisamos arrancar a força o UTF do sistema para que os caracteres fiquem normais, como era feio anteriormente.

Faça um teste: Pelo windows, crie um arquivo chamado 'çççããã' e veja no Linux como ele ficou. Agora pense na possibilidade de tentar recuperar um backup do mesmo via linha de comando. Nem vira, né?

A forma de dizer para o SaMBa que nós somos da Ilha de Vera Cruz e falamos Tupiniquim mudou do SaMBa 2.x para o 3.x, agora é usado:

  unix charset = iso8859-1
  display charset = cp850

Isso, logicamente levando em consideração que suas estações Windows também falem Português! Caso tenha dúvidas verifique o autoexec.bat da estação, la no meio daquela tranqueiralhada vai ter o tal o 850.

Lixeira

A lixeira também mudou uma série de coisas. Mas ela continua sendo um módulo VFS (Virtual File System)

Insira o bloco abaixo no seu [global] para fazer efeito em todos os compartilhamentos, ou apenas em um específico.

  recycle:exclude = *.tmp *.temp *.o *.obj ~$*
  recycle:keeptree = True
  recycle:touch = True
  recycle:versions = True
  recycle:noversions = .doc|.xls|.ppt
  recycle:repository = .recycle
  recycle:maxsize = 10000000
  vfs objects = recycle

Aprenda mais sobre os tais VFS aqui: http://info.ccone.at/INFO/Samba/VFS.html

Se tudo der certo, depois do 'reload' no SaMBa, o arquivo apagado via Windows irá parar em, por exemplo, f:\.recycle

Manutenção da Lixeira

Se sua lixeira estiver funcionando corretamente, em pouco tempo ela vai lotar até acabar o espaço em seu servidor :) Para evitar isso, agende no seu crontab:

  00 18 * * 1-5 find /dados/.recycle/ -type f -mtime 15 -exec rm -rf {} \;

Cuidado com o comando, que apagará os arquivos que estão na lixeira há mais de 15 dias, de segunda a sexta as 18:00!

Anti-vírus

Esse é outro cara que mudou, e, como a prima Lixeira, ainda é um módulo VFS.

No Conectiva 10 com o pacote 'clamav' e 'samba-vscan-clamav' instalados e o serviço 'clamd' rodando, insira as linhas abaixo na seção [global] para que o danado atue em todos os compartilhamentos ou insira apenas onde você queira que anti-vírus funcione.

  vfs object = vscan-clamav
  vscan-clamav:config-file = /etc/samba/vscan-clamav.conf

Vale-se notar que o ClamAV não tem permissão de entrar no diretório $HOME dos usuários ;)

De uma afinada no seu 'vscan-clamav.conf' e tome cuidado com a perda de desempenho, principalmente com arquivos grandes em rede 10/10 :) A opção 'verbose file logging' pode ser definida para yes, para você acompanhar em /var/log/messages o que está acontecendo com mais clareza.

Segurança!

Esse, na minha opinião, foi uma grade mancada "dos caras" do SaMBa, na minha opinião.

Ao levantar o SaMBa em um gateway (com duas placas de rede), é conveniente que somente a rede interna tenha acesso aos sarquivosivos, concorda? Isso era feito com a linha:

  interfaces = eth1

Mas, sei lá porque cargas d'agua, agora também é necessário que a linha abaixo estativadavada (por padrão ele é 'no')

  bind interfaces only = Yes

Aí sim, você restringi o acesso apenas ao pessoal da eth1 (caso essa seja sua LAN). Mas, você pode ter problemas caso use autenticação do SQUID integrada com o SaMBa. Aí a autenticação começa a falhar, mesmo liberando o 'lo' (loopback) junto a eth1.

