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Regulamentar a informática? Parte 2

Por Rubens Queiroz de Almeida

Data de Publicação: 26 de Abril de 2008

Continuando as histórias que a discussão sobre a regulamentação da carreira de informática me trouxe à memória, gostaria de recomendar o filme Quase Deuses.

O filme conta a história da parceria, de quase 40 anos, entre o Dr. Alfred Blalock e Vivien Thomas, um habilidoso carpinteiro negro.

Vivien Thomas, de forma autodidata, através de observação, estudo e muita dedicação, aprendeu e desenvolveu técnicas inovadoras em medicina. O filme destaca que Vivien era até mais habilidoso que seu mentor, o Dr. Alfred. O trabalho dos dois se relacionava ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de instrumentos para cirurgias cardiológicas. O coração, naquela época, era considerado intocável e inoperável. Eles foram os primeiros a realizar operações no coração de pessoas vivas. Vivien Thomas, por ser negro e não diplomado, não podia nem mesmo entrar no centro cirúrgico. Em uma das cenas do filme, o Dr. Blalock, por não saber conduzir a cirurgia da melhor forma, ignorou todas as restrições, e chamou Vivien ao centro cirurgico. Com a orientação de Vivien, a cirurgia em uma criança foi concluída com sucesso.

Vivien Thomas
Fonte: Medical Archives

Uma outra história semelhante, e de certa forma ainda mais surpreendente, se deu com o Dr. Christian Barnard, o pioneiro das cirurgias de transplante de coração. Na África do Sul racista de então, o Dr. Barnard admitiu que a primeira cirurgia de transplante de coração nunca teria acontecido no dia 3 de dezembro de 1967, se não fosse pela habilidade cirurgica e brilhantismo de Hamilton Naki. Hamilton era um jardineiro no Groote Schuur Hospital, em Cape Town, na África do Sul. As leis do Apartheid proibiam que um negro tivesse contato com sangue de brancos e o acesso a centros cirurgicos era impensável. Sua participação no primeiro transplante de coração foi tolerada com a condição de que fosse mantida em segredo.

Hamilton Naki
Fonte: DailyNews

Após a transição da África do Sul para a democracia, o Dr. Barnard confessou que Hamilton Naki era um cirurgião mais habilidoso do que ele. Hamilton Naki recebeu um diploma honorário de medicina, concedido pela Universidade de Cape Town e recebeu também a maior honraria concedida pela África do Sul, A Ordem Nacional de Mapungubwe.

As informações sobre o Dr. Hamilton Naki foram retiradas de um artigo publicado pelo Jornal Daily News. Uma busca no Google com seu nome revela muitos outros artigos que valem a pena ser lidos, como o verbete na Wikipedia e seu obituário, publicado pelo jornal The New York Times.

Para saber mais sobre Vivien Thomas, consulte o verbete na Wikipedia, que é bastante completo. Mas não deixe de assistir ao filme :-)

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Opinião dos Leitores

mario h.c.t.
13 Out 2008, 17:25
Olá João Luís,

acredito que vc não tenha lido os comentários do site, pois grande parte dos defensores de não ter regulamentação estudaram e muito e em ótimas faculdades.

No mais, o projeto tinha vício de proposta e foi engavetado.
João Luis Amaral
13 Out 2008, 16:56
Esse assunto e conrtroverso, haverá gente a favor, que amargou noites em bancos escolares, e contra, aqueles que aprenderam por conta, como o caso do jardineiro citado acima. Num país onde prostitura tem profissão regulamentada, custa os profissionais de informática ter?? Tenho me deparaco com casos, onde a pratica dos práticos, nao atinge o objetivo, nesses casos, sobra para nós teóricos, descascar os abacaxis. Acho justo, alguma regulamentaçao, ou entao fechem as faculdades, e vamos todos ser jardineiros-cirugiões, cardíacos, de preferencia.
Diego Santana
15 Set 2008, 12:42
bom dia a todos e responsaveis pelo site,meus caros amigos nossa achei fabuloso os vossos comentarios nao sabia em toda a historia da informatica que tinha um site aberto como esse, e olha que ninguem mi indicou,mais fui fazendo pesquisas e achei,pois é gostei mto e ja estou compartilhando com amigos para que possam entrar e ver os seus comentarios,bom eu to fazendo um curso tecnico na area de Hardware e gostaria de saber algumas dicas de voces que ja estao a anos e anos na area e concerteza tem um vasto conhecimento,estou querendo ser bom nessa area pois gostei de trabalhar,atualmente to trabalhando numa empresa que faço a manutenção das maquinas sao coisas ainda ultrepassadas mais e ideia é colocar tecnologia de ponta e de altissimo nivel,por favor mi mande alguma coisa e mais gostaria de saber como ser bom tambem na are de software,pois acho que os dois sempre andam juntos,ja salvei a pagina em favoritos por isso meus caros mi enviem e-mail,obrigado e tenhao um bom dia
Guilherme Gontijo
31 Jul 2008, 08:56
OK...

Temos histórias sim.

Mas o que estou vendo aqui são pessoas que estão bem com a informática.
Qual o problema de se exigir qualificação?
Para quem trabalha com grandes empresas, este assunto é desnecessário. Para os grandes peixes das redes de telecomunicações, e grandes técnicos. Mas para quem ainda está por baixo, começando uma carreira, este assunto interessa e muito.
Eu mesmo não tenho ainda qualificação. Com meus 26 anos ainda não consegui encontrar um servidor que me fizesse desistir. Estou ainda na faculdade e iniciei sozinho na área.
Vejamos pelo lado do peixe pequeno, o técnico. A alguns anos atras, cobrava-se por uma visita residencial cerca de R$ 80, mais peça e etc. Estes dias fui obrigado a cobrar em um serviço que me rendeu o dia todo, apenas R$ 30.

O que quero dizer é que qualquer um, com um cd pirata e uma chave de fenda se diz "técnico". E como fazem mau feito. Cada uma que eu já peguei. CPUs com 3 windows instalados (um na pasta Windows, outro na Windows1, etc), e sem particionar HD, e com o arquivo boot.ini editado para esconder isso.

Isso beira o ridículo. Quer entender melhor o que digo? Veja na própria internet. Já vi paginas que sao um .jpg, ou seja, alguem colocou uma figura, e pior, cobrou por isso!

Regulamentar não é proibir. Exigir qualificação não é regredir. Afinal de contas, alguém se deixaria operar por um jardineiro? O que se está falando não é em coibir talentos, mas sim em fazê-los aparecer.

=)
mario h.c.t.
02 Mai 2008, 09:57
Estória velha.

No Brasil é sempre assim mesmo. O Estado tenta interferir em setores que funcionam bem e deixa de lado setores que realmente precisam de interferência.

A conclusão é o país no qual vivemos, exemplo de país. Onde ninguém passa fome.


Emerson Lopes
01 Mai 2008, 14:58
Olhem uma sugestão pros "Salins". Qdo comecei a trabalhar a 20 anos atrás, eu entrei numa emissora de TV. Passado 1(um)ano, fui promovido para a área de produção de programas de estúdio. Não me exigiram resgistro profissional na época, mas quem vinha de fora(isso hj tbém) tem que estar no mínimo estagiando ou possuir o DRT de radialista. Quando completei 3 anos na empresa, tirei o registro sem gastar 1 tostão, pois não é de conselho. Não tô mais na área, mas ainda possuo o DRT até hoje.
Essa é uma idéia razoável. Um registro profissional do DRT pra profissionais como analistas, gerentes de TI.,administradores de redes, funções com responsabilidades estruturais e de gerenciamento em TI. Comprova-se a experiência na área a se estipular(cerca de 2,3 anos) e dá a entrada na Delegacia Regional do Trabalho. Sem taxa anual nenhuma. Faculdade, Pós-graduação, certificação fica como diferencial e, quem quiser que tire.
Emerson Lopes
01 Mai 2008, 14:28
Caro Pietro,