Você terá que resolver a nível de firewall mesmo. Use-o também se quiser redundância :)

  iptables -A INPUT -p tcp -i eth0 --dport 137:139 -j ACCEPT
  iptables -A INPUT -p udp -i eth0 --dport 137:139 -j ACCEPT
  iptables -A INPUT -p tcp -i eth1 --dport 137:139 -j REJECT
  iptables -A INPUT -p udp -i eth1 --dport 137:139 -j REJECT

Impressora

No Conectiva 10, os "hacks" necessários funcionam que é uma beleza! Testei com uma HP 1200 e foi tudo ok! Certifique-se primeiro, que a impressora imprime localmente (dã...) antes de tentar coloca-la no SaMBa (parece óbvio, mas tem cara um por ae....)

No [global]:

  printcap name = cups
  load printers = yes
  printing = cups

Nos [share's]:

  [print$]
  path = /var/lib/samba/drivers
  guest ok = yes
  browseable = yes
  read only = yes
  write list = root
  
  [printers]
  comment = All Printers
  path = /var/spool/samba
  browseable = no
  # Defina 'public = yes' para permitir que o usuário 'convidado' a imprimir
  guest ok = no
  writable = no
  printable = yes
  printer admin = root

Bloqueando extensões

Isso continua igual, e é bem legal faze-lo :)

  veto files = /*.mp3/*.wmv/*.wma/*.ogg/

Resolvendo problemas

Meu professor de Integradas, na universidade, mandava a gente conversar com o exercício... agora eu entendo o que ele quis dizer, e digo a vocês: Conversem com o SaMBa!!!! :)

Caso algo dê errado, corra seu terminal para /var/log/samba e veja os arquivos alterados recentemente. Olhe minuciosamente cada detalhe, se necessário, delete todos e de um 'reload' no SaMBa para ver de novo qual é o problema. Eu costumo fazer assim:

  # cd /var/log/samba
  # ll -tr

Assim, os arquivos que foram alterados por último aparecem em baixo. Use o 'tail' para acompanhar em tempo real o que está acontecendo:

  # tail -f log.smbd

(aperte crtl+c para fecha-lo)

Caso necessário, delete tudo de novo, aumente no smb.conf o 'debug level' para '=3' (ou mais ainda!), reload no samba e veja de novo o que ocorre. Caso não entenda nada, olhe de novo. Repita esse passo até entender algo!!!! (heheheh)

Claro, consultem também o oráculo (google.com) copiando e colando trechos do log... Vai na fé (isso dizia meu professor de Prolog) que você consegue resolver o pepino ;)

Exemplo prático 1: Compartilhando arquivos

Um pequeno estudo de caso para ilustrar essa ocasião:

Em lindo dia, chovendo pra caramba e um baita trânsito em São Paulo, um cliente me acorda no buzão dizendo que o Windão 2000 dele travou as quatro rodas e o bixo não liga mais. Depois de uma longa viajem até o local, realmente, o windão tava ruim das pernas, nem em modo de segurança ele entrava! (ahhhh, que novidade!!!) =)

O W2k (vou chama-lo dessa forma a partir de agora) apenas compartilhava uma pasta com uma galera, sem permissão nem restrição nenhuma... e ele era também os serividor do Norton Corporate da galera.

Então fiz o seguinte: Levantei o SaMBa no meu servidor de Internet e e-mail que tinha ao lado rodando Kurumin, joguei os arquivos para lá usando um Live-CD antigo também do Kurumin, deixei o mesmo NetBIOS do defunto, startei o SamBa, a galera acordou e voltou a trabalhar sem saber de nada... hehehhe... enquanto isso, mais uma vez, eu cometi o "seppuku" (suicídio dos samurais :), iniciado pelo comando 'fdisk', logo depois 'format c:' que vocês devem bem conhecer...

A parte que interessa, é a seguinte:

Depois de instalado no Kurumin, o instalador faz algumas perguntas, como por exemplo se deseja senhas criptografadas. Responda que SIM caso trabalhe com algum Windows superior ao 95 (provavelmente sim!!!)