Agradeço a sua resposta. Vc sim soube expressar sua opinião sem ofender as pessoas que participam desse fórum.
Trabalho é direito de todos. Se aparecer a oportunidade pra determinada pessoa que tem experiência, bons conhecimentos, competência e facilidade de trabalhar em equipes e TAMBÉM que esteja sempre se atualizando, acho que tem mais é que concorrer. Se a empresa não exigir "papel", sorte da pessoa. Agora eu sinto nesse fórum, um certo rancor e discriminação com quem estuda, devido opiniões de alguns. Dá a impressão de que quem é BOM, já nasce sabendo. Quem estuda é burro e ignorante.
Só um detalhe pra finalizar: houve um corte de funcionários terceirizados em uma gde empresa nacional há 5 anos atrás e eu era um dos indicados pra sair. No entanto, o depto financeiro precisava de um técnico contábil com CRC ativo. Resultado: fui convidado a trabalhar nesse depto. SEM ter experiência profissional na área, mas graças a minha formação e registro. Emprego garantido.
Pietro
01 Mai 2008, 12:47
Caro Emerson,

Na realdiade pessoalmente eu não estou preocupado com o meu bolso, ou seja, sim estou preocupado, mas não há esse extremo. O que sim me preocupa, são os coitados que querem ter trabalho a costas de tirar de outros que são bons, sem o diploma. Eu tenho diploma, mas eu acho correto alguem que consegue fazer a mesma coisa que eu trabalhe na mesma area.
Acho que o mundo lá fora, não so Brasil, é dos que fazem é não dos que dizem saberem fazer. Orgão nenhum tem como saber quem consegue fazer ou não, dai inventam instiuições como as certificações, os conselhos e venham com o nome que venham, são de pessoas que querem fazer negocio fazendo que algums poucos trabalhem e tirar as chances de outros que sabem e fazem acontecer mas que não estão dispostos a dar grana pra gente que não faz nada mais do que se coçar e estar no lugar certo pra tirar dinheiro dos outros.
Emerson Lopes
01 Mai 2008, 11:55
Um dos verdadeiros significados de coitado é: "aquele que, ao invés de debater idéias, usa seu largo tempo de ócio para achovalhar pessoas que mal conhece".
Décio Nível, não esqueça. Esta coluna é: opinião dos leitores sobre Regulamentar a Informática. Qdo vc tiver uma, pode postar.
Emerson Lopes
01 Mai 2008, 11:33
Caro Decio,

Depois do meu último comentário, eu já havia deixado claro a minha opinião. Quem concordar, td bem. Quem não concorda, td bem também.
Vi que outros posts posteriores não concordaram, mas tbém ninguém colocou adjetivos depreciativos sobre minha pessoa. Mesmo porque, ninguém dessas pessoas me conhece. Inclusive você.
Eu sou a favor de que TODOS que buscam seus objetivos na vida, tem que estudar, trabalhar, se atualizar, sem passar por cima de NINGUÉM. O objetivo do meu post era citar uma forma de "profissionalizar" o profissional de T.I. Um reconhecimento da profissão que deixa mtos profissionais a mercê de consultorias que exigem mundos e fundos do candidato para pagar, sei lá, 1000,1500 reais,o mesmo salário de um auxiliar administrativo, auxiliar contábil(sem querer desmerecer quem é, lógico, isso é coisa do Seo Décio Nível).
Sobre se é justo concorrer com um Nerd de 18 anos ou não, depende do Nerd. Empresa que é Empresa não contrata gente sem um mínimo de formação, nem que seja nível técnico em informática. Veja os anúncios. É mto fácil pra quem já trabalha há anos na área sem precisar de qquer certificado, desdenhar como vc, de quem está estudando e se aprimorando para entrar ou se manter na mesma.A empresa contrata quem quiser, lógico. Mas as exigências estão só aumentando. Faculdade é básico praticamente. Mas mtas, só com a certificação já dão chances de ingresso.
É lógico que seria maravilhoso conseguir trabalhar na área sem precisar estudar em alguma escola. Mas aqui eu falo da REALIDADE. Tente apenas "concorrer" na IBM, Microsoft, qquer Systems Ltda da vida sem apresentar um "papel"(isso é pra quem depende de emprego como eu).
No mais, os posts que tenho visto por aqui parecem estar mais preocupados em mexer no bolso do que com a própria regularização. Brasileiro é assim. Só venha a nós, ao vosso reino nada...
Décio A.Alves
30 Abr 2008, 11:00
Cena de coitadismo explícito que assola nosso país, um verdadeiro movimento coitadista nacional, conforme alguém lá atrás:
"Eu não acho justo, estudar e pagar 4 anos, tirar o diploma e concorrer com um NERD de 18 anos que nunca teve base e noção de estatística, administração, língua portuguesa, economia(em TI é um dos objetivos da empresa)"

O cara se acha um coitado, e quer piedade à força, por lei. Parece que ser coitado está virando cultura nacional. Parece que agora dizer: "Vejam, que grande coitado!" está se transformando em "Veja, que grande homem!". Só porque ele paga, todos nós temos de nos submeter à sua voracidade burocrática?!
Mesmo se for uma faculdade de 5a. categoria. E o cara quer que a gente reserve o mercado para ele!

Entendo que é por isso que nosso país muitas vezes desanda. Sempre tem alguém querendo reserva de mercado para os "coitados". Os coitados por si só são um grande mercado em nosso país. E onde tem mercado, sempre aparece também um oportunista.

Garanto para você que vai aparecer um cretino, que vai querer acrescentar coitados a seu eleitorado, e escrever uma lei querendo reservar espaço para eles. Prá depois ser xingado pelo mesmo "coitado".

Ora, tenha dó!
José Moraes
28 Abr 2008, 23:12
Na minha opinião, regulamentação nessa e em muitas áreas nada seria além de "reserva de mercado" e semelhante à maioria dos sindicatos, formação de cabides de emprego para apadrinhados.
Alguém presta contas de onde é empregado as taxas "anuidades" dos conselhos, além da confecção dos jornalzinhos que sempre chegam um pouco antes para nos "preparar o espírito" e lembrar que o boleto da taxa vai chegar.
Alguém conhece alguma ação de fiscalização de de algum conselho sobre algum mau-serviço prestado por "profissional de carteirinha" sem que haja uma denúncia?
Não seria mais prudente que o próprio consumidor do serviço continuasse a fiscalizar? Já não pagamos muitos impostos? Não deveria o consumidor do serviço procurar os seus direitos junto aos órgãos competentes para tal?
Afinal, para termos justiça já pagamos adiantado. Mesmo que não façamos uso.
Sérgio
28 Abr 2008, 15:53
Senhores,
a questão sobre regulamentação ou não é muito antiga e creio que já foi reprovada por decurso de prazo.
A trinta anos atrás acho até que fazia algum sentido. Agora? Não sei.
O que me preocupa a tempos são as chamadas certificações, tais como: PMI, Cobit, ITIL, Microsoft e por ai afora.
Me preocupa, principalmente, a exigência destas certificações em licitações.
É sabido que certificação é puro negócio.
Nem entidades que se configuram como idôneas escapam. Acho um absurdo a disseminação incontrolável destas entidades "idôneas".
Por favor, reflitam a respeito disto.
Ricardo
28 Abr 2008, 14:42
Infelizmente hj no nosso país, tudo funciona a$$im!
Essa história de regulamentação da nossa profissão só vai sair do papel no momento em que alguem (*) oferecer alguma coi$a a algum politico, e daí sim a ideia virar lei pra poder ser votada e aprovada!!!