Abrindo o smb.conf dele, dexei como mostra o setup abaixo, e vou comentando melhor ao longo do artigo as principais opções.

  ##########################################
  # Arquivo de configuração do SaMBa
  # Por Tiago Cruz - http://linuxrapido.org
  # Em 05/01/2005
  ##########################################
  [global]
         # Grupo, nome do servidor e comentário
         # que aparece no ambiente de rede
         workgroup = GRUPO
         netbios name = SERVIDOR
         netbios aliases = SERVIDOR
         server string = Backup dos Vendas
  
         # Acentuação
         unix charset = iso8859-1
         display charset = cp850
  
         # Tenho duas placas de rede, a eth0 é internet
         interfaces = eth1
         bind interfaces only = Yes
  
         # Aqui! Somente compartilha!
         security = SHARE
  
         # Nem esquenta com o restante por enquanto...
         obey pam restrictions = Yes
         passdb backend = smbpasswd, guest
         passwd program = /usr/bin/passwd %u
         passwd chat = *Enter\snew\sUNIX\spassword:* %n\n *Retype\snew\sUNIX\spassword:* %n\n .
         syslog = 0
         log file = /var/log/samba/log.%m
         max log size = 1000
         socket options = TCP_NODELAY SO_RCVBUF=8192 SO_SNDBUF=8192
         dns proxy = No
         panic action = /usr/share/samba/panic-action %d
         invalid users = root
         include = /etc/samba/dhcp.conf
  
  # 'dados' é o nome que o pessoal estava acostumado a procurar no ambiente
  # de rede (\\servidor\dados)
  [dados]
         comment = Dados do pessoal
         path = /dados
         force user = nobody
         force group = nobody
         force create mode = 0777
         force directory mode = 0777
         guest only = Yes
  

Alguns detalhes importantes:

Bom, precisei criar a pasta /dados e dar permissão para todos nela:

  # mkdir /dados
  # chown nobody.nobody /dados -R
  # chmod 777 /dados -R

Verifique também se o usuário 'nobody' existe em seu sistema, e veja que, os arquivos criados dentro do servidor serão acessíveis para todos os usuários devidos devido ao '777'

Veja que tomei o cuidado de deixar o mesmo nome que o servidor tinha e o mesmo nome do compartilhamento!

Nota aos desatentos: Tudo isso foi feito sem nenhum boot no servidor de internet e e-mail =)

Umas horas depois, depois de tudo ok com o W2k de volta ao ar, com o Nortão instalado, parei de novo os usuários e troquei o "netbios name" do SaMBa para que ele não se batesse com o Wk2 (acredite: é bem mais fácil trocar o do samba! Se o windão tiver Active Directoy então....), voltei os arquivos e mais um dia com o final feliz! :)

Nota: O windão teve que continuar lá devido ao Nortão Corporate >:(

Exemplo prático 2: PDC da rede

Nesse outro cenário, agora vamos montar um cara que será o PDC (Personal Digital Cellular? Não!!! Primary Domain Controller) da rede, validando usuário e senha, rodando scrip de logon, sincronizando horário com as estações velhas sem baterias na BIOS :), restrição de acesso e tudo mais!! :)

O .conf pode ficar mais ou menos assim:

  #####################################
  # Arquivo de configuração do SaMBa
  # Por Tiago Cruz e Bruno
  # Configurado para SHARE em 05/12/04
  # Configurado para PDC em 07/01/05
  
  [global]
         # Grupo, nome e comentário
         workgroup = EMPRESA
         netbios name = SERVER
         server string = Servidor de Dados
  
         # Arquivo de log
         log file = /var/log/samba/%m.log
         # Tamanho maximo do mesmo
         max log size = 50
         # Nivel de detalhamento dos logs
         debug level = 2
  