* Na minha opinião esse "alguém" vai ser um grupo de empresários com planos de criar o tal orgão regulamentador e que com certeza, de alguma forma, vão ganhar muita grana com isso...
Jose Rafael Xavier dos Santos
28 Abr 2008, 14:13
A regulamentação é essencial, e sem entra no mérito de reprimir ou restringir, deve ser feita antes que algum deputado marqueteiro o faça de forma equivocada. Isso seria um desastre completo.
Renato Fernandes
28 Abr 2008, 10:00
Pessoal não há como regulamentar, isso seria só meio de "arrancar" dinheiro dos "idiotas". Parem, pensem, quem tem competencia fica, quem não tem "racha fora", afinal nessa profissao não ha risco de morte como medicina etc...
Mandem esses politicos irem trabalhar, tanta coisa importante a ser feito. PS: Sou Analista formado pela UNITAL
Pietro
28 Abr 2008, 09:49
Eu sou formado em engenharia eletrica, e realmente não tenho CREA como sou extrangeiro. Mas posso ter, so não tenho porque não me ajuda em nada. Alias, voces verificaram se exsite conselho de informatica na Finlandia? Estados Unidos? provavelmente la não existe, e tem um motivo para não existir. Ter um orgão tem um custo, é todos os que usufruem dele devem mante-lo. Fácil, a infomatica é uma das ciencias que mas se expande no dia a dia, com isso, para estar apto para trabalhar, deveria de me certificar em todas as teclogias que surgem, con isso, calculem, vai ser um dos orgãos que mais vai faturar, e ese faturamento vai sair dos nossos bolsos.
Eu não teria nem direito a trabalhar com informatica pensando bem, sou formado em engenharia eletrica, e não em computação. E como não pago a da engenharia menos ainda pagaria pra o conselho de informatica. Acho que quem mais lucria com isso são as instiuições que certificam e quem perderia seriamos nos os trabalhadores. Quem pensa que depois de 4 anos de faculdade sai melhor que outro é porque lhe falta muito aprender ainda, quem melhor escolhe é o mercado, se o mercado e injusto, todos perdemos mais é assim, ele quem rege queiramos ou não.
Alison Souza
28 Abr 2008, 08:24
Hoje nos já temos duas entidades que certificam o profissional da área de informática:

1. O patrão ou empregador.
2. O cliente que contrata os serviços ou produto.

Bem, o patrão quer a melhor equipe, capacitada e disposta. O cliente procura pelo menor prazo com maior qualidade e custo mais acessível.