         # Aqui eu alterei o 'security = SHARE' para o abaixo
         security = USER
  
         # Necessário para Windows >= 98
         encrypt passwords = yes
  
         # Senha criptografada :)
         smb passwd file = /etc/samba/smbpasswd
         username map = /etc/samba/smbusers
  
         # Isso tem a ver com o desempenho do servidor
         socket options = TCP_NODELAY SO_RCVBUF=8192 SO_SNDBUF=8192
  
         # Essa linha é a fodona que coloca estações 2k para sambar!
         add machine script = /usr/sbin/adduser -n -r -g machines -c "Samba machine" -d /dev/null -s /bin/false %u
         passdb backend = smbpasswd
  
         # Somente para a LAN
         interfaces = eth0
         bind interfaces only = yes
  
         # Acentos pt_BR
         unix charset = iso8859-1
         display charset = cp850
  
         # Opcoes para PDC da rede
         domain logons = Yes
         os level = 100
         preferred master = Yes
         domain master = Yes
  
         # Arquivo de lote que sera executado no logon
         logon script = todos.bat
  
         # Para não criar profile so server
         logon path =
  
         idmap uid = 16777216-33554431
         idmap gid = 16777216-33554431
         template shell = /bin/false
         winbind use default domain = no
  
  [homes]
         comment = Diretorio do Usuario
         browseable = no
         writable = yes
  
  [netlogon]
         comment = Network Logon Service
         path = /home/netlogon
         guest ok = yes
         write list = tiago, bruno, roger
  
  [dados]
         comment = Drive de dados do Servidor
         path = /dados/empresa
         writable = yes
  

Nessa configuração do [dados], diferente da anteior, o que o usuário criar dentro do servidor vai ser dele, obedecendo o 'umask' do seu servidor Linux. No Kurumin, ele é 022 o que significa que o diretório criado pelo mesmo terá permissão '744' ou seja: 'usuário=rwx, grupo=rx, outros=rx'

Logo, outros usuários não modificação suas pastas ou seus arquivos! Só para lembrar: read = 4, write = 2 e execute = 1. Detalhes no 'man chmod' :)

Outras pontos importantes a comentar:

'add machine script': Essa linha já vem no Conectiva 10, facilitando coisa de 300% o processo de colocar uma máquina com 2000 ou XP na rede pois ela cria a conta de máquina "automagicamente". Não acredita? De uma lida na seção "Colocando o WinXP na rede" do meu artigo "Samba como PDC da rede"

'logon script': Arquivo de lote que as estações irão executar ao logar no PDC. Pode-se usar variáveis, como por exemplo %m ou %u para separar os scripts por usuários ou por maquinas (não necessáriamente nessa mesma ordem, detalhes na documentação :)

A parta /home/netlogon deverá ser criada, e o arquivo 'todos.bat' lá deverá existir, ** criado a partir de uma estação windows** para manter a quebra de linhas, ou convertido posteiormente com o utilitário 'unix2dos'. Um exemplo do todos.bat:

  @echo off
  net use F: \\server\share
  net use h: /home
  net time \\server /set /yes
  regedit /s f:\caminho\arquivo.reg

Veja que você pode mapear o diretório HOME do usuário, sincronizar a data com o servidor, e até mesmo forçar a leitura de um arquivo de registro!!! Legal né? Se você colocar um 'deltree /y c:\*.*' deve funcionar também, heheheh 8-)

'os level': Aumente esse número para que o SaMBa seja realmente o PDC da rede. Acompanhe nos log's, e verá que a cada inicialização ele procura por quem é mais poderoso do que ele, e, como no Highlander (só pode haver um :) ele detona o cara e assume o posto de soberano. Acha que eu estou louco? Então olhe você mesmo nos log's... Abaixe esse número para deixar uma estão Windows ganhar... hehehe

'logon path': Deixe-o em branco se quiser evitar em em todo login/ logoff a estação windows 2k/XP copie todo o seu perfil para o servidor (demora um bocado....)

Bom, agora que temos o PDC, precisamos... de usuários para logar nele!!!

Adicionando/ Removendo usuários

Continua a mesma coisa: Necessário usuário cadastrado e válido no Linux e no SaMBa

  # useradd tuxkiller
  # passwd tuxkiller
  # smbpasswd -a tuxkiller

Note que esse usuário não terá uma shell válida, sendo impossibilitado de fazer logon via ssh/ ftp!

O que mudou efetivamente, é que o stdin do smbpasswd mudou. "O que quer dizer isso", você pergunta.

Antes, um simples:

  # smbpasswd -a login senha

Era capaz de cadastrar um fulano no SaMBa sem ter que digitar e confirmar a senha dele. Imagine esse processo x100 usuários, que legal vai ser para você, responsável pela migração...

Agora, no SaMBa 3.x tive que bolar algo assim:

  ( echo senha ; echo senha ) | sudo smbpasswd -s -a login

"Para que isso??" você me pergunta! Para automatizar em um script, uai!

Eu achei, muito tempo atrás, um script na NET que adicionava e removia usuários no Linux, dei uma mexida no script e agora ele faz o serviço completo: Adiciona no Linux e no SaMBa, digitando uma única vez. Tem até uma cara mais amigável para o usuário final, tanto é que eu configurei o sudo em um conectiva para que um usuário mortal pudesse fazer o serviço sem a minha intervenção!

Para saber mais sobre o sudo, consulte esse outro artigo nosso: Controle o acesso a internet e diminua sua conta de telefone =)

Segue o danado logo abaixo. O 'changelog' dele não está aí a toa, é para ler e configurar como é solicitado.

Como em toda GPL, só peço que mantenha os créditos e caso faça alguma modificação interessante no código, que mande-o de volta para mim. Assim eu atualizo aqui e todo mundo fica feliz ;)

  #!/bin/bash
  #######################################################
  # Funcionamento básico escrito por leof - www.leofc.tk
  # Adicionado recursos para o SaMBa por
  # Tiago Cruz - tiagocruz@linuxrapido.org
  # Adicionar/Remover usuários no Linux e no SaMBa
  # Versão 0.1 criada em 10/10/2003
  # -----------------------------------------------------
  # Versão 0.2 em 13/10/2003 por Tiago Cruz
  # Senha do usuário criada junto com a o SaMBa, mas
  # necessita do pacote libgii
  # -----------------------------------------------------
  # Versão 0.3 em 18/01/05 por Tiago Cruz
  # Adicionar com o visudo (pacote sudo) para um usuário
  # mortal poder criar e deletar o povo :)
  # usuario ALL=(ALL) NOPASSWD: /usr/sbin/useradd
  # usuario ALL=(ALL) NOPASSWD: /usr/sbin/userdel
  # usuario ALL=(ALL) NOPASSWD: /usr/bin/smbpasswd
  # usuario ALL=(ALL) NOPASSWD: /usr/bin/passwd
  #######################################################
  
  Principal() {
    clear
    dir="Diretório: ``pwd``"
    kernel="Kernel: ``uname -r``"
    arquitetura="Arquitetura: ``uname -m``"
    echo "+-------------------------------------------------+"
    echo "|               Utilies for LinuX                 |"
    echo "+-------------------------------------------------+"
    echo "| Adicionar/ Remover usuários no SaMBa e no Linux |"
    echo "+-------------------------------------------------+"
    echo "| Escrito por:                                    |"
    echo "| Tiago Cruz - www.linuxrapido.org                |"
    echo "+-------------------------------------------------+"
    echo
    echo $dir
    echo $kernel
    echo $arquitetura
    echo
    echo "Opções:"
    echo "1. Adicionar um usuário"
    echo "2. Deletar um usuário"
    echo "3. Sair"
    echo -n "Entre com a opção desejada => "
    read opcao
    echo
    case $opcao in
       1) Adicionar ;;
       2) Deletar ;;
       3) exit ;;
       *) "Opção desconhecida." ; echo ; Principal ;;
    esac
  }
  Adicionar() {
    echo -n "Entre com o login do usuário: "
    read login
    echo -n "Entre com o nome completo do usuário: "
    read nome
    #echo -n "Entre com o depto do usuário: "
    #read depto
    echo -n "Entre com a senha do usuário: "
    stty -echo
    read senha
    stty echo
    echo
    echo "Mensagens do sistema: "
    echo
    sudo /usr/sbin/useradd $login -c "$nome" -s /bin/false; echo "$senha" | sudo /usr/bin/passwd $login --stdin
    echo
    ( echo $senha ; echo $senha ) | sudo smbpasswd -s -a $login
    #smbpasswd -a $login $senha
    echo
    echo "Pressione qualquer tecla para continuar..."
    read msg
    Principal
  }
  Deletar() {
    echo -n "Entre com o login do usuário a deletar: "
    read login
    echo
    echo "Mensagens do sistema: "
    echo
    sudo /usr/bin/smbpasswd -x $login
    echo
    sudo /usr/sbin/userdel $login
    echo
    echo "Pressione qualquer tecla para continuar..."
    read msg
    Principal
  }
  
  Principal

Estação 9x/Me

Recomendo fortemente que começe por aqui que é bem mais fácil! Basta alterar a estação para fazer parte de um domínio, reiniciar e etc... fique esperto nos log's para entender o que está acontecendo. Depois que estiver tudo ok, passe para as NT-like

Estação 2000/XP

Elas são chatas, mas basta seguir as dicas do Edinho em SaMBa como PDC: Enfrentando Problemas e Aplicando Soluções! que não tem erro. Como disse antes, o processo melhorou muito e não é mais necessário editar o registro do windão, graças ao SaMBa :)

Resumidamente, não acesse o servidor antes de ingressar em domínio, senão o XP vai reclamar que não pode fazer duas conexões com o mesmo usuário no mesmo servidor, algo assim. Para contornar isso, reinicie a máquina ou mande um 'net session /d' no XP e tente de novo.

O root deverá estar cadastrado no SaMBa (smbpasswd -a root)

Lembre-se que o novo usuário vai "perder" os e-mails, ícones, papel de parede e outras coisas, porque será criado um novo usuário no windão. Portanto, trate de backupear essas coisas em um local acessível para posterior importação.

Usuário administrador

Nos NT-like (NT, 2000, XP e 2003) você irá perceber que seu usuário é um mísero mortal e que nada pode fazer no sistema. Talvez você precise instalar algum programa, então precisará tornar seu usuário um administrador na máquina NT-like.

Para isso, o d@niel postou umas dicas muito interessante que se resume em:

1-) Criar um grupo de administradores

  # groupadd god

Depois, via webmin ou alguma ferramenta de administração de usuários como o kuser, ou diretamente no arquivo de grupos, adicione os usuários que serão administradores. Exemplo de uma entrada no /etc/group:

  god:x:1001:tiago,tuxkiller

2-) Mapeie o grupo "Domain Admins" do Samba para o seu grupo

  # net groupmap modify ntgroup="Domain Admins" unixgroup=god

Isto associará o grupo "Domain Admins" (Administradores do Domínio) ao grupo "god" (troque pelo que você definiu no passo 1). Verifique se a saída do 'net groupmap list' possui algo semelhante a:

  Domain Admins (S-1-5-21-1518627310-3038261392-4081985781-512) -> god

E verifique se esse "Domain Admins" não está duplicado. Se estiver, delete e faça de novo senão vai dar uma confusão tremenda :-)

Se precisar de mais ajuda, consulte o documento Group Mapping MS Windows and UNIX.

Considerações finais

Espero que este documento ajude alguém como vem me ajudado, afinal, é uma ótima coletânea de quase 1 ano acumulando dicas e resolvendo problemas nessa nova versão do software.