Será que estes dois já não são o suficiente para separar o joio do trigo?
Lucas Machado Bracher
27 Abr 2008, 18:10
Aldemari, seu amigo não pode ser advogado, mas pelo artigo 101 da Constituição Federal ele pode ser Ministro do Supremo.
Entendi o que você quer dizer, apesar de não concordar. Eu simplesmente não vejo porque haver um órgão regulamentador na área de informática.
Abraços!
Emerson Lopes
27 Abr 2008, 16:03
Se as pessoas que leram meu post prestarem atenção, em nenhum momento cito a OBRIGAÇÃO de se fazer faculdade pra se trabalhar na área. Apenas dou a sugestão de usar as Certificações como uma forma de se conseguir um registro profissional TIPO(pra quem não entendeu isso, é a mesma coisa que POR EXEMPLO) um CRI, já citado sua tradução no 1º post. Pode-se criar um registro profissional em que apenas se pagaria uma única taxa na retirada do mesmo após aprovação na certificação. Não há necessidade de se sustentar um conselho mesmo. Agora, diante de tantas exigências que todos nós vemos nos classificados de jornais, internet, difilcilmente encontra-se um contratante disposto a exigir apenas CONHECIMENTO na área.
De minha parte, não quero acalorar nenhuma discussão, como não estou fazendo. Opinião é livre arbítrio. E no site APINFO vcs encontrarão vários profissionais que gostariam de que a profissão fosse regulamentada. Abraços e desculpe o pisão no calo.
Lucas Machado Bracher
27 Abr 2008, 15:58
Aliás, creio que o próprio Queiroz não é formado na área, não sei se essa informação procede. Seja como for, o Queiroz com suas dicas e softwares já salvaram muito a minha pele de engenheiro. E sem o Queiroz, acredito que o Centro de Computação da Unicamp já teria desabado... como proibir um cara desses de trabalhar?
Lucas Machado Bracher
27 Abr 2008, 15:52
Digo uma coisa:
Estou concluindo o curso de engenharia de computação na Unicamp. Sei como foi difícil chegar até aqui.
Apesar disso, de todo sangue, suor e lágrimas, sou totalmente contra a regulamentação da profissão. Sei que o que vale é o talento da pessoa, e não seu diploma.
Aliás, creio que esta postura de não-regulamentação é generalizada aqui na Unicamp. Eu não teria problema nenhum em ter como chefe uma pessoa não-diplomada na área.
Não, sei, sabe? IMHO, regulamentar a profissão parece usar o diploma como muleta. E como as escolinhas de fundo de quintal estão doidas com essa regulamentação... elas vão lucrar muito!
Rodrigo
27 Abr 2008, 01:44
Como pode ser possível um povo gostar de tanta taxa assim????
Já não basta IR, ICMS, IPTU, IPVA e tantos impostos mais ainda querem colocar uma taxa anual que não vai me ajudar em nada!!!! Não vai me arranjar emprego, não vai aumentar meu salário, NÃO vou ganhar nada!!!
Não importa se eu tenho ou não um curso superior ou mestrado ou doutorado eu tenho que ter capacidade. Nenhuma empresa vai te contratar porque você é de algum conselho e sim pela sua capacidade pela sua dedicação em uma certa área.
Gente pelo amor de Deus como que pode pessoas que acham que fizeram um curso durante 4 anos que pode dar uma base, mas não capacita ninguém achar que é melhor que outra pessoa que não fez este curso??
Como falou nosso amigo acima que iria desempregar professores, dessa maneira também irá porque uma pessoa que queira se especializar em redes não pode fazer um curso da cisco e trabalhar como um especialista em redes, a menos que ele faça um curso que não vai servir a ele somente para entrar no tal conselho.
Finalizando perguntem a Engenheiros o que o CREA faz por eles?? Perguntem a Médicos o que o CRM faz por eles?? A minha esposa é Enfermeira pergunte a uma Enfermeira o que o COREN faz por elas??
Posso responder antecipadamente nada apenas uma contribuição anual que se você não pagar NÃO PODE TRABALHAR!!!
E para ninguem falar que não tenho um diploma sou Formado em Engenharia Elétrica e Sistemas de Informação e estou fazendo Mestrado em Engenharia Elétrica na Unicamp.
mario h.c.t.
27 Abr 2008, 01:31
Interessante o artigo,

e tenho alguma coisa a acrescentar.
1 - O colega Emerson, disse
"Eu não acho justo, estudar e pagar 4 anos, tirar o diploma e concorrer com um NERD de 18 anos que nunca teve base e noção de estatística, administração, língua portuguesa, economia(em TI é um dos objetivos da empresa)"

A empresa contratante é quem deve decidir quem é melhor para ela. Se o tal NERD que não sabe estatística ou não.

E tem nerds muito bons, Linus tinha 19 anos quando criou o Linux.

Outro ponto.
2 - Acredito que esta discussão esteja muito acalorada sem muita necessidade.
Primeiro, troquei alguns emails com o senador Eduardo Suplicy e ele comentou que somente quem pode criar conselhos profissionais é o Poder Executivo. Ou seja, o tal projeto de lei é um fiasco dentro das regras do país. O destino é simplesmente um veto pelo presidente da República.