Caso você tenha alguma contribuição para fazer ao este documento, alguma melhoria, correção de português (deve ter vários...), elogio ou algo do tipo, por favor, sinta-se a vontade em me mandar um e-mail (tiagocruz AT linuxrapido.org)

Agora, caso você tenha alguma dúvida, por favor, não me mande e-mail em particular, e sim, poste no fórum para que outras pessoas ajudem a resolve-la também.

Infelizmente não posso me recordar todos que me ajudaram, de uma forma ou outra, a elaborar este documento, mas indico cegamente o FAQ do meu amigo ZAGO que muita coisa daqui saiu de lá. Também indico como leitura "extra-curricular" o Manual Oficial do SaMBa para que tudo dê certo no final.

Este material é livre para leitura, uso, redistribuição ou modificação, entre outros direitos, conforme definido na licença livre GNU Free Documentation License.


CYBERIA - Londres, 2 de julho de 1995

Colaboração: Moesio Medeiros

Encontrei esse antigo artigo de uma revista chamada Barata Elétrica. Achei interessante a forma como o autor se refere ao surgimento de cybercafe como uma grande novidade na época. O artigo é de julho de 1995.


CYBERIA - Londres, 2 de julho de 1995

Este e-mail está sendo sendo escrito de um cybercafé, um conceito novo de boteco que surgiu aqui em Londres. Voce tem uma lista de lugares com computadores ligados a rede Internet que tambem servem café. É algo que poderia ser adotado nas salas de computacao de Universidades, onde voce fica horas e horas e ninguem tem a bondade de ir buscar algo pra voce comer. Aqui em Londres, no CYBERIA CAFÉ (Whitfield Street 39, London W1), voce entra, reserva meia hora de permanencia num excelente 486, com Soundblaster, um programa Easynet e .. voilá! Pode usar todas as ferramentas da Internet em ambiente Windows. Pode enviar correio eletronico para alguem, mesmo sem ter caixa postal. Se a sua vontade é experimentar aquele ultimo endereco da musica underground que viu no jornal, perfeito: existe um programa Netscape Mosaic instalado, e se voce quiser fazer a retirada de arquivos de som, "be my guest", como dizem os ingleses. Tem drives externos, de onde voce pode colocar ou tirar arquivos na/para a rede, via FTP, Gopher ou Mosaic. O incrivel é que nao é exatamente um servico novo. Ao meu lado tem uma garota linda, de nome Ana, que responde a minha pergunta: "Quanto tempo isso existe?" "Cerca de um ano", pergunto se ela faz alguma materia de computacao, ela me fala que só vem aqui para se divertir. Eu comento que alguns me acham um "doido" por computadores, o namorado dela me fala que isso vai mudar. Ninguem aparenta ser um viciado em micros, aqui. Todos olham suas telas, uns estao com amigos que ajudam amigos a conhecer os misterios da rede.

Claro que tudo isso tem um preco: 2.50 libras a meia-hora. Quando se pensa que a menor passagem de onibus ou metro por aqui está em torno de uma libra, entao nao parece muito caro. O britanico que vem aqui provavelmente ganha mais que o brasileiro padrao. Alguns nao ganham tanto, mas trabalham aqui. É a maneira que encontraram para continuar mexendo com isso. Mas claro que existem outras maneiras. Nao é dificil para o ingles conseguir acesso internet. O rapaz que me guiou até aqui, responsavel pela seguranca (contra acesso indevido) disse que toma o trem do suburbio e um onibus para chegar no local. Conhece toda uma serie de truques sobre Hackers e outras coisas, mas obvio, usa isso para protecao do seu ambiente de trabalho, nao para zonear a vida das pessoas.

Parece uma lanchonete, com um monte de micros ligados em rede. E funciona sob o sistema de franquia. Talvez um dia chegue ao Brasil. Quem sabe.."

Fonte: http://www.inf.ufsc.br/barata/be05.html#aaa



Veja a relação completa dos artigos de Tiago Cruz