3 - Informática é completamente diferente de outras profissões. Se um software não funciona é fácil verificar isso tacitamente. Explico melhor.
É extremamente fácil para um cliente (empresa) verificar se um software funciona da maneira como solicitado ou não, independentemente de quem escreveu o software. O que não ocorre com várias outras atividades.
Assim não me importa se o escalonador de processos do linux que eu uso foi feito por alguém com faculdade ou por um nerd de 15 anos de idade. O escalonador simplesmente funciona. Eu posso verificar isso.

Para terminar.
Querer que o governo tente privilegiar um pequeno grupo de pessoas incopententes que não quer disputar vagas com outras pessoas é simplesmente ridículo, e parece comportamento bem característico de um país subdesenvolvido. Vide como a reserva de marcado foi boa para alguns empresário e desastrosa para o país.
emerson lopes
26 Abr 2008, 20:33
Eu acredito que se poderia usar as Certificações em tecnologia da informação como forma da pessoa conseguir um registro profissional
na área, tipo um CRI(Conselho Regional de Informática). O próprio "autodidata" que nunca fez um mísero cursinho de introdução à informática poderia prestar esse exame, baseado em sua experiência. Afinal, existem muitas exigências(superior na área, inglês fluente)das empresas para os candidatos e, com a certificação, de repente,atestaria no papel, a comprovação de ser realmente um profissional da área juntando com a experiência adquirida durante os anos. Se formos basear na opinião do Sr. Rubens, ninguém mais vai prestar vestibular pra Análise de Sistemas, Ciência da Computação, Processamento de Dados(como eu) e demais cursos de Tecnologia e, as faculdades terão que encerrá-los, ocasionando desemprego de professores e demais profissionais ligados direta ou indiretamente na área. Eu não acho justo, estudar e pagar 4 anos, tirar o diploma e concorrer com um NERD de 18 anos que nunca teve base e noção de estatística, administração, língua portuguesa, economia(em TI é um dos objetivos da empresa).
O exemplo dado no filme pelo profissional que não tem formação, mas sabe muito de medicina é bonito, mas vivemos num planeta que existem leis e punições e, não no mundo da fantasia.
Regis
26 Abr 2008, 19:21
Há 2 tipos de regulamentação sendo propostas:

A inteligente, da SBC, com a auto-regulação e a arcaica do senador Azeredo, com a criação de um conselho!

Se a proposta do Senador Azeredo for a aprovada, o Brasil será o primeiro país a regular restritivamente a área no mundo, e como diz o ditado: Se só existe no Brasil, e não é jabuticaba, desconfie!

Assim como existe a bizarrice da Reserva de Mercado para jornalistas. Só o Brasil pede licença para o uso da caneta em Jornais!

Mas como disse o grande Antônio Carlos Jobim: "Este é um país em que as prostitutas gozam, os traficantes cheiram e em que um carro usado vale mais que um carro novo. É ou não é um país de cabeça para baixo?"
Aldemari Borges
26 Abr 2008, 18:56
De qualquer forma, a regulamentação da profissão de informática só tende a valorizar o profissional.
Tenho um amigo, recém formado em Computação que sabe mais Direito, de tanto estudar para concurso público, que a própria irmã que é Advogada. Inclusive, segundo ele, esta tira dúvidas com ele em alguns casos.
E neste caso? Ele merece tratar de assuntos jurídicos profissionalmente??
Conheço profissionais de nível médio ainda, que sabem mais sobre variedades de doenças e seus sintomas, que muito médico por aí.
E neste caso? Poderia ele então montar seu consultório?
Mesmo com todos os órgãos regulamentadores, ainda há gente que faça as duas coisas acima.
A regulamentação de nossa profissão é necessária e bem vinda.
Isto não irá evitar que pessoas aprendam informática a fundo. Mas haverá regras para que utilizar de forma profissional diretamente.

